Últimas Notícias
Omie ganha tração extra para acelerar sua expansão territorial
12/12/2025
Distribuidoras de energia e teles não se entendem sobre uso de postes
12/12/2025O enrosco regulatório entre as distribuidoras de energia elétrica e as empresas de telecomunicações referente ao compartilhamento de postes ainda está longe de uma solução. De um lado, os nós aparentemente foram desatados: na semana passada, a Aneel aprovou novas normas para o uso conjunto de postes, tudo em consonância as companhias de distribuição; do outro, no entanto, os fios continuam embolados. Segundo o RR apurou, a proposta formulada pela agência do setor elétrico enfrenta objeções entre os players do setor de telefonia e a própria Anatel. Estes enxergam o arcabouço elaborado pela Aneel como um retrocesso em relação ao modelo de neutralidade e padronização defendido pela área de telecom. As divergências começam pelo ponto mais sensível: a cessão compulsória dos postes a um “posteiro” neutro. A Anatel é simpática à tese de que, diante do interesse de uma empresa especializada, a exploração comercial deva ser transferida de forma obrigatória, com o argumento de que essa medida ajudaria a estimular investimentos em infraestrutura. A Aneel, entretanto, abandonou esse desenho e adotou um modelo flexível, no qual a terceirização só ocorrerá em circunstâncias específicas a critério da distribuidora, legalmente a “dona” do poste, ou por decisão excepcional do regulador. Para as operadoras de telefonia, isso abre espaço para assimetrias e mantém o poder de negociação nas mãos das empresas do setor elétrico.
O que dizem Anatel e Aneel
Agibank enfrenta crise de desconfiança às vésperas de IPO em Nova York
12/12/2025Na iminência de realizar seu IPO em Nova York, o Agibank terá de debelar uma crise de confiança entre investidores internacionais. Corre no mercado que uma grande gestora norte-americana já teria sinalizado que não participará da oferta do banco por restrições impostas por suas regras de compliance. O motivo é a recente decisão do INSS de suspender, por tempo indeterminado, a concessão de novos empréstimos consignados pela instituição financeira. Uma auditoria da CGU identificou irregularidades em operações de crédito, incluindo pouco mais de mil operações assinadas após o falecimento dos supostos tomadores do financiamento. Em agosto, a autarquia já havia suspendido o contrato com o Agibank para o pagamento da folha de benefícios previdenciários após “denúncias de graves violações”. O RR fez seguidas tentativas de contato com o Agibank, por meio da sua assessoria de imprensa, ao longo de toda a tarde de ontem, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Crise em São Paulo ameaça renovação da concessão da Enel no Ceará
12/12/2025O ciclone em São Paulo “atingiu” o Ceará. Ao menos no mapa de negócios da Enel no Brasil. A nova interrupção no fornecimento de energia em São Paulo aumenta a pressão sobre os italianos no momento em que o grupo negocia a renovação da concessão da Enel Ceará, sua distribuidora local. Segundo informações filtradas pelo RR, parlamentares cearenses têm feito gestões junto à Aneel para que a extensão do contrato seja condicionada a um novo e expressivo plano de investimentos no estado. Ou seja: a crise da companhia em São Paulo virou uma moeda de troca para a bancada e o próprio governo do Ceará. Até porque a ambiência dentro da Aneel permite tal instrumentalização. O que se vê na agência é um território cada vez mais hostil aos italianos. Ainda que a Enel São Paulo e a Enel Ceará sejam empresas completamente distintas, a diretoria do órgão regulador tem enxergado as atividades do grupo no país como uma coisa só. São flagrantes as demonstrações de falta de boa vontade em relação à Enel. Na última terça-feira, o colegiado se reuniu para analisar a renovação do contrato de quatro distribuidoras. A Aneel recomendou ao Ministério de Minas Energias a prorrogação das concessões da Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Coelba (BA) e Energisa Mato Grosso (MT). Mas adiou a votação sobre o pedido da quarta empresa, exatamente a Enel Ceará. Ressalte-se que o relator do processo, Fernando Mosna, já se posicionou contra a renovação da licença da empresa.