Arquivo Notícias - Página 230 de 1965 - Relatório Reservado

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Funcionários querem a cabeça do presidente dos Correios

9/06/2025
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Os Correios vivem não apenas uma crise financeira, mas também institucional. Lideranças sindicais vinculadas à estatal pressionam o governo pela demissão do presidente da empresa, Fabiano Silva dos Santos. Acusam Santos de adotar medidas irresponsáveis diante dos graves prejuízos da companhia – R$ 2,4 bilhões em perdas apenas em 2024. Recentemente, os Correios abriram uma licitação para a compra de carros de luxo para a diretoria. Quando o assunto chegou à imprensa, a concorrência foi suspensa. Os sindicalistas apontam também que a deterioração financeira da estatal tem impactado no “chão de fábrica”, com interrupção de serviços previstos nos planos de saúde dos funcionários e atrasos no pagamento de terceirizados. O Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo, Grande São Paulo e Sorocaba), por exemplo, foi à mídia denunciar o que chama de colapso financeiro e operacional dos Correios, conforme matéria publicada pela Folha de S. Paulo na última sexta-feira. A pressão pelo afastamento de Santos da presidência da ECT esbarra diretamente do Palácio do Planalto. O advogado, ligado ao Grupo Prerrogativas, composto por juristas alinhados ao PT, foi escolhido para o cargo pelo próprio presidente Lula.

#Correios #Crise Institucional #Fabiano Silva dos Santos

Governo e operadoras se unem por assento em agência multilateral de telecomunicações

9/06/2025
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O governo brasileiro e as grandes operadoras de telefonia do país – Vivo, Claro e TIM – estão irmanados com o objetivo de ocupar um posto importante na geopolítica da indústria da conectividade. Essa “Parceria Público Privada” trabalha pela candidatura do presidente da Anatel, Carlos Baigorri, ao cargo de Secretário-Geral Adjunto da União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da ONU responsável por assuntos relacionados a tecnologia e telecomunicações.

A eleição do substituto do atual ocupante do posto, o lituano Tomas Lamanauskas, só ocorrerá no fim de 2026, mas as articulações diplomáticas já estão em curso. Ter um representante brasileiro na entidade é visto como um movimento estratégico tanto pelo governo quanto pelas empresas privadas. Entre outras atribuições, a UIT tem autoridade para coordenar o uso e o compartilhamento do espectro de radiofrequências e das órbitas de satélites em todo o mundo.

Trata-se de um ativo escasso e altamente valioso para empresas de telefonia, operadoras de redes satelitais e mesmo fabricante de equipamentos. Não por acaso, governos e grandes grupos globais da área de telecomunicações têm participado ativamente de discussões no âmbito da instituição multilateral com o objetivo de influir em decisões ligadas a 5G, redes ópticas, computação na nuvem e inteligência artificial. Ou seja: questões relevantes vinculadas à economia digital passam pela UIT.

A importância da União Internacional de Telecomunicações como instância de referência normativa e de influência no próprio mercado pode ser medida pelas recentes disputas travadas entre Estados Unidos e China dentro da organização. O governo Trump, por exemplo, tem trabalhado junto a países da OCDE com o objetivo de isolar propostas chinesas que afetam a atual arquitetura da internet e proteger cadeias globais fornecimento contra a dependência de tecnologias do país asiático.

A China, por sua vez, tem atuado fortemente na UIT, seja por seus canais governamentais, seja por meio de suas empresas, como Huawei, ZTE e China Telecom. Ressalte-se que o país comando o órgão multilateral entre 2015 e 2022, período em que o chinês Houlin Zhao ocupou o cargo de secretário-geral da UIT.

Nessa luta entre o rochedo e o mar na geopolítica das telecomunicações, afinal que posição cabe ao Brasil? Um dos interesses prioritários do país é a regulamentação para ocupação de órbitas por satélites.

O céu tornou-se um ativo cobiçado e disputado pelas nações devido ao crescimento das mega constelações LEO (Low Earth Orbit). Trata-se de um tema sensível que coloca em oposição interesses soberanos. Esse é um assunto que está na órbita das operadoras de telefonia móvel na esteira do avanço das conexões direct-to-device (D2D), entre redes de satélites e dispositivos celulares. O tema crepita na própria Anatel.

Em março do ano passado, o Conselho Diretor, comandado por Baigorri, aprovou regras temporárias e experimentais para esse tipo de conectividade, uma espécie de test driver para se chegar a uma normatização definitiva. No entanto, até o momento, essa regulamentação transitória não resultou em parcerias entre empresas de telefonia e de satélites.

 

#Claro #TIM #Vivo

Marex transforma Agrinvest em plataforma de commodities agrícolas

9/06/2025
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A julgar pelo seu track record, a compra da Agrinvest, uma das maiores consultorias e corretora de commodities do Brasil, é apenas o ponto de partida para a Marex esticar seus tentáculos no país. Os ingleses pretendem transformar a empresa brasileira em um hub de serviços financeiros, aproveitando-se da sua base de clientes para negociar contratos futuros e derivativos, tanto na B3 quanto na CME (Chicago Mercantile Exchange). Operações mais sofisticadas, como swaps de commodities, créditos de carbono, e financeirização de estoques agrícolas também estão no radar. Outro passo que deverá ser dado pelos britânicos é alargar o terreno de atuação da Agrinvest para outros produtos, como arroz, algodão e etanol. Hoje, a companhia concentra suas atividades na corretagem de grãos de soja e milho – no caso deste último, comercializa aproximadamente 14 milhões de toneladas por ano. A Marex é um gigante global das commodities agrícolas, além de operar também com metais e energia. Com capital aberto na Nasdaq e valor de mercado da ordem de US$ 3 bilhões, tem mais 40 escritórios espalhados pelo mundo e negocia contratos em 60 bolsas internacionais.

#Agronegócio

Novo presidente da CBF busca tabelinha direta com Lula

9/06/2025
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O novo presidente da CBM, Samir Xaud, trabalha para construir pontes com o Palácio do Planalto. As tentativas de aproximação se dão, notadamente, por meio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner. São dois nomes cirúrgicos, escolhidos a dedo por Xaud para quebrar resistências políticas no governo. Costa e Wagner eram dois importantes aliados do ex-presidente da entidade, o também baiano Ednaldo Rodrigues. O novo mandatário da CBF pretende, inclusive, usar o treinador Carlo Ancelotti, o novo “darling” da nação, para quebrar o gelo com o Planalto. Já teria, inclusive, sugerido a Costa e a Wagner um encontro entre Ancelotti e o presidente Lula. Saud chegou ao cargo com instinto de sobrevivência aguçado. Tem como exemplo didático a derrocada de seu antecessor. Ednaldo Rodrigues foi ejetado do cargo após perder sustentação política no Congresso e no Judiciário. Mas lhe faltou, sobretudo, apoio do Palácio do Planalto.

#CBF #Lula

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