Infraestrutura
Governo Tarcísio faz mea culpa e tenta salvar PPPs de saneamento
Emissários do governador Tarcísio de Freitas têm conduzido uma rodada de conversas com grandes grupos do saneamento, a exemplo da Aegea e da BRK Ambiental. A missão é convencer estes players a disputar os leilões de Parcerias Público-Privadas (PPPs) previstos para este ano. Em jogo, um pacote de investimentos que pode chegar a R$ 40 bilhões. Nas tratativas, segundo uma fonte do setor, o governo tem feito uma mea culpa, reconhecendo que o formato anterior foi duplamente fracassado: não alcançou a adesão esperada dos municípios e do mercado privado. Além disso, o Palácio dos Bandeirantes acena com subsídios financeiros para as concessões, uma isca a mais para os investidores.
O projeto de lei 1.083/2025, que deverá ser aprovado na Assembleia Legislativa (Alesp) nas próximas semanas, reorganiza os territórios de saneamento em subunidades menores e viabiliza a concessão dessas áreas por meio de PPPs. A ideia é que esse modelo aumentará a atratividade dos blocos para investidores privados – um recuo parcial em relação à estratégia de 2021, em que apenas o bloco da Sabesp prosperou.
No diagnóstico feito entre os assessores de Tarcísio de Freitas, a baixa adesão de prefeitos à primeira rodada de regionalização evidenciou que muitos municípios preferem manter a prestação direta dos serviços ou têm dúvidas sobre a viabilidade econômica de concessões isoladas. A nova abordagem tenta contornar esse gargalo ao agrupar municípios por bacias hidrográficas e oferecer contraprestação financeira do estado nos contratos de longo prazo (20 a 40 anos).
#Tarcísio de Freitas