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15/12/2025
Crise da Oi provoca linha cruzada entre Telecomunicações e Defesa
15/12/2025A substituição da Oi como prestadora de serviços de telecomunicação para a esfera federal está provocando divergências dentro do governo. De um lado, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho; do outro, o ministro da Defesa, José Mucio. Siqueira Filho tem defendido que cada órgão faça uma licitação e contrate um novo fornecedor. O ministro é contrário a ideia de que a Telebras assuma operações da Oi, mesmo aquelas consideradas estratégicas. Um dos argumentos é que essa medida poderá aumentar os prejuízos da estatal – entre janeiro e setembro, a empresa acumula perdas de R$ 82 milhões. Por isso, Siqueira Filho quer a Telebras longe do imbróglio causado pela deterioração da Oi. Não é o que pensa José Mucio. O ministro da Defesa tem conduzido articulações no governo para que a Telebras encampe os serviços prestados pela Oi à Aeronáutica, notadamente ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) – conforme informou o RR. O SISCEAB envolve atividades sensíveis tanto para fins militares quanto civis – do monitoramento do espaço aéreo ao gerenciamento de aviões em voo em todo o território nacional. Nesse caso específico, a Claro já foi contratada para substituir a Oi, mas Mucio defenda que a Telebras lidere o processo de transição. Nesse choque de visões entre os ministros das Comunicações e da Defesa, o mais provável é que o segundo ganhe a parada.
Governança em xeque: Vivara troca de CEO como quem troca de colar
15/12/2025Qual será o principal desafio do novo CEO da Vivara, Thiago Lima Borges: manter a trajetória de resultados ascendentes da empresa ou tourear as ingerências do acionista controlador, Nelson Kaufman? Quem conhece Kaufman de perto crava a segunda hipótese. A anunciada troca de comando é mais um teste para a governança da rede de joalherias. Nos últimos anos, a Vivara tornou-se uma máquina de triturar CEOs. Borges será o quinto executivo a ocupar o cargo desde março de 2024. Ele chega para substituir Icaro Borrello, aquele que suportou mais tempo dentro desse moedor de presidentes. O recordista Borrello permaneceu à frente da gestão da Vivara exatamente por um ano. Para todos os efeitos, Kaufman afastou-se formalmente até mesmo do board da companhia: renunciou à presidência do conselho no último mês de julho. Quem assumiu o comando do board foi sua própria filha, Marina Kaufman. Na empresa, é notório quem continua a dar as cartas. A voz de Marina é ouvida como a voz do pai.
“PL da Fronteira” vira mais um campo minado entre setores do governo e Congresso
15/12/2025O projeto de lei 4.497/2024, que estabelece um novo marco legal para regularização de imóveis rurais em faixas de fronteira e foi aprovado pela Câmara na semana passada, enfrenta resistências dentro do governo. Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e do Meio Ambiente, Marina Silva, pregam que o presidente Lula vete determinados trechos da proposta – já encaminhada ao Palácio do Planalto para sanção presidencial. Teixeira e Marina veem na nova lei um risco concreto de estímulo à grilagem e de agravamento de conflitos fundiários em regiões sensíveis do país. O principal ponto de atrito é a flexibilização de exigências como o georreferenciamento, instrumento considerado central para garantir a identificação precisa dos imóveis e evitar sobreposição com terras públicas, indígenas ou áreas protegidas. Para críticos dentro do governo, ao reduzir essas salvaguardas o projeto pode produzir o efeito inverso ao discurso oficial de segurança jurídica. No Ministério do Desenvolvimento Agrário, o entendimento é que a medida cria um atalho legal para a convalidação de títulos irregulares, muitos deles originados em ocupações precárias ou em registros históricos frágeis, especialmente em regiões de fronteira agrícola. A essa altura, no entanto, é pouco provável que Lula vete trechos do PL 4.497/2024 e compre essa briga com o Congresso.