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Estatística brasileira do IDH oculta risco de morte em comunidades indígenas

12/06/2026
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Carlos Magno, colaborador especial
Em maio de 2026, os painéis da diplomacia internacional, os discursos oficiais e os jornais estamparam com euforia uma notícia tratada como um marco civilizatório: o Brasil rompeu a barreira estatística do subdesenvolvimento e ingressou, de forma inédita, no seleto grupo de nações classificadas com “Muito Alto Desenvolvimento Humano”. O Radar IDHM, gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), concedeu ao país a nota de 0,805. O índice reflete a expansão econômica do agronegócio e a longevidade dos moradores dos bairros nobres urbanos. No entanto, a reportagem mostra uma outra realidade, em que mais de 600 mil brasileiros originais rasgam essa ficção institucional e provam, com farta base documental, que o governo federal é o maior cúmplice de erros metodológicos e estatísticos, que ignoram a péssima qualidade de vida e de saúde dos povos originários.
A matemática cruel do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baseia-se em médias agregadas que, na prática, operam como uma máquina de silenciamento. Quando a ONU e o IBGE calculam o índice de municípios mineradores e agrícolas do interior da Amazônia — como Altamira, Novo Repartimento ou Parauapebas —, a riqueza gerada pela exportação mineral de corporações como a Vale, o asfalto das sedes urbanas e o acesso a hospitais privados das elites locais absorvem e diluem artificialmente a miséria severa e a desnutrição crônica que consomem as reservas indígenas ao redor.
Nesse funil estatístico, o morador de um condomínio de luxo e o indígena Parakanã (PA) — que precisa beber água contaminada em uma escola que sequer tem banheiro ou energia elétrica — acabam jogados no mesmo pacote numérico, gerando um indicador “confortável” de 0,805 para os governantes. Essa é a essência do racismo estrutural da máquina pública: se os territórios sob as asas da mineração fossem mensurados de forma granulada e individualizada, o IDH real dessas áreas afundaria para estimativas abaixo de 0,600, revelando um “Fosso Social” monumental (dados com base em estudos do InfoGripe_2026). Os números despencariam o Brasil para os patamares das nações com o pior desenvolvimento humano do planeta. É o sucesso macroeconômico servindo de tapume para a negligência.
E a denúncia dessa maquiagem é brutalmente endossada pelos próprios sistemas de saúde pública, configurando uma confissão oficial do desastre. O próprio Ministério da Saúde já havia documentado a tragédia. Os Planos Distritais de Saúde Indígena (PDSI 2024-2027) do DSEI Guamá-Tocantins e do DSEI Altamira são um autêntico atestado de falência institucional. O governo admitiu no papel que a “falta de ventilação nas habitações” era o gatilho dos patógenos; revelou que postos de saúde (UBSI Tipo II) estavam abandonados por absoluta falta de médicos e enfermeiros contratados; e alertou que a Taxa de Mortalidade Infantil por causas respiratórias na região de Tucuruí havia saltado de forma vertiginosa, passando de 12,7 para 31,6 por mil nascidos vivos entre 2020 e 2022.
Enquanto Brasília brindava o status de “Muito Alto IDH”, o Boletim InfoGripe da Fiocruz (publicado na Semana Epidemiológica 19 de 2026) disparava alertas desesperadores que foram deliberadamente subestimados. Os dados da Fiocruz provaram uma tendência alarmante de alta nas incidências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) varrendo as alas pediátricas e a Influenza A matando dezenas de idosos acima de 65 anos na região Norte.
Com base no Boletim InfoGripe (SE 19/2026) da Fiocruz, é possível afirmar que os técnicos do Ministério da Saúde erraram em suas previsões, garantiram bilhões de reais em orçamentos e foram incapazes de salvar centenas de vidas. Na verdade, houve um agravamento do cenário epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil entre 2022 e 2026, com falhas evidentes na resposta às metas estabelecidas nos Planos Distritais de Saúde Indígena (PDSIs).  Abaixo, a análise comparativa entre as metas de planejamento e a realidade epidemiológica atual (Boletim InfoGripe _ SE 19/2026).
O abismo entre o planejado e o real:
  • Os PDSIs de 2024-2027: estabeleceram metas ambiciosas de proteção contra doenças respiratórias, focadas em imunização e vigilância ativa em aldeias indígenas. No entanto, o Boletim InfoGripe revela que o país, em 2026, apresenta um cenário de “alerta, risco ou alto risco” em praticamente todas as Unidades da Federação (UFs), exceto Rondônia;
  • A Falha na Prevenção: Enquanto os planos distritais previam uma vigilância capaz de conter surtos, o InfoGripe aponta que as tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) mostram crescimento de SRAG em 17 estados, incluindo o Pará;
  • O Erro dos Técnicos: Os técnicos que elaboraram os PDSIs não “erraram” tecnicamente no desenho do plano, mas falharam na análise de risco logístico. Eles planejaram ações centralizadas que pressupunham uma estabilidade que o vírus não respeita. O InfoGripe é contundente ao mostrar que a incidência de SRAG por VSR está em crescimento no Pará, atingindo níveis “extremamente altos”, justamente onde os planos distritais deveriam ter implementado barreiras preventivas que não se efetivaram na ponta.
Dados Comparativos: 2022 vs. 2026
A comparação entre a situação registrada nos planos (dados até 2022) e o panorama da Fiocruz (até maio de 2026) é drástica:
Indicador
Situação 2022 (Base dos PDSIs)
Situação 2026 (InfoGripe SE 19)
Tendência de SRAG
Surtos recorrentes e controláveis
Crescimento nacional (curto e longo prazo)
Vírus Predominante
Variado (Covid, Influenza, VSR)
VSR em crianças; Influenza A em idosos
Risco no Pará
Localizado (TI Parakanã)
Nível de “Alto Risco” e crescimento
Fonte: PDSIs e InfoGripe
Os técnicos erraram?
Sob a ótica da gestão de risco, houve erro, e ele deve ser investigado:
  • Subestimaram a dinâmica viral: o InfoGripe 2026 confirma que o VSR está impulsionando a internação de crianças pequenas e a Influenza A, a de idosos. Os planos distritais previam vacinação como meta, mas o InfoGripe mostra que essa cobertura não está impedindo o avanço da SRAG em 2026.
  • Falha de execução: Os técnicos planejaram a “Vigilância Ativa”, mas o InfoGripe comprova que o sistema de notificação (SIVEP-Gripe) ainda sofre com o “atraso de inserção dos registros”. Isso significa que, em 2026, os gestores ainda não sabem exatamente quantos indígenas estão doentes em tempo real, tornando a “Vigilância Ativa” prometida nos planos uma impossibilidade técnica.
O erro dos técnicos não foi matemático, mas político e operacional. Eles desenharam metas de vacinação e controle sem garantir a infraestrutura de dados e a logística de resposta que o InfoGripe agora mostra serem inexistentes ou falhas. A população indígena, classificada como de “Muito Alto Desenvolvimento” pelo IDH agregado, é, na prática, a primeira vítima da ineficiência desses indicadores que ocultam a realidade das aldeias.
 
