Tag: CPP Investments
Mercado
CPP amplia tese global de healthcare e volta os olhos ao Brasil
25/02/2026Circulam no mercado informações de que o Canada Pension Plan Investment Board (CPP Investments) — um dos maiores gestores de ativos do mundo, com mais de US$ 600 bilhões sob o seu guarda-chuva — tem planos de investir no setor de saúde no Brasil. O que se ouve no setor é que o fundo está prospectando negócios em infraestrutura hospitalar e clínicas de diagnóstico de alta complexidade. O CPP tem um histórico de investimentos globais em healthcare. O mais recente deles foi fechado há pouco mais de um mês: a formação de uma joint venture com a IRA Capital para adquirir e operar prédios médicos ambulatoriais nos Estados Unidos. Os canadenses aportaram US$ 143 milhões no negócio.
Destaque
Votorantim e CPP Investments avançam para o negócio de data centers
24/09/2025O RR apurou que o Grupo Votorantim e a CPP Investments têm planos de investir na instalação de data centers no Brasil. Miram na crescente demanda global por estruturas de armazenamento de dados e na complementaridade com seus negócios na área de energia.
Os Ermírio de Moraes e os canadenses são sócios na Auren, que, no ano passado, comprou a AES Brasil, e na Floen, um hub acelerador de projetos em transição energética. Ou seja: energia ambos têm de sobra. Trata-se do item mais crítico para a construção e manutenção de data centers.
Em alguns casos, chega a representar até 60% do custo de operação de infraestruturas digitais de grande porte. No ano passado, por exemplo, os data centers consumiram 415 TWh, algo como 1,5% de toda a eletricidade produzida no mundo. Estima-se que essa demanda vai duplicar até 2030.
Há outras peças que vão se encaixando no projeto da Votorantim e da CPP Investments. Na semana passada, o governo publicou a MP 1.318, que incentiva o uso por data centers de eletricidade de fontes renováveis, por meio de contratos de suprimento e autoprodução — justamente o que os Ermírio de Moraes e os canadenses já têm em casa.
Cabe lembrar ainda que a própria Auren já montou uma divisão comercial voltada à venda do insumo para data centers de terceiros. O projeto tem sinergia também com o braço de real estate da Votorantim. O grupo detém em seu portfólio terrenos com estrutura logística privilegiada, que podem ser destinados à instalação de data centers.
Consultados pelo RR, Votorantim e CPP Investments não quiseram comentar o assunto.
Estima-se que o mercado brasileiro de data centers crescerá, na média, entre 10% e 12% até 2030, impulsionado por cloud, streaming, IA e digitalização corporativa. A abundância de energia renovável torna o país um lócus natural para a oferta de serviços de armazenamento digital a toda a América Latina.
Os Ermírio de Moraes têm ao seu lado um parceiro que já fincou os dois pés no setor. A CPP Investments, um potentado com mais de US$ 600 bilhões sob gestão, vem fazendo seguidos investimentos em infraestrutura digital.
Em 2024, criou uma joint venture de aproximadamente US$ 1 bilhão com a Pacific Asset Management Company para desenvolver data centers na Coreia do Sul. Em outro front, aportou US$ 1,3 bilhão em um fundo responsável por financiar a construção de três hubs de armazenamento de dados no Japão.
No ano passado, ao lado da gestora norte-americana Blackstone, comprou a Air Trunk, que controla 11 dessas estruturas digitais na Austrália, Japão, Malásia, Hong Kong e Cingapura.
Destaque
Votorantim e CPP Investments avançam sobre empresa de transmissão da Brookfield
25/11/2024Corre feito eletricidade no setor de energia a informação de que a Auren Energia, leia-se Votorantim e a canadense CPP Investments, entrou na disputa pela aquisição da Quantum. Trata-se do braço da Brookfield na área de transmissão. A empresa é avaliada em aproximadamente R$ 8 bilhões. O pacote sobre o balcão reúne quase três mil quilômetros em linhas, sendo dois mil quilômetros em operação.
A compra da Quantum representaria a entrada da dobradinha elétrica entre os Ermírio de Moraes e os canadenses no negócio de transmissão. Ou seja, a empresa passaria a atuar nos três grandes verticals da área de energia elétrica: já opera em geração e distribuição – nesta última com a recente compra da AES Brasil por R$ 7 bilhões. Ressalte-se também que o interesse na Quantum sugere uma guinada estratégica na Auren.
