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A preocupação do Ministério da Agricultura com a ameaça da União Europeia de veto à carne brasileira é ainda maior devido ao risco de um efeito dominó sobre o comércio exterior. Dentro da Pasta, o temor é que a eventual sanção de Bruxelas passe a funcionar como uma espécie de alerta sanitário global, levando outros países a rever habilitações, exigir documentação adicional, ampliar inspeções ou suspender temporariamente compras de proteína animal brasileira. O primeiro círculo de risco está no próprio entorno regulatório da União Europeia. Noruega, Islândia e Liechtenstein integram o Espaço Econômico Europeu ou seguem regras sanitárias fortemente alinhadas às de Bruxelas. A Suíça, por sua vez, participa de um espaço veterinário comum com a UE. Na prática, são países que historicamente tendem a acompanhar listas, exigências e controles europeus para produtos de origem animal. Não são os maiores compradores da carne brasileira, mas sua adesão reforçaria a narrativa de isolamento sanitário.
O segundo círculo alcança países que não seguem automaticamente a Europa, mas costumam reagir de forma preventiva quando há suspeitas sanitárias envolvendo grandes exportadores. O precedente mais recente veio com a gripe aviária no Brasil, em 2025. Após a confirmação de um foco em granja comercial no Rio Grande do Sul, China, Coreia do Sul, México, Chile, Uruguai e a própria UE suspenderam compras de produtos avícolas brasileiros, total ou parcialmente, ainda que alguns tenham adotado restrições regionais e outros, nacionais.
No Ministério da Agricultura, há quem lembre do precedente de 2018, quando a União Europeia restringiu importações de carnes de estabelecimentos brasileiros por preocupações com salmonella e falhas de controle após a Operação Carne Fraca. O episódio foi parar na OMC e deixou uma lição incômoda para Brasília: uma restrição europeia raramente fica confinada ao seu efeito comercial imediato. Ela contamina a percepção sobre o sistema de fiscalização do país exportador.
Em 2025, o Brasil vendeu cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes para o bloco, considerando carne bovina e carne branca. O montante equivale a menos de 6% das exportações brasileiras de proteína animal. No entanto, o debate dentro do governo vai muito além das cifras. O risco maior é exatamente o de multiplicação de barreiras. Se outros compradores seguirem a UE, ainda que parcialmente, a indústria brasileira pode enfrentar um encadeamento de problemas: redirecionamento de cortes e produtos para mercados menos rentáveis, queda de preços em determinados segmentos, pressão sobre plantas habilitadas, revisão de turnos, acúmulo de estoques e perda de margem. No limite, uma disputa regulatória sobre antimicrobianos pode virar uma crise de confiança na carne brasileira.
A Cotribá, que entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 1,4 bilhão, desponta como uma espécie de laboratório de engenharia societária para o cooperativismo em crise. Os dirigentes e credores da empresa agrícola já cogitam soluções menos convencionais para contornar amarras impostas pelo modelo de cooperativa. Entre os caminhos em discussão estaria a criação de veículos paralelos, como holdings operacionais ou SPEs, para concentrar determinados ativos, e a formação de joint ventures com grupos do agro ou fundos financeiros. Também estão sobre a mesa estruturas próximas de quasi-equity, nas quais o investidor não se torna dono da cooperativa, mas passa a ter participação econômica em fluxos, receitas ou unidades de negócio. Nos tubos de ensaio das negociações com os credores, surgem ainda outras fórmulas eventuais, como a entrada de fundos de investimento em recebíveis, contratos futuros, estoques ou ativos operacionais, antecipando caixa à cooperativa em troca de garantias e prioridade de pagamento. Na prática, seria uma espécie de capitalização por fora: a Cotribá preservaria sua natureza cooperativa, mas parte de seus ativos ou resultados passaria a sustentar instrumentos financeiros negociados com credores e investidores.
A Cooperativa Agrícola Mista General Osório, fundada em 1911 em Ibirubá, no noroeste do Rio Grande do Sul, é considerada a cooperativa agrícola mais antiga do Brasil em atividade. Com faturamento na casa de R$ 4 bilhões e forte presença na originação de grãos, fornecimento de insumos e relacionamento com produtores rurais, a empresa vive sua maior crise financeira. A lista entregue pela cooperativa à Justiça dá a dimensão do problema. São mais de 78 mil registros de débitos, distribuídos em 1,7 mil páginas, envolvendo 20.614 credores. Do total de R$ 1,4 bilhão informado no processo, R$ 1,3 bilhão corresponde a créditos quirografários, sem garantia real, espalhados por 19.624 credores. Outros R$ 99,7 milhões têm garantia real, e R$ 10,2 milhões são créditos trabalhistas.
