Arquivo Notícias - Página 157 de 1965 - Relatório Reservado

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Estiagem financeira da ANA ameaça monitoramento hídrico em todo o país

17/09/2025
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A presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Veronica Sánchez da Cruz Rios, tem buscado junto à equipe econômica uma verba suplementar para o órgão regulador. Mesmo com o recuo do governo na decisão de cortar de 25% do orçamento das agências reguladoras, a entidade vive uma preocupante secura financeira. Há riscos de paralisia de importantes serviços, a começar pelo funcionamento da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). A ANA já reduziu o número de visitas técnicas e os trabalhos de manutenção nas estações da RHN. A rede reúne estruturas de medição e sistemas usados para monitorar em tempo real as condições hídricas e climáticas do Brasil. Qualquer soluço na operacionalização da RHN pode ter impacto direto sobre o planejamento e operação de usinas hidrelétricas, a gestão de recursos hídricos e mesmo sobre a atuação de órgãos da Defesa Civil. Entre os membros da Fazenda circulam relatórios que quantificam os potenciais prejuízos causados pela falta de verbas: estações de monitoramento desativadas ou operando abaixo da capacidade, quedas na qualidade e frequência de coleta de dados, impossibilidade de vistoria anual das estações, além da perda da capacidade de recompor instalações danificadas.

#Agência Nacional de Águas #ANA

Mapa Capital blinda Casas Bahia das tentativas de “take over” de Michael Klein

17/09/2025
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Além da repactuação de uma dívida superior a R$ 3 bilhões, a Mapa Capital, de Fernando Beda, André Helmeister e Paulo Silvestri, assumiu o controle da Casas Bahia com outra prioridade de curtíssimo prazo: neutralizar Michael Klein e suas recorrentes tentativas de capturar a gestão da companhia. A firma de private equity tem feito seguidos movimentos nessa direção.

O primeiro deles foi a manutenção de Renato Carvalho na presidência do conselho de administração. Sua permanência à frente do board é vista dentro da própria empresa como um anteparo às investidas de Klein. Há poucos mais de cinco meses, o empresário manobrou junto a outros acionistas minoritários com o objetivo de destituir Carvalho do cargo. Não teve sucesso.

A segunda camada de blindagem da Mapa veio na semana passada, com o afastamento de André Coji do Conselho. Ligado diretamente a Klein, Coji foi substituído pelo próprio Fernando Beda. Mas talvez a estocada mais dolorosa feita contra Michael Klein tenha sido a permanência de seu filho, Raphael Klein, no conselho.

Para quem conhece as entranhas da Casas Bahia e, sobretudo, da família Klein, aos olhos do empresário este foi provavelmente o principal gesto de hostilidade. Pai e filho estão afastados há mais de cinco anos. As desavenças misturam questões pessoais e empresariais. Teriam começado já alguns anos antes, após o casamento de Michael com sua segunda esposa, Maria Alice. Posteriormente, se acentuaram e culminaram no rompimento entre ambos, após Raphael ter assumido a presidência do Conselho da Casas Bahia, em 2022.

Na ocasião, o filho aliou-se ao então CEO da companhia, Roberto Fulcherberguer, indicado para o cargo por Michael. O pai jamais engoliu o que considerou uma dupla traição.

Nos últimos meses, Michael Klein perdeu boa parte do seu poder de fogo na Casas Bahia. Com a conversão de debt em equity, que deu à Mapa uma fatia de 85% no capital, a participação do empresário foi diluída de 10% para aproximadamente 2%.

Mas, no mercado, há quem diga que o braço de Klein vai além desse percentual, graças a uma rede de “minoritários satélite”. Com a entrada em cena da Mapa Capital, que levou a Casas Bahia a voltar a ter a figura de um acionista controlador, pode até não ser o suficiente para o empresário reassumir a orquestra. Mas, uma vez dentro do capital, ele sempre pode fazer muito barulho.

Procurada pelo RR, a Mapa Capital não se manifestou.

#Casas Bahia

Bansk Group desponta como candidato à compra da Avon International

17/09/2025
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Após fechar a venda da operação na América Central, a Natura acelera o passo em busca de um comprador para a Avon International. Segundo informações que circulam no mercado, um dos interessados na negociação é o norte-americano Bansk Group. A gestora de Nova York, que soma cerca de US$ 30 bilhões em patrimônio, é guiada pela tese de criação de uma ‘house of brands” na área de cosméticos e produtos de beleza. No início do mês, o Bansk comprou uma participação majoritária na escocesa Byoma, marca de cuidados especiais para a pele. Ressalte-se que a firma de investimentos já é dona de outros players da área de beleza – Amika, Eva NYC e Ethique. Os norte-americanos têm o que a Natura não tem: interesse estratégico e, sobretudo, fôlego financeiro para honrar as dívidas da Avon Internacional e aportar recursos no negócio.
Ao se desfazer da Avon na América Central, operação anunciada na última segunda-feira, a Natura se livrou de uma parte diminuta do problema, ou seja, os ativos em cinco países. A Avon International soma operações em outros 34 mercados, um bloco altamente deficitário. Somente no primeiro semestre a divisão queimou cerca de R$ 1 bilhão em caixa da Natura.

#Avon International

Cargill entra no páreo por usinas da Raízen

17/09/2025
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A Cargill Bioenergia abriu conversações com a Cosan para a aquisição de usinas sucroalcooleiras. O pacote envolveria a compra de até quatro unidades colocadas à venda pela empresa de Rubens Ometto. A Cargill movimenta o pé de apoio já pensando no próximo passo. Seu objetivo é ampliar o número de usinas no Brasil prevendo a instalação conjunta de plantas de etanol de milho. Este é um segmento em que os norte-americanos têm concentrado uma parcela expressiva de seus investimentos no país. No mês passado, a Cargill anunciou planos de implantar uma unidade de etanol de milho em sua usina de Cachoeira Dourada (GO). É uma escalada que teve início em fevereiro deste ano, quando a multinacional comprou os 50% restantes da joint venture com a Usina São João na SJC Bioenergia, um negócio da ordem de R$ 2,5 bilhões – entre pagamento em dinheiro e assunção de dívidas.

#Cargill

Quem se habilita a comprar um bilhete para o Arco Ferroviário do Sudeste?

17/09/2025
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A promessa do governo de licitar a concessão do Arco Ferroviário do Sudeste ainda neste ano pode esbarrar em um “pequeno” detalhe: a falta de interessados. Até agora, as sondagens feitas a empresas de logística, como a Rumo e, sobretudo, a Vale, não têm sido das mais proveitosas. Não há garantia de carga para a linha férrea de 575 km entre os portos de Vitória e do Rio de Janeiro. A própria Vale tem o Porto de Tubarão, no Espírito Santo, e Companhia Portuária Baía de Sepetiba, no Rio. A priori, não há razão para a companhia transportar minério de um estado para o outro. Para piorar, há outro solavanco no caminho. A Vale havia se comprometido a construir o trecho entre Cariacica e Anchieta, como contrapartida pela renovação antecipada da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM). Mas o projeto está em stand by diante da suspensão das tratativas com o Ministério dos Transportes para a repactuação do contrato da EFVM.

#Arco Ferroviário

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