Arquivo Notícias - Página 94 de 1964 - Relatório Reservado

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Embrapa e UFRJ firmam acordo e dão passo importante para exploração das riquezas do mar

11/12/2025
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A Embrapa deu um passo importante para entrada efetiva do Brasil na economia do mar. Segundo o RR apurou, a estatal alinhavou um protocolo de intenções com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ para criar a Rede Agicultura Brasil. De acordo com o documento, ao qual a publicação teve acesso, o objetivo é fomentar o desenvolvimento de cadeias de produtivas de algas nativas e exóticas com interesse comercial no Brasil e no mercado internacional. A parceria confirma a posição da Embrapa como o agente da esfera federal mais comprometido em fomentar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a exploração sustentável dos recursos marinhos brasileiros – como antecipou o RR hoje pela manhã (https://relatorioreservado.com.br/noticias/governo-bate-cabeca-e-deixa-embrapa-do-mar-a-deriva/). Ou seja: o atraso nas discussões em torno dessa agenda deve ser debitado na conta dos demais órgãos envolvidos na iniciativa – a exemplo de Casa Civil, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Agricultura, Marinha, BNDES, Finep, CNPq, entre outros -, como informou o RR.

O acordo entre a Embrapa e a UFRJ mira a estruturação e implementação de programas, projetos e ações de pesquisa e inovação (PD&I) de alto impacto para o cultivo desses organismos. Embrapa e UFRJ pretendem ainda promover a conectividade entre centros de pesquisa, instituições de ensino, instituições de transferência de tecnologia e extensão rural, setor produtivo e comunidades locais. Tudo pode ser resumido a um intuito: transformar o Brasil em referência mundial em agicultura sustentável.

O memorando de intenções prevê, desde já, uma série de ações, tais como:

  • Mapear, hierarquizar e priorizar demandas, gargalos e oportunidades estratégicas para o desenvolvimento das cadeias produtivas de algas nativas e exóticas, considerando critérios técnicos, científicos, socioeconômicos e de mercado nacional e internacional.
  • Estruturar e executar projetos colaborativos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) de alto impacto, com foco na geração de tecnologias, processos e produtos que ampliem a competitividade, a sustentabilidade e a rastreabilidade da algicultura brasileira.
  • Estabelecer programas integrados de melhoramento, manejo e domesticação de espécies de algas com interesse econômico, incluindo a criação de biobancos e bancos de germoplasma para conservação e uso sustentável dos recursos genéticos.
  • Implementar ações de transferência de tecnologia, capacitação e extensão rural voltadas a produtores, técnicos, extensionistas, professores e comunidades costeiras, utilizando metodologias presenciais e a distância, e garantindo a atualização contínua de agentes multiplicadores.
  • Criar e manter plataformas digitais e canais permanentes de comunicação para a integração de dados, resultados de PD&I, protocolos técnicos e materiais educativos, assegurando a conectividade entre centros de pesquisa, instituições de ensino, setor produtivo e comunidades locais.

