Arquivo Notícias - Página 158 de 1965 - Relatório Reservado

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Vivo reforça o caixa do seu fundo de venture capital

16/09/2025
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A Vivo está aumentando sua aposta na área de venture capital. Corre no mercado que a operadora espanhola aportará algo em torno de R$ 100 milhões adicionais na Vivo Ventures, seu braço para investimentos em startups. O fundo já levantou cerca de R$ 320 milhões, dos quais aproximadamente metade foi alocada em empresas em desenvolvimento. O primeiro sinal de que a operação de venture capital da Vivo subiu de patamar veio na semana passada. A Vivo Ventures assinou seu maior cheque, ao aportar R$ 35 milhões na gestora Parallax, uma das maiores acionistas da fintech Asaas.

#Venture capital #Vivo

Em meio a tensões globais, Embraer avança entre os países da OTAN

16/09/2025
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A Embraer começa a ganhar terreno na OTAN, na esteira do aumento dos gastos militares dos países membros da aliança. Segundo informações apuradas pelo RR, a companhia mantém tratativas com a Holanda para a venda do Super Tucano A-29N. De acordo com a mesma fonte, Espanha e Itália também sinalizaram a intenção de encomendar um lote de aeronaves.

O A-29N tem preço médio de 16 milhões de euros. Trata-se de um modelo desenvolvido para atender a especificações da OTAN. Entre outras adaptações, possui sistemas de comunicação criptografada compatíveis com a STANAG (Standardization Agreement), acordo de padronização firmado para aumentar a interoperabilidade entre equipamentos militares dos países do Tratado do Atlântico Norte. Consultada, a Embraer não se manifestou.

O aumento das tensões globais tem se refletido na carteira da Embraer. O backlog da divisão de Defesa & Segurança da companhia fechou o primeiro semestre em US$ 4,3 bilhões, o dobro do volume de pedidos firmes registrados em junho do ano passado.

A empresa tem feito um esforço comercial focado na OTAN, que começa a dar resultados. Em junho do ano passado, a Embraer fechou a venda conjunta de nove aeronaves KC-390, de transporte militar, para a própria Holanda e a Áustria. Poucos meses depois, em dezembro, assinou um contrato de 200 milhões de euros com a Força Aérea de Portugal envolvendo a negociação de 12 Super Tucanos A-29N – as três primeiras unidades foram entregues há duas semanas.

Disposta a consolidar uma posição estratégica dentro do espaço da OTAN, a empresa brasileira já anunciou estudos para instalar uma linha de produção na Polônia. Inicialmente, o objetivo seria a montagem do KC-390. Mas, segundo o RR apurou, o projeto deve se estender também à produção do A-29N. É uma forma da empresa aproximar a fabricação e manutenção de aeronaves militares das cadeias de suprimento financiadas pelos países da OTAN.

Ressalte-se que a Aliança do Tratado do Atlântico Norte firmou um compromisso de aumentar seus gastos na área de defesa para 5% do PIB até 2035 – quase dobrando essa proporção, hoje em torno de 2,7%.

#Embraer

Um mariachi fora do tom: os estampidos em falso da Águila no Brasil

16/09/2025
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A cada passo que dá no Brasil, a mexicana Águila Ammunition tem deixado para trás um rastilho de pólvora. A operação da empresa no país traz uma perigosa combinação entre denúncias de dumping e risco para as próprias forças de segurança, notadamente a Polícia Militar de São Paulo. No setor ecoam estampidos de que a fabricante mexicana está vendendo munição no Brasil a preços aviltados, como forma de ganhar mercado artificialmente. Bem mais preocupante dos que os ferimentos às práticas concorrenciais são os casos de incidentes com projéteis da Águila. Segundo informações filtradas pelo RR, há relatos de falhas de deflagração dos cartuchos em cinco armas Glock durante treinamentos de policiais militares de São Paulo. Os problemas se deram com artefatos modelo .40 S&W. Em um site especializado do setor e nas redes sociais há descrições sobre os incidentes ocorridos na PM-SP. O caso chama ainda mais atenção pelo volume de munição da Águila disponível para uso pela corporação. Em setembro do ano passado, a Polícia Militar de São Paulo fechou junto à empresa mexicana a compra de 2,5 milhões de projeteis de quatro calibres diferentes.

#Águila Ammunition

A dependente “independência” da Telebras

16/09/2025
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O contrato de autonomia financeira firmado pela Telebras ainda soa como um gesto simbólico, algo para inglês ver. A estatal pode até não receber mais repasses diretos do Tesouro, mas sua receita segue excessivamente indexada a estatais ou órgãos federais, ou seja, ao dinheiro da União. A empresa assinou um contrato de R$ 153 milhões com o Ministério do Trabalho e Emprego para conectar suas agências em todo o país. Fechou também um acordo de R$ 84 milhões com o DNIT para a prestação de serviços de telecomunicações. Some-se a isso o próprio contrato de gestão firmado com o Ministério das Comunicações, que prevê repasses de mais de R$ 500 milhões em cinco anos. A conta é razoavelmente simples. Hoje, a receita anual da Telebras gira em torno de R$ 400 milhões. Para compensar o fim da transferência de recursos do Tesouro, a empresa precisa duplicar esse faturamento até 2030. Para efeito de comparação, nos últimos cinco anos, a estatal só conseguiu elevar suas receitas em 50%.

#Telebras

Licitação do Tecon 10 navega lentamente para 2026

16/09/2025
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O governo Lula está ameaçado de sofrer mais um revés na área de infraestrutura. Dentro do Ministério dos Portos e Aeroportos, cresce a preocupação com o risco de adiamento do leilão do Tecon 10 – o novo terminal de contêineres do Porto de Santos – para 2026. A postergação se deve às exigências feitas pelo TCU para ajustes no modelo de licitação. O Tribunal derrubou as restrições originalmente impostas pela Antaq, que proibiam a participação no leilão de empresas que já operam outros terminais de contêineres em Santos – MSC, CMA CGM e Maersk. O TCU também solicitou manifestação do Cade sobre os impactos concorrenciais, o que adiciona mais uma camada de atrasos burocráticos. O iminente adiamento para 2026 desponta como mais um sinal da incapacidade de articulação institucional do governo. O que está em jogo é um projeto com investimentos da ordem de quase R$ 7 bilhões que se arrasta há três anos e deve ficar para a última folhinha no calendário do mandato de Lula.

#Tecon

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