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Multiplan avalia venda de ativos para reduzir nível de alavancagem
16/05/2025
Comando da Petros provoca queda de braço entre PT e Alexandre Silveira
16/05/2025A Petros está no meio de um fogo cruzado. Há uma disputa dentro da base aliada do governo pelo comando da fundação e consequentemente pelo controle de quase R$ 140 bilhões em ativos. De um lado, está o PT, notadamente o grupo político ligado ao ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto; do outro, o PSD, na figura do próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O nome dos petistas para o lugar de Henrique Jäger, que deixou a presidência da Petros em março, é Gustavo Gazaneo, atual diretor de investimentos da fundação. Gazaneo está onde está por indicação exatamente de Vaccari. A ofensiva petista, ressalte-se, não se limita à presidência do fundo de pensão.
O projeto de ocupação passa também pelo conselho da Petros. O partido articula a eleição de Adaedson Bezerra da Costa, da cúpula da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) – conforme noticiou a colunista Malu Gaspar, de O Globo, no último dia 28.
Os petistas, no entanto, terão de superar um osso duro de roer no duelo pelo comando do segundo maior fundo de pensão do país. No Ministério de Minas e Energia, corre a informação de que o influente Alexandre Silveira também tem um nome para a presidência da Petros: o advogado Renato Galuppo, integrante do Conselho da Petrobras. Mineiro, assim como Silveira, Galuppo é próximo do ministro há longa data.
Proximidade esta, por sinal, que pode ser medida pelo empenho do titular de Minas e Energia em assentar o aliado no board da estatal. A primeira indicação de Gallupo para o colegiado se deu em março de 2023. Na ocasião, no entanto, a nomeação foi reprovada pelo próprio Conselho da Petrobras devido a sua vinculação ao partido Cidadania.
Posteriormente, a estatal conseguiu revogar uma liminar que proibia alterações no estatuto, flexibilizando as normas para a indicação de políticos e, assim, abrindo caminho para o ingresso de Galuppo no Conselho.
Em tempo: há ainda uma terceira via na disputa pela presidência da Petros. Os petroleiros tentam emplacar no cargo Danilo Ferreira da Silva. Importante liderança sindical da categoria, Silva ocupa hoje a diretoria financeira da Transpetro.
Anteriormente, foi chefe de gabinete de Jean Paul Prates e de Magda Chambriard na Petrobras. Em ambos os casos, com bastante influência política. Entre outros poderes, tinha voz ativa no preenchimento de cargos na estatal. Seja qual for o escolhido para capitanear a Petros, o fato é que a governança do fundo de pensão será testada. Para todos os efeitos, a nomeação do novo presidente terá de passar pelo crivo do Conselho Deliberativo.
No entanto, a história mostra que as gestões petistas não são exatamente muito afeitas a respeitar certas ritualísticas no que diz respeito à ocupação de cargos e à gestão de fundos de pensão.
Ultra investe para dragar os gargalos da Hidrovias do Brasil
16/05/2025Após assumir de fato o controle da Hidrovias do Brasil, o Grupo Ultra vai tirar do papel um plano de investimentos na empresa. Trata como prioridade o Corredor Norte, rota de escoamento de parcela expressiva da produção de grãos do Centro-Oeste. O projeto central é a dragagem do Rio Tapajós, eixo logístico fundamental para acessar o porto de Mirituba (PA). Em 2024, o assoreamento do Tapajós e as secas interromperam por diversas vezes o transporte de mercadorias, impondo prejuízos expressivos à Hidrovias do Brasil. O volume de cargas, notadamente grãos e fertilizantes, foi de 6,6 milhões, 11% abaixo do registrado em 2023. O Ultra prevê também a ampliação da capacidade do terminal de transbordo de Mirituba. A execução do plano de investimentos da Hidrovias será a primeira missão do novo presidente da empresa, Décio Amaral, executivo de confiança dos acionistas do Ultra. Nos últimos cinco anos, Amaral esteve na presidência da Ultracargo, o braço de logística portuária do grupo.
Dona do iFood traz startup espanhola para o Brasil. O que virá depois?
16/05/2025A startup espanhola Luzia vai se instalar no Brasil. A decisão deve ser creditada na conta da Prosus Ventures, braço de venture capital da Prosus, dona do iFood. O grupo de origem holandesa capitaneou o recente aporte de US$ 13,5 milhões na empresa de tecnologia ibérica. E teria se comprometido a injetar mais recursos para impulsionar o crescimento da startup no mercado brasileiro. A Luzia, que desenvolveu uma assistente pessoal baseada em inteligência artificial, já vende seus serviços no Brasil. Agora decidiu se instalar fisicamente por aqui, com a abertura de um escritório em São Paulo. A Prosus, como sempre, deve estar enxergando longe. Quem sabe não está vislumbrando a possibilidade de algum crossover entre o sistema assistência da Luzia e o serviço de entregas do iFood?
Governo avalia nova prorrogação do crédito extraordinário do Plano Safra
16/05/2025Em conversas reservadas com líderes da bancada ruralista, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, tem mencionado a possibilidade de o governo estender o crédito extraordinário referente ao Plano Safra 2024-25 mesmo após o mês de junho, ou seja, depois do anúncio do Plano para o ciclo 2025-26. Seria uma forma de compensar os agricultores pelo bloqueio de linhas de crédito do programa agrícola suspensas pelo Tesouro em fevereiro. O governo se basearia, mais uma vez, na Constituição Federal (art. 167) e na Lei nº 4.320/1964, que permitem a abertura de créditos extraordinários para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, inclusive fora da programação orçamentária regular. A prorrogação do regime especial exigiria a edição de uma nova Medida Provisória. A MP em vigor, que prevê a concessão de R$ 4,1 bilhões, já foi renovada por 60 dias e expira em 23 de junho.