Arquivo Notícias - Página 228 de 1965 - Relatório Reservado

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As cadeiras de Trump e de Putin

11/06/2025
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Do genial Luís Fernando Veríssimo: “velhice é quando você consegue se levantar da cadeira na terceira tentativa, e aí não lembra porque se levantou”. A cadeira de Donald Trump é a mais alta do mundo. Por isso, ele se levanta facilmente, mas, uma vez de pé, não lembra que iria acabar com a guerra na Ucrânia em menos de 24 horas. Vladimir Putin, que fez a vida nas cadeiras da KGB, agora apanha da “KGB da Ucrânia”, em que ele mesmo se sentou. E deve estar se perguntando por que cadeiras de casas em cima de caminhões voam e ainda explodem sobre seus melhores aviões, a quatro mil quilômetros de suas fronteiras. Um professor de Clínica Médica me disse, certa vez, que “a única maneira de viver bastante é ficar velho”. Eu acrescentaria que depende das cadeiras…

Alceni Guerra é colaborador especial do Relatório Reservado

#Donald Trump #Estados Unidos #Vladimir Putin

Risco de judicialização ronda licitação de novo terminal do Porto de Santos

11/06/2025
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O mar está revolto na Antaq. Maersk e MSC, donas da BTP (Brasil Terminal Portuário), e CMA CGM, controladora da Santos Brasil, têm feito uma intensa operação de lobby nos bastidores com o objetivo de derrubar o modelo de licitação do Tecon Santos 10. A proposta do diretor-geral interino da agência, Caio Farias, cria restrições à participação no leilão de empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos, caso da trinca. As três só poderão disputar uma segunda rodada da licitação, na hipótese de não haver candidatos no primeiro certame. Maersk, MSC e CMA CGM têm poucas horas para virar esse jogo. Amanhã, a diretoria da Antaq vai se reunir para referendar a modelagem apresentada por Farias e já submetida ao TCU. Batido o martelo na agência reguladora, restará ao trio de operadores portuários ancorar na Justiça, cenário, diga-se de passagem, que já é discutido entre as companhias. Procuradas, Maersk, MSC e CMA CGM não se manifestaram.

#Antaq #Porto de Santos

Haddad reencarna Guedes e Zambelli na ofensiva contra o Fundeb

11/06/2025
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A novela do Fundeb está longe de um epílogo. Na última revoada de medidas fiscais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, postou-se como um dos paladinos em defesa do Fundo. Àquela altura, conseguiu ganhar a batalha, até porque a punhalada no mecanismo de financiamento levaria à incômoda comparação do governo Lula com a gestão Bolsonaro. Ninguém mostrou a conta, mas qualquer redução no Fundo representa milhões de crianças que deixarão de ser educadas.

Dessa vez, porém, o cerco apertou. Ao esmiuçar os números do Fundeb, assim como do BPC (Benefício de Prestação Continuada), na reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, no último domingo, Haddad deixou claro que sua resistência não é mais a mesma. O ministro sabe melhor do que ninguém que terá de entregar um ou outro anel para salvar os próprios dedos e jogar no colo do Congresso algum corte de incentivos fiscais ou aumento de tributo.

No caso específico do Fundeb, a pressão para ceifar os gastos vem de todos os lados, a começar por fiscalistas. As despesas com o programa também estão na mira dos parlamentares. Na última segunda-feira, o próprio Hugo Motta disparou contra o Fundo: “Se mantivermos o crescimento ao longo dos anos, ele vai para algo em torno de R$ 70 bilhões.

Está se discutindo não que a gente impeça esse crescimento, mas que esse avanço ocorra de forma mais espaçada. É um ponto que vamos discutir”. A rigor, apenas a área de educação esperneia contra a supressão nos recursos do Fundeb.

Há um ponto curioso nesse folhetim orçamentário: por um capricho na conjunção dos astros da política, Fernando Haddad – quem diria? – está se alinhando a Carla Zambelli, a fugitiva número 1 da nação no momento. Em 2020, quando da aprovação da PEC do Fundeb, Carla foi contra a inclusão do Fundo na Constituição e, por consequência, a sua transformação em mecanismo permanente. Só votou a favor da proposta, aos 45 do segundo tempo, após sonora pressão do governo Bolsonaro – Bia Kicis, também do PSL, então sigla de Jair Bolsonaro, decidiu peitar o presidente e acabou expulsa do partido.