A companhia desistiu de participar do mais recente leilão de transmissão da Aneel, realizado em 27 de setembro. Ao que tudo indica, decidiu se concentrar na compra de ativos já operacionais. Procurada pelo RR, a Auren Energia informou que “não comenta rumores sobre eventuais processos de fusões e aquisições.” A Brookfield também não quis se manifestar.
A Auren não corre sozinha. A State Grid também é apontada no setor como uma forte candidata à compra dos ativos em transmissão da Brookfield. O grupo chinês já é um dos grandes players do segmento no Brasil. Com mais de 16 mil quilômetros de cabos, concentra 10% de toda a rede de alta tensão no país. Com a aquisição, a State Grid se consolidaria como o segundo maior player em transporte de energia elétrica do país, atrás apenas da Eletrobras.
Infraestrutura
Pernambuco é o novo alvo da CPP Investments no saneamento
7/11/2024O que se diz no BNDES é que a CPP Investments abriu uma linha direta com o banco e o governo de Pernambuco. O fundo canadense é candidatíssimo a disputar a concessão de saneamento do estado, prevista para o ano que vem. Mira, sobretudo, o bloco da Região Metropolitana do Recife (RMR), composto por 160 municípios. A CPP já tem importantes investimentos em saneamento no Brasil. É acionista majoritária da Iguá e, por meio da Equatorial Energia, tem um pé na Sabesp.
Empresa
CPP Investments e AIMCo acertam os ponteiros para aporte na Iguá
27/09/2024Os acionistas da Iguá Saneamento avançaram nas negociações para um aporte de capital na companhia. Segundo fonte próxima à empresa, a injeção de recursos das canadenses CPP Investments e AIMCo poderá ultrapassar a marca de R$ 2,5 bilhões, acima, portanto, da cifra de R$ 2,2 bilhões cogitada inicialmente. A incógnita fica por conta do BNDES, acionista minoritário da Iguá, com 8,6%. Até o momento, o banco não sinalizou se vai ou não acompanhar o aporte – neste segundo cenário, sua participação seria diluída. A única certeza é que a companhia precisa reforçar sua estrutura de capital para fazer frente ao elevado nível de alavancagem. A atual dívida de curto prazo, da ordem de R$ 7 bilhões, equivale a mais de sete vezes o Ebitda. É um fardo difícil de carregar.
Negócios
CPP Investments pode desaguar na BRK Ambiental
7/08/2024
Sustentabilidade
Amazônia e Cerrado ajudam CPP Investments a descarbonizar seu portfólio
21/09/2023A canadense CPP Investments está selecionando projetos atrelados ao manejo sustentável e preservação do bioma do Cerrado. Deve ter ao seu lado outros grandes investidores institucionais, como a norte-americana Bain Capital. A CPP já fez um movimento semelhante na Amazônia, aportando US$ 30 milhões em um fundo de reflorestamento da Mombak Gestora de Recursos. A investida é parte da estratégia do fundo de pensão para cumprir o compromisso de zerar as emissões líquidas das empresas em seu portfólio até 2050. Uma das suas metas é duplicar o volume de ativos em produção de energia limpa, chegando à casa dos US$ 130 bilhões até 2030. A CPP é um dos gigantes globais da previdência privada, responsável pela aposentadoria dos funcionários públicos do Canadá. Sob seu guarda-chuva repousam aproximadamente US$ 450 bilhões em ativos.