Governo bate cabeça e deixa “Embrapa do Mar” à deriva

11/12/2025
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O projeto de criação da “Embrapa do Mar” tornou-se um oceano de discórdia dentro do governo. Casa Civil, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Agricultura, Marinha, BNDES, Finep, CNPq estão batendo cabeça em torno da proposta de montagem de uma empresa capaz de consolidar, sob um único guarda-chuva, a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a exploração sustentável dos recursos marinhos brasileiros. O que se vê nos bastidores é uma entropia institucional entre agentes que até agora não conseguiram avançar um centímetro nessa pauta: não há liderança definida, cronograma, metas estabelecidas e, muito menos, o mapa do dinheiro, ou seja, de onde sairão os recursos para financiar a iniciativa. Em meio a tamanha falta de sintonia, a cota de sensatez tem sido preenchida pela própria Embrapa. A presidente da estatal, Silvia Massruhá, tornou-se uma das principais, se não a principal defensora do projeto. Propostas de formato societário não faltam. Uma engenhosa construção é que a “Embrapa do Mar” adote um modelo similar ao da Petrobras. A União teria o controle acionário, com a maior parte do capital votante nas mãos da própria Embrapa. O restante das ações seria ofertado em mercado. Além de colocar o Brasil na rota da chamada economia azul, essa configuração permitiria a obtenção de recursos para o financiamento da estatal, que sofre de notória aridez orçamentária. Ou seja: a “Embrapa do Mar” ajudaria na capitalização da “Embrapa da Terra” – ao lado da Embraer um dos dois grandes cases de sucesso do Brasil na área de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
A ideia é que a nova empresa seja no mar o que a velha Embrapa é, há décadas, em solo. Cerca de 60 atividades econômicas podem ser desenvolvidas a partir das riquezas existentes no oceano. Entre outros setores, entram nesse rol agricultura marinha, biotecnologia, extração de matérias-primas para fármacos, exploração de minerais críticos e produção de fertilizantes a partir de macroalgas. Neste último quesito, por exemplo, os investimentos conduzidos a partir da “Embrapa do Mar” permitiriam ao Brasil se livrar de uma grave dependência do fertilizante importado, inclusive de contratos firmados entre grandes grupos do agronegócio e fabricantes de fertilizantes internacionais, sobretudo da Rússia. Fala-se até de um cartel russo do adubo. Estudos da própria Embrapa indicam que, em determinados tipos de solo e em culturas específicas, o uso de biofertilizantes pode aumentar a produtividade agrícola em mais de 30%.

#Embrapa

Raízen avalia grupamento de ações para conter erosão do papel

11/12/2025
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Circulam no mercado rumores de que a Raízen poderá anunciar, ainda neste ano, um grupamento de ações. Seria uma forma de estancar a sangria do papel, que desde o início do ano acumula uma queda de quase 60% no rastro da disparada do passivo da empresa. Ressalte-se que a B3 já alertou a joint venture entre a Cosan e a Shell pelo tempo em que a ação vem sendo negociada abaixo de R$ 1. Pelas normas da Bolsa, caso a cotação fique em patamar inferior a esse valor por mais de 30 pregões consecutivos, a empresa é instada a apresentar um plano para se reenquadrar nessa cláusula de barreira. No caso da Raízen, já são 46 pregões seguidos em que a ação se mantém abaixo de R$ 1. Os principais fundos têm se desfeito da sua posição na empresa, diante da sua descontrolada alavancagem. O passivo de curto prazo da companhia chegou a R$ 53 bilhões em setembro, ou seja, uma relação dívida líquida/Ebitda de 5,1 vezes – contra 2,6 vezes no terceiro trimestre do ano passado.

#Raízen

China Nonferrous mira nas terras raras da Serra Verde

11/12/2025
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A China Nonferrous Metal Mining Group (CMOC) é apontada no mercado como candidata à compra de uma participação na Serra Verde, que busca um sócio minoritário para a exploração de terras raras no Brasil. Controladora da empresa, a gestora norte-americana Denhan Capital pretende vender até 20% das ações. A Serra Verde tem uma jazida na região de Minuaçu (GO), onde já produz elementos como neodímio, praseodímio e disprósio. A CMOC, por sua vez, também mantém investimentos no Brasil. No ano passado, desembolsou US$ 340 milhões pela Mineração Taboca, dona da mina de estanho de Pitinga, no Amazonas. Ressalte-se que a Serra Verde detém contratos de longo prazo, alguns com duração de dez anos, voltados à venda de terras raras para a China.

#China Nonferrous

Fávaro busca reforço orçamentário para garantir preço mínimo a agricultores

11/12/2025
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está em tratativas com a equipe econômica com o objetivo de destravar um novo aporte de recursos destinado a garantir preços mínimos para produtores rurais. Fávaro tenta levantar ao menos outros R$ 100 milhões, quantia similar à repassada no início de dezembro para o programa de Garantia e Sustentação de Preços na Comercialização de Produtos Agropecuários. A questão é a de sempre: de onde sairá o dinheiro? No caso da verba suplementar transferida há cerca de dez dias, quem pagou o pato foi o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que teve recursos orçamentários remanejados para a Agricultura.

#Carlos Fávaro

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