Para efeito de contextualização, Bolsonaro e Paulo Guedes queriam desidratar o Fundeb, mas voltaram atrás em função das articulações políticas. Operar na contramão da educação, no caso, não rima com eleição.

Pois agora Haddad trabalha com a ideia de uma nova PEC para impor uma trava ao Fundeb, com o congelamento do reajuste nos repasses pelos próximos dois anos. Em tempos de inflação crescente e juros nas alturas, a suspensão do aumento será um duro golpe para estados e municípios. A tunga é expressiva. Para este ano, o gasto da União com o Fundeb está estimado em R$ 58 bilhões, ou seja, alta de 18% em relação a 2024.

Para o ano que vem, a complementação de recursos prevista chega a 23%. É um dinheiro que já está virtualmente lançado nas contas dos entes federativos e corre o risco de evaporar.  E há uma preocupação a mais para governadores e prefeitos: medidas contracionistas como essa sabe-se quando começam, mas não quando terminam. Na possibilidade de Lula ser reeleito ou emplacar seu sucessor, sempre existe a ameaça da subtração nos recursos para a educação ser mantida por mais alguns anos.

Quando o assunto é o Fundeb, há mais agrupamento entre as constelações lulistas e bolsonaristas do que supõe nossa vã filosofia. A crônica do Fundo remonta à gestão de Paulo Guedes no Ministério da Economia. A ideia de sugar recursos do mecanismo de financiamento da Educação foi amplamente discutida pela equipe econômica de Bolsonaro.

Por incrível que pareça, quem acabou segurando o Fundo foi o próprio Guedes, convencido do revés político que a medida custaria ao governo Bolsonaro. O tempo passou, a cadeira de Guedes foi ocupada por alguém com convicções bem distintas, mas, ainda assim, o Fundeb voltou à linha de tiro.

 

#Fundeb

Abertura de capital de subsidiárias entra no radar da Azul

11/06/2025
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Além da injeção de dinheiro novo acertada com os credores e do anunciado aporte da United e da American Airlines, a Azul busca outros caminhos para levantar recursos no âmbito do seu plano de recuperação judicial nos Estados Unidos. Uma das ideias discutidas é destravar valor de subsidiárias, com a venda de parte do capital. A medida contemplaria, por exemplo, a Azul Cargo. Seu braço de transportes de cargas faturou R$ 1,4 bilhão no ano passado, o equivalente a 7% da receita total do grupo. Trata-se de um negócio com viés de alta por conta do e-commerce. A prestação de serviços para o varejo digital já responde por metade do faturamento da divisão. Em outro front, a Azul vislumbra também a possibilidade de atrair investidores para a sua unidade de compra e venda de créditos de carbono, criada no início deste ano. Trata-se de um marketplace para a negociação de instrumentos de compensação de emissões, que atende ao próprio grupo e a terceiros.

#Azul

Bajaj aumenta as cilindradas da sua operação no Brasil

11/06/2025
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A fabricante de motocicletas indiana Bajaj está aumentando a aposta no mercado brasileiro. No setor corre a informação que a montadora planeja lançar três novos modelos no país ao longo dos próximos meses. Todos serão produzidos na fábrica da empresa, em Manaus. Os indianos pretendem comercializar motocicletas de maior valor agregado. Hoje, sua operação no Brasil está concentrada na linha Dominar, com preços entre R$ 17 mil e R$ 26 mil. A ampliação do portfólio será acompanhada de uma expansão da rede comercial no país, hoje composta por 40 concessionárias. O Brasil é um lócus estratégico para a fabricante de motos da família Bajaj, dona de uma das dez maiores fortunas da Índia, com patrimônio estimado em quase US$ 25 bilhões. O país abriga a única fábrica da montadora fora do seu país de origem.

#Bajaj

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