Arquivo Notícias - Página 167 de 1965 - Relatório Reservado

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A nova bananosa entre o agronegócio e o governo Lula

3/09/2025
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Mais uma queda de braço entre o agronegócio e o governo Lula. Os ruralistas tentam barrar a retomada das importações de banana do Equador, suspensas desde 1997. Segundo o RR apurou, a área técnica do Ministério da Agricultura já atestou a qualidade do produto em amostras enviadas por aquele país. Ainda assim, os produtores brasileiros apontam riscos fitossanitários da importação. Uma das ameaças seria a possível entrada no Brasil do vírus do Mosaico das Brácteas da Bananeira (BBrMV), variantes agressivas da Sigatoka Negra, e do fungo Fusarium TR4, conhecido como Mal do Panamá. O registro da doença levou a Rússia a barrar a compra de bananas do Equador. Os produtores alegam também que as importações vão afetar a agricultura familiar – cerca de 500 mil famílias estão ligadas à bananicultura no país. Se o governo aquiescer e voltar atrás em sua decisão, o constrangimento vai direto para a conta de Lula. Ele próprio confirmou a retomada das importações de banana do Equador após encontro com o presidente do país vizinho, Daniel Noboa, no último dia 18. Talvez Lula tenha falado demais antes da hora. Não é incomum.

#Agronegócio #Importações

Pão de Açúcar reedita a disputa Casino vs. Diniz

3/09/2025
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Exatos 12 anos após Jean Charles Naouri, então chairman do Casino, destronar Abilio Diniz do comando do Pão de Açúcar, agora é o grupo francês que corre o risco de ser empurrado para fora da companhia. E, por uma dessas ironias, pelas mãos de um outro Diniz.

Corre no mercado que o empresário mineiro André Diniz, segundo maior acionista do Pão de Açúcar, com 24,5%, está articulando com outros investidores a formação de um bloco com o objetivo de derrubar a pílula de veneno da companhia. As conversas envolveriam acionistas relevantes da empresa, como a gestora norte-americana Nuuven, detentora de 8% das ações, o BTG, dono de 4%, e Ronaldo Iabrudi, detentor de 3% e atual presidente do conselho de administração. Trata-se de uma costura intrincada. Do outro lado da mesa está o Casino, que ainda mantém 22,5% do capital e resiste à mudança do estatuto.

Nesse xadrez societário, a retirada da poison pill do estatuto do Pão de Açúcar seria um movimento-chave nos planos de André Diniz, sócio do Coelho Diniz, umas das maiores redes de supermercados de Minas Gerais. Hoje, qualquer investidor que atingir 25% do capital é obrigado a lançar uma oferta para comprar o restante das ações em mercado.

Sem essa cancela à frente, Diniz teria o caminho aberto para ampliar sua participação e assumir o controle do Pão de Açúcar, com o respaldo de outros investidores. A intenção do empresário seria encabeçar um novo acordo de acionistas, reunindo ao menos 51% do capital, o que reforça a importância de angariar o apoio de BTG, Nuuven e Iabrudi, entre outros investidores.

Na prática, essa coalizão seria o xeque-mate sobre o Casino, alijando os franceses do comando do Pão de Açúcar e eventualmente forçando a sua saída em definitivo do capital – hoje, o grupo detém 22,5% da rede brasileira. O RR tentou contato com a Coelho Diniz, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Também consultado, o BTG não quis comentar o assunto.

Por ora, André Diniz vai avançando pelas beiradas. Na última sexta-feira, Diniz solicitou a convocação de uma assembleia extraordinária para a eleição de um novo conselho de administração. Somando sua participação direta à de BTG, Nuveen e Iabrudi, o empresário teria votos suficientes para emplacar cinco dos nove integrantes do board, o que já lhe daria uma posição majoritária no colegiado, isolando o Casino na gestão.

Seria um passo importante para mais à frente ter, de fato e de direito, o controle acionário do Pão de Açúcar.

#Pão de Açúcar

Cosan deve descer um degrau com reestruturação societária da Raízen

3/09/2025
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A iminente entrada de um novo sócio na Raízen tende a redesenhar o equilíbrio de forças entre a Cosan e a Shell, e as perspectivas indicam que o grupo brasileiro será o lado mais diluído no capital. O que se diz no setor é que a empresa de Rubens Ometto – hoje dona de 44%, assim como os anglo-holandeses – trabalha com a hipótese de sair da operação com menos de 30%. Circunstâncias excepcionais exigem soluções excepcionais. A Cosan chega a essa negociação pressionada por uma dívida líquida de R$ 18 bilhões, quase três vezes sua geração de caixa, e prejuízos acumulados, um cenário que a coloca em posição de fragilidade. Nessa configuração, a Shell, por sua vez, pode optar por não acompanhar integralmente a rodada de capitalização ou mesmo injetar valores adicionais, preservando ou até ampliando sua fatia. Os candidatos à compra de uma participação na Raízen devem apresentar suas ofertas vinculantes até outubro, conforme o Valor Econômico informou ao longo do dia de ontem. Entre os interessados estão a Mitsubishi e a Mitsui.

#Cosan #Raízen

Hidrogênio verde entra no radar do Mubadala no Brasil

3/09/2025
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A Acelen, braço de energia do Mubadala no Brasil, avalia investir na produção de hidrogênio verde. Estudos deverão ser desenvolvidos no Acelen Agripark, o centro de inovação tecnológica inaugurado ontem pela empresa em Montes Claros (MG), um investimento da ordem de R$ 300 milhões. A entrada em hidrogênio verde adicionaria mais alguns bilhões ao já ambicioso plano de investimentos da Acelen. A companhia prevê um desembolso de R$ 12 bilhões na produção de combustíveis renováveis, como diesel verde e SAF (combustível sustentável de aviação, na sigla em inglês). A Acelen é uma peça importante no mosaico de negócios do Mubadala em transição energética, que, entre outros ativos, inclui a Masdar, nos Emirados Árabes, já com investimentos em hidrogênio verde.

#Hidrogênio verde #Mubadala

Sidônio Palmeira quer ministros de Lula na linha de frente contra Bolsonaro

3/09/2025
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No que depender do chefe da Secom, Sidônio Palmeira, os ministros do governo Lula vão se revezar com declarações públicas sobre o julgamento de Jair Bolsonaro e a tentativa de golpe de Estado em 2022. A ideia é ocupar espaço no noticiário e, principalmente, gerar conteúdos que possam ser replicados nas redes. Seria uma forma de aproveitar politicamente as acusações contra o ex-presidente e aliados e contrabalançar com a notória força do bolsonarismo nas mídias sociais. De quebra, seria também uma maneira de mostrar coesão na base aliada no momento em que partidos anunciam seu desembarque do governo Lula, caso da federação recém-formada por União Brasil e PP.

#Jair Bolsonaro

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