Arquivo Notícias - Página 91 de 1964 - Relatório Reservado

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Atlas Lithium e AMG Brasil podem puxar a fila das debêntures incentivadas

16/12/2025
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Corre em petit comitê no setor de mineração que a Atlas Lithium e a AMG Brasil estão entre as empresas que já avaliam a colocação de debêntures incentivadas. As emissões se dariam no âmbito da recém-criada Política de Debêntures para Projetos de Transformação de Minerais Estratégicos para a Transição Energética, que estipulou benefícios fiscais para o lançamento desses papéis. As duas empresas têm investimentos em lítio em Minas Gerais.  No caso da AMG Brasil, a captação teria como foco a construção da planta de conversão para carbonato de lítio. O projeto prevê capacidade de beneficiamento de 15 mil toneladas por ano e com investimento estimado em US$ 250 milhões. Já a Atlas Lithium analisa o uso do instrumento para financiar a etapa que leva do concentrado ao carbonato de lítio no Vale do Jequitinhonha. No total, a empresa já anunciou investimentos de R$ 1 bilhão em Minas Gerais. A Política de Debêntures para Projetos de Transformação de Minerais Estratégicos, anunciada em novembro, prevê que até 49% dos recursos captados podem ser canalizados para as etapas de lavra e desenvolvimento de mina, desde que vinculadas a projetos de transformação mineral. O governo estima que as debêntures incentivadas possam estimular até R$ 5 bilhões por ano em investimentos na exploração e processamento de minérios críticos.

Leilões ferroviários ameaçam descarrilar com falta de funding e descrédito de investidores

16/12/2025
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Aos olhos dos investidores, o cronograma de concessões ferroviárias do governo Lula para 2026, apresentado no fim de novembro, desponta como uma peça de ficção. Nos bastidores, dirigentes das principais empresas do setor – a exemplo de Vale, VLI, Rumo – classificam o plano como inexequível, seja pelo tamanho do pacote anunciado, seja pelo reduzido volume de recursos públicos colocados à disposição. O ministro dos Transportes, Renan Filho, promete realizar oito leilões de ferrovias em um único ano, com investimentos totais da ordem de R$ 140 bilhões. O track records do governo não sugere, nem de longe, o cumprimento dessa meta. É trilho demais para quem se notabiliza por colocar trilho de menos. Nos três primeiros anos de mandato de Lula, nenhum leilão ferroviário foi realizado.
Ao mesmo tempo, a leitura entre os grandes operadores do modal no país é que não há funding suficiente para uma leva de projetos como essa ser leiloada em um espaço tão curto de tempo. O governo se compromete a aportar aproximadamente 20% do total de investimentos previstos, algo como R$ 28 bilhões. Esses recursos sairiam, notadamente, do orçamento das PPPs. No entanto, o modelo apresentado não agrada aos investidores, devido a amarras impostas pelo Ministério dos Transportes. Uma parcela expressiva diz respeito a dinheiro carimbado, ou seja, que só poderá ser usado para aportes em bens reversíveis, ou seja, ativos que voltam para a União em caso de encerramento da concessão – trilhos, pátios, túneis, viadutos etc. Em reuniões na Casa Civil e no Ministério dos Transportes, representantes das empresas do setor têm pleiteado um volume maior de aportes públicos. Os investidores condicionam a participação nos leilões, por exemplo, ao apoio do BNDES, tanto por meio de crédito direito quanto com a garantia de compra de debêntures incentivadas.
Ferrovia não tem sido o forte deste governo. Além da ausência de leilões, a gestão Lula não vem conseguindo sequer destravar a renegociação de concessões já existentes. É o caso da repactuação dos contratos das ferrovias Vitória-Minas e Carajás com a Vale. O mesmo se aplica à Malha Oeste e à Malha Sul, ambas da Rumo Logística. De todas, a que estaria um pouco mais avançada – ou talvez seja melhor dizer menos atrasada – seria a renegociação do contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) com a VLI.

#Leilões ferroviários

Quem dá mais pelo controle da Medley?