Aldeias Interditadas – Mesmo com esses diagnósticos nas gavetas da capital federal, as barreiras sanitárias não foram montadas. O resultado direto da omissão logística das gestões públicas e corporativas foi a interdição das aldeias e a explosão de contaminações. Enquanto a população urbana recorria às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e desfrutava de redes de esgoto que impediam coinfecções severas, as populações indígenas ficavam entregues ao isolamento.
Sem exames de biologia molecular nas aldeias e sem logística para testagem, o Estado se mostrou incapaz de oferecer socorro. Havia relatos de crianças morrendo de “pneumonias bacterianas não classificadas” ou de doenças respiratórias sem agente etiológico definido, como expresso no Plano Distrital do DSEI Altamira (PA), escancarando que o governo sequer possuía laboratórios para identificar a bactéria ou o vírus assassino.
Essa subnotificação crônica é a espinha dorsal da ocultação estatística: ao não dar um nome laboratorial às vítimas da falta de saneamento básico nas florestas, as certidões de óbito genéricas impedem a formulação de alertas globais, permitindo que a União, os Governos Estaduais, as Prefeituras e as Concessionárias Privadas perpetuem a narrativa de eficiência. O colapso sanitário Parakanã (PA) põe sob suspeição “o mito do 0,805 do IDH” e revela que, no Brasil de 2026, a estatística é usada não para curar, mas para esconder.
Esse silenciamento estatístico e institucional viola os pilares mais básicos do direito internacional. Analisando a engrenagem que mascara a realidade fática das aldeias, Bruno Gutman, advogado sócio do Gutman, Rattes, Pimenta & Cleistenes (GRPC Private Legal Office), com atuações no Brasil e na Europa, aponta que o país rasga compromissos globais de direitos humanos. “A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007), instrumento que o Brasil apoiou, garante explicitamente o direito à vida, à integridade física e mental, e o direito coletivo de viver em liberdade e segurança. A contaminação química em massa e o abandono sanitário constituem violações flagrantes e enquadram-se como uma forma de violência sistemática contra grupo específico”, afirma Gutman.
O sócio do GRPC Private Legal Office destaca que a maquiagem estatística opera em conjunto com a violação do direito à livre expressão das lideranças, que foram impedidas de denunciar os desvios do Programa Parakanã. “A Convenção 169 da OIT exige taxativamente a Consulta Prévia, Livre e Informada (Artigo 6) antes de qualquer medida que afete povos indígenas. Impedir que as comunidades denunciem a dilapidação de suas contrapartidas socioambientais é violar diretamente o direito fundamental de participação”, conclui o jurista
Os órgãos responsáveis pela vigilância em saúde, as agências de pesquisa e todos os gestores das esferas municipais, estaduais e federais envolvidos na gestão de dados sanitários e demográficos foram questionados oficialmente sobre o abismo estatístico entre o IDH e a realidade mortífera nas aldeias. Até o fechamento desta reportagem, todos os contactados e não se manifestaram.

