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Rui Costa provoca turbulências em repactuação da concessão do Aeroporto de Brasília

9/05/2025
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A argentina Corporación América Airports, acionista majoritária no aeroporto de Brasília, não sabe mais com quem do governo deve tratar sobre a repactuação do contrato de concessão. Desde o ano passado, todas as negociações vinham sendo conduzidas pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. No entanto, nas últimas semanas, o onipresente ministro da Casa Civil, Rui Costa, encampou a questão. O “primeiro-ministro” de Lula atravessou Costa Filho e tem cuidado do assunto diretamente com a Infraero e o TCU. A estatal é peça-chave dessa engrenagem. A renegociação do contrato passa pela sua saída da concessão – a Infraero detém 49% do consórcio com os argentinos. O Tribunal de Contas, por sua vez, terá de dar o aval ao acordo firmado com a Corporación América. Esse é outro problema. Com a entrada em cena da Casa Civil, ainda não há uma proposta fechada e muito menos previsão para o envio do processo ao TCU.

#Aeroportos #Rui Costa

Marfrig e Salic avançam sobre participação da Previ na BRF

9/05/2025
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Há movimentações cruzadas em andamento na prateleira mais alta da cadeia da proteína animal no Brasil. Segundo informações filtradas pelo RR, o Marfrig e o Salic (Saudi Agricultural and Livestock Investment Company) têm interesse na compra da participação da Previ na BRF. O fundo de pensão detém 6,1% do capital.

Tomando-se como base apenas a cotação em mercado, sem qualquer prêmio adicional, trata-se de uma fatia avaliada em pouco mais de R$ 2,1 bilhões. Há exatos quatro anos, não custa lembrar, a Previ vendeu o equivalente a 3% da BRF para a própria Marfrig. Desta vez, a empresa de Marcos Molina dividiria o prato com o Salic, o que permitiria à dupla se consolidar no bloco de controle da empresa, com quase 68% do capital.

Atualmente, o Marfrig é dono de 50,49% da BRF, enquanto o fundo árabe soma 11% das ações. Em contato com o RR, a Previ disse que “não recebeu, até o momento, nenhuma proposta para suas ações da BRF”. Sublinhe-se o “até o momento”. Também consultada, a Marfrig não quis se manifestar.

Isoladamente, a ofensiva da Marfrig e do Salic sobre a participação da Previ já seria um movimento de razoável impacto no tabuleiro da proteína animal no Brasil. No entanto, há um curioso sincronismo com outra operação em curso no setor, da qual o fundo árabe também é protagonista: o aumento de capital da Minerva Foods, formalizado na semana passada.

Um fato em especial chama a atenção do mercado. Mesmo com uma participação acionária maior, o Salic vai aportar um volume de recursos na Minerva inferior ao da família Vilela Queiroz, fundadora da empresa. E a diferença é mais do que o dobro. Os árabes vão injetar cerca de R$ 300 milhões, enquanto os Vilela de Queiroz entrarão com aproximadamente R$ 700 milhões.

Com isso, o fundo deverá ter sua participação diluída dos atuais 31% para algo em torno de 25%. O clã, por sua vez, sairia de 23% para 26%, voltando a ser o maior acionista da Minerva. No setor, a percepção é de que o braço de investimentos da família real saudita está aproveitando ao aumento de capital da empresa para iniciar um reposicionamento de seus negócios no Brasil.

Por reposicionamento entenda-se uma realocação de recursos da Minerva para a BRF. Não quer dizer que o fundo deixaria o capital da Minerva. Até porque, dentro da estratégia dos árabes de garantir suprimento alimentar a partir da cadeia da proteína no Brasil, a dupla presença acionária faz todo o sentido. Mas é possível que, daqui para a frente, a BRF passe a ser o destino prioritário dos investimentos da Arábia Saudita.

Algumas questões justificariam esse rebalanceamento. A primeira delas, o tamanho das empresas. A BRF é um conglomerado com um portfólio maior de marcas e produtos e um faturamento superior a R$ 65 bilhões. É quase o dobro da receita da Minerva. Há outro ponto ainda mais crucial: a expressiva presença BRF no chamado mercado halal, leia-se alimentos que atendem a preceitos religiosos do islamismo.

A empresa detém, por exemplo, metade das exportações de frangos para o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), bloco que reúne Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã. A presença da BRF é especialmente marcante na Arábia, onde já tem uma fábrica e está construindo outra, com inauguração prevista para 2026.

#Marfrig #Salic

Uni.co volta ao balcão da Americanas

9/05/2025
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A venda da Uni.co voltou à ordem no dia na Americanas. Segundo informações filtradas pelo RR, a companhia mantém conversas com fundos e empresas de varejo. Um dos candidatos ao negócio seria o Magazine Luiza. A Uni.co reúne as redes de lojas Imaginarium e Puket. No ano passado, teve um faturamento de R$ 236 milhões, um grânulo no balanço da Americanas – o valor representou 1,6% da receita total do grupo. Há pouco mais de um ano, houve uma primeira tentativa de venda da empresa, suspensa pela falta de candidatos. A venda da Uni.co, assim como a alienação da rede de supermercados Hortifruti/Natural da Terra, se dá no âmbito da recuperação judicial da Americanas e, consequentemente, no rastro da maior fraude contábil da história do Brasil. A empresa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcelo Telles se comprometeu com os credores a se desfazer de ativos dentro do plano de repactuação das suas dívidas.

#Lojas Americanas

Chinesa Haid Group chega ao Brasil para produzir ração animal

9/05/2025
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No entorno do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, já se dá como certo que a chinesa Haid Group vai se instalar no estado. Trata-se de um dos maiores produtores de ração animal da Ásia, com faturamento superior a US$ 20 bilhões. O ponto de partida no Brasil será a construção de uma fábrica de processamento de caroço de algodão, um desembolso que poderá chegar US$ 100 milhões. Seria só a primeira semente em terras brasileiras. Segundo informações filtradas pelo RR, representantes do Haid Group já acenaram com o projeto de investir também em biotecnologia, notadamente genética animal.

#Haid Group

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