Arquivo Notícias - Página 45 de 1963 - Relatório Reservado

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Novidade: livros instigantes para 2027

27/02/2026
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Por falar na matéria comparativa entre André Esteves e Eike Batista publicada hoje pelo RR, ela enseja um comunicado institucional, no qual o espaço para divulgação parece perfeitamente cabível. A Insight Comunicação, que desde o início da sua trajetória se especializou também na publicação de livros de arte e nas biografias de grandes personalidades, notadamente os principais construtores do Estado Moderno Brasileiro – Eliezer Batista, Mario Henrique Simonsen, José Luiz Bulhões de Pedreira, Eugênio Gudin, Sobral Pinto e tantos outros – decidiu fazer um spin off dessa atividade. Com previsão para outubro, vai nascer a Insight Editorial. Esse novo braço surge com uma proposta inteiramente diferente de romancear os empresários, políticos e grandes autoridades que fizeram seu percurso de mãos dadas, colaborando um com o outro, e também se posicionando em um radical comportamento adverso. Uma novidade é que os livretos sempre acompanharão a performance de uma dupla. Sim, sempre dois gigantes que mudaram a história. Para o bem ou para o mal.
Desde sua criação, há mais de 40 anos, a Insight Comunicação soma um portfólio de mais de 80 livros e 20 títulos próprios, com aproximadamente 2.300 edições. Entre elas, está a conhecida Insight Inteligência, uma referência entre as publicações congêneres – se é que há uma publicação congênere no país. Para se ter uma ideia, Insight Inteligência é a revista com o maior número de qualificações no Qualis do Capes. Mais de 1.100 articulistas já escreveram na publicação. É a nata do pensamento brasileiro. É mais fácil perguntar quem não escreveu do que quem escreveu.
As histórias serão contadas em livretos de fácil leitura, centrados mais na trajetória romanesca de cada um do que em aspectos técnicos das suas vitórias e insucessos. A Insight Editorial já tem farto material para publicação dos seus pocket books. Um dos livretos, é possível adiantar desde já, contará a relação de articulações, gratidão e poder paralelo entre o general Golbery do Couto e Silva e o dono da Casa de Saúde Santa Lucia, o médico Guilherme Romano, que tratava da saúde frágil de Dona Esmeralda, esposa do bruxo do regime militar. Outro projeto em voga é uma dobradinha envolvendo Jorge Serpa e um mítico grande conspirador. Há material importante sobre o “lobisomem” – apelido de Serpa – disponibilizado pelo ex-ministro Raphael de Almeida Magalhaes, cuja biografia foi produzida por Insight Comunicação. Raphael deixou um portfólio de textos, além de relatos orais, capazes de reescrever trechos da história do Brasil.
Mas a análise comparativa de André Esteves e Eike Batista chama a atenção devido a sua contemporaneidade. É definitivamente um romance de capa e espada financeiro e de conquista superlativa de poder. Por isso, deverá ser o primeiro da fila das duplas que a nova Insight Editorial pretende publicar em seus livretos.
Aguardem os bons, curtos e palpitantes contos dessas dobradinhas imperdíveis, com verdadeiras aulas das conspirações vistas por dentro e revelações e informes que farão o leitor repensar a história brasileira.

#Insight Editorial #Livros

Eike 2.0: André Esteves reencarna o mito do empresário absoluto

27/02/2026
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Se orange is the new black, André Esteves é o novo Eike Batista. O dono do BTG desponta como o que existe de mais próximo do que um dia o Mr. X representou para o capitalismo brasileiro. A semelhança passa pela disposição quase química para o risco, pela agressividade nos negócios, pela competência de venda e pelo acesso privilegiado a autoridades das mais diversas áreas, fundamental para desobstruir caminhos e fazer valer seus interesses – o que, em mais uma similaridade, acabou custando a ambos o dissabor de um par de algemas, coincidência que certamente os dois preferem esquecer. Entre tantos pontos em comum, talvez a diferença mais aguda esteja no método: se Eike era um “labrador farejador de trufas”, como ele mesmo gostava de se definir, Esteves é um caçador-coletador. O dono do antigo Conglomerado X se notabilizou por começar projetos greenfield – e fazer IPOs bilionários de maquetes; já o banqueiro, assim como os humanos predadores do Paleolítico, tem se notabilizado pela capacidade de identificar fragilidades em suas presas e pela voracidade cada vez maior ao atacá-las.

Eike Batista almejava erguer impérios do zero. Almejava, não, almeja. Tem propalado que sua próxima aventura será na área de minerais críticos, para não falar da supercana (a estimativa é produzir até três vezes mais etanol do que a convencional), com a qual promete voltar ao mercado de capitais ao lado de investidores sauditas. É melhor que ninguém duvide. Já André Esteves compra pedaços de territórios decadentes e trincados. É o anti-Warren Buffett. Mas não deixa de ser um oráculo. Suas movimentações normalmente sinalizam para uma segunda, terceira, quarta casa do xadrez. Se Eike encarnou o capitalismo da promessa e da oportunidade, Esteves opera no capitalismo da captura.