Asfixia orçamentária da ANM vale ouro para o crime organizado

12/06/2026
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Além da suspensão de novos leilões e do impacto sobre investimentos em minerais estratégicos, a crise orçamentária da Agência Nacional de Mineração (ANM) está causando um efeito colateral ainda mais grave e menos visível: o desmonte na primeira linha de defesa do Estado contra o mercado ilegal de ouro, diamantes e pedras preciosas. Segundo o RR apurou, o trabalho de fiscalização in loco, leia-se garimpos, plantas de beneficiamento e rotas de escoamento, está praticamente parado. As viagens para as regiões de extração foram quase todas canceladas. Não há verba e nem sequer funcionários suficientes para proceder às diligências de campo. Sem o devido controle físico na originação, a rastreabilidade de toda a cadeia do ouro e de pedras preciosas está severamente comprometida. Trata-se de um convite à proliferação de garimpos ilegais e à infiltração do crime organizado em todas as etapas do negócio, da extração ao transporte e posterior envio ao exterior. Ou seja: no momento em que os Estados Unidos classificam facções criminosas brasileiras como grupos terroristas e fecham o cerco a fluxos financeiros ilícitos, a asfixia financeira da ANM tem levado a um afrouxamento na fiscalização de ouro, diamante e pedras preciosas, deixando o caminho livre para o contrabando, o esquentamento de mercadorias ilegais e a lavagem de dinheiro. Procurada pelo RR, a ANM informou, por meio de nota, que “a redução de recursos impõe revisões sucessivas de planejamento, limita deslocamentos de equipes técnicas e compromete atividades que dependem de fiscalização presencial”. A agência confirma que “em algumas áreas, os efeitos já ultrapassam a simples redução da capacidade operacional e resultam na suspensão ou paralisação de ações consideradas essenciais para o funcionamento da política mineral brasileira”.

