Arquivo Notícias - Página 278 de 1966 - Relatório Reservado

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Neeleman não quer perder altitude na fusão entre Azul e Gol

31/03/2025
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Há um zunzunzum no mercado de que David Neeleman estaria se valendo de fundos de investimento para comprar ações da Azul em bolsa. Seria mais um movimento do empresário com o objetivo de aumentar sua participação acionária e consequentemente seu poderio na futura companhia a ser criada na fusão com a Gol. Desde já, existe, digamos assim, um sutil e compreensível jogo de forças com os Constantino. No mês passado, Neeleman anunciou ao mercado que acompanharia a chamada de capital da Azul, no valor de R$ 3,3 bilhões, evitando, assim, a diluição da sua fatia na empresa. Atualmente, o fundador da companhia tem 67% das ordinárias, com uma participação econômica total de 4,49%. Procurada, a Azul não quis se pronunciar.

#Aviação #Azul #Gol

Sucessão na Randoncorp coloca governança em xeque e desperta rusgas internas

31/03/2025
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A mudança no comando da Randoncorp (antigo Grupo Randon) está causando tremores sísmicos dentro e fora da companhia. Neste momento, a empresa enfrenta uma crise de confiança no mercado no que diz respeito a sua governança. O discurso oficial é que o retorno do acionista controlador Daniel Randon ao cargo de CEO, anunciado na semana passada, “reflete um cenário momentâneo, cuja duração está atrelada ao desenvolvimento de sucessores”. Pode ser.

No entanto, aos olhos dos investidores, a evasiva em relação ao horizonte de tempo não poderia ser mais reveladora. Entre os próprios minoritários, a percepção é que esse “momentâneo” tem tudo para ser duradouro, com um “tranco” no modelo de governança da Randoncorp. Mesmo porque, de acordo com informações filtradas pelo RR, não é de hoje que a família Randon tem dado sinais de descontentamento com os rumos do grupo e demonstrado a disposição de retomar as rédeas da gestão.

O desapego do clã durou pouco. Sergio Carvalho, primeiro executivo de fora da família a comandar o conglomerado industrial, assumiu em dezembro de 2021 e deixará o cargo no próximo mês de setembro. Ou seja: o período de afastamento dos Randon da administração executiva não chegará sequer a quatro anos.

Se é que o clã efetivamente se afastou, dado o modelo de gestão um tanto quanto exótico da Randoncorp. Além do CEO, há também um presidente, o próprio Daniel Randon, que se manteve no cargo mesmo após a ascensão de Carvalho. A partir de setembro, para que não haja dúvida sobre quem manda, Daniel passará a acumular os dois chapéus.

Procurada pelo RR, a Randoncorp informou que “como uma empresa de origem familiar referência no mercado pela sua governança, a alta gestão da empresa está em constante revisão de suas estruturas no sentido de atender às necessidades que o mercado impõe”.

Ao mesmo tempo em que coloca em xeque a confiança do mercado em relação à governança da Randoncorp, a mudança no comando faz subir a temperatura interna. Como em qualquer grande grupo empresarial, há um caldeirão corporativo onde fervilham expectativas, vaidades, jogos de influência, disputas veladas etc.

Dentro do próprio conglomerado, diante dos indícios de que Sergio Carvalho deixaria o posto de CEO, dois executivos vinham sendo apontados como potenciais candidatos à sua sucessão: Anderson Pontalti, atual diretor de operações da Frasle Mobility, e Ricardo Escoboza, vice-presidente internacional e responsável pelas áreas de autopeças e montadoras na América do Sul. A brusca guinada, com a decisão de Daniel Randon de assumir o posto, deixou ambos a ver navios. Pontalti ainda recebeu um prêmio de consolação – foi nomeado presidente da Frasle. Escoboza, nem isso.

Permaneceu onde já estava. Para todos os efeitos, seguem na linha sucessória. Ocorre que a mudança anunciada na semana passada embaralhou as cartas e bagunçou o que parecia ser um caminho natural em relação à governança da Randoncorp. A questão agora é saber quando – e se – Daniel – filho de Raul Randon, fundador do grupo, falecido em 2018 – deixará o posto de CEO.

