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Mudanças à vista no capital da Copergás. A Commit (ex-Gaspetro), leia-se a Compass, vai vender sua participação de 24,5% na distribuidora pernambucana. A Mitsui, que também detém a mesma fatia da companhia, já sinalizou o interesse em exercer seu direito de preferência e, assim, duplicar seu quinhão. Curiosamente, o grupo japonês também está na ponta vendedora, uma vez que é acionista minoritário da própria Commit.
De primeira: a Energisa vai participar do leilão de energia térmica da Aneel marcado para 30 de setembro. O grupo da família Botelho pretende entrar pesado na disputa dos projetos no Nordeste.
A bancada ruralista cobra do presidente Jair Bolsonaro uma espécie de auxílio emergencial do campo, guardadas as devidas proporções. Os parlamentares – à frente o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) – estão torpedeando Bolsonaro de pedidos para a extensão do desconto no pagamento das parcelas do Pronaf (Programa Nacional de Financiamento Familiar. A redução de 35% terminou no fim do mês passado. Os ruralistas reivindicam que o desconto seja estendido até dezembro.
Os idealizadores da “Carta aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito” ainda tentam ao menos gravar um depoimento do ex-ministro do STF Celso de Mello. A princípio, Mello seria o responsável pela leitura do documento, na próxima quinta-feira, na Faculdade de Direito da USP. Mas desistiu por motivo de saúde.
Autoridades do Ministério da Infraestrutura, mais precisamente o Denatran, estão quebrando a cabeça na tentativa de combater fraudes no emplacamento de veículos. Uma medida será lançada nos próximos dias: todos os chassis e motores terão de sair das fábricas com a inscrição do Registro Nacional de Veículos em Estoque.
Há fortes rumores no mercado de que a Telecom Italia prepara sua saída do Brasil. Os italianos estariam apenas esperando a conclusão da compra da rede móvel da Oi – compartilhada com a Claro e a Vivo – para iniciar o processo de venda da TIM Brasil, maior operação do grupo fora da Europa. A incorporação desses ativos é fundamental para aumentar o valuation da empresa. Outro trunfo dos italianos para alavancar o preço de venda da companhia é a instalação da rede 5G, a começar pelo maior mercado do país: a operadora foi a primeira a ativar a nova frequência em 100% dos bairros da cidade de São Paulo.
Tomando-se como base apenas o valor em bolsa, a TIM Brasil é uma empresa da ordem de R$ 30 bilhões. Procurada, a TIM não quis se pronunciar. Na atual circunstância, a venda da companhia não é um negócio dos mais simples. Claro e Vivo, em tese candidatas naturais à aquisição, estão sobrecarregadas não só pela compra conjunta da rede da Oi, mas, sobretudo, pelos pesados investimentos feitos na implantação do 5G no Brasil. A empresa de Carlos Slim está desembolsando apenas neste ano cerca de R$ 11 bilhões no país; no caso do grupo espanhol, a cifra gira em torno de R$ 9 bilhões.
A alternativa para a Telecom Italia seria buscar um comprador fora do mainstream, leia-se um novo entrante no mercado. Seria, por exemplo, o caso da dupla BTG e Amos Genish? O banco de André Esteves e o executivo se associaram recentemente na vTal, criada a partir do spin-off da rede de fibra óptica da Oi. Genish conhece a TIM de forma intestina: entre 2017 e 2018 foi CEO da própria Telecom Italia. Não é a primeira vez que a venda da TIM Brasil entra na pauta da Telecom Italia. Agora, no entanto, a situação apertou.
A negociação da TIM daria fôlego ao grupo italiano para resistir a eventuais investidas de forasteiros, como a recente tentativa de compra pela gestora norte-americana KKR. Há forte pressão política na Itália para que a companhia permaneça sob controle nacional. A Telecom Italia é quase uma ex-estatal. O “quase” fica por conta da “golden share” que dá consideráveis poderes ao governo italiano sobre a companhia. A eventual negociação da operação brasileira é um movimento tão importante que teria pautado a própria sucessão do grupo, leia-se a nomeação de Pietro Labriola para o cargo de chairman. Labriola desponta como o nome certo para conduzir o processo de alienação da TIM Brasil: por pouco mais de dois anos e meio, ocupou a presidência da empresa brasileira.
A Inspirali, associação entre Ânima Educação e DNA Capital, largou na frente. Abriu conversações para a compra dos cursos de medicina da UniCesumar, colocados à venda pela Vitru. A aquisição aumentaria o valuation estimado da Inspirali de aproximadamente R$ 4 bilhões para algo como R$ 5,5 bilhões. A engorda é fundamental para o futuro IPO da empresa.
O Carlyle, que já detém 27% do negócio, estaria preparando o bote para assumir o controle do Madero. A situação de Junior Durski, fundador da rede de restaurantes, é cada vez mais frágil devido às dificuldades financeiras da companhia.
A nomeação do consultor Vicente Falconi para o Conselho da Eletrobras já provoca calafrios nos funcionários da ex-estatal. Falconi rima com downsizing.
A Karoon Energy está garimpando campos maduros de óleo e gás no Brasil. Recentemente, a petroleira australiana esteve perto de fechar a compra do Campo de Atlanta, pertencente à Enauta, leia-se Queiroz Galvão. Ficou no quase.
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