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Disputa societária da Azzas desfia plano de expansão da Farm
28/04/2025Na valiosa prateleira de grifes da Azzas 2154, a Farm tem sido a mais afetada pela turbulência societária da holding. Os planos de expansão na Europa e nos Estados Unidos perderam tração. Os executivos vêm sendo forçados a rever o cronograma de inaugurações de lojas nessas regiões. Tudo reflexo do gargalo decisório que tem sido causado pelas divergências entre os dois principais acionistas da Azzas, Alexandre Birman e Roberto Jatahy. Neste momento, dez escritórios de advocacia, cinco de cada lado, discutem vírgula a vírgula, centavo a centavo, o rompimento da fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma, que deu origem à Azzas 2154. Firmado há menos de um ano, o M&A não sobreviveu aos conflitos entre Birman e Jatahy. Procurada pelo RR, a Azzas não se pronunciou.
A Farm é tida como a joia da coroa da Azzas. Trata-se da unidade em que a holding deposita seus principais planos de investimento. É natural, portanto, que o batimento cardíaco da grife acompanhe as sístoles e diástoles do grupo. As incertezas societárias e estratégicas da Azzas ameaçam o ciclo de forte expansão da Farm. No ano passado, a marca respondeu quase que inteiramente pelo crescimento da receita da divisão de Vestuário Feminino da Azzas, da ordem de 22%. E grande parte desse salto veio justamente da operação internacional da grife, que registrou um aumento das vendas em dólar de 19%.
Credores da Agrogalaxy pressionam Aqua Capital por novo aporte
28/04/2025A Agrogalaxy, uma das maiores distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil, virou um campo minado. O desgastante processo de aprovação do plano de recuperação judicial, após uma assembleia que durou mais de 12 horas, é apenas a parte mais visível da fricção entre a companhia e seus credores. No mercado, há informações de que os bancos pressionam o acionista controlador, o Aqua Capital, a fazer um novo aporte de recursos na empresa.
As instituições financeiras querem garantias de que a Agrogalaxy terá uma estrutura de capital suficiente para cumprir os termos do plano aprovado no último dia 10 de abril. Ocorre que o Aqua, casa de investimentos comandada pelo argentino Sebastian Popik, não está disposto a colocar dinheiro novo no negócio. Pelo contrário. De acordo com uma fonte próxima à empresa, a gestora pretende reduzir sua posição no capital.
Para isso, busca no mercado investidores interessados em comprar uma parte da sua fatia acionária, de aproximadamente 62%. A maior preocupação de Popik é impedir que a recuperação judicial da Agrogalaxy e sua dívida de mais de R$ 4 bilhões contaminem o próprio Aqua. Procurada pelo RR, a gestora de recursos não se pronunciou.
Ainda que o plano de recuperação judicial tenha sido aprovado por maioria expressiva – 1.376 votos a favor, 34 contra e 23 abstenções -, o imprimatur só veio após uma série de mudanças no esboço inicialmente apresentado pela Agrogalaxy. As principais exigências foram apresentadas pelo Banco do Brasil e o Santander – a companhia deve mais de R$ 600 milhões à dupla. No fim das contas, os credores não tinham muito para onde correr: no cenário atual, barrar a proposta seria praticamente inviabilizar o futuro da empresa.
Ainda assim, os bancos têm fortes dúvidas em relação à capacidade da Agrogalaxy honrar o plano de recuperação judicial sem um aporte de capital. Como não poderia deixar de ser, a empresa tem enfrentado dificuldades para obter crédito no mercado. Seus dirigentes quebram a cabeça em busca de caminhos para reforçar o caixa.
Neste momento, por exemplo, a companhia está tentando vender uma carteira de recebíveis com valor nominal de quase R$ 690 milhões. A meta é levantar aproximadamente R$ 290 milhões, ou seja, um deságio superior a 50%. Até agora, no entanto, a Agrogalaxy teria conseguido arrecadar apenas R$ 90 milhões. Bi
Tramas elétricas antecedem eleição do novo conselho da Eletrobras
28/04/2025A assembleia de acionistas da Eletrobras, marcada para amanhã, se dará sob uma névoa de intrigas e teorias conspiracionistas. Há informações de que a administração da empresa se articula nos bastidores para impedir a eleição de Silas Rondeau ao Conselho de Administração. Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia, é um dos três indicados pelo governo, ao lado de Mauricio Tolmasquim e Nelson Hubner. Conforme o RR informou, existe um receio de que sua entrada no board abra brecha para tentativas de ingerência do ex-presidente José Sarney, a quem Rondeau é historicamente ligado. Na paralela, o governo estaria se articulando para destituir o presidente da Eletrobras, Ivan Monteiro. Para isso, teria, inclusive, buscado o apoio do conselheiro Marcelo Gasparino e do banqueiro Juca Abdalla, dono do Banco Clássico e acionista da companhia – conforme informou a Folha de S. Paulo na última quinta-feira. Curiosamente, Monteiro ascendeu no Banco do Brasil e posteriormente foi levado para a Petrobras nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Mas foi na gestão de Michel Temer que acabou alçado à presidência da petroleira.
Goiás deve abrigar polo de produção de equipamentos para veículos elétricos
28/04/2025O governador Ronaldo Caiado e seus assessores trabalham no projeto de criação de um hub de produção de equipamentos para carros elétricos em Goiás. À boca miúda, autoridades falam em investimentos superiores a R$ 2 bilhões. O ponto de partida seria a chegada ao estado da chinesa Teld Eco Charger, responsável pela produção de 40% dos carregadores automotivos fabricados no país asiático. Para atrair empresas estrangeiras, notadamente da própria China, o governo Caiado prepara um pacote de incentivos fiscais. Nada muito diferente da fórmula que, nos últimos anos, fisgou montadoras a se instalarem em Goiás.
A maior derrota do Brasil na “Suprema Corte” mundial do esporte
28/04/2025O Brasil perdeu uma disputa geopolítica no Tribunal Arbitral do Esporte. A Corte internacional, sediada em Lausanne, na Suíça, vai anunciar em breve que Lima, capital do Peru, abrigará seu primeiro escritório na América Latina. O Brasil estava na briga para receber a representação do CAS, na sigla em inglês (Court of Arbitration for Sport). O órgão, uma espécie de Suprema Corte do esporte no mundo, tem apenas duas sucursais, em Nova York e Sydney. Um dos processos que está prestes a ser decidido pelo CAS envolve o atacante brasileiro Gabigol, do Cruzeiro. O jogador foi condenado em primeira instância a dois anos de suspensão, por dificultar a coleta de exames antidoping, quando ainda atuava no Flamengo, em abril de 2023.