Curiosamente, a repentina alteração de rota e a suposta insatisfação da família com a gestão da Randoncorp não encontram justificativa nos resultados da companhia. O conglomerado, um dos maiores fabricantes de autopeças e implementos rodoviários da América Latina, teve uma receita de quase R$ 12 bilhões no ano passado, alta de 9,4% em relação a 2023. O lucro, por sua vez, subiu 7%, chegando a R$ 408 milhões. Já o Ebitda bateu em R$ 1,6 bilhão, 3,3% superior ao do ano anterior. No entanto, nem tudo são flores.

Se há um ponto de incômodo dos acionistas controladores com a gestão é em relação ao aumento da alavancagem. A expansão internacional cobrou seu preço. Entre 2023 e 2024, o passivo de curto prazo do grupo saltou de R$ 3,1 bilhão para R$ 4,6 bilhões, um crescimento de 47,5%. No mesmo período, a relação dívida líquida/Ebitda saiu de duas para 2,89 vezes. Uma das missões de Daniel Randon é frear esse caminhão.

 

#Randoncorp

Quem paga as perdas sofridas pelos acionistas da Fundição Tupy?

31/03/2025
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A Fundição Tupy desponta como um exemplo didático do quanto é nocivo um governo que insiste em “estatizar” empresas privadas. Nos últimos 15 dias, a companhia perdeu 19% do seu valor de mercado, ou R$ 600 milhões, por conta da manobra da Previ e do BNDESPar que culminou na saída do atual CEO, Fernando Rizzo. No mercado, a operação foi vista como uma interferência direta da gestão Lula na Tupy. Há informações, inclusive, de que o próximo passo será um aumento do número de cadeiras no Conselho para abrigar um número maior de indicados dos dois principais acionistas, exatamente Previ e BNDES, ou seja, em última linha o próprio governo. O fundo de pensão e o braço de participações do BNDES, que juntos detêm 53% do capital, praticamente impuseram a fórceps nomeação de Rafael Lucchesi para o comando da Tupy a partir de 1º de maio. Fundos de investimento minoritários da empresa, a exemplo de Charles River, Real Investor, 4UM Investimentos e Organon Capital, se opuseram à mudança, mas foram voto vencido.

#Fundição Tupy

Fábrica no Paraguai empurra Lupo para o caldeirão da polarização política

31/03/2025
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Ainda que involuntariamente, a centenária Lupo, fabricante de meias, foi tragada pela polarização política. Nos últimos dias, uma miríade de perfis bolsonaristas têm disparado posts contra o governo Lula por conta da decisão da empresa paulista de montar uma fábrica no Paraguai. O projeto tornou-se um prato cheio para ataques à reforma tributária conduzida pelo ministro Fernando Haddad, batendo na tecla da perda de competitividade do Brasil em relação ao país vizinho. Até aí, nada demais para a tradicional companhia. Ocorre que, como resposta, apoiadores de Lula miraram não exatamente no inimigo, mas na “arma”. Passaram a postar supostas denúncias sobre o adoecimento de funcionários da Lupo por condições impróprias de trabalho na fábrica de Araraquara. Sobrou até para o Sindicato local, que, segundo a voz das redes, não teria levado as denúncias à frente por conivência com os gestores da fabricante de meias.

#Lupo

Procura-se um cargo para o candidato Paulo Pimenta

31/03/2025
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O jantar realizado pelo ex-ministro Paulo Pimenta no último dia 19, em Brasília, para celebrar seus 60 anos teve um tom de desagravo. Petistas presentes ao convescote, como a ministra da Articulação Política, Gleisi Hoffmann, e seu namorado, Lindbergh Faria, defenderam abertamente que o governo deve achar um novo cargo para Pimenta. Trata-se de um cálculo político eivado de pragmatismo. O argumento é que o ex-ministro, pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul em 2026, precisa de uma função com maior visibilidade para alavancar, desde já, suas chances eleitorais. Defenestrado da Secom com a pecha de carregar sobre os ombros a culpa pela queda de popularidade do presidente Lula, Pimenta cumpre seu “exílio” de volta à Câmara dos Deputados.

#Paulo Pimenta

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