Em 2010, a estrutura do antigo DNPM, que daria origem à ANM, tinha cerca de 1,2 mil funcionários. De lá para cá, esse contingente tem se esfarelado ano após ano. Segundo dados de fevereiro, apenas 669 cargos estão ocupados. Ressalte-se que, por lei, a ANM teria direito a 1.831 postos de trabalho. Ou seja: a agência opera com um déficit de pessoal de 63%. Faltam, por exemplo, 458 especialistas em recursos minerais e 477 técnicos em atividades de mineração, carreiras diretamente ligadas à análise de títulos, vistorias, diligências presenciais e fiscalização da produção mineral. Para cumprir todas as suas atribuições, a ANM precisaria, por baixo, de R$ 160 milhões anuais. Porém, seu orçamento previsto para este ano é de apenas R$ 96 milhões, e o valor executado, ao que tudo indica, sequer chegará a esse patamar. No fim de maio, o governo bloqueou R$ 22 milhões em recursos da agência. A erosão do poder fiscalizatório da ANM é flagrante. Em 2024, a agência realizou 2.105 ações de fiscalização. Em 2025, o número caiu para 1.433, ou seja, um recuo de 33%. Pior ainda: as vistorias presenciais recuaram de 1.226 para 983 na comparação entre os dois anos.

De acordo com relatório produzido no ano passado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em parceria com a DNI (Direção Nacional de Inteligência), da Colômbia, a extração ilegal de ouro no Brasil chegou a quase 27 toneladas em 2025, o que corresponde a mais de um terço da produção total do país (80 toneladas). Significa dizer que a exploração ilícita, o comércio clandestino dentro do próprio Brasil e o contrabando para o exterior movimentaram mais de R$ 16 bilhões. As facções criminosas estão no núcleo desse “mercado”. Investigações da Abin mostram que o PCC e o Comando Vermelho, recém-elevados à condição de “grupos terroristas” pelo governo Trump, têm usado o ouro e pedras preciosas para pagar a compra de drogas de países como Colômbia e Bolívia. Ou seja: além do contrabando e da lavagem de dinheiro, a extração ilegal desses minérios tem ajudado a financiar o tráfico. É o que as autoridades chamam de “narcogarimpo”.

O “narcogarimpo” é, acima de tudo, um assunto para as forças de segurança, notadamente Polícia Federal e o próprio Exército. Mas há toda uma disfuncionalidade do aparelho de Estado que atravessa diferentes órgãos de controle e fiscalização. E a ANM tem a sua parcela de responsabilidade na ponta inicial, na originação. Sem dinheiro, a agência tornou-se um síndico ausente. A Resolução ANM 129/2023, por exemplo, obriga mineradores de ouro, prata, diamantes e pedras coradas a monitorar operações sem fundamento econômico, transações incompatíveis com práticas de mercado e negócios em regiões de extração mineral consideradas de risco. É uma determinação para inglês ver. Na prática, a ANM não consegue acompanhar o cumprimento dessa resolução e muito menos impor sanções a quem a infringe. O apagão no processo de fiscalização acaba por desaguar na concessão indiscriminada de autorizações de lavra da agência.  No ano passado, o TCU apontou “fortes indícios” de que títulos minerários estavam sendo usados para “esquentar” ouro ilegal extraído de terras indígenas e unidades de conservação. A decisão determinou que a ANM iniciasse o cancelamento de permissões ilícitas e corrigisse falhas no controle das Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs). A ONG InfoAmazonia identificou que, entre 2022 e 2026, 540 PLGs declararam R$ 10 bilhões em produção de ouro na bacia do Tapajós. No entanto, quase metade delas, 263 permissões, não apresentava sinais de exploração compatíveis com os valores informados. Segundo o levantamento, quase 60% do ouro de garimpo legalizado no Brasil passou por uma PLG do Tapajós nesse período. O Greenpeace chegou à conclusão semelhante: 98 PLGs com irregularidades permitiram a comercialização declarada de 25,3 toneladas de ouro entre 2018 e março de 2026, avaliadas em R$ 18,4 bilhões.