16/12/2025
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A venda da Medley, braço de medicamentos genéricos da francesa Sanofi, tornou-se um acirrado leilão. No setor, já se fala na possibilidade de uma segunda rodada de propostas nesse “quem dá mais”. A Sanofi recebeu ofertas da EMS, Hypera, Aché, Cimed, União Química e da indiana Torrent. Nos bastidores há informações de a Sanofi e o Lazard, assessor da operação, já operam com uma shortlist mais enxuta, que não se baseia exclusivamente nos valores apresentados. A capacidade efetiva de fechamento da transação, especialmente no que diz respeito ao funding, é vista pelos franceses como uma variável relevante, que pode fazer diferença na disputa entre alguns dos principais sobrenomes da indústria farmacêutica nacional. A EMS, de Carlos Sanchez, e a Hypera, de João Alves de Queiroz Filho, o Junior, trabalham com estruturas baseadas majoritariamente em recursos próprios e endividamento local. Outros concorrentes, como a Cimed e a União Química, estariam na dependência de aportes de fundos internacionais. A Cimed, de João Adibe Marques, já tem um parceiro dentro de casa: o GIC, fundo soberano de Cingapura, acionista minoritário do laboratório. Por sua vez, a União Química, do empresário Fernando Marques, tem mantido intensas conversas com fundos de private equity. Marques está disposto a vender uma participação na companhia com forma de garantir o funding necessário para a aquisição da Medley. A ver se terá tempo para executar essa intrincada engenharia antes da Sanofi bater o martelo.

#Medley

“Intervencionismo” da Anatel provoca ruídos com Vivo, Claro e TIM

16/12/2025
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A relação entre as três grandes operadoras de telefonia, Vivo, Claro e TIM, e o presidente da Anatel, Rodrigo Baigorri, passa por um momento de turbulência. Nos bastidores, dirigentes das empresas têm feito críticas ao que consideram um aumento do intervencionismo regulatório sobre o setor. Há informações de que a agência estuda novas normas relacionadas aos TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) com o intuito de reduzir a margem para a renegociação de cronogramas e escopos desses acordos. Uma das ideias em discussões é aumentar as sanções nos casos de descumprimento de obrigações previstas nos TACs. Na prática, isso significa que Vivo, Claro e TIM podem perder a flexibilidade que historicamente sempre tiveram para recalibrar entregas técnicas ao longo da execução dos TACs. A Anatel vem de uma sequência de decisões antipáticas às operadoras. É o caso da recente restrição imposta ao direito de voto das três empresas no Gaispi – grupo criado para acompanhar o cumprimento das obrigações do leilão do 5G de 2021. A decisão, formalmente colegiada, foi liderada pela presidência da Anatel sob o argumento de evitar conflitos de interesse e riscos de “captura decisória”. No mercado, porém, a leitura é que Baigorri decidiu encurtar deliberadamente a interlocução com as companhias em um fórum estratégico. O atrito se aprofundou com a leitura mais restritiva das obrigações previstas no edital do 5G, especialmente em programas como o PAIS (leia-se a construção de infovias conectadas na Amazônia) e nas exigências relacionadas à mitigação de interferências de redes. Segundo fontes do setor, a presidência da Anatel passou a exigir cumprimento literal dos compromissos, reduzindo margens de flexibilização que vinham sendo negociadas desde 2022. Em outro front, a gestão Baigorri aprovou, no último mês de agosto, a Resolução 780/2025, que ampliou exigências de conformidade técnica e reforçou o regime sancionatório, atingindo não apenas as operadoras, mas também fabricantes, marketplaces e prestadores de serviços.

#Anatel

Os próximos passos para Roberto Justus sair de cena no Coritiba

16/12/2025
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A chegada do Independiente del Valle no capital da SAF do Coritiba, anunciada ontem, desponta como a porta de saída de Roberto Justus dos gramados. Há informações de que o acordo prevê a aquisição gradual do controle da Sociedade Anônima do Futebol, pertencente à Treecorp, gestora de investimentos de Justus e de seu genro, Bruno D’Ancona. Desde 2023, o private equity detém o controle da SAF, com uma participação de 90% – os 10% restantes permanecem com o clube associativo. O Independente del Valle, clube equatoriano, teria até três anos para exercer a compra e concluir a transição. Por trás do negócio está Michel Deller, dono de uma das maiores fortunas do Equador. Deller controla o Independiente del Valle desde 2007. As negociações para a entrada de um novo sócio – e futuro controlador na SAF do Coritiba – foram deflagradas pela Treecorp há pouco mais de dois meses – ver RR. Procurada pelo RR, a gestora não se manifestou.

#Coritiba

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