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Os próximos passos da CoreX Holding no Brasil

26/08/2025
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A CoreX Holding está provocando um frenesi no mercado brasileiro de mineração. Após a compra dos ativos de cobre da BHP, por US$ 465 milhões, espocam no setor especulações sobre os próximos passos do grupo turco no país. Há relatos de que a companhia do investidor Robert Yüksel Yildirim busca reservas de níquel no Brasil – a empresa tem negócios nesse segmento na Colômbia. A CoreX teria interesse também em entrar na área de logística, notadamente portos. Por meio da Yilport Holding, o conglomerado de Yüksel Yildirim tem operações portuárias não apenas na Turquia, mas também na Noruega, Suécia e Espanha e, aqui do lado, no Peru e no Equador.

#CoreX Holding

Há muito barulho por nada com a “intervenção” do Cade na moratória da soja

26/08/2025
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A repentina decisão do Cade de suspender a moratória da soja criou um falso dilema. Não obstante o alvoroço no agronegócio e, sobretudo, entre ambientalistas, na prática o impacto da medida sobre a cadeia de produção e exportação da commodity tende a zero. Nas palavras de um especialista da área de comércio exterior em conversa ao RR, a determinação do órgão antitruste é, em sua origem, “incumprível”, tamanha a sua falta de sentido e o seu efeito inócuo.

A moratória da soja nada mais é do que uma declaratória unilateral, uma convenção firmada voluntariamente pelas grandes tradings globais por meio da qual se comprometem a não comprar grãos produzidos em regiões de desmatamento. E o que muda com a entrada em cena do órgão antitruste? Praticamente nada. Cargill, Bunge, Louis Dreyfus, ADM, Cofco e Olam, responsáveis por mais de 60% dos embarques de soja no Brasil, continuarão adquirindo a commodity de quem bem entenderem, ou seja, dos mesmos fornecedores. Não consta que entre as atribuições do Cade esteja determinar quem fará negócio com quem.

Ressalte-se que a moratória da soja não é uma semente que brotou do nada no solo brasileiro. Seja por compromisso ambiental, seja por pragmatismo, as tradings apenas estão seguindo regras impostas de fora para dentro do Brasil. São exigências que vêm de grandes bancos internacionais e do compliance dos principais agentes da cadeia de negócio no comércio exterior, de importadores a redes varejistas globais.

Nesse cenário, há uma pergunta que não quer calar: por que o Cade decidiu interferir em uma dinâmica de mercado que segue normas internacionais? Mais do que isso: por que comprou um barulho de determinados setores do agronegócio – a suspensão da moratória se deu após um pedido da CNA (Confederação Nacional da Agricultura)?

Transformar um acordo privado — que responde a pressões de bancos, seguradoras, varejistas e consumidores — em “problema concorrencial” cria um inimigo conveniente e desvia o foco do essencial, que é a rastreabilidade. Também soa como balão de ensaio para testar até onde vai o poder de fogo do Estado contra mecanismos voluntários de governança setorial; amanhã, por que não questionar outros pactos ambientais e sanitários em nome de uma “defesa da concorrência”?

Para não falar do timing. Ainda que não altere um grão na esteira dos embarques internacionais, a intervenção do Cade gera um fato político e impõe ao governo Lula, na melhor das hipóteses, um fator de embaraço às vésperas da COP30.

#Cade #Soja

André Diniz monta uma coalizão societária para mudar conselho do Pão de Açúcar

26/08/2025
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O empresário André Diniz, dono da rede de supermercados mineira Coelho Diniz, está montando um cinturão societário para mudar o conselho de administração do Pão de Açúcar. O que se diz no mercado é que Diniz já teria ao seu lado fundos de investimentos que, somados, detêm quase 10% do capital da companhia. Essa coalizão daria ao empresário mais de um terço dos votos na assembleia geral extraordinária para votar a recomposição do board. E isso sem que Diniz disparasse a poison pill prevista no estatuto do Pão de Açúcar. Após sucessivas compras de ações em mercado, o empresário chegou a 24,6% do capital, portanto triscando na pílula de veneno de 25%.

#Pão de Açúcar

Credores querem perícia contábil na Camisaria Colombo

26/08/2025
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As acusações de fraude e ocultação de patrimônio contra o controlador da Camisaria Colombo, Álvaro Jabur Maluf Júnior, e seu irmão, Paulo Jabur Maluf, destamparam o que credores consideram ser a “caixa preta” da recuperação judicial da empresa. Instituições financeiras, a exemplo do Banco do Brasil e do Santander, se mobilizam para requisitar à Justiça uma perícia contábil na companhia. De acordo com a mesma fonte, ligada a um dos bancos, deverão pedir também o bloqueio de bens pessoais do acionista controlador. Presos na semana passada – e liberados ontem por decisão da Justiça de São Paulo -, Alvaro e Paulo Jabur Maluf são acusados de montar um suposto esquema para dissimular bens e valores no processo da recuperação judicial da Colombo, impondo prejuízo a credores do sistema financeiro nacional. Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, ambos teriam desviado o equivalente a R$ 21 milhões. A rede de lojas entrou em recuperação judicial em 2020, com uma dívida de R$ 1,9 bilhão. Procurado pelo RR, o Banco do Brasil não quis comentar o assunto. O Santander, por sua vez, não se pronunciou. Também consultada, a Camisaria Colombo respondeu, por meio de nota, que a companhia e Alvaro Jabur Maluf Jr. “reiteram de forma categórica que desconhecem e não possuem qualquer tipo de envolvimento e vinculação aos fatos narrados, frisando ainda, que a empresa está colaborando integralmente com as autoridades competentes”.

#Camisaria Colombo

Governo adota tática diversionista na CPI do INSS

26/08/2025
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A ordem na base aliada é arrastar o máximo possível de autoridades do governo Bolsonaro para a CPI do INSS. Os governistas vão apresentar requerimentos para convocar os três presidentes do Instituto durante a gestão Bolsonaro – Leonardo Rolim, José Carlos Oliveira e Guilherme Serrano. Oliveira será chamado também na condição de ex-ministro do Trabalho e da Previdência, assim como Onyx Lorenzoni. O que se diz nos bastidores do Congresso é que também serão arrolados ex-secretários executivos da Pasta e diretores do INSS durante o mandato de Bolsonaro. Há muito de diversionismo nessa articulação. Trata-se de uma tentativa do governo de reduzir o desequilíbrio de uma CPI que nasce sob encomenda da oposição e com forte presença de bolsonaristas na sua composição. O Palácio do Planalto perdeu o jogo antes mesmo da partida começar, ao não conseguir fazer o presidente e o relator da Comissão. Agora o jeito é encharcar o gramado.

#INSS

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