Arquivo Notícias - Página 237 de 1965 - Relatório Reservado

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Andrade Gutierrez busca parceiros para leilão do túnel Santos-Guarujá

29/05/2025
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O RR apurou que a Andrade Gutierrez tem conversado com dois grandes fundos de investimento especializados na área de infraestrutura. Em jogo, a busca de um sócio investidor para a disputa do leilão de concessão do túnel Santos-Guarujá, previsto para 1º de agosto. A empreiteira está montando um consórcio com a italiana WeBuild. Deverá ter como concorrentes a chinesa CCCC (China Communications Construction Company), a espanhola Acciona e a Odebrecht Engenharia e Construção (OEC). Procurada pelo RR, a Andrade Gutierrez não quis comentar o assunto.
O investimento previsto na construção do túnel de 1,5 km de extensão é de R$ 5,8 bilhões. Bem, há controvérsias. Nos bastidores, os candidatos ao leilão afirmam que os cálculos usados pelo governo de São Paulo estão desatualizados e esse valor pode ser até 50% maior. Ou seja: é um caso raro em que os investidores já reclamam o “reequilíbrio” econômico-financeiro do contrato antes mesmo da concessão.

#construção #Infraestrutura

Raízen e Femsa buscam uma rota de escape do Oxxo

29/05/2025
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Há nuvens carregadas sobre o setor de varejo na maior economia do país. Depois da espanhola Dia e do St Marché, que entraram, respectivamente, em recuperação judicial e extrajudicial, a bola da vez nas prateleiras de São Paulo é a Oxxo, rede de mercados de proximidade com mais de 600 lojas, todas localizadas no estado. Segundo o RR apurou, tanto a Raízen quanto a mexicana Femsa, que dividem o controle da empresa por meio do Grupo Nós, estão reavaliando a continuidade do negócio nos moldes atuais.

A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, pretende se desfazer da sua participação de 50% dentro do processo de desmobilização de ativos. No caso dos mexicanos, a situação é mais complexa. A Femsa é dona da marca Oxxo, com a qual atua em diversos países da América Latina.

Uma saída seria tocar a operação com um novo sócio; a outra, mais radical, seria licenciar a gestão da Oxxo no Brasil, buscando uma espécie de master franqueado ou algo do gênero. Procurada pelo RR, a Raízen não quis comentar o assunto. A Femsa, por sua vez, não retornou até o fechamento desta matéria.

A operação do Oxxo no Brasil virou uma máquina de triturar dinheiro. Recentemente, Raízen e Femsa tiveram de aportar mais de R$ 150 milhões para a companhia conseguir honrar compromissos de curto prazo. Entre 2023 e 2024, o prejuízo mais do que quadruplicou, saltando de R$ 89 milhões para R$ 406 milhões.

No mesmo período, conforme consta nas demonstrações financeiras da Raízen, o passivo de curto prazo do Grupo Nós, dono do Oxxo, saiu de R$ 285 milhões para R$ 664 milhões. É um peso a mais sobre os acionistas. Também recentemente, o grupo se viu forçado a renegociar o vencimento de R$ 150 milhões em notas comerciais emitidas em março do ano passado.

A estratégia da Raízen e da Femsa de abrir uma loja do Oxxo por dia em São Paulo serviu como uma valiosa peça de marketing, mas produziu efeitos colaterais. A expansão acelerada queimou caixa e até o momento não gerou o retorno esperado. Some-se a isso problemas de ordem conceitual.

O modelo de negócio do Oxxo, de loja de conveniência de bairro, de pequeno porte e reduzida variedade de produtos, enfrenta resistências entre o consumidor brasileiro. Vide a própria espanhola Dia, que depois de uma longa crise vendeu suas 246 lojas em São Paulo para o empresário Nelson Tanure.

#Raízen

BlackRock puxa êxodo de investidores do capital da Azul

29/05/2025
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Ao menos por ora, o pedido de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos só aumentou a desconfiança entre os investidores em relação ao futuro da companhia. Que o diga o BlackRock, maior gestora de ativos do Planeta, com quase US$ 12 trilhões sob o seu guarda-chuva. Há um zunzunzum no mercado de que os norte-americanos pretendem zerar sua posição acionária na companhia. Nos dias que antecederam a decisão da empresa de recorrer ao chamado Chapter 11, o BlackRock já havia negociado uma parcela da sua participação, caindo para menos de 5% das preferenciais da Azul. Outros fundos de investimento já começaram a seguir o mesmo caminho, pressionando ainda mais o papel para baixo. No dia seguinte ao pedido de recuperação judicial, os ADRs da Azul em Nova York chegaram a cair 40%.

#Azul

Lula e Zema disputam “paternidade” do Anel Ferroviário do Sudeste

29/05/2025
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Formalmente, o “dono” do Anel Ferroviário do Sudeste é o governo federal. Politicamente, no entanto, a gestão Lula e o governador Romeu Zema travam uma disputa pela “propriedade” do empreendimento, notadamente pela primazia nas tratativas com investidores chineses. Em sua recente viagem a Pequim, o presidente Lula abriu negociações com o governo de Xi Jinping para o financiamento a um pacote de projetos na área de infraestrutura, incluindo a construção do Anel Ferroviário. Na paralela, Zema também tenta capitalizar os dividendos políticos pela eventual viabilização do investimento. Assessores do governador mineiro mantêm conversações com investidores chineses, sobretudo a China Railway Construction Company (CRCC), uma das maiores operadoras ferroviárias do mundo. Tentam costurar a participação da CRCC no leilão de construção do corredor logístico – o Ministério dos Transportes pretende realizar o certame ainda neste ano. Orçado em R$ 4,5 bilhões, o Anel Ferroviário do Sudeste terá ao todo 495 km e conectará a Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), da Vale, à malha ferroviária da MRS, no Rio de Janeiro.

#Lula #Romeu Zema

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