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Cargill tem planos aditivados para a área de biodiesel
8/05/2025
A principal mudança no capital da Kora Saúde ainda está por vir
8/05/2025A saída do Novo Mercado, no mês passado, é apenas a ponta do iceberg da reestruturação de capital da Kora Saúde. A parte ainda submersa esconde um segundo movimento, que poderá levar à transferência do controle da empresa. Livre das amarras normativas impostas pelo segmento especial da B3, a HIG Capital já se articula para negociar uma parcela ou mesmo a totalidade da sua participação societária. A prioridade dos norte-americanos, donos de 62,4% da companhia, é a venda da Kora para um grupo do setor.
No passado recente, Rede D’Or e Hapvida chegaram a demonstrar interesse pela empresa. Apenas a título de referência: com base na atual cotação do papel em bolsa, seu valor de mercado gira em torno de R$ 680 milhões. Há ainda um Plano B. O que se diz em petit comité no setor é que a HIG cogita também a possibilidade de um acordo com os credores, com a conversão de dívida em participação acionária, no limite envolvendo até mesmo o repasse do controle da companhia.
Ressalte-se que já houve um ensaio nessa direção. Em dezembro do ano passado, a Kora levantou R$ 250 milhões a partir de uma capitalização de credores, notadamente a Lumina Capital, de Daniel Goldberg. O RR entrou em contato com a Kora, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
A Kora Saúde tem negócios bastante atrativos. São 17 hospitais em cinco estados, com mais de dois mil leitos.
Mas também carrega algumas comorbidades financeiras. Em 2024, registrou um prejuízo de R$ 168 bilhões. No ano anterior, já havia fechado com perdas de R$ 158 milhões. Ainda no ano passado, seu Ebitda caiu 4% em relação ao exercício anterior, totalizando R$ 437 milhões. Em tempos mais prósperos, há coisa de quatro ou cinco anos, o Ebitda da empresa chegou a subir 147% em 12 meses.
Mas o que mais fragiliza a saúde da Kora é o seu elevado nível de alavancagem. Mesmo com o reperfilamento do passivo realizado em dezembro, a relação dívida líquida/Ebitda ficou na casa de seis vezes. Seria ainda pior se no fim do ano passado a companhia não tivesse renegociado uma rolagem de R$ 1,7 bilhão em debêntures e dívidas bancárias. Pelo acordo, os debenturistas concederam um waiver para o não cumprimento do limite de alavancagem previsto na emissão dos papéis – uma relação dívida líquida/Ebitda de quatro vezes em 2024 e de 3,5 vezes neste ano.
A repactuação no ano passado serviu, sobretudo, como uma arrumação de casa da HIG – a arrumação possível para o momento – antes de passar o negócio adiante. Tocar a gestão da Kora daqui para a frente dependerá de expressivos aportes que os norte-americanos não estão dispostos a fazer.
Gol busca mais recursos junto a bondholders para sair do Chapter 11
8/05/2025A Gol negocia com os detentores de dívida nos Estados Unidos um crédito adicional de US$ 50 milhões. O acordo deverá ser fechado nos próximos dias. Na semana passada, a empresa levantou com esse mesmo grupo de bondholders US$ 125 milhões. A Gol tem feito um trabalho de formiguinha para captar US$ 1,9 bilhão até o próximo dia 20, data prevista para uma audiência com a Corte de Nova York. É a cifra necessária para a companhia sair do chamado Chapter 11, ou seja, encerrar sua recuperação judicial nos Estados Unidos. Desse total, já havia conseguido amealhar algo em torno de R$ 1,5 bilhão até o início desta semana. Procurada, a Gol não quis se pronunciar.
Argentina negocia compra de energia no Brasil com contratos de longo prazo
8/05/2025A estatal argentina Cammesa tem batido à porta de empresas do setor elétrico no Brasil para negociar a importação de energia. Há tratativas com Tradener e Eneva, entre outras. Em vez de compras pontuais, as conversas envolvem a assinatura de contratos por prazos mais longos, superiores a 12 meses. Mesmo com o fim do verão e a gradual queda do consumo, o país vizinho enfrenta seguidos problemas no abastecimento de eletricidade. A dependência do Brasil aumenta por conta da escassez de novos projetos de geração e transmissão na Argentina. Há uma licitação em curso para a construção de termelétricas. Ainda assim, a previsão é de que as primeiras usinas somente entrarão em operação dentro de quatro anos, devido à saturação das fabricantes de turbinas em todo mundo. A situação chegou a tal ponto que, além da importação de energia do Brasil, o governo Milei avalia comprar navios da empresa turca Karpowership, que geram eletricidade no local.
Escândalo do INSS força governo a fazer faxina em seus conselhos consultivos
8/05/2025O Palácio do Planalto determinou um pente fino na composição dos conselhos consultivos do governo. Antes tarde do que nunca. A decisão se dá na esteira do escândalo das fraudes no INSS. Entidades suspeitas de participar do esquema criminoso integram órgãos representativos ligados ao executivo federal. A Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) é a campeoníssima de presenças, com participação em 16 conselhos, dois deles diretamente vinculados à Presidência da República – conforme revelou reportagem do Poder360. Por sua vez, o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) tem representação em dois colegiados.