Arquivo Notícias - Página 252 de 1965 - Relatório Reservado

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Cargill tem planos aditivados para a área de biodiesel

8/05/2025
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Após concluir a aquisição do controle integral da SCJ Bioenergia, a Cargill começa a esquadrinhar os planos da expansão do negócio. Há informações no setor de que a empresa estuda construir uma terceira usina. Hoje, são duas plantas, nas cidades de Quirinópolis e Cachoeira Paulista, em Goiás, ambas voltadas à produção de açúcar e de etanol a partir de cana e de milho. Além disso, os norte-americanos avaliam entrar também no segmento de etanol de segunda geração. Tanto em um caso quanto no outro, são projetos já há algum tempo em discussão na multinacional, mas que estavam travados por conta do impasse societário na SCJ. Desde o ano passado, a Cargill tentava exercer seu direito de preferência sobre a participação dos 50% restantes da joint venture com a Usina São João. No entanto, por conta da recuperação judicial desta última, as ações acabaram passando para as mãos de credores. Em fevereiro deste ano, os norte-americanos conseguiram alinhavar um acordo com os bondholders. Sacramentada a aquisição dos demais 50%, agora estão livres para moldar a SCJ Bioenergia a sua imagem e semelhança. E já começaram pelo nome da companhia, com a mudança para Cargill Bionergia.

#biodisel #Cargill

A principal mudança no capital da Kora Saúde ainda está por vir

8/05/2025
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A saída do Novo Mercado, no mês passado, é apenas a ponta do iceberg da reestruturação de capital da Kora Saúde. A parte ainda submersa esconde um segundo movimento, que poderá levar à transferência do controle da empresa. Livre das amarras normativas impostas pelo segmento especial da B3, a HIG Capital já se articula para negociar uma parcela ou mesmo a totalidade da sua participação societária. A prioridade dos norte-americanos, donos de 62,4% da companhia, é a venda da Kora para um grupo do setor.

No passado recente, Rede D’Or e Hapvida chegaram a demonstrar interesse pela empresa. Apenas a título de referência: com base na atual cotação do papel em bolsa, seu valor de mercado gira em torno de R$ 680 milhões. Há ainda um Plano B. O que se diz em petit comité no setor é que a HIG cogita também a possibilidade de um acordo com os credores, com a conversão de dívida em participação acionária, no limite envolvendo até mesmo o repasse do controle da companhia.

Ressalte-se que já houve um ensaio nessa direção. Em dezembro do ano passado, a Kora levantou R$ 250 milhões a partir de uma capitalização de credores, notadamente a Lumina Capital, de Daniel Goldberg. O RR entrou em contato com a Kora, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

A Kora Saúde tem negócios bastante atrativos. São 17 hospitais em cinco estados, com mais de dois mil leitos.

Mas também carrega algumas comorbidades financeiras. Em 2024, registrou um prejuízo de R$ 168 bilhões. No ano anterior, já havia fechado com perdas de R$ 158 milhões. Ainda no ano passado, seu Ebitda caiu 4% em relação ao exercício anterior, totalizando R$ 437 milhões. Em tempos mais prósperos, há coisa de quatro ou cinco anos, o Ebitda da empresa chegou a subir 147% em 12 meses.

Mas o que mais fragiliza a saúde da Kora é o seu elevado nível de alavancagem. Mesmo com o reperfilamento do passivo realizado em dezembro, a relação dívida líquida/Ebitda ficou na casa de seis vezes. Seria ainda pior se no fim do ano passado a companhia não tivesse renegociado uma rolagem de R$ 1,7 bilhão em debêntures e dívidas bancárias. Pelo acordo, os debenturistas concederam um waiver para o não cumprimento do limite de alavancagem previsto na emissão dos papéis – uma relação dívida líquida/Ebitda de quatro vezes em 2024 e de 3,5 vezes neste ano.

A repactuação no ano passado serviu, sobretudo, como uma arrumação de casa da HIG – a arrumação possível para o momento – antes de passar o negócio adiante. Tocar a gestão da Kora daqui para a frente dependerá de expressivos aportes que os norte-americanos não estão dispostos a fazer.

#Kora Saúde

Gol busca mais recursos junto a bondholders para sair do Chapter 11

8/05/2025
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A Gol negocia com os detentores de dívida nos Estados Unidos um crédito adicional de US$ 50 milhões. O acordo deverá ser fechado nos próximos dias. Na semana passada, a empresa levantou com esse mesmo grupo de bondholders US$ 125 milhões. A Gol tem feito um trabalho de formiguinha para captar US$ 1,9 bilhão até o próximo dia 20, data prevista para uma audiência com a Corte de Nova York. É a cifra necessária para a companhia sair do chamado Chapter 11, ou seja, encerrar sua recuperação judicial nos Estados Unidos. Desse total, já havia conseguido amealhar algo em torno de R$ 1,5 bilhão até o início desta semana. Procurada, a Gol não quis se pronunciar.

#Gol

Argentina negocia compra de energia no Brasil com contratos de longo prazo

8/05/2025
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A estatal argentina Cammesa tem batido à porta de empresas do setor elétrico no Brasil para negociar a importação de energia. Há tratativas com Tradener e Eneva, entre outras. Em vez de compras pontuais, as conversas envolvem a assinatura de contratos por prazos mais longos, superiores a 12 meses. Mesmo com o fim do verão e a gradual queda do consumo, o país vizinho enfrenta seguidos problemas no abastecimento de eletricidade. A dependência do Brasil aumenta por conta da escassez de novos projetos de geração e transmissão na Argentina. Há uma licitação em curso para a construção de termelétricas. Ainda assim, a previsão é de que as primeiras usinas somente entrarão em operação dentro de quatro anos, devido à saturação das fabricantes de turbinas em todo mundo. A situação chegou a tal ponto que, além da importação de energia do Brasil, o governo Milei avalia comprar navios da empresa turca Karpowership, que geram eletricidade no local.

#Argentina

Escândalo do INSS força governo a fazer faxina em seus conselhos consultivos

8/05/2025
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O Palácio do Planalto determinou um pente fino na composição dos conselhos consultivos do governo. Antes tarde do que nunca. A decisão se dá na esteira do escândalo das fraudes no INSS. Entidades suspeitas de participar do esquema criminoso integram órgãos representativos ligados ao executivo federal. A Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) é a campeoníssima de presenças, com participação em 16 conselhos, dois deles diretamente vinculados à Presidência da República – conforme revelou reportagem do Poder360. Por sua vez, o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) tem representação em dois colegiados.

#INSS

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