O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa terá de subir alguns degraus hierárquicos para conseguir fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). Segundo informações filtradas do Ministério Público, até o momento Costa tem apontado o dedo apenas para “baixo”, indicando dispor de provas contra deputados distritais do DF e funcionários do BRB. É pouco, muito pouco, quase nada. Entre os procuradores, há a convicção de que o ex-presidente do banco estatal tem escondido muito mais do que revelado e de forma deliberada, com o objetivo de preservar nomes mais para o topo da cadeia política em Brasília. Costa era homem de extrema confiança do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Ao mesmo tempo, à frente das negociações para a associação entre o BRB e o Master, teve contato com diversos parlamentares e outras autoridades que trabalharam intensamente nos bastidores para que a operação fosse consumada.
A fusão entre Petz e Cobasi, que deu origem à maior rede de pet shops da América Latina, está longe de ser uma obra acabada. Segundo informações que circulam no mercado, há um incômodo latente por parte de Sergio Zimerman, fundador da Petz e segundo maior acionista da nova companhia, com 20,3%. O que se diz à boca miúda é que Zimerman tem se ressentido de sua restrita influência na condução da empresa, não obstante ocupar o posto de presidente do conselho de administração. Sua nomeação como chairman foi pensada exatamente como um contrapeso a sua menor participação no capital vis-à-vis o controlador da Cobasi, Paulo Nassar, dono de 46% do novo grupo. Ocorre que Nassar não é apenas Nassar. Tem ao seu lado a Kinea, o braço de private equity do Itaú, que vem comprando ações. da Petz Cobasi em mercado e já passou dos 10%. O avanço da gestora tem desequilibrado ainda mais o centro decisório da empresa na direção da sua dobradinha com Nassar, em detrimento de Zimerman. Há o risco de que essa assimetria aflore um tensionamento societário que hoje parece ser algo ainda velado. Procurada pelo RR, a Petz Cobasi não quis comentar o assunto.
Com a multa recorde de R$ 1,04 bilhão aplicada pelo governo de São Paulo contra a Fast Shop, os holofotes se voltam na direção da Ultrafarma. Nos corredores do Palácio dos Bandeirantes, o que se ouve é que a varejista farmacêutica também deverá ser alvo de sanções administrativas no rastro das investigações sobre fraudes na compensação de créditos tributários. Assim como a Fast Shop, a Ultrafarma é investigada no âmbito da Operação Ícaro, deflagrada em agosto passado pelo Ministério Público de São Paulo para apurar um esquema de fraudes e corrupção no uso de créditos de ICMS. Na ocasião, o controlador da empresa, Sidney Oliveira, chegou a ser preso. Em fevereiro deste ano, Oliveira foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por corrupção ativa, sob a acusação de ter subornado auditores fiscais para obter créditos indevidos de ICMS. Segundo o MPSO, o suposto teria restituído R$ 327 milhões de forma irregular à Ultrafarma.
O Itamaraty e o Ministério da Agricultura abriram ontem mesmo uma ofensiva diplomática para tentar conter a ameaça de veto da União Europeia à carne brasileira. Os dois ministérios dispararam contatos com autoridades em Bruxelas com o objetivo de agendar para os próximos dias audiências com Olivér Várhelyi e Maroš Šefčovič, comissários, respectivamente, de Saúde e Bem-Estar Animal e de Comércio da UE. Hoje mesmo, em uma missão preliminar, o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, deverá se reunir com as autoridades sanitárias do bloco. A mobilização ocorre após a UE indicar que o Brasil terá até setembro para apresentar garantias adicionais sobre o uso de medicamentos veterinários na pecuária e cumprir uma série de exigências regulatórias. O governo brasileiro quer evitar que a questão seja convertida em uma barreira sanitária de grande impacto sobre frigoríficos e exportadores. O temor aumenta diante do risco de que a decisão europeia contamine o ambiente comercial justamente no momento em que o acordo Mercosul-União Europeia entrou em nova fase de tramitação.
O Lula III vai fazer o contorcionismo que for necessário para chegar às urnas com indicadores econômicos superiores aos do Lula I e Lula II. Mesmo que ao custo de uma conta fiscal gigantesca para o Lula IV – ou para o Flavio I. A ordem no governo é intensificar o bombardeio de medidas capazes de reduzir a potência da política monetária restritiva do Banco Central. Ou seja: à medida que o BC desaperta o parafuso dos juros mais vagarosamente do que se previa, a equipe econômica força a mão para rosquear a chave de fenda da economia com maior velocidade. A próxima fornada de benesses deverá ser destinada a tomadores de empréstimo com pagamentos em dia, mas com custo elevado, trabalhadores informais, motoristas de aplicativos e taxistas. O Palácio do Planalto considera vital também novas ações voltadas especificamente para a classe média, até o momento agraciada apenas com a mudança da faixa de isenção do Imposto de Renda. Uma das propostas em estudo é um reforço adicional de funding para a Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida, com uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A cifra em discussão é de cerca de R$ 20 bilhões. A medida mira famílias com renda bruta de até R$ 9,6 mil e também atende à construção civil, setor pressionado pela Selic elevada.
