Arquivo Notícias - Página 6 de 1962 - Relatório Reservado

Últimas Notícias

“Terrabras”, o balão de ensaio que Alexandre Silveira inflou e já furou

17/04/2026
  • Share
Aos olhos dos players da área de mineração, a proposta de criação de uma estatal para a exploração de terras raras e minerais críticos, que pairou sobre o setor nos últimos dias, foi um balão de ensaio lançado no ar pelo próprio titular da Pasta de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O ministro teria soprado ao vento a tal da “Terrabras”, pinçada do projeto de lei 1733/2026, do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), para testar a reação do mercado a uma ingerência maior do Estado sobre a produção desses minérios. Mais do que isso: haveria ainda por trás o ensaio de uma articulação legislativa. O objetivo do governo seria apensar o PL ao projeto de lei 2.780/2024, que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos e Estratégicos, para viabilizar a invenção da engenhoca. Diante da imediata repulsa do mercado, Silveira fingiu que não foi ele e logo tratou de se desvencilhar da proposta. Prontamente, agendou um encontro com o deputado Zé Silva (União-MG), autor do PL 2.780/2024, para sinalizar apoio à proposta e, com isso, furar o balão da “Terrabras”, que ele próprio teria enchido de propano.

A outra crise da Aegea: Itaúsa cobra mudanças na gestão

17/04/2026
  • Share

A Aegea enfrenta uma crise dentro da crise. A erosão reputacional provocada pela demora na divulgação das demonstrações financeiras de 2025 parece ter sido a gota que faltava para transbordar o copo das tensões societárias na empresa. Segundo informações que circulam no mercado, a Itaúsa, dona de 13% do capital, defende mudanças no management da companhia. Na linha de tiro estariam o próprio CEO, Radamés Andrade Casseb, e o vice-presidente Administrativo Financeiro, André Pires de Oliveira. A insatisfação dos Setúbal com os rumos da Aegea não vem de hoje, de acordo com uma fonte próxima à empresa. Seria uma conta de juros compostos, um acúmulo decorrente, sobretudo, do crescente nível de alavancagem da companhia – a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 3,8 vezes no fim do ano passado. A crise de credibilidade deflagrada nas últimas semanas, a partir dos sucessivos adiamentos na apresentação dos resultados, fez o copo extravasar. Na Itaúsa, prevalece o entendimento de que a Aegea precisa tomar decisões mais agudas como resposta à desconfiança do mercado em relação aos rumos e, em última instância, à própria governança da empresa. É uma cobrança que aumenta o grau de tensionamento interno. A ofensiva sobre a gestão executiva, notadamente sobre Casseb, já cria, por si só, uma zona de fricção com a Equipav, maior acionista da Aegea, com 52%. O CEO da holding de concessões de saneamento é egresso da Equipav e homem de confiança dos acionistas do grupo, as famílias Toledo e Vettorazzo. Nesse contexto, o fiel da balança para eventuais mudanças na direção da Aegea pode vir a ser o GIC, fundo soberano de Cingapura, dono de 35% da empresa.

Procuradas pelo RR, Aegea e Equipav não se manifestaram até o fechamento desta matéria. Também consultada, a Itaúsa limitou-se a reproduzir o Fato Relevante no qual informou ao mercado ter feito um ajuste contábil de R$ 700 milhões em seu próprio balanço por conta de “revisões” e “reavaliações de estimativas” nas demonstrações financeiras da Aegea. O valor em si é um grânulo de areia para o conglomerado dos Setúbal – como, aliás, o grupo fez questão de enfatizar no Fato Relevante, ao classificar o ajuste contábil como “imaterial para a holding, que encerrou o exercício de 2025 com um patrimônio líquido de R$ 89 bilhões”. No entanto, a crise de desconfiança do mercado em relação à Aegea já gerou uma perda bem material: a empresa de saneamento se viu obrigada a adiar seu IPO para 2027. É um duro revés para Equipav, GIC e Itaúsa. O trio trata o IPO como uma peça central para viabilizar o plano de investimentos da empresa, uma fatura de R$ 45 bilhões em desembolsos até 2033. É uma conta grande demais para ser fechada apenas com emissão de dívida.