Neste momento, Esteves dá novas e inequívocas amostras de que é um Eike com outro estilo, avançando sobre domínios empresariais de terceiros. O banqueiro se movimenta em duas direções. Como um lobo em pele de credor, tomou ações da Light e da Alliança. Ao mesmo tempo, lança suas garras sobre a Raízen. Segundo informações que circulam no mercado, o BTG estaria disposto a colocar até R$ 10 bilhões no negócio, seja por meio de aporte direto, seja mediante a compra e a consequente conversão de créditos contra a empresa. De acordo com uma fonte ouvida pelo RR e ligada a um dos bancos credores, a instituição financeira de Esteves vem comprando dívidas da Raízen em mercado, aumentando seu poder de fogo para uma eventual troca de debt por equity. A depender da engenharia financeira da capitalização, o BTG poderia, inclusive, preparar o terreno para se tornar o principal acionista do grupo a médio prazo, com uma participação superior à dos atuais controladores, Cosan e Shell. Seria algo similar ao gatilho incluído no aporte de capital na própria Cosan. Pelo acordo firmado com Rubens Ometto, o BTG poderá assumir o controle da empresa dentro de cinco anos. Consultado sobre as tratativas para o aporte na Raízen, o BTG não quis comentar o assunto.

Onde a maioria não quer pisar aí mesmo é que André Esteves tem se refestelado. Em uma sequência impressionante, o banqueiro-coletador tem enfileirado aquisições de ativos tratados por muitos como moedas podres. Em maio de 2025, por exemplo, o BTG comprou um pacote de ativos de participações de Daniel Vorcaro, ao valor de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. No lote estavam 15,17% da própria Light e de 8,12% na Méliuz, além de outros direitos e ativos financeiros. Também no ano passado, assumiu 49,71% da Veste, holding do varejo de moda dona de marcas como Dudalina e Le Lis. O BTG adquiriu recentemente créditos contra a Invepar, a endividada holding de infraestrutura controlada por Previ, Petros e Funcef, e também vislumbra a possibilidade de entrar em seu capital – como informou o RR. Nesta semana, o banco de Esteves anunciou também a compra de uma participação no Banamex, ao lado de uma série de outros investidores – entre os quais General Atlantic, Blackstone; Liberty Strategic Capital e Qatar Investment Authority (QIA). O padrão se repete: ativos pressionados por dívida, empresas em reorganização, estruturas societárias tensionadas. Onde o mercado vê contágio, o BTG vê desconto. Onde há desconfiança, ele enxerga assimetrias que lhe são favoráveis. Se Esteves não repete o exibicionismo histriônico quase caricato de Eike, tem sua boa dose vaidade e regozijo em relação ao seu modus operandi.

O BTG é também um devorador de precatórios, títulos podres, carteiras de crédito estressado, recebíveis inadimplentes, enfim junk bonds das mais diversas espécies. Sabe-se lá o que Esteves enxerga em tanta moeda putrefata – teriam elas algum valor, por exemplo, para a compra de concessões de infraestrutura em um futuro não muito distante? O fato é que nos últimos anos calcula-se que o banco tenha adquirido mais de R$ 20 bilhões desses papéis em special situation.

Como se vê, raspas e restos interessam ao predador André Esteves. Mas o banqueiro não se limita a eles, vide uma série de outras aquisições colecionadas por ele. Em julho de 2024, por exemplo, o BTG comprou 100% da Sertrading, criando uma frente estruturada em comércio exterior. Em janeiro de 2025, fechou a aquisição do negócio brasileiro do Julius Baer por cerca de R$ 615 milhões, incorporando aproximadamente R$ 61 bilhões em ativos sob gestão. Poucos meses depois, em abril de 2025, adquiriu 100% da área de wealth management da JGP, agregando cerca de R$ 18 bilhões em ativos sob gestão ao seu braço de gestão de fortunas. Em julho de 2025, anunciou a compra das operações do HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões, reforçando sua presença regional na América do Sul. Mais recentemente, em janeiro, concluiu a incorporação do M.Y. Safra Bank, passando a ter uma licença bancária para operar nos Estados Unidos. No setor real, associou-se à família Maluf na Eucatex, tornando-se o segundo maior acionista da companhia. Se Eike buscava ser o maior empresário do Brasil e um dos maiores do mundo, Esteves parece satisfeito em ser “apenas” o maior financiador do Brasil — o que o deixa em posições privilegiadas e poderosas para impor seus interesses. Eike é um megalômano; Esteves, um very smart business man.

