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Quem vai ficar com o lixo de São Paulo?
26/06/2025
WEG e Embraer despontam na linha de frente da “Nova BNDESPar”
26/06/2025A “Nova BNDESPar”, que disponibilizará R$ 10 bilhões para o financiamento de “empresas” maduras, conforme anunciado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, já tem duas companhias na mira: WEG e Embraer. Em uma analogia com o Mundial de Clubes, ambas são vistas dentro do banco como o PSG e o Bayern das corporações nacionais. Ou seja: duas potências.
Em uma segunda prateleira na tabela de classificação, também no radar da agência de fomento, estão as primas-irmãs Raízen e Cosan, que têm a onipresença de Rubens Ometto no seu controle. Usando-se o mesmo paralelo, são, neste momento, algo como Flamengo e Botafogo. No caso da Embraer, ressalte-se, a BNDESPar já tem uma participação no capital, de 5,37%.
Os critérios serão diferentes dos adotados pelo braço de participações do BNDES em outro momento da história, que, por exemplo, levaram a JBS a se transformar no grande conglomerado da cadeia de proteína. O grupo dos irmãos Batista é essencialmente um produtor de commodities. Mercadante quer que os investimentos do BNDESpar sejam focados em empresas que reúnam conjuntamente os seguintes atributos: atuem no setor industrial; sejam corporações globais; estejam ligadas direta ou indiretamente à atividade exportadora; e tenham uma pegada ambiental.
Mercadante tem outras preocupações para além dos parâmetros de escolha das companhias beneficiadas: montar um sistema de auditoria dos empréstimos à prova do modelo toma lá dá cá de outros tempos, do qual a própria JBS é o maior símbolo. Qualquer semelhança com o passado seria um prato cheio para a oposição. Não que o grupo dos Batista não tenha dado certo, tornando-se a maior companhia do seu setor – em parte devido ao dinheiro maculado do BNDES.
Mas a associação acabou arrastando a BNDESPar, involuntariamente, para um território marcado por práticas de corrupção. A JBS tornou-se um dos símbolos da Lava Jato.
No caso da “Nova BNDESPar”, as próprias empresas que deverão ser escolhidas já funcionam, por si mesmo, como um hedge natural contra suspeições. WEG e Embraer, por exemplo, são companhias sobre as quais nunca pairaram qualquer acusação de más práticas.
O apoio à indústria tem ainda outra função: cumpre a promessa de Lula de que seu governo seria marcado pela reindustrialização. Passados dois anos e meio de mandato, a gestão lulista corre atrás do prejuízo naquele que deveria ser o setor mais dinâmico da economia. Bem, antes tarde do que nunca.
Fundo de pensão causa curto-circuito entre funcionários da Cemig e governo Zema
26/06/2025O governo Zema e os funcionários da Cemig estão em rota de colisão. Lideranças sindicais pressionam pela demissão de Leonardo George de Magalhães da presidência da Forluz, o fundo de pensão dos colaboradores da estatal. As cobranças se dão, inclusive, dentro do conselho da fundação. Os sindicalistas miram em Magalhães para acertar, sobretudo, no próprio Zema. O entendimento entre eles é que o executivo foi estrategicamente colocado no cargo pelo governador mineiro como um “quinta coluna”, ou seja, para trabalhar internamente em favor dos interesses da mantenedora, a Cemig, e contra pleitos dos beneficiados do fundo de pensão. Ressalte-se que Magalhães carrega em seu currículo uma trajetória de mais de três décadas na empresa de energia, sendo os últimos cinco anos no posto de CFO. O pano de fundo da queda de braço entre sindicalistas e Zema é o contencioso entre a Forluz e a Cemig. O fundo de pensão briga na Justiça contra a própria estatal, de quem cobra R$ 912 milhões referentes ao equacionamento do déficit de 2022 do seu Plano A. Em maio, o juiz Ricardo Sávio de Oliveira, da 1ª Vara de Fazenda Pública, concedeu liminar obrigando a Cemig a depositar o valor em juízo. Poucos dias depois, o TJ-MG derrubou a decisão.
O Tio Sam continua desconhecendo a nossa batucada
26/06/2025Não tem Copa do Mundo de Clubes que faça a bola rolar nos Estados Unidos. Apesar do interesse das mídias de boa parte do mundo, o país resiste a se interessar pelo esporte bretão. O economista Maurício Dias David, que está em Washington, debruçou-se nos últimos dias sobre todos os grandes jornais norte-americanos para ver se encontrava uma cobertura mais ampla sobre a competição. Ficou perplexo. Não achou qualquer noticiário que desse destaque ao evento, além de pequenas notas. Sequer nos suplementos esportivos da grande imprensa americana (The New York Times e Washington Post). Por lá, é só futebol americano, basquete, baseball, vôlei e natação, quando muito tênis. Nem mesmo os cifrões parecem sensibilizar os norte-americanos. E olha que os números não são de se jogar fora. Segundo estimativas da Fifa, o torneio deve gerar um impacto positivo de US$ 17 bilhões para a economia local, além de outros US$ 3,3 bilhões em benefícios sociais. Ainda assim, o Tio Sam se recusa terminantemente a fazer uma embaixadinha. A ver se os norte-americanos se empolgarão com a Copa do Mundo de 2026, que deve deixar no país algo como US$ 40 bilhões em divisas.