#ANM

A estratégia do Banco do Brasil para colher alta renda no agro

12/06/2026
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O Banco do Brasil prepara uma ofensiva para converter sua força histórica no agro em aumento do número de clientes alta renda. O BB está montando uma estratégia integrada entre suas áreas de agronegócio, varejo de alta renda e gestão de investimentos. A ideia é usar dados de safra, crédito rural, seguros, CPRs, financiamentos de máquinas, câmbio e relacionamento com cooperativas para identificar produtores e famílias rurais com potencial de migração para o Estilo, Private e estruturas de wealth management. Outra avenida em análise é oferecer pacotes voltados à sucessão no campo, combinando planejamento patrimonial, previdência, seguros, fundos exclusivos, holdings familiares e crédito para reorganização societária. O banco também mira empresários médios do interior que já tomam crédito como PJ, mas mantêm o patrimônio pessoal fora da instituição. Com isso, o BB espera estancar uma perda que já se tornou crônica: o cliente do agro cresce dentro do banco, mas, quando acumula patrimônio, acaba migrando para outras instituições financeiras, notadamente BTG e XP. Ao mesmo tempo, a investida se encaixa no plano do Banco do Brasil de turbinar o segmento Exclusivo, hoje com cinco milhões de clientes. A meta é adicionar mais um milhão de correntistas em até três anos.

#Banco do Brasil

Chinesa Zhongtuo entra no mercado de resíduos sólidos no Brasil

12/06/2026
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Orizon, Ciclus/CS Infra e CS Bioenergia, principais players na produção energética a partir de resíduos no Brasil, deverão ganhar um concorrente de peso vindo da China. A Zhongtuo prepara sua entrada no país. Mato Grosso e Goiás estão na disputa para abrigar a primeira usina de waste-to-energy – tecnologia que transforma resíduos sólidos urbanos em energia por meio de processos térmicos controlados – da companhia no país. Os dois estados já colocaram sobre a mesa incentivos fiscais e a cessão de áreas para a implantação do projeto. A Zhongtuo é um dos grandes grupos de supply chain industrial da China, com atuação em aço, minerais, energia química, reciclagem e novas energias. Em 2025, registrou receita de aproximadamente US$ 32,8 bilhões. A empresa atua em 89 países e regiões, com operações físicas em Hong Kong, Cingapura, Indonésia e Tailândia.
O investimento no Brasil mira um mercado ainda incipiente, mas com enorme espaço regulatório e ambiental. A Orizon é hoje o nome mais visível, com a URE Barueri, projetada para processar 870 toneladas de resíduos por dia e gerar 20 MW de energia.  A Ciclus, do grupo CS Infra, atua em gestão e destinação de resíduos urbanos; a CS Bioenergia, ligada à Sanepar, opera na rota de biogás a partir de lodo de esgoto e resíduos orgânicos.

#Zhongtuo

Quem Paulo Henrique Costa está tentando proteger?

12/06/2026
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A pergunta acima tem sido repetida na Polícia Federal e na PGR em meio às tratativas com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, para um eventual acordo de delação. Até agora, segundo fontes próximas à investigação, Costa colocou sobre a mesa, como novidade, a existência de outros negócios irregulares em que teria atuado ao lado de Daniel Vorcaro, para além da relação mais conhecida entre BRB e Banco Master. O material envolveria operações estruturadas de crédito, compra e cessão de carteiras supostamente sem lastro e aquisição de ativos imobiliários usados para remunerar ou ocultar vantagens indevidas. No mais, tem girado em círculos em torno da compra das carteiras sem lastro do Banco Master. É pouco, quase nada. Entre os investigadores, a percepção é Costa calculadamente tem evitado trazer à baila outros personagens, especialmente da esfera política.

#Paulo Henrique Costa

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