Arquivo Notícias - Página 159 de 1965 - Relatório Reservado

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Agronegócio está longe de ser um solo fértil para a Aqua Capital

15/09/2025
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A renegociação de R$ 120 milhões em CRAs (Créditos de Recebíveis Agrícolas) aliviou o garrote da Solubio, mas está longe de resolver a entressafra financeira da companhia. A fabricante de bioinsumos para o setor agrícola precisa reforçar seu caixa e alongar o perfil do seu passivo, superior a R$ 200 milhões. A Aqua Capital, acionista controladora, trabalha com dois cenários: uma captação em mercado via emissão de dívida ou um novo aporte de recursos próprios. Segundo fontes próximas à empresa, o pêndulo está mais para a primeira hipótese. Isso porque a gestora do argentino Sebastian Popik também tem seus limites. No fim do ano passado, já liderou um aumento de capital na Solubio de R$ 100 milhões para fazer frente a uma delicada situação financeira que ameaçava travar a companhia. Além disso, a Aqua tem outro problema ainda maior em sua carteira para equacionar: a Agrogalaxy, também sua controlada. A empresa, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, que entrou em recuperação judicial com uma dívida superior a R$ 4,5 bilhões. O RR fez seguidos contatos com a Aqua Capital, mas não obteve uma resposta até o fechamento desta matéria.

#Agronegócio #Aqua Capital

Governo Lula e Congresso disputam paternidade da Política de Minerais Críticos

15/09/2025
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A criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, um dos temas econômicos e institucionais mais importantes do país no momento, virou um cabo de guerra entre a gestão Lula e parlamentares. O impasse envolve a autoria da proposta.

O Congresso se articula para barrar o plano formulado pelo Ministério de Minas e Energia e assumir a paternidade da iniciativa, por meio do projeto de lei 2.780/2024, do deputado Zé Silva (Solidariedade-MG), em tramitação na Comissão de Desenvolvimento da Câmara. O PL não apenas estabelece mecanismos de incentivo à extração e beneficiamento desses minérios como prevê a implantação de um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos.

Além de mais uma demonstração de poder sobre o Executivo, a imposição do projeto de lei abriria brecha para o Congresso ter uma ascendência maior sobre as fontes de financiamento e o manejo dos recursos públicos destinados à produção e processamento de minerais estratégicos.

O Palácio do Planalto e a Pasta de Minas e Energia, que prometem anunciar sua Política Nacional até novembro, tentam evitar o take over. Por meio de um acordo com lideranças partidárias, conseguiu brecar a votação no plenário da Câmara do regime de urgência para a apreciação do PL 2.780. Com isso, ganhou algum tempo, mas a derrubada em definitivo do projeto de lei dependerá de uma articulação política afiada, capaz de dobrar o Congresso. Algo que o governo Lula não tem mostrado.

Como se não bastasse o cabo de guerra com o Congresso, o governo tem de tourear pressões das unidades da federação, que tentam puxar a brasa para o seu minério. Os governadores do Pará, o aliado Helder Barbalho, e de Goiás, o oposicionista Ronaldo Caiado, cobram condições especiais para o estímulo à produção de níquel e de cobre. Alegam que os dois minerais ocupam uma posição central na transição energética, notadamente o níquel, essencial para a fabricação de baterias elétricas.

Na prática, é como se Barbalho e Caiado estivessem buscando uma Política “Nacional” particular, para seus próprios estados. O Pará concentra mais de 80% das reservas brasileiras de cobre. Goiás, por sua vez, reúne cerca de 70% das jazidas de níquel do país.

Existe ainda outro campo minado: até o momento, não há definição de onde sairão os recursos públicos prometidos pelo governo para estimular a produção e o processamento de minerais estratégicos. Por ora, a única e tímida pista veio do BNDES. O banco criou um fundo em parceria com a Vale que prevê o desembolso de R$ 1 bilhão. A cifra, no entanto, é um grão de areia perto das cifras necessárias para fomentar o setor.

Parlamentares da bancada da mineração fazem lobby pela criação de um fundo federal exclusivamente destinado a essa finalidade. Usam como modelo a iniciativa do governador Ronaldo Caiado, que saiu na frente e anunciou na semana passada a criação de um fundo estadual para financiar projetos em minérios estratégicos em Goiás.

O que se diz nos bastidores é que o Ministério de Minas e Energia acena com a proposta de repasse de uma fatia do dinheiro arrecadado com a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). A ideia, no entanto, enfrenta forte resistência das prefeituras, que temem perder recursos com eventuais mudanças nas regras de partilha da CFEM.

#Lula #Minas e Energia

Família Sonda faz dois negócios em um com venda de supermercados

15/09/2025
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A família Sonda deverá dar duas grandes tacadas dentro do mesmo negócio. Prestes a vender a rede de supermercados Sonda para o Advent, em um acordo avaliado em R$ 3,5 bilhões, o clã pretende montar um fundo imobiliário dentro do qual jogará lojas e centros de distribuição. Pelo acordo com a gestora norte-americana, os Sonda manterão a propriedade sobre os 40 pontos de venda da cadeia varejista, além de outros imóveis. Em um segundo momento, a família planeja engordar o fundo com outras propriedades e vender cotas para terceiros. Ou seja: além da venda do controle para o Advent, o clã encontrou uma segunda forma de destravar valor da rede de supermercados.

#Sonda

“Careca do INSS” vai abrir a caixa de Pandora da Previdência?

15/09/2025
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No fim de semana, surgiram fortes rumores em Brasília de que Antonio Carlos Camilo Antunes, mais conhecido como “Careca do INSS”, estaria negociando um acordo de delação premiada. O frenesi cresceu após a confirmação de que Antunes prestará depoimento à CPI do INSS hoje, às 16 horas, mesmo após a decisão favorável do ministro do STF André Mendonca, proferida no último sábado. Mendonça determinou que investigados pelo desvio de recursos do INSS não são obrigados a atender à convocação da CPI. A possibilidade de Antunes fechar um acordo de colaboração chacoalha tanto o governo quanto a base bolsonarista. As investigações da PF apontam que o empresário opera o suposto esquema de fraudes dentro da Previdência Social há 15 anos. Ou seja: atravessou a era Dilma, o governo Bolsonaro e, mais recentemente, metade do atual mandato de Lula.

#INSS

Tarcísio avança em seu processo de mimetismo com Bolsonaro

15/09/2025
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Tarcísio de Freitas deverá solicitar ao STF nesta semana autorização para uma nova visita a Jair Bolsonaro. A se confirmar, será o segundo encontro entre ambos em pouco mais um mês e o primeiro após a condenação do ex-presidente pelo Supremo. Há ainda outra questão simbólica relevante: será também o primeiro contato presencial após a decisão de Tarcísio de sair do casulo, adotar uma postura afeita ao eleitor mais radical de Bolsonaro e praticamente lançar sua candidatura à Presidência da República durante as manifestações do 7 de setembro. De lá para cá, o governador também chamou para si a missão de liderar a aprovação da proposta da anistia no Congresso – nesta semana, cumprirá mais uma agenda de reuniões com lideranças partidárias em Brasília. Neste momento, todos os gestos de mimetismo entre a criatura e o criador são importantes para Tarcísio se referendar como o candidato de Bolsonaro em 2026. Seu maior desafio é vencer a resistência de Eduardo Bolsonaro e da ala mais extremada do bolsonarismo.

#Jair Bolsonaro #Tarcísio de Freitas

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