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XP e Tauá mandam tabelinha com a Reag para escanteio
2/09/2025A acusação de envolvimento da Reag Investimentos com o PCC calou fundo na XP Investimentos e na Tauá Partners. A dupla discute se deve ou não seguir adiante com o projeto de compra da SAF da Portuguesa de Desportos e reforma do estádio do Canindé, uma operação da ordem de R$ 1,4 bilhão feita em parceria com a Revee, controlada da Reag. Procurada pelo RR, a Tauá não quis comentar o assunto. A XP, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria. A rigor, a gestora de João Carlos Mansur já é tratada como carta fora do baralho, dadas as circunstâncias. Ainda assim, mesmo sem a incômoda companhia, XP e Tauá temem os eventuais danos reputacionais de permanecer em um negócio até então compartilhado com a Reag e, mais do que isso, bastante identificado com a figura de Mansur. A ver.
Polícia Federal mergulha nas ligações entre o PCC e o varejo farmacêutico
2/09/2025Além do setor de combustíveis, considerado o epicentro do esquema de lavagem de dinheiro do PCC, a Polícia Federal e a Receita estão imersas em outros negócios de fachada da facção criminosa.
Segundo informações filtradas pelo RR, a próxima ponta das investigações a vir à tona passa pelo envolvimento do Primeiro Comando da Capital com o varejo farmacêutico. O alvo da PF são pequenas redes de drogaria ou mesmo pontos de venda únicos, sem filiais, localizados na capital paulista, notadamente na periferia, abertos com a única e exclusiva finalidade de lavar dinheiro.
Estima-se que existam na cidade aproximadamente 760 farmácias “independentes”, ou seja, não pertencentes aos grandes e mais conhecidos grupos do setor. De certa forma, trata-se de um modus operandi similar ao adotado pelo PCC no mercado de combustíveis, no qual a atuação da organização criminosa está majoritariamente concentrada em postos de bandeira branca.
Consultada pelo RR, a Polícia Federal não se manifestou.
Há muitas “drogas” diferentes nesse frasco. O fio da meada puxado pela Polícia Federal envolve práticas criminosas cruzadas que vêm sendo usadas para facilitar a lavagem de dinheiro por meio de drogarias.
É o caso das fraudes ao Programa Farmácia Popular do Brasil. Em fevereiro deste ano, por exemplo, no âmbito da Operação Arthron, a PF identificou 28 farmácias usadas para inflar cadastros do Programa e receber medicamentos indevidamente do Ministério da Saúde. Ressalte-se que todas as drogarias estavam inscritas no Farmácia Popular, o que dava todo um ar de legalidade à operação.
De acordo com informações que circulam na própria Polícia Federal, outro expediente usado pelo PCC é a utilização de receitas falsas ou mesmo com a conivência de médicos para gerar vendas fictícias de remédios de uso controlado de alto custo.
Não é de hoje que a explosão do número de farmácias, especialmente nas grandes cidades, desperta suspeições – ver RR.
Naturalmente, o que mais salta aos olhos é a expansão das grandes marcas, caracterizada, inclusive, por um alto grau de sobreposição geográfica – não é raro ver duas ou até três lojas da mesma bandeira em uma única rua no espaço de 200 ou 300 metros.
No entanto, há também um boom silencioso, que passa despercebido. Das mais de 92 mil drogarias do país, cerca de 80 mil, ou seja 88%, não pertencem às 30 maiores redes do varejo farmacêutico.
Se, por um lado, denota o crescimento de uma atividade econômica que movimenta mais de R$ 110 bilhões por ano, por outro essa pulverização acaba servindo inevitavelmente como camuflagem para práticas criminosas.
Em São Paulo, o PCC monopoliza o crime; no Rio de Janeiro, por exemplo, o inimigo é outro. Em 2022, o Conselho Federal de Farmácia (CRF-RJ) estimava que mais de 1,2 mil drogarias no estado eram controladas pelo crime organizado.
De lá para cá, essa colônia de bactérias se multiplicou.
O react bolsonarista ao julgamento no STF
2/09/2025O clã Bolsonaro prepara-se para a guerra do julgamento no STF no front que mais domina: o das redes sociais. Segundo um privilegiado interlocutor da família, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, seu braço direito nos Estados Unidos, deverão se revezar na condução de lives durante as sessões do Supremo que decidirão o futuro de Jair Bolsonaro e seus aliados. A ideia é reagir ao vivo aos depoimentos. A dupla de “âncoras” pretende reunir um amplo cast de apoio, de influencers da extrema direita, como o blogueiro Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira, até mesmo a nomes ligados ao governo Trump. A presença do 03 e do neto do ex-presidente João Figueiredo na linha de frente das redes é vista como estratégica para estimular e pautar a militância digital, além da tentativa de influenciar a cobertura jornalística. As lives ajudariam também a alimentar o discurso de interlocução permanente com a Casa Branca e a narrativa de que o governo Trump poderá anunciar novas sanções contra o Brasil durante o julgamento de Bolsonaro.
Minerva deve recorrer à Justiça para garantir compra de ativos no Uruguai
2/09/2025As relações entre Marfrig e Minerva viraram carne moída. A nova contenda entre ambas passa pelo Uruguai.
Segundo o RR apurou, a Minerva vai recorrer à Justiça para manter a compra de três frigoríficos da Marfrig no país vizinho. Na semana passada, a empresa de Marcos Molina anunciou o encerramento do contrato por superação do prazo.
A Minerva, no entanto, assegura que o acordo permanece válido até que a operação seja analisada pela Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia (Coprodec), o órgão antitruste uruguaio, segundo a própria empresa confirmou ao RR. Perguntada especificamente sobre a judicialização do caso, a Minerva não se pronunciou.
O ringue da contenda é o Uruguai, mas o pano de fundo, ao que parece, é brasileiro. Nos bastidores, fontes ligadas à Minerva insinuam que o encerramento do contrato seria uma vendeta de Molina, pelo fato de a empresa da família Vilela de Queiroz ter entrado com um recurso no Cade questionando a fusão entre a Marfrig e a BRF.
Procurada pelo RR, a Marfrig se manifestou por meio de Fato Relevante divulgado ao mercado na semana passada, reafirmando que “As condições suspensivas aplicáveis à Operação não foram satisfeitas até a Data Limite e, portanto, o Contrato Uruguai foi resolvido de pleno direito, não mais obrigando as partes a concluir a Operação”.
Fundo do Boticário começa a tirar seus investimentos do papel
2/09/2025Há um zunzunzum no mercado de que o fundo de venture capital do Boticário, o GB Ventures, vai fechar até outubro seus dois primeiros negócios. Do outro lado da mesa, estariam duas retail techs, especializadas em soluções digitais para a área de vendas. Os cheques serão, em média, de US$ 1 milhão. O GB Ventures foi criado neste ano com um patrimônio de R$ 100 milhões. Não se pode dizer que nasceu exatamente do zero, uma vez que incorporou um investimento feito pelo Boticário em 2023, a startup Haut.AI, da Estônia, que utiliza Inteligência Artificial para a recomendação personalizada de produtos a clientes.