O que emerge dessa comparação não é uma coleção de investimentos dispersos, mas um desenho coerente: controlar fluxos financeiros, ocupar espaços em empresas descapitalizadas e posicionar-se como credor decisivo em setores estratégicos — energia, infraestrutura, varejo, agronegócio. Esteves não compra apenas ativos – ou os arranca do chão. Compra influência, domínio e poder. Como um caçador-coletador moderno, circunda o alvo, espera o momento certo e aplica o bote. É assim que tem recolhido participações, créditos, direitos, fatias societárias — pedaços que, isoladamente, parecem restos; juntos, formam território. No capitalismo brasileiro, enquanto muitos disputam as clareiras mais iluminadas, Esteves prefere a borda da floresta. É ali que ele caça. O Mr. X construiu seu espetáculo em torno da promessa de grandeza global na economia real – chegou a ser a quarta maior fortuna do mundo -, ao passo que o dono do BTG ergue um projeto de poder a partir de engrenagens financeiras. Eike quase matou banqueiros de raiva, entre os quais o próprio Esteves – existem processos judiciais de um contra o outro. Essas diferenças, dependendo do ângulo, mais os aproximam do que os distanciam. André Esteves é a reencarnação de Eike Batista no mito do empresário absoluto. Poder é a palavra que mais os une. Até mais do que dinheiro. Ambos causam medo, espanto e comparação inevitável. Mas não se iludam, Eike já morreu e ressuscitou várias vezes. Quem não se lembra das aventuras no garimpo, da TermoCeará, que ficou conhecida como “Termoluma, e do potentado do Porto do Açu. É uma competição de alta voltagem e velocidade. A ver o que vem por aí.

#BTG Pactual

General Atlantic espreita a porta de saída na Pague Menos

27/02/2026
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Há rumores no mercado de que a General Atlantic planeja se desfazer de parte ou mesmo integralmente da sua participação na Pague Menos, um dos maiores grupos de varejo farmacêutico do país. A operação se daria por meio de um block trade em bolsa. Atualmente, a gestora norte-americana tem 9,8% do capital. Chegou a deter 17%, mas reduziu sua fatia no ano passado, aproveitando-se do follow on de R$ 250 milhões feito pela Pague Menos. Consta, inclusive, que a oferta de ações se deu, sobretudo, por pressão da General Atlantic. A gestora usou a operação como janela para se desfazer de parte dos papéis em seu poder. Ressalte-se que desde o follow on, em outubro, a ação da Pague Menos disparou, com uma alta acumulada superior a 100%. Ou seja: o desinvestimento da General Atlantic surfaria na onda da forte valorização dos papéis.

#Pague Menos

Tarcísio e Zema duelam por nova fábrica da Sany

27/02/2026
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Os governos de Tarcísio de Freitas e Romeu Zema disputam o direito de abrigar a nova fábrica da chinesa Sany no Brasil. São Paulo e Minas Gerais oferecem um caminhão de vantagens tributárias e contrapartidas de infraestrutura. Em ano de eleição, fisgar mais um empreendimento chinês no país tem valor ainda maior. A Sany planeja produzir sistemas de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), inversores e componentes para integração a usinas solares e eólicas. A planta também poderia incorporar um centro de montagem e testes, com possibilidade de nacionalização progressiva de componentes hoje importados da Ásia. Minas Gerais trabalha para atrair o investimento para o Vale do Aço, apostando na proximidade com o parque siderúrgico e a cadeia metalmecânica, além da sinergia com o setor mineral. O governo mineiro também vende a narrativa de que o estado pode integrar a produção de baterias ao avanço da geração solar e à futura expansão de leilões de armazenamento no país. Já São Paulo aposta na infraestrutura já existente da Sany em Jacareí e São José dos Campos, na logística mais eficiente — com acesso ao Porto de Santos — e na proximidade com centros de pesquisa e fornecedores especializados.

O projeto é visto como peça-chave para transformar o Brasil em hub da Sany na América Latina. Embora o valor do investimento ainda não tenha sido oficialmente divulgado, interlocutores do setor estimam cifras bilionárias, com geração potencial de centenas de empregos diretos e indiretos. A decisão deve levar em conta o pacote de incentivos fiscais, a disponibilidade de áreas industriais, a velocidade de licenciamento e a estabilidade regulatória.

#Tarcísio de Freitas

Waiver em dívida da SLC acende sinal de alerta na John Deere

27/02/2026
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A John Deere monitora, com razoável dose de preocupação, a situação financeira da SLC Máquinas. Em 19 de fevereiro, a empresa fechou com os credores um waiver para evitar o vencimento antecipado de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 600 milhões. O movimento foi motivado pela projeção de descumprimento de um dos covenants de alavancagem e outros indicadores financeiros atrelados ao balanço de 31 de dezembro de 2025, incluindo limites de liquidez corrente, endividamento total e relação dívida líquida/Ebitda, previstos no contrato da emissão.

A necessidade de buscar a tolerância dos credores acendeu um alerta na matriz global da John Deere, uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas agrícolas. A SLC é distribuidora exclusiva do grupo no Rio Grande do Sul, um dos principais mercados de venda de equipamentos para o agronegócio do país. Segundo informações que circulam no mercado, os norte-americanos já avaliam a eventual necessidade de medidas profiláticas. Poderiam entrar nesse rol redução de prazos de pagamento concedidos à SLC, diminuição do volume financiado via crédito de fornecedor e até exigência de pagamentos antecipados parciais em novos pedidos, com o objetivo de reduzir a exposição da fabricante ao risco de inadimplência. Procuradas pelo RR, John Deere e SLC não se pronunciaram.

#SLC

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