As medidas do “pacote de bondades” anunciadas apenas neste ano somam apenas R$ 139 bilhões. Mais de metade desse valor se refere à ampliação de linhas de crédito para pessoas físicas e empresas de variados setores da economia, como habitação, indústria e agronegócio. É a forma encontrada pelo governo para compensar a freada no ritmo de redução da taxa de juros. No fim de fevereiro, o Boletim Focus apresentava uma projeção para a Selic em dezembro de 12%. Na edição de ontem, a estimativa chegou a 13%. Se serve de alento, tanto a equipe econômica quanto o próprio BC contam com o efeito compensatório do câmbio. A balança comercial registrou superávit de US$ 10,537 bilhões. No acumulado de janeiro a abril, o saldo positivo chegou a US$ 24,782 bilhões, alta de 43,5% sobre igual período do ano passado. Para 2026, o MDIC projeta superávit de US$ 72,1 bilhões. É um colchão suficiente para amortecer uma eventual queda no Investimento Direto no País (IDP). No primeiro trimestre, o IDP totalizou US$ 21 bilhões, uma ligeira queda de 8,7% em comparação ao mesmo período em 2025. Ainda assim, no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março, o IDP somou US$ 75,7 bilhões, acima dos US$ 74,1 bilhões registrados em março do ano passado.
O BNDES terá um papel central nas acrobacias do governo para fintar os efeitos contracionistas dos juros altos – vide RR (https://relatorioreservado.com.br/noticias/eleicao-se-aproxima-e-nao-ha-solucao-possivel-para-discordancia-entre-o-bc-e-o-bndes/). Somente no âmbito da Nova Indústria Brasil, o banco despejará mais R$ 70 bilhões ao longo deste ano, depois de ter alcançado, ainda em dezembro de 2025, a meta original de R$ 300 bilhões. O apetite não se limita à política industrial. No Plano Safra 2025/26, que vai até 30 de junho deste ano, o BNDES colocou à disposição R$ 70 bilhões para o setor agropecuário, o maior orçamento já destinado pelo banco ao segmento, 5% acima do ciclo anterior e 180% superior ao Plano Safra 2022/23. A base de partida já é elevada. Em 2025, os desembolsos do BNDES somaram R$ 169,7 bilhões, alta de 27% sobre 2024 e de 74% sobre 2022. As aprovações de crédito chegaram a R$ 237,9 bilhões, com avanço expressivo em indústria, comércio e serviços e agropecuária. Como de costume, haverá o bloco dos contentes e o pelotão dos insatisfeitos. Algumas empresas e setores terão dinheiro do BNDES; outros, não. É uma turma que ficará infeliz, mesmo com a queda da Selic.
Na equipe econômica, a previsão é que, junta daqui, soma dali, as medidas para o aquecimento da economia passarão dos R$ 500 bilhões até as eleições. Toda essa estratégia é PT na veia: Estado como indutor da atividade, banco público como contrapeso à Selic, crédito direcionado como instrumento de política anticíclica e programas sociais como alavanca simultânea de renda, consumo e popularidade. Tem as digitais de economistas influentes no partido, como Laura Carvalho e o próprio presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. No limite, trata-se de uma tentativa de construir uma política monetária na mão contrária à do Banco Central. De um lado, o BC encarece o dinheiro para esfriar a demanda e conter a inflação; de outro, o governo usa todo o arsenal de que dispõe para impedir que o aperto chegue inteiro à economia real, ao bolso e ao voto do eleitor.
O governo Lula tem números poderosos para ostentar. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em março ficou em 6,1%, segundo o IBGE — o menor nível já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Em relação ao mesmo período de 2025, houve queda de 0,9 ponto percentual. O contingente de desempregados recuou 13% em 12 meses, equivalente a quase um milhão de pessoas a menos procurando trabalho. O número de pessoas ocupadas permanece acima de 102 milhões, enquanto os empregos com carteira assinada no setor privado alcançaram 39,2 milhões. Já o Novo Caged registrou criação líquida de 255,3 mil vagas formais apenas em fevereiro. Outro dado relevante para o governo é a redução da informalidade. A taxa caiu para 37,3% da população ocupada, abaixo dos 38% registrados um ano antes. Também houve queda da subutilização da força de trabalho, que recuou de 15,9% para 14,3% em um ano.
