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O que esperar da Aura Minerals após o IPO na Nasdaq

27/06/2025
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Prestes a realizar seu IPO na Nasdaq, a Aura Minerals estuda ampliar sua liquidez na B3, com medidas como recompra de ações ou eventual desdobramento após a conclusão da emissão no mercado norte-americano, segundo fontes próximas à companhia. A empresa deve anunciar também novos investimentos nas minas brasileiras — em especial no projeto Borborema (RN) — e avalia aquisições que possam complementar sua presença na América Latina.

Com a operação na Nasdaq, a Aura estima levantar cerca de US$ 300 milhões. Segundo informações filtradas pelo RR, a empresa já teria assegurado demanda para esse valor. Com receita de US$ 624 milhões nos últimos 12 meses até março e quatro minas operacionais (além de uma em ramp-up), a Aura vem de um ciclo de valorização expressiva: os papéis triplicaram de valor ao longo do último ano, impulsionados pela alta do ouro.

 

#Aura Minerals #minério #Nasdaq

Lula poderá propor moeda dos Brics na reunião de Cúpula do bloco

27/06/2025
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O presidente Lula está pedindo subsídios ao Itamaraty e à Fazenda para pleitear a criação de uma moeda dos Brics ou mesmo de uma plataforma que permita as trocas comerciais diretas entre os países que adotarem o novo sistema. A defesa do “padrão monetário alternativo” será realizada na reunião de Cúpula dos Brics, que ocorrerá de 5 a 7 de julho, no Rio de Janeiro. Lula já se manifestou em outras vezes favoravelmente ao novo meio de pagamento, que faria frente ao dólar.

A tese é que o valor do comércio internacional dos países que integram os Brics é maior do que o montante para os mesmos fins da moeda norte-americana. O presidente quer bater na mesma ideia com ênfase, buscando assim um protagonismo maior na reunião. A priori vai falar ao vento.

Os norte-americanos tem músculos de sobra para barrar qualquer tentativa mais efetiva de adoção da “moeda Brics”. Não bastasse isso, a ressonância da voz de Lula no concerto dos países que compõem o acrônimo é destituída de lastro. O Brasil tem uma parcela insignificante no volume global do comércio internacional – em torno de 1%.

Mesmo quando se contabiliza apenas os Brics, sua participação é reduzida, equivalente a menos de 9%. Ou seja: dita por Lula, a proposta de uma nova moeda terá o som de um sussurro. Se ainda fosse a China… Ocorre que o gigante asiático mantém prudente distância em relação à tese. Melhor mesmo Lula focar na questão do clima. Pelo menos terá algumas garrafas vazias para vender.

 

#Brics #Lula

A delicada posição do Salic no embate entre a BRF e a Minerva Foods

27/06/2025
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Há ruídos na relação entre a família Queiroz e o fundo saudita Salic, sócios na Minerva Foods. O pano de fundo é a fusão entre a Marfrig e a BRF, da qual os árabes também são acionistas. Corre no setor que a decisão do Salic de se abster da votação para a aprovação do M&A se deu por pressão dos Queiroz. Inicialmente, o fundo havia se manifestado a favor da operação, mas, na hora H, não proferiu seu voto à distância. Como um pé lá (Minerva) e outro cá (BRF), o Salic encontra-se em uma posição privilegiada no que diz respeito à cadeia da proteína animal no Brasil. No entanto, trafega por um terreno sensível do ponto de vista societário. Principalmente depois que a Minerva Foods abriu fogo contra o M&A. A empresa entrou como terceira parte interessada no processo instaurado pelo Cade para analisar a associação entre Marfrig e BRF e seus impactos no setor. Alega que a operação criará concentração de mercado em certos produtos e atingirá seus interesses econômicos. A Minerva é concorrente direta da Marfrig no segmento de carne bovina in natura e fornecedora da BRF. Por ora, com a sua dupla presença, o Salic vai se equilibrando entre os “Montecchio” e os “Capuleto” da proteína animal.

#BRF #Minerva Foods

Órgão vinculado ao Ministério da Saúde entra na mira do TCU

27/06/2025
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O Tribunal de Contas da União vai instaurar uma auditoria especial para apurar possíveis irregularidades na contratação de pessoal da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). Há suspeitas de que o órgão estaria dando prioridade à admissão de parentes e/ou indicados por servidores graduados do Ministério da Saúde. A AgSUS é um ente jurídico criado para dar suporte operacional à execução de políticas formuladas pela Pasta. O TCU recebeu em maio denúncia sobre a falta de transparência nos processos de seleção da AgSUS, por iniciativa da senadora Damares Alves (Republicanos-PR). O parecer do TCU que deu início à investigação teve relatoria do ministro Bruno Dantas. Em seu voto, ele destacou que a divulgação restrita de processos seletivos – apenas no site da agência – e os curtos prazos para inscrição limitam de fato a concorrência e facilitam o direcionamento na seleção.

#Ministério da Saúde

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