Últimas Notícias
Atlas Lithium e AMG Brasil podem puxar a fila das debêntures incentivadas
16/12/2025
Leilões ferroviários ameaçam descarrilar com falta de funding e descrédito de investidores
16/12/2025
Quem dá mais pelo controle da Medley?
16/12/2025A venda da Medley, braço de medicamentos genéricos da francesa Sanofi, tornou-se um acirrado leilão. No setor, já se fala na possibilidade de uma segunda rodada de propostas nesse “quem dá mais”. A Sanofi recebeu ofertas da EMS, Hypera, Aché, Cimed, União Química e da indiana Torrent. Nos bastidores há informações de a Sanofi e o Lazard, assessor da operação, já operam com uma shortlist mais enxuta, que não se baseia exclusivamente nos valores apresentados. A capacidade efetiva de fechamento da transação, especialmente no que diz respeito ao funding, é vista pelos franceses como uma variável relevante, que pode fazer diferença na disputa entre alguns dos principais sobrenomes da indústria farmacêutica nacional. A EMS, de Carlos Sanchez, e a Hypera, de João Alves de Queiroz Filho, o Junior, trabalham com estruturas baseadas majoritariamente em recursos próprios e endividamento local. Outros concorrentes, como a Cimed e a União Química, estariam na dependência de aportes de fundos internacionais. A Cimed, de João Adibe Marques, já tem um parceiro dentro de casa: o GIC, fundo soberano de Cingapura, acionista minoritário do laboratório. Por sua vez, a União Química, do empresário Fernando Marques, tem mantido intensas conversas com fundos de private equity. Marques está disposto a vender uma participação na companhia com forma de garantir o funding necessário para a aquisição da Medley. A ver se terá tempo para executar essa intrincada engenharia antes da Sanofi bater o martelo.
“Intervencionismo” da Anatel provoca ruídos com Vivo, Claro e TIM
16/12/2025A relação entre as três grandes operadoras de telefonia, Vivo, Claro e TIM, e o presidente da Anatel, Rodrigo Baigorri, passa por um momento de turbulência. Nos bastidores, dirigentes das empresas têm feito críticas ao que consideram um aumento do intervencionismo regulatório sobre o setor. Há informações de que a agência estuda novas normas relacionadas aos TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) com o intuito de reduzir a margem para a renegociação de cronogramas e escopos desses acordos. Uma das ideias em discussões é aumentar as sanções nos casos de descumprimento de obrigações previstas nos TACs. Na prática, isso significa que Vivo, Claro e TIM podem perder a flexibilidade que historicamente sempre tiveram para recalibrar entregas técnicas ao longo da execução dos TACs. A Anatel vem de uma sequência de decisões antipáticas às operadoras. É o caso da recente restrição imposta ao direito de voto das três empresas no Gaispi – grupo criado para acompanhar o cumprimento das obrigações do leilão do 5G de 2021. A decisão, formalmente colegiada, foi liderada pela presidência da Anatel sob o argumento de evitar conflitos de interesse e riscos de “captura decisória”. No mercado, porém, a leitura é que Baigorri decidiu encurtar deliberadamente a interlocução com as companhias em um fórum estratégico. O atrito se aprofundou com a leitura mais restritiva das obrigações previstas no edital do 5G, especialmente em programas como o PAIS (leia-se a construção de infovias conectadas na Amazônia) e nas exigências relacionadas à mitigação de interferências de redes. Segundo fontes do setor, a presidência da Anatel passou a exigir cumprimento literal dos compromissos, reduzindo margens de flexibilização que vinham sendo negociadas desde 2022. Em outro front, a gestão Baigorri aprovou, no último mês de agosto, a Resolução 780/2025, que ampliou exigências de conformidade técnica e reforçou o regime sancionatório, atingindo não apenas as operadoras, mas também fabricantes, marketplaces e prestadores de serviços.
Os próximos passos para Roberto Justus sair de cena no Coritiba
16/12/2025A chegada do Independiente del Valle no capital da SAF do Coritiba, anunciada ontem, desponta como a porta de saída de Roberto Justus dos gramados. Há informações de que o acordo prevê a aquisição gradual do controle da Sociedade Anônima do Futebol, pertencente à Treecorp, gestora de investimentos de Justus e de seu genro, Bruno D’Ancona. Desde 2023, o private equity detém o controle da SAF, com uma participação de 90% – os 10% restantes permanecem com o clube associativo. O Independente del Valle, clube equatoriano, teria até três anos para exercer a compra e concluir a transição. Por trás do negócio está Michel Deller, dono de uma das maiores fortunas do Equador. Deller controla o Independiente del Valle desde 2007. As negociações para a entrada de um novo sócio – e futuro controlador na SAF do Coritiba – foram deflagradas pela Treecorp há pouco mais de dois meses – ver RR. Procurada pelo RR, a gestora não se manifestou.