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Ofensiva contra Rubem Menin e Banco Inter vira alerta para acionistas de SAFs

20/05/2025
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A ofensiva do Cuiabá contra a SAF do Atlético-MG por dívidas na transferência de jogadores calou fundo entre investidores do futebol brasileiro. Ao mesmo tempo que engenhosa, a estratégia adotada pelo clube mato-grossense traz uma insegurança jurídica para os negócios no setor. O Cuiabá denunciou o acionista majoritário da SAF do Galo, Rubem Menin, dono do Banco Inter e da MRV, diretamente junto ao Banco Central. Em seu ofício, solicitou ao BC a análise das contas do Inter para “verificar a conformidade da situação econômico-financeira” de Menin, “inclusive como controlador de empresas inadimplentes”, em referência à SAF. Não deve ser um caso isolado. Segundo informações filtradas pelo RR, outros credores do Atlético-MG deverão seguir o mesmo caminho. A rigor, o Inter não tem qualquer vínculo com os investimentos do seu dono no clube de coração. No entanto, por si só, o movimento do Cuiabá de acionar o BC gera um dano reputacional ao banco e ao próprio Menin. Ao mesmo tempo, a iniciativa traz a reboque um risco para os demais investidores do futebol brasileiro. Ela abre brecha para que credores em situação similar responsabilizem, inclusive judicialmente, outras empresas controladas por donos de SAFs por dívidas contraídas pelos respectivos clubes.

#Atlético Mineiro #Cuiabá #SAF

Brookfield planeja investir no setor hoteleiro no Brasil

20/05/2025
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A Brookfield prepara um importante movimento dentro do redesenho das suas operações em real estate no Brasil. Segundo o RR apurou, o grupo canadense vai investir em imóveis do setor hoteleiro. Os primeiros projetos devem sair do papel neste ano, com foco em São Paulo.

De acordo com a mesma fonte, já existem conversações em curso para a compra de ativos no segmento. Entre as empresas contatadas estaria a HBR Realty. A companhia, braço da incorporadora Helbor, colocou à venda um pacote de ativos da área hoteleira – no mês passado, negociou o Hilton Garden Inn, localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, para a CVPar Investimentos por R$ 110 milhões. Procurada pelo RR, a Brookfield não quis comentar o assunto.

O interesse da Brookfield em hotéis no Brasil se dá justo no momento em que o setor vive uma alta temporada de investimentos. A indústria hoteleira deverá desembolsar R$ 10,6 bilhões em novos projetos no país ao longo de 2025, com a criação de 23 mil unidades habitacionais – conforme noticiou o Valor Econômico no último dia 12. Como consequência, há entre os investidores uma corrida por imóveis a serem locados a grandes grupos da hotelaria.

No mês passado, por exemplo, o fundo Hotel Maxinvest (HTMX11), do BTG, comprou em uma só tacada 353 quartos em três empreendimentos de São Paulo, ao valor total de R$ 202 milhões. A Brookfield tem derrubado velhos pilares em meio ao reposicionamento de seus negócios em imóveis no Brasil. Recentemente, os canadenses venderam seus últimos dois shoppings no país, o Pátio Higienópolis e o Pátio Paulista.

Com isso, o grupo deixou um segmento que, historicamente, sempre concentrou uma parcela importante dos seus investimentos no mercado brasileiro. Além da iminente entrada no setor hoteleiro, a Brookfield tem direcionado seus recursos para imóveis residenciais de alta renda e galpões industriais. Hoje, sua carteira imobiliária no Brasil é da ordem de R$ 27 bilhões, pouco mais de 10% do total de ativos no país, em torno de R$ 210 bilhões.

#Brookfield

Invepar ainda tenta um acordo (improvável) com credor

20/05/2025
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A julgar pela queda de braço com a Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), sua credora, vai ser difícil a Invepar escapar da recuperação judicial. Até agora, todas as tentativas de um acordo com a DTVM em torno da quitação de R$ 517 milhões em debêntures falharam. A Invepar teria apresentado uma proposta para o pagamento escalonado da dívida.

No entanto, a Pentágono segue irredutível. Há cerca de dez dias, a distribuidora de valores determinou o vencimento antecipado dos papéis alegando que a empresa de infraestrutura descumpriu obrigações financeiras acordadas na assembleia de debenturistas do último dia 30 de abril. Se a trégua com a Pentágono não sair, como tudo indica que não sairá, por ora a Invepar não trabalha com Plano B.

A empresa deverá entrar em recuperação judicial. Na semana passada, a Justiça do Rio concedeu à companhia uma medida cautelar que lhe permite ajuizar o pedido de RJ caso não consiga chegar a um acordo com os credores dentro de 30 dias. Procurada pelo RR, a Invepar afirmou que tanto ela quanto suas investidas “seguem em tratativas com seus credores com vistas à composição de seus interesses, mas, por razões estratégicas, não irão se manifestar sobre detalhes das negociações”.

#Invepar

PT lança “operação-blindagem” para proteger presidente da Dataprev

20/05/2025
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Há uma mobilização de setores do PT com o objetivo de evitar que o escândalo do INSS leve de arrasto o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção. Um dos artífices da “operação-blindagem” seria o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Em grande parte, a fraude com os descontos de aposentados e pensionistas é atribuída a falhas nos sistemas da Dataprev, responsável pelo processamento de dados do INSS. No ano passado, uma auditoria do TCU identificou fragilidades nos controles operacionais da empresa. A própria estatal reconheceu o vazamento de 400 senhas de acesso a seus sistemas. Não se tem notícia de medidas adotadas pela Dataprev para corrigir as falhas apontadas pelo Tribunal de Contas. Assumpção, ressalte-se, é nome multipresente em gestões petistas. Ocupou a própria presidência da Dataprev nos governos Lula e Dilma. Foi também secretario de Logística e Tecnologia da Informação do então Ministério do Planejamento e foi coordenador de governo eletrônico na Prefeitura de Santo André (SP).

#Dataprev #PT

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