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O figurino de terceira via parece cair bem em Flavio Dino
19/05/2025Quase uma semana depois, a reunião entre o ministro do STF Flavio Dino e intelectuais e potentados do empresariado do eixo Rio-São Paulo, realizada na última terça-feira, no Country Club do Rio de Janeiro, ainda ressoa entre os presentes. O clima foi de pré-lançamento da candidatura de Dino à Presidência da República. Em certo momento, diante da observação de que, no passado, o ex-governador do Maranhão pertenceu ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), um dos participantes, sentado em uma mesa próxima ao palestrante, respondeu de bate-pronto, em tom de blague: “A sigla pode muito bem virar o Partido Capitalista do Brasil”.
O que mais chamou a atenção no encontro foi exatamente o significativo comparecimento de empresários. Para todos os efeitos, estavam lá para se reunir com um ministro da Suprema Corte. Mas não só. Dino poderia ser o tão esperado encontro da Zona Norte com a Zona Sul, ou seja, de petistas com velhos tucanos, mas por uma via inusitada, seja do ponto de vista do atual PT, seja sob o ângulo do praticamente inexistente PSDB. Já há quem enxergue no magistrado a personificação da terceira via, não obstante sua ligação histórica com Lula. Não lhe falta track records: Dino passou pelos três Poderes da República e transita bem por todos eles. No Maranhão, conseguiu a proeza de derrotar o clã Sarney. Como ministro da Justiça, toureou o 8 de janeiro sem arroubos ideológicos e sem aumentar a temperatura do que já estava escaldante. A única questão é que o ex-governador já deixou claro que só aceitaria sair como candidato à Presidência se Lula decidir não disputar a reeleição. É praticamente um compromisso de ordem moral.
Fábricas da Intercement no Centro-Oeste e no Nordeste entram na mira da Votorantim
19/05/2025O errático processo de venda da InterCement é um interminável ziguezague. Segundo informações filtradas pelo RR, a Votorantim retomou conversas com a Mover Participações, a antiga Camargo Correa. As tratativas, no entanto, não envolveriam a compra integral da cimenteira, mas apenas algumas fábricas no Brasil.
De acordo com a mesma fonte, entrariam na negociação prioritariamente unidades do Centro-Oeste e Nordeste – Bodoquena (MS), Cezarina (GO), Campo Formoso (BA), São Miguel dos Campos (AL) e João Pessoa (PB). Seria uma espécie de “pacote anti-Cade”, ou seja, um arranjo sob medida tanto para os Ermírio de Moraes quanto para as herdeiras de Sebastião Camargo, com o objetivo de evitar eventuais restrições do órgão antitruste à operação. Embora a Votorantim tenha fábricas no Centro-Oeste e no Nordeste, são áreas em que seu market share não configuraria uma excessiva concentração de mercado mesmo com a incorporação dos ativos da InterCement – na média, ficaria abaixo dos 35%.
Algo diferente do que aconteceria, por exemplo, no Sudeste, onde as participações de mercado somadas das duas empresas chegam a ultrapassar a marca de 50% em alguns segmentos. Procurada, a Mover não quis comentar o assunto.
A Votorantim não se pronunciou até o fechamento desta matéria. A Mover Participações tem pressa. Mais do que pressa, urgência. A Intercement, com dívidas de R$ 14 bilhões que a levaram a entrar em recuperação judicial, é um fardo cada vez mais difícil de carregar.
A preferência da Mover sempre foi e pode se dizer que continua sendo a venda integral da cimenteira, incluindo a Loma Negra, subsidiária na Argentina. No entanto, o ideal e o real caminham em paralelo. Com a desistência da CSN em comprar a InterCement porteira fechada, as acionistas da Mover recuaram e passaram a contemplar a possibilidade de venda fatiada dos ativos – conforme o RR noticiou.
Há uma porta entreaberta no capital da Nutriplant
19/05/2025A família Pansa, controladora da Nutriplant, discute caminhos para reforçar o capital da companhia. Segundo um interlocutor privilegiado do clã, uma das hipóteses contempladas é a busca de um novo sócio. Os Pansa controlam 83,7% da empresa, por meio da Tripto Participações e da Trilogia Investimentos. Parafraseando Guimarães Rosa, a chegada de um investidor não se daria por boniteza, mas por precisão. A Nutriplant, que, no passado, já teve entre seus acionistas o BNDES e até o HSBC, vive um momento chave. A companhia de insumos agrícolas entrou em recuperação extrajudicial, um processo, por sinal, cheio de idas e vindas. Em 2018, a empresa protocolou um pedido de recuperação extrajudicial, posteriormente anulado em 2020. Em 2021, apresentou novo plano, somente agora homologado. Ainda assim, mesmo com a pressão da dívida, a Nutriplant tem pontos positivos. No ano passado, sua receita ultrapassou os R$ 200 milhões, alta de quase 12% em comparação a 2023. Já o lucro líquido atingiu R$ 10 milhões, quase três vezes o registrado um ano antes (R$ 3,5 milhões). O RR entrou em contato com a Nutriplant, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Adidas e Nike se rasgam para fechar parceria com o Corinthians
19/05/2025A disputa entre Adidas e Nike para patrocinar o Corinthians a partir de 2026 esquentou. A fabricante alemã já teria apresentado uma proposta para assumir a produção dos uniformes do clube paulista. A Nike contra-ataca. Nos bastidores ameaça judicializar a questão para manter sua parceria com o Corinthians. A empresa norte-americana ativou uma cláusula contratou que lhe permitiu renovar o contrato, de forma unilateral, até 2029. A área jurídica do clube, por sua vez, enxerga brechas no acordo para romper a relação com a Nike e assinar com a Adidas. Ressalte-se que a queda de braço e o eventual contencioso se dão em um momento de grande instabilidade política do Corinthians. O presidente, Augusto Mello, é alvo de um processo de impeachment. Ao mesmo tempo, é investigado pela Polícia por suspeita de lavagem de dinheiro. Como se não bastasse, na semana passada, surgiram notícias de uma possível relação entre o clube e uma empresa supostamente ligada ao PCC.