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Ecorodovias ensaia seu retorno aos leilões de estradas federais

6/06/2025
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A Ecorodovias desponta como forte candidato ao leilão da BRs-116/324/BA, a antiga ViaBahia. É o que se ouve no Ministério dos Transportes. Trata-se da maior concessão rodoviária programada pelo governo Lula para 2025. O investimento previsto beira os R$ 16 bilhões. A Ecorodovias volta a ter poder competitivo nos certames do setor após dar um cavalo de pau em suas finanças. O crédito de R$ 7,3 bilhões obtido junto ao BNDES em fevereiro permitirá à empresa repactuar seu passivo de curto prazo. Analistas já esperam uma ligeira redução do nível de alavancagem no balanço do segundo trimestre, em um movimento que deverá se acentuar ao longo dos próximos meses – no demonstrativo de março, a relação dívida líquida/Ebitda estava em 3,9 vezes, 0,5 acima do índice registrado em março de 2024. Além do acordo com o BNDES, a Ecorodovias levantou outros R$ 4 bilhões nos últimos meses, o que aumenta a folga em relação ao perfil da sua dívida. De acordo com relatório de research divulgado recentemente pelo BofA, a companhia passou a ter condições de financiar entre 75% e 100% dos investimentos nas concessões que fazem parte do seu portfólio, contra apenas 50% anteriormente. Em contato com o RR, a Ecorodovias disse entender que “a alavancagem do grupo está sob controle e segue a característica da dinâmica do nosso negócio. Novas concessões, como as adquiridas recentemente pela EcoRodovias, naturalmente começam com alavancagem elevada, mas isso vai reduzindo ao longo do tempo”. A empresa afirma ainda que, no momento, “está focada na execução dos investimentos já contratados”.

#Ecorodovias #Leilão

Lançamento de títulos do Tesouro no exterior foi combinado com os bancos brasileiros

6/06/2025
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O lançamento de US$ 2,75 bilhões em títulos do Tesouro Nacional, realizado na última quarta-feira, aparentemente teve um único propósito: servir como atestado da credibilidade do Brasil no exterior. De acordo com um analista assentado na Faria Lima, isso explicaria a colocação de um volume tão reduzido – e desnecessário – de papéis em uma operação isolada.

Esta teria sido a forma encontrada pela equipe econômica para mostrar que a piora da nota de crédito do país de “positiva” para estável, decretada pela Moody’s na semana passada, não deixou fuligem na reputação soberana do Brasil junto aos investidores internacionais. Uma montagem de efeito demonstração, milimetricamente calculada, que ganhou destaque em todos os veículos de mídia. De acordo com a mesma fonte, a emissão se deu a partir de um acordo com a banca privada nacional, que teria assegurado a compra de grande parte dos títulos ofertados.

Ou seja: o governo procurou fechar qualquer brecha capaz de gerar um efeito contrário, isto é, de levantar dúvidas quanto à percepção de risco do Brasil no exterior. No melhor estilo Tancredo Neves, que dizia só enviar uma carta quando já sabia qual seria a resposta, a equipe econômica apertou o gatilho da operação com a certeza de que havia garantia de compra dos papéis. Mesmo porque, nesse caso específico, é impossível decantar o interesse público do privado.

Está tudo junto e misturado. Não custa lembrar que a Moody’s também revisou de “positiva” para “estável” a perspectiva de 21 bancos brasileiros, nas avaliações de depósitos de longo prazo, ratings de dívida sênior sem garantia de longo prazo e de emissor, quando aplicável.

Entende-se o excesso de prudência do governo ao acolchoar a emissão de títulos do Tesouro com tamanho cuidado. Grassam dúvidas, justificáveis, em relação à eficácia do ajuste fiscal – dúvidas estas que tendem a se acentuar com a proximidade de 2026 e da planilha de gastos eleitoreiros que virá a reboque. Curioso é que a medida foi aceita até com uma certa bonomia pelo mercado.

Ou melhor dizendo, desprezo pela interpretação contrafactual. De toda a forma, não obstante a entropia das contas públicas, há sólidos fundamentos macroeconômicos que não podem ser ignorados. O país detém US$ 341 bilhões em reservas cambiais. É o segundo credor líquido de títulos do Tesouro norte-americano. 

A estimativa de superávit comercial para este ano supera US$ 70 bilhões.  A dívida externa brasileira é pequena. O investimento estrangeiro direto é crescente. Em abril, chegou a US$ 5,4 bilhões, acima dos US$ 4 bilhões projetados e dos US$ 3,8 bilhões registrados no mesmo mês no ano passado.

#Tesouro Nacional

Natura volta ao passado e mira expansão na América Latina

6/06/2025
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O novo CEO da Natura, João Paulo Ferreira, vai avançar na estratégia “retrô” iniciada por Fabio Barbosa, agora alçado à presidência do Conselho de Administração. Por estratégia “retrô” leia-se, sobretudo, investir na expansão da própria marca Natura no exterior. Segundo o RR apurou, além da já anunciada ampliação da rede no México, a empresa planeja abrir outras cinco lojas na Colômbia em até um ano – hoje são três estabelecimentos. A gestão da companhia enxerga espaço também para duplicar sua presença no Peru, onde soma dez lojas. Hoje, diga-se de passagem, a maior operação na América do Sul, fora o Brasil, está no Chile, com 30 pontos de venda. Esse revival, com o crescimento exclusivamente da marca Natura no exterior, se contrapõe à grande investida internacional iniciada pela empresa na década passada, que a levou à aquisição de grifes globais da área de cosméticos, como Aesop, The Body Shop e Avon. Das três, as duas primeiras já foram vendidas. A Avon, por sua vez, foi destrinchada, e a gestão de Ferreira tem a missão de concluir o que a administração de Fabio Barbosa não conseguiu: vender as operações da empresa fora da América Latina. Procurada pelo RR, a Natura não quis comentar o assunto.

#Natura

Hidrogênio verde entra no rol de investimentos da GWM no Brasil

6/06/2025
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O investimento da Great Wall Motors (GWM) no Brasil irá além da fabricação de automóveis. A FTXT (GWM Hydrogen), braço de energia limpa do grupo, está desembarcando no país. Há informações no setor de que os chineses vão desenvolver projetos de produção de hidrogênio verde – as portas estariam abertas para possíveis parceiros. A prioridade será o suprimento da fábrica da GWM em Iracemápolis (SP), parte de um pacote de investimentos de R$ 10 bilhões no Brasil. No entanto, os planos da FTXT contemplam também a venda de energia para terceiros. A companhia firmou um acordo de cooperação com a Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais, voltado à transferência e ao intercâmbio de tecnologias associadas ao uso de hidrogênio verde em caminhões e outros veículos. Fundada há pouco mais de cinco anos, a FTXT tem cinco centros de pesquisa e desenvolvimento, dois deles na China e os demais no Japão, Alemanha e Canadá. O Brasil está prestes a estacionar nesse seleto clube.

#Hidrogênio verde

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