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Shell entra com apetite nos dois próximos leilões da ANP
1/09/2025Além da já confirmada participação nos leilões do pré-sal, em outubro, o RR apurou que a Shell vai disputar o leilão de áreas não contratadas das jazidas de Tupi, Mero e Atapu, na Bacia de Santos. Os ativos serão ofertados pela ANP no dia 4 de dezembro. Ressalte-se que a Shell já está presente nos consórcios que operam os três blocos – em todos eles, é o segundo maior acionista, atrás apenas da Petrobras. As áreas que serão licitadas somam uma produção em torno de 1,4 milhão de barris dias. Procurada pelo RR, a Shell não se pronunciou.
TCU impõe mudança nas regras dos leilões da Antaq
1/09/2025Reviravolta à vista nos leilões de infraestrutura da Antaq. A posição da área técnica do TCU contra o modelo de licitação do Tecon 10, o novo terminal de contêineres do Porto de Santos, deverá ter “repercussão geral”.
Segundo informações filtradas pelo RR, o Tribunal de Contas da União está propenso a derrubar todos os vetos à participação de empresas previstos em outras licitações da Antaq. A julgar pelo calendário da agência, um dos primeiros certames impactados pelo entendimento da Corte será a concessão da hidrovia do rio Paraguai, prevista para ocorrer até dezembro.
Melhor para a J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. A mudança de rota determinada pelo TCU abrirá caminho para a participação no leilão da LHG Mining, braço de mineração do grupo, derrubando as restrições inicialmente impostas pela Antaq.
As regras estipuladas pela agência reguladora preveem que a LHG só poderia disputar o leilão da hidrovia do rio Paraguai em uma segunda fase, caso não houvesse propostas na primeira rodada. A alegação da Antaq para a cláusula de barreira é que a mineradora já responde por mais de 70% da carga transportada pelo corredor logístico.
A justificativa, no entanto, parece não sensibilizar o TCU. Na avaliação do corpo técnico, que encontra eco entre os ministros da Corte, essa barreira fere o princípio da ampla competitividade que rege licitações públicas. É justamente a premissa que sustenta o parecer do Tribunal de Contas da União contra as restrições adotadas pela Antaq para o leilão do Tecon 10.
Nesse cenário, as beneficiadas serão MSC, CMA CGM e Maersk, que estavam proibidas de participar da primeira rodada do leilão por já operarem terminais de contêineres em Santos.
Em tempo: no caso da hidrovia do rio Paraguai, a entrada em cena do TCU abre uma nova perspectiva para a LHG Mining. Isso em um momento em que a mineradora dos irmãos Batista tem feito pesados investimentos em transporte.
A LHG Logística, controlada da LHG Mining, anunciou no fim do ano passado a encomenda de 400 barcaças e 15 empurradores, contando, inclusive, com um financiamento de R$ 3,7 bilhões do BNDES, a partir de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Mais de 80% da produção de minério de ferro da empresa em Corumbá são escoados pelo rio Paraguai.
Escândalo policial tira Virgo das mãos da Reag Investimentos
1/09/2025Além da queda de 15% do seu market cap em único dia, as acusações de envolvimento com o crime organizado tiveram outro impacto imediato sobre a Reag Investimentos. O escândalo forçou a gestora a desistir da aquisição da securitizadora Virgo, de Ivo Koz. A Reag esteva no páreo até os últimos metros – em uma disputa com o Pátria e a Riza Asset Management, que acabou fechando o negócio. Há informações de que as tratativas entre as duas empresas avançaram até a noite da última quarta-feira. Nas primeiras horas do dia seguinte, no entanto, estourou a Operação Carbono Oculto, com a operação de busca e apreensão na sede da Reag. Ainda que os dois casos sejam absolutamente incomparáveis, a Virgo também enfrenta um momento delicado. A securitizadora é alvo de uma investigação da CVM por possíveis irregularidades no uso de recursos de fundos de reserva de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio).
Hortifruti vai deixar prejuízo no caixa da Americanas
1/09/2025A julgar pelo rumo das tratativas, o processo de venda do Hortifruti Natural da Terra cairá no colo do futuro CEO da Americanas, Fernando Soares, que assume o cargo em outubro. As negociações, retomadas pela companhia há pouco mais de um mês, têm esbarrado no fator preço. O que se diz no mercado é que a pedida da Americanas pela rede de supermercados gira em torno de R$ 1,5 bilhão. Até o momento, no entanto, as sondagens giram em torno de R$ 1 bilhão. Nesta semana, a empresa deverá receber as primeiras ofertas não vinculantes. Desde já, um fato parece certo: se a Americanas conseguir vender a controlada, será com prejuízo. O grupo comprou o Hortifruti em 2021 por R$ 2,1 bilhões.
Privatização da Compesa deve ficar para 2026
1/09/2025Entre os próprios assessores da governadora Raquel Lyra, é crescente o pessimismo em relação ao cronograma de privatização da Compesa. O entendimento é que dificilmente os leilões das concessões de saneamento em Pernambuco serão iniciados neste ano, contrariando a promessa da governadora de que ao menos um dos dois blocos seria ofertado até dezembro. O planejamento inicial previa o lançamento do edital em julho e a realização da primeira licitação em outubro. No entanto, a apresentação da modelagem já foi empurrada para setembro. Em meio ao atraso, houve ainda uma abrupta troca no comando da Compesa. Há duas semanas, o governo de Pernambuco anunciou a saída de Alex Campos da presidência da estatal, que passou a ser ocupada por Douglas Nóbrega.