Não bastassem os danos tangíveis, a crise da Aegea carrega um forte impacto simbólico para a empresa e seus acionistas. Os seguidos adiamentos da divulgação do balanço provocaram no mercado uma onda de ilações sobre o compliance da companhia, até mesmo com especulações sobre a existência de possíveis inconformidades contábeis ou riscos de ordem legal. Até mesmo ossadas do passado foram exumadas. Entre os investidores não faltou quem lembrasse que a Aegea já esteve no centro de situações delicadas. Em 2021, por meio de um acordo de leniência firmado com o MPF, a empresa comprometeu-se a indenizar a União em R$ 439 milhões pelo pagamento de propina a agentes públicos entre 2010 e 2018. A Aegea só tornou público o acordo em fevereiro deste ano. 

#Aegea

Agibank ainda paga o preço da sua “fila” no INSS

17/04/2026
  • Share
O Agibank também foi atingido pela “fila” do INSS. A proibição imposta ao banco na virada do ano, quando ficou impedido de ofertar crédito consignado a aposentados e pensionistas, deixou sequelas ainda não saradas. A punição é apontada no mercado como a principal razão por trás da forte queda das ações do Agibank em Nova York. Desde o IPO, na primeira quinzena de fevereiro, o papel acumulada depreciação de 32%. Ecos de uma infeliz coincidência de timing. A abertura de capital ocorreu apenas dois meses após o INSS ter proibido a instituição financeira de conceder empréstimos a seus beneficiários. A decisão se deu na esteira de uma auditoria da CGU, que identificou irregularidades e práticas lesivas nas operações. O Agibank já retomou a oferta de consignados depois de assinar um termo de compromisso, mas o impacto reputacional da sanção do INSS, ao que parece, ainda ressoa em Nova York. Somente ontem a ação caiu 6,7%. Foi uma dura exceção à regra em um dia em que todos os papéis de fintechs brasileiras (Stone, PicPay, PagBank, Inter e Nubank) subiram.

#Agibank

Argentina é mais um capítulo no desmantelamento da Coteminas

17/04/2026
  • Share

O desmonte do conglomerado têxtil construído por José de Alencar não se limita ao território brasileiro. A Coteminas avalia a venda ou, em um cenário mais radical, o fechamento da sua fábrica de La Banda, na Argentina. A operação tem sofrido um gradativo esvaziamento. No mês passado, segundo informações filtradas pelo RR, houve aproximadamente 60 demissões. A unidade industrial chegou a ter 1,2 mil funcionários. Hoje, são menos de 400. A fábrica tem operado de forma errática, com episódios de paralisação ao longo dos últimos dois anos. Procurada pelo RR, a Coteminas não se pronunciou.

A eventual saída da Argentina é mais um entre os tantos remendos que a Coteminas, asfixiada por uma dívida de R$ 2 bilhões, terá de fazer. O plano de recuperação judicial aprovado pelos credores no fim do ano passado prevê a venda de ativos em Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará. Não deve estar sendo fácil para o empresário Josué Gomes da Silva enfrentar o desmantelamento da velha Coteminas deixada por seu pai.

#Coteminas

“E se o Paulo Henrique falar?”: a pergunta mais ouvida ao redor de Ibaneis

17/04/2026
  • Share

A prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, provocou uma descarga elétrica no entorno do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. Segundo o RR apurou, ao longo do dia de ontem interlocutores de Ibaneis se movimentaram intensamente, nas mais diversas frentes, para auscultar a eventual disposição de Costa de firmar um acordo de colaboração com a Justiça. O esforço incluiu contatos com advogados, operadores do meio jurídico e autoridades com acesso aos bastidores da investigação, em uma tentativa de antecipar possíveis desdobramentos do caso. Nomeado por Ibaneis para o cargo, Costa comandou o BRB durante praticamente todos os dois mandatos do ex-governador. Era um colaborador da sua mais estrita confiança. Investigações da Polícia Federal apontam que o ex-presidente do BRB teria recebido imóveis no valor total de R$ 140 milhões para facilitar a compra do Master pelo banco estatal.

#Ibaneis Rocha

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima