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Estatística brasileira do IDH oculta risco de morte em comunidades indígenas
12/06/2026- Os PDSIs de 2024-2027: estabeleceram metas ambiciosas de proteção contra doenças respiratórias, focadas em imunização e vigilância ativa em aldeias indígenas. No entanto, o Boletim InfoGripe revela que o país, em 2026, apresenta um cenário de “alerta, risco ou alto risco” em praticamente todas as Unidades da Federação (UFs), exceto Rondônia;
- A Falha na Prevenção: Enquanto os planos distritais previam uma vigilância capaz de conter surtos, o InfoGripe aponta que as tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) mostram crescimento de SRAG em 17 estados, incluindo o Pará;
- O Erro dos Técnicos: Os técnicos que elaboraram os PDSIs não “erraram” tecnicamente no desenho do plano, mas falharam na análise de risco logístico. Eles planejaram ações centralizadas que pressupunham uma estabilidade que o vírus não respeita. O InfoGripe é contundente ao mostrar que a incidência de SRAG por VSR está em crescimento no Pará, atingindo níveis “extremamente altos”, justamente onde os planos distritais deveriam ter implementado barreiras preventivas que não se efetivaram na ponta.
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Indicador
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Situação 2022 (Base dos PDSIs)
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Situação 2026 (InfoGripe SE 19)
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Tendência de SRAG
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Surtos recorrentes e controláveis
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Crescimento nacional (curto e longo prazo)
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Vírus Predominante
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Variado (Covid, Influenza, VSR)
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VSR em crianças; Influenza A em idosos
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Risco no Pará
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Localizado (TI Parakanã)
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Nível de “Alto Risco” e crescimento
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- Subestimaram a dinâmica viral: o InfoGripe 2026 confirma que o VSR está impulsionando a internação de crianças pequenas e a Influenza A, a de idosos. Os planos distritais previam vacinação como meta, mas o InfoGripe mostra que essa cobertura não está impedindo o avanço da SRAG em 2026.
- Falha de execução: Os técnicos planejaram a “Vigilância Ativa”, mas o InfoGripe comprova que o sistema de notificação (SIVEP-Gripe) ainda sofre com o “atraso de inserção dos registros”. Isso significa que, em 2026, os gestores ainda não sabem exatamente quantos indígenas estão doentes em tempo real, tornando a “Vigilância Ativa” prometida nos planos uma impossibilidade técnica.
Asfixia orçamentária da ANM vale ouro para o crime organizado
12/06/2026Além da suspensão de novos leilões e do impacto sobre investimentos em minerais estratégicos, a crise orçamentária da Agência Nacional de Mineração (ANM) está causando um efeito colateral ainda mais grave e menos visível: o desmonte na primeira linha de defesa do Estado contra o mercado ilegal de ouro, diamantes e pedras preciosas. Segundo o RR apurou, o trabalho de fiscalização in loco, leia-se garimpos, plantas de beneficiamento e rotas de escoamento, está praticamente parado. As viagens para as regiões de extração foram quase todas canceladas. Não há verba e nem sequer funcionários suficientes para proceder às diligências de campo. Sem o devido controle físico na originação, a rastreabilidade de toda a cadeia do ouro e de pedras preciosas está severamente comprometida. Trata-se de um convite à proliferação de garimpos ilegais e à infiltração do crime organizado em todas as etapas do negócio, da extração ao transporte e posterior envio ao exterior. Ou seja: no momento em que os Estados Unidos classificam facções criminosas brasileiras como grupos terroristas e fecham o cerco a fluxos financeiros ilícitos, a asfixia financeira da ANM tem levado a um afrouxamento na fiscalização de ouro, diamante e pedras preciosas, deixando o caminho livre para o contrabando, o esquentamento de mercadorias ilegais e a lavagem de dinheiro. Procurada pelo RR, a ANM informou, por meio de nota, que “a redução de recursos impõe revisões sucessivas de planejamento, limita deslocamentos de equipes técnicas e compromete atividades que dependem de fiscalização presencial”. A agência confirma que “em algumas áreas, os efeitos já ultrapassam a simples redução da capacidade operacional e resultam na suspensão ou paralisação de ações consideradas essenciais para o funcionamento da política mineral brasileira”.
Em 2010, a estrutura do antigo DNPM, que daria origem à ANM, tinha cerca de 1,2 mil funcionários. De lá para cá, esse contingente tem se esfarelado ano após ano. Segundo dados de fevereiro, apenas 669 cargos estão ocupados. Ressalte-se que, por lei, a ANM teria direito a 1.831 postos de trabalho. Ou seja: a agência opera com um déficit de pessoal de 63%. Faltam, por exemplo, 458 especialistas em recursos minerais e 477 técnicos em atividades de mineração, carreiras diretamente ligadas à análise de títulos, vistorias, diligências presenciais e fiscalização da produção mineral. Para cumprir todas as suas atribuições, a ANM precisaria, por baixo, de R$ 160 milhões anuais. Porém, seu orçamento previsto para este ano é de apenas R$ 96 milhões, e o valor executado, ao que tudo indica, sequer chegará a esse patamar. No fim de maio, o governo bloqueou R$ 22 milhões em recursos da agência. A erosão do poder fiscalizatório da ANM é flagrante. Em 2024, a agência realizou 2.105 ações de fiscalização. Em 2025, o número caiu para 1.433, ou seja, um recuo de 33%. Pior ainda: as vistorias presenciais recuaram de 1.226 para 983 na comparação entre os dois anos.
De acordo com relatório produzido no ano passado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em parceria com a DNI (Direção Nacional de Inteligência), da Colômbia, a extração ilegal de ouro no Brasil chegou a quase 27 toneladas em 2025, o que corresponde a mais de um terço da produção total do país (80 toneladas). Significa dizer que a exploração ilícita, o comércio clandestino dentro do próprio Brasil e o contrabando para o exterior movimentaram mais de R$ 16 bilhões. As facções criminosas estão no núcleo desse “mercado”. Investigações da Abin mostram que o PCC e o Comando Vermelho, recém-elevados à condição de “grupos terroristas” pelo governo Trump, têm usado o ouro e pedras preciosas para pagar a compra de drogas de países como Colômbia e Bolívia. Ou seja: além do contrabando e da lavagem de dinheiro, a extração ilegal desses minérios tem ajudado a financiar o tráfico. É o que as autoridades chamam de “narcogarimpo”.
O “narcogarimpo” é, acima de tudo, um assunto para as forças de segurança, notadamente Polícia Federal e o próprio Exército. Mas há toda uma disfuncionalidade do aparelho de Estado que atravessa diferentes órgãos de controle e fiscalização. E a ANM tem a sua parcela de responsabilidade na ponta inicial, na originação. Sem dinheiro, a agência tornou-se um síndico ausente. A Resolução ANM 129/2023, por exemplo, obriga mineradores de ouro, prata, diamantes e pedras coradas a monitorar operações sem fundamento econômico, transações incompatíveis com práticas de mercado e negócios em regiões de extração mineral consideradas de risco. É uma determinação para inglês ver. Na prática, a ANM não consegue acompanhar o cumprimento dessa resolução e muito menos impor sanções a quem a infringe. O apagão no processo de fiscalização acaba por desaguar na concessão indiscriminada de autorizações de lavra da agência. No ano passado, o TCU apontou “fortes indícios” de que títulos minerários estavam sendo usados para “esquentar” ouro ilegal extraído de terras indígenas e unidades de conservação. A decisão determinou que a ANM iniciasse o cancelamento de permissões ilícitas e corrigisse falhas no controle das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs). A ONG InfoAmazonia identificou que, entre 2022 e 2026, 540 PLGs declararam R$ 10 bilhões em produção de ouro na bacia do Tapajós. No entanto, quase metade delas, 263 permissões, não apresentava sinais de exploração compatíveis com os valores informados. Segundo o levantamento, quase 60% do ouro de garimpo legalizado no Brasil passou por uma PLG do Tapajós nesse período. O Greenpeace chegou à conclusão semelhante: 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização declarada de 25,3 toneladas de ouro entre 2018 e março de 2026, avaliadas em R$ 18,4 bilhões.
A estratégia do Banco do Brasil para colher alta renda no agro
12/06/2026O Banco do Brasil prepara uma ofensiva para converter sua força histórica no agro em aumento do número de clientes alta renda. O BB está montando uma estratégia integrada entre suas áreas de agronegócio, varejo de alta renda e gestão de investimentos. A ideia é usar dados de safra, crédito rural, seguros, CPRs, financiamentos de máquinas, câmbio e relacionamento com cooperativas para identificar produtores e famílias rurais com potencial de migração para o Estilo, Private e estruturas de wealth management. Outra avenida em análise é oferecer pacotes voltados à sucessão no campo, combinando planejamento patrimonial, previdência, seguros, fundos exclusivos, holdings familiares e crédito para reorganização societária. O banco também mira empresários médios do interior que já tomam crédito como PJ, mas mantêm o patrimônio pessoal fora da instituição. Com isso, o BB espera estancar uma perda que já se tornou crônica: o cliente do agro cresce dentro do banco, mas, quando acumula patrimônio, acaba migrando para outras instituições financeiras, notadamente BTG e XP. Ao mesmo tempo, a investida se encaixa no plano do Banco do Brasil de turbinar o segmento Exclusivo, hoje com cinco milhões de clientes. A meta é adicionar mais um milhão de correntistas em até três anos.
Chinesa Zhongtuo entra no mercado de resíduos sólidos no Brasil
12/06/2026
Quem Paulo Henrique Costa está tentando proteger?
12/06/2026A pergunta acima tem sido repetida na Polícia Federal e na PGR em meio às tratativas com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, para um eventual acordo de delação. Até agora, segundo fontes próximas à investigação, Costa colocou sobre a mesa, como novidade, a existência de outros negócios irregulares em que teria atuado ao lado de Daniel Vorcaro, para além da relação mais conhecida entre BRB e Banco Master. O material envolveria operações estruturadas de crédito, compra e cessão de carteiras supostamente sem lastro e aquisição de ativos imobiliários usados para remunerar ou ocultar vantagens indevidas. No mais, tem girado em círculos em torno da compra das carteiras sem lastro do Banco Master. É pouco, quase nada. Entre os investigadores, a percepção é Costa calculadamente tem evitado trazer à baila outros personagens, especialmente da esfera política.