Destaque
BRK Ambiental pode ser o passaporte de entrada da Votorantim no saneamento
25/05/2023A Votorantim estaria em conversações com a Brookfield para a compra da sua participação de 70% na BRK Ambiental. Trata-se de uma operação estimada em aproximadamente R$ 6 bilhões, tomando-se como base o valuation da companhia para o IPO que seria realizado no ano passado e acabou engavetado. Na ocasião, os 100% da BRK foram precificados em torno de R$ 9 bilhões. No caso da Votorantim, o M&A representaria a entrada dos Ermírio de Moraes na área de saneamento, um passo a mais no acelerado processo de diversificação dos negócios do conglomerado. A julgar pelos movimentos recentes, há uma considerável possibilidade de o grupo investir no setor de mãos dadas com um parceiro ainda mais parrudo. Nos últimos tempos, a Votorantim tem se notabilizado por se associar a grandes investidores internacionais. Uniu-se ao Temasek, o trilhardário fundo soberano de Cingapura, para negócios em saúde, educação e tecnologia. Ao lado da canadense CPP Investments, criou a Auren, empresa de energia renovável. A própria CPP, por sinal, já tem um pé no setor de saneamento: está entre os maiores acionistas da Iguá. Como não poderia deixar de ser, os protagonistas do enredo se esquivam. Perguntada, a Votorantim diz que “não comenta especulações de mercado.” A Brookfield também não quis se pronunciar. O fato é que não é de hoje que os canadenses buscam uma porta de saída da BRK Ambiental. A princípio, seria por meio do IPO. Desde o fim de 2022, após a suspensão da abertura de capital, a Brookfield passou a oferecer sua participação no mercado. De acordo com a mesma fonte, mantém tratativas também com fundos de investimentos internacionais. A BRK é umas grandes holdings de saneamento do país. Presente em 13 estados e em mais de 100 municípios, teve uma receita líquida da ordem de R$ 4,5 bilhões e um Ebitda da ordem de R$ 1,2 bilhão no ano passado.
Negócios
Votorantim e CPP avançam sobre ativos da Brookfield em energia limpa
16/03/2023A dobradinha entre os Ermírio de Moraes e a CPP Investments está elétrica. O RR tem informações de que a Auren Energia – joint venture entre o Grupo Votorantim e o fundo canadense – avalia a compra dos ativos em geração colocados à venda pela Brookfield. Trata-se de um pacotão de usinas eólicas e solares avaliado em aproximadamente R$ 6 bilhões – os empreendimentos pertencem à Elera Renováveis, antiga Brookfield Energia Renovável. Seria a maior aquisição feita pela Auren, que tem combinado a compra de ativos com o crescimento orgânico. No greenfield, o maior projeto em curso é a construção de uma usina solar em Jaíba (MG), ao custo de R$ 2,1 bilhões. Como se não bastasse o agressivo plano de investimentos, a Auren virou uma espécie de darling do mercado por sua generosa política de dividendos. A empresa anunciou o pagamento de R$ 1,5 bilhão aos acionistas. Conforme o RR antecipou , o valor dos dividendos foi inflado pelo recebimento de uma indenização de R$ 1,7 bilhão da União, referente à Usina Hidrelétrica Três Irmãos.
Empresa
Votorantim e CPP Investments podem assumir a Iguá
14/02/2023A dobradinha entre os Ermírio de Moraes e a CPP Investments na área de energia pode se estender para o setor de saneamento. O RR apurou que o fundo canadense estuda assumir o controle da Iguá Saneamento, da qual já é acionista, com 14,91%. Na operação, levaria junto o Grupo Votorantim, seu sócio na Auren Energia. Ambos comprariam ações da IG 4 Capital, atual controladora da Iguá. A gestora de recursos detém 58% do capital, por meio dos FIPs Iguá e Mayim. No setor há um forte burburinho de que a IG 4 estaria trabalhando com dois cenários: a redução da sua participação ou a venda integral das ações em seu poder.
Negócios
Auren mira em eólicas offshore e hidrogênio verde
19/12/2022A Auren Energia, joint venture entre o Grupo Votorantim e a canadense CPP Investments, vai abrir novas frentes na geração renovável. A empresa tem feito estudos para entrar no segmento de eólicas offshore. Planeja também investir na produção de hidrogênio verde. Neste caso, a estratégia deverá incluir parcerias com institutos de pesquisa e startups voltadas ao desenvolvimento de tecnologia para a fabricação do insumo. A Auren já tem uma carteira de ativos de alta voltagem, com hidrelétricas e usinas solares e eólicas. Em tempo: ainda que por vias indiretas, o financiamento para os novos projetos virá da própria União. Como se não bastasse a saúde financeira de seus sócios, a Auren vai receber cerca de R$ 4 bilhões da União ao longo de 84 meses. Trata-se de uma indenização por investimentos feitos na hidrelétrica de Três Irmãos que pertencia à Cesp, arrematada pela Auren em 2018.
