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“PTs” disputam sucessão na presidência da Previ
2/06/2025O momento é de efervescência nos grandes fundos de pensão do país. Há informações em Brasília de que o PT trabalha pela substituição do atual presidente da Previ, João Luiz Fukunaga. Talvez o mais correto seja dizer “os PTs”. Uma ala do partido defende a escolha do atual ministro da Secretaria Geral da Presidência, Marcio Macedo. Outro grupo costura a indicação de Ricardo Berzoini, que comandou os Ministérios da Previdência e do Trabalho no governo Lula e as Pastas das Relações Institucionais e da Comunicações na gestão Dilma. Um dos articuladores da nomeação de Berzoini seria o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que voltou a ter ascendência sobre os fundos de pensão. Que o diga a Petros, que também vive um momento de ebulição. Henrique Jäger deixou a presidência da fundação em março. Um dos cotados para o cargo é o atual diretor de investimentos da entidade, Gustavo Gazaneo – conforme noticiou o RR (https://relatorioreservado.com.br/noticias/comando-da-petros-provoca-queda-de-braco-entre-pt-e-alexandre-silveira/). Gazaneo chegou à diretoria da Petros por ingerência do próprio Vaccari.
Turbinada por fundo californiano, Loft prepara seu desembarque nos Estados Unidos
2/06/2025A Loft, uma das maiores startups de compra e venda de imóveis da América Latina, vai ampliar sua operação internacional. Segundo o RR apurou, a proptech brasileira, que já atua no México, planeja sua entrada nos Estados Unidos. O desembarque se daria por meio da compra de uma plataforma local, a exemplo do que ocorreu no mercado mexicano, com a aquisição da TrueHome, em 2021.
O principal impulso para o ingresso da Loft nos Estados Unidos vem da gestora californiana Andreeseen Horowitz, uma de suas acionistas. Os fundadores da proptech brasileira, Florian Hagenbuch e Mate Pencz, são bastante próximos de Marc Andreeseen e Ben Horowitz, sócios da firma de investimentos norte-americana. A ponto de Pencz ter sido convidado para a posse de Donald Trump, em janeiro. Andreeseen e Horowitz, por sinal, têm uma relação intestina com a gestão Trump, o que pode vir a ser um facilitador para os investimentos da Loft no país.
Horowitz cumpriu um papel importante na indicação de nomes para o DOGE, o Departamento de Eficiência Governamental, criado sob medida para Elon Musk. Em contato com o RR, a Loft informou que está “sempre avaliando novas regiões e bases de clientes que poderiam se beneficiar de nossos produtos e serviços”.
A Loft tem uma trajetória de picos e vales. Fundada em 2018, a startup levou apenas 16 meses para alcançar o valuation de US$ 1 bilhão e entrar para o seleto grupo dos unicórnios brasileiros – àquela altura havia apenas 11 espécimes no país. No entanto, mesmo após levantar US$ 798 milhões em sete rodadas de capitalização, a proptech entrou em uma espiral de crise. Sem atingir seu breakeven, torrou parte expressiva do caixa rapidamente.
A falta de resultados levou a ajustes internos draconianos. Entre 2022 e 2023, foram quatro levas de demissões, totalizando quase 1,2 mil funcionários. A sangria surtiu efeito, conforme ressaltado pela própria Loft ao RR: “Graças ao reposicionamento estratégico realizado em 2022, a empresa vem mantendo um crescimento forte e uma lucratividade significativa nos últimos dois anos”.
No fim de 2023, a startup alcançou seu ponto de equilíbrio, registrando seu primeiro lucro em cinco anos de existência. Entre 2023 e 2024, sua receita cresceu em média 30%. No último mês de fevereiro, a Loft firmou uma parceria com a Caixa Econômica para atuar como correspondente do banco na originação de crédito imobiliário, sua grande aposta para um salto no faturamento. Com a casa razoavelmente arrumada no front interno, a startup volta os olhos para o mercado internacional.
Credores reviram todos os “tostões” da Hurb
2/06/2025Os credores da Hurb (antigo Hotel Urbano), notadamente bancos e companhias aéreas, estão levantando eventuais créditos tributários aos quais a empresa tenha direito. Miram também no patrimônio pessoal do empresário João Ricardo Mendes, acionista controlador da plataforma de viagens. Buscam caminhos possíveis na tentativa de receber ao menos parte do que a empresa lhes deve.
Na prática, é como se os credores já estivessem se antecipando e vasculhando o espólio da companhia. A situação da Hurb, como se sabe, é grave. Em abril, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça obrigou a empresa a suspender a comercialização de pacotes com datas flexíveis, modalidade responsável por mais de 95% do seu faturamento.
Quase que simultaneamente, o Ministério do Turismo cancelou o cadastro da Hurb, na prática impedindo a atuação da empresa no setor. Os números sobre a dívida da companhia são dispersos e imprecisos. Mas, no setor, estima-se que apenas as execuções judiciais contra ela somem R$ 100 milhões.
Em tempo: como se não bastasse sua delicada situação financeira, a Hurb é marcada também pelas polêmicas e fatos absolutamente incomuns protagonizados por João Ricardo Mendes, seu controlador.
Mendes está preso desde o fim de abril após ser flagrado furtando esculturas e quadros de um escritório de arquitetura no Rio de Janeiro. Antes, o empresário, que chegou a se definir como “Elon Musk brasileiro”, se notabilizou por ofensas a clientes da Hurb nas redes sociais.
Planalto vai reconduzir o “eleito” de Alexandre de Moraes para o TSE
2/06/2025Segundo informações filtradas do Palácio do Planalto, o presidente Lula vai referendar a recondução de Floriano de Azevedo Marques para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não necessariamente por Marques ter sido o mais votado da lista tríplice apreciada pelo STF na semana passada, quase uma mera formalidade. Na prática, bastou um eleitor de peso para assegurar a permanência do jurista na Corte eleitoral: Alexandre de Moraes. O ministro do STF atuou fortemente nos bastidores pela recondução de Marques a mais um mandato no TSE. Tinha uma oponente de peso. O que se diz em Brasília é que a atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, trabalhou contra a manutenção de Marques na Corte. Deve ser voto vencido. A essa altura do campeonato, Lula não vai recusar um pedido de Moraes.