Ao mesmo tempo, a renda segue avançando. O rendimento médio real habitual atingiu R$ 3.722, novo recorde da série histórica do IBGE, com crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior. A massa de renda também bateu recorde: R$ 374,8 bilhões, alta de 7,1% em 12 meses. Na prática, isso significa mais dinheiro circulando na economia mesmo em ambiente de juros elevados. Ainda assim, ao menos até o momento, essas cifras não têm sido suficientes para alavancar a aprovação do governo e os índices de Lula nas pesquisas eleitorais. É a velha discussão de que os benefícios, por mais que se multipliquem, já foram assimilados pela população como algo ordinário, na linha “o governo não faz mais do que a sua obrigação”.
O desafio do Palácio do Planalto, portanto, não é apenas produzir bons indicadores, mas transformar esses números em percepção política. É justamente aí que entram as novas medidas. O governo quer converter estatísticas em sensação de melhora concreta: dívida renegociada, prestação menor, botijão mais barato, conta de luz aliviada, crédito habitacional acessível, financiamento para quem trabalha por conta própria e algum refresco no Imposto de Renda. A aposta é que, se o eleitor ainda não atribui ao governo a melhora do emprego e da renda, talvez passe a fazê-lo quando o benefício aparecer diretamente no orçamento doméstico.
Quanto mais o governo tenta neutralizar os efeitos da Selic, mais pode reforçar as preocupações que mantêm os juros elevados: pressão fiscal, demanda aquecida, dúvidas sobre a trajetória da dívida e deterioração das expectativas. O próprio Desenrola 2.0 pode ter um efeito bumerangue, alimentando o ciclo vicioso do endividamento e exigindo um Desenrola 3.0, 4.0 etc – ver RR. Mas essa conta parece secundária na lógica eleitoral do Lula III. O objetivo é chegar a 2026 com o máximo possível de segmentos contemplados por alguma política pública: trabalhador formal, informal, endividado, empreendedor, motorista de aplicativo, taxista, estudante, comprador de imóvel, produtor rural, industrial, classe média e baixa renda. É uma estratégia de elevado potencial político. E de alto risco macroeconômico. É só aguardar por 2027.
Corre no mercado que os resultados do primeiro trimestre colocaram pressão sobre Thiago Lima Borges, CEO da Vivara desde dezembro. Aos olhos da família Kaufman, a gestão de Borges terá de mostrar com razoável velocidade que é capaz de cortar custos operacionais e melhorar as margens do negócio. No primeiro trimestre deste ano, o lucro da rede de joalherias caiu 30% em relação ao igual período em 2025, atingindo R$ 80,8 milhões. O Ebitda, por sua vez, murchou 1,5% no comparativo entre os mesmos intervalos. O mercado reagiu de imediato à performance de menor quilate: em um único pregão, a ação caiu 10%. O mais sensato é imaginar que os resultados do primeiro trimestre carregam ainda efeitos da gestão anterior. Borges está no cargo há apenas cinco meses. Mas a Vivara não é exatamente pródiga na estabilidade de seus principais dirigentes. A companhia costuma trocar de CEOs como clubes de futebol mudam de técnico após a terceira derrota seguida. Borges é o quinto executivo a ocupar o cargo desde março de 2024.
A percepção entre os investidores é que a agressiva política de frete grátis do Mercado Livre está com os dias contados. Tudo tem seu tempo. A estratégia acelerou vendas, ampliou a base de compradores e reforçou a posição competitiva da companhia contra plataformas chinesas, mas tem deixado como efeito colateral uma crescente perda de rentabilidade. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, o lucro líquido foi de US$ 417 milhões, queda de 15,6% em relação a igual período em 2025 e inferior até mesmo às projeções já pessimistas do mercado – na casa dos US$ 430 milhões. O Ebitda, por sua vez, recuou quase 20%, para US$ 611 milhões, também abaixo do consenso, de US$ 668,9 milhões. A reação foi imediata: os papéis do Mercado Livre caíram cerca de 6,4% no pós-mercado da Nasdaq. E os investidores já elegeram o vilão.
O diagnóstico é que o frete grátis cumpriu seu papel de defesa e ataque comercial, sobretudo em um ambiente de competição intensa com Shein, Shopee, Temu e AliExpress, mas passou a pressionar demais a última linha do balanço. A companhia também elevou a aposta em vendas diretas, modelo que ajuda a ampliar sortimento e competir em preço, especialmente em eletrônicos, mas ainda pesa sobre o resultado operacional. O dilema do Mercado Livre é clássico: manter o pé no acelerador para não perder tráfego e frequência para os chineses ou calibrar o subsídio logístico para recompor margens. Pelos números do primeiro trimestre, o mercado já escolheu sua interpretação: o crescimento veio, mas caro demais.
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