Negócios
Iguá Saneamento mira na compra da BRK
17/11/2022A intenção da Iguá Saneamento de captar até R$ 3 bilhões com a venda de uma participação no seu capital esconde um segundo movimento, tão ou mais impactante. O objetivo da IG4 e da canadense CPP Investments, os dois principais acionistas da empresa, é amealhar recursos para bancar a aquisição da BRK Ambiental. Ressalte-se que o controlador desta última, a Brookfield, já saiu no mercado em busca de um comprador – conforme o RR antecipou . Um eventual M&A entre a Iguá e a BRK daria origem a uma empresa com faturamento anual na casa dos R$ 5 bilhões. Consultadas, as duas empresas não quiseram se manifestar.
O encontro das águas da Iguá e da BRK Ambiental
7/07/2022Faria Lima, 4.300 – 14° andar. No escritório da canadense CPP Investments no Brasil está sendo arquitetada o que pode vir a ser a maior operação de M&A já realizada no setor de saneamento no Brasil: a fusão da BRK Ambiental e da Iguá Saneamento. A gestora de recursos – braço do Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), um potentado com mais de meio trilhão de dólares em ativos – negocia a compra de até metade das ações da Brookfield na BRK.
A conterrânea canadense tem 70% do capital. Estima-se que a fatia total da Brookfield valha algo próximo de R$ 6 bilhões. Uma vez dentro do capital da BRK, a CPP Investments estaria em uma posição privilegiada para o segundo movimento: costurar a fusão da companhia com a Iguá Saneamento, da qual a gestora canadense já é acionista, com 15%. Da associação poderá emergir um grupo com faturamento da ordem de R$ 5 bilhões e Ebitda combinado de R$ 1,1 bilhão, a números de 2021. A própria Brookfield seria um aliada importante da CPP nessa intrincada engenharia.
Ainda assim, não se trata de uma operação das mais simples. Algumas pontas precisam ser atadas de parte a parte. Do lado da BRK, uma incógnita é a posição da Caixa Econômica. O FI-FGTS, ad- ministrado pelo banco estatal, detém 30% da empresa – participação está avaliada em R$ 2,7 bilhões. Do outro lado, a CPP já mantém conversações com a BNDESpar, sua sócia na Iguá. Dona de 13% da empresa, a agência de fomento é vista pelos canadenses como um agente facilitador da operação. Dentro do banco há uma preocupação com o elevado nível de alavancagem tanto da BRK quanto da Iguá e seu impacto sobre a capacidade de investimento das duas empresas e sobre o próprio setor.
A primeira tem uma dívida de curto prazo equivalente a sete vezes o seu Ebitda. No caso da Iguá, esse peso é ainda maior: 14 vezes. Em fevereiro, a S&P rebaixou o rating tanto da companhia quanto de suas debêntures devido ao elevado endividamento. O aporte da CPP e a consequente fusão dariam o fôlego necessário à nova companhia. Sede de Brasil, por sinal, é o que não falta aos canadenses. Somente nos últimos meses, a gestora uniu-se à Votorantim para criar a Auren Energia, empresa com R$ 15 bilhões de valor de mercado. O próprio Canada Pension Plan, por sua vez, costurou por dentro outra grande operação de M&A: a recente fusão da BR Malls e da Aliansce. A Faria Lima, 4.300 – 14° andar – crepita.
Dobradinha elétrica
13/04/2022A Auren Energia, joint venture entre o Grupo Votorantim e a canadense CPP Investments, entrou na disputa por um pacote de ativos em transmissão da Quantum, leia-se Brookfield. Trata-se de um negócio de altíssima voltagem: a operação está estimada em cerca de R$ 6,5 bilhões. São mais de 2,5 mil km em linhas transmissoras.
Disputa acirrada
28/03/2022De primeira: a Iguá, leia-se IG4 e a canadense CPP Investments, planeja disputar o leilão da PPP que assumirá a concessão de saneamento em Fortaleza – a licitação está programada para este ano. A parceria com a estatal Cagece prevê investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. Em tempo: a Iguá deve duelar com a Aegea Saneamento, que recentemente arrematou a concessão para operar na cidade do Crato, a 500 km da capital.
O Brasil está baratinho
7/08/2020Sócia da Cyrela em projetos no segmento residencial, a canadense CPP Investments é forte candidata à compra de prédios comerciais, notadamente em São Paulo. A pandemia botou os preços dos ativos no chão.