Arquivo Notícias - Página 109 de 1964 - Relatório Reservado

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Vortx prepara o terreno para nova capitalização

19/11/2025
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Corre na Faria Lima que a Vortx tem feito sondagens junto a fundos de venture capital com o objetivo de realizar uma nova rodada de capitalização. A operação deverá sair do papel até março do próximo ano. A fintech vê uma janela favorável diante da crescente demanda por infraestrutura digital para o sistema financeiro. Os resultados positivos também pesam a favor na balança. Seu faturamento deve bater nos R$ 500 milhões em 2025, praticamente o dobro do registrado no ano passado. A Vortx já fez três captações em mercado, a maior delas em 2021, quando levantou R$ 190 milhões. De lá para cá, aumentou consideravelmente de tamanho, ampliando o volume de ativos sob custódia fiduciária de R$ 125 bilhões para algo próximo a R$ 900 bilhões.

André Esteves mira na Raízen para montar seu quebra-cabeças energético

19/11/2025
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André Esteves está diante da oportunidade de montar um grande quebra-cabeças na área de energia, encaixando fontes renováveis e combustíveis fósseis em um único mosaico empresarial sob sua liderança. A primeira peça veio com a entrada do BTG no capital da Cosan, mediante o aporte de R$ 4,5 bilhões. Agora, o banco estaria se movimentando para se associar também à Raízen, joint venture entre o próprio grupo de Rubens Ometto e a Shell. De acordo com uma fonte próxima a Ometto, a instituição financeira teria manifestado interesse em participar da reestruturação de capital da empresa, que envolveria uma injeção de recursos de até R$ 10 bilhões. O BTG joga esse jogo em uma posição privilegiada. Duplamente privilegiada: como o investidor que pode aliviar a compressão financeira da Raízen e como acionista indireto da companhia, dada a recém-adquirida participação societária de 23% na Cosan. Se, de um lado, Ometto está cada vez mais indexado a André Esteves; do outro a Shell também vê com bons olhos o ingresso do BTG no capital da Raízen. A companhia precisa de um aporte para fazer frente a um endividamento superior a R$ 50 bilhões. De acordo com a mesma fonte, a Shell resiste a colocar dinheiro novo no negócio e já deixou claro que não pretende assumir uma posição majoritária no capital. Ou seja: as portas estão escancaradas para a chegada de um investidor – os anglo-holandeses, inclusive, já contrataram o banco Lazard para conduzir as negociações, conforme informou o Valor Econômico no último dia 3 de novembro. Consultado pelo RR, o BTG não se pronunciou até o fechamento desta matéria. Também procurada, a Raízen não quis comentar o assunto.
Nesse desenho, o banco de André Esteves passaria a ter um pé tanto na controladora, a Cosan, quanto na controlada, a Raízen, com forte poder de influência nas duas companhias. Não é só. O puzzle energético de Esteves ganharia contornos de uma grande arquitetura empresarial com a sua terceira peça: a Eneva, da qual o BTG é o maior acionista, com 48% – contabilizando-se sua participação direita e os papéis em poder do Partners Alpha, fundo que reúne sócios do banco. A eventual coabitação da Cosan, Raízen e Eneva sob uma mesma estrutura de mando colocaria Esteves em uma posição de centralidade no setor de energia, tamanha a abrangência e capilaridade das três empresas reunidas. Além das usinas de álcool e açúcar, a Cosan atua na distribuição de gás, por meio da Compass, dona, entre outras, da Comgás. A Raízen, por sua vez, está na bioenergia e é dona de uma das maiores redes de postos do Brasil. Já a Eneva reúne 38 ativos em exploração e produção, que se somam a térmicas e complexos solares. Ou seja: o encaixe dessas três peças criaria um conglomerado com atuação, de forma integrada, em E&P, revenda de combustíveis, concessões de gás, etanol de primeira e segunda geração, biogás, biodiesel e termelétricas flexíveis. Ressalte-se que, no passado recente, o BTG tentou articular a fusão da Eneva com a Vibra, sem sucesso. Desta vez, a possibilidade de ter um pé em cada barco lhe colocaria em uma posição de força para costurar por dentro essa associação com Cosan e Raízen. Com um ingrediente adicional: o acordo de acionistas firmado por ocasião da capitalização da Cosan garante a permanência de Rubens Ometto como controlador da empresa até 2030. A partir dessa data, há brechas para que o BTG e a Perfin Investimentos, que também aportou recursos na companhia, assuma uma participação majoritária.

#Raízen

Descrédito e impasses cercam o Dia D da Coteminas

19/11/2025
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A recuperação judicial da Coteminas caminha para um capítulo decisivo. O Dia D é 5 de dezembro, para quando está prevista a conclusão da assembleia geral de credores da companhia, uma novela dividida em dois episódios. A parte I ocorreu no último dia 13 de novembro. A assembleia foi aberta, mas acabou suspensa por decisão dos próprios credores. A postergação reflete o impasse que cerca o plano de recuperação judicial apresentado pela empresa de Josué Gomes da Silva. Há pontos nevrálgicos ainda sem consenso, como a venda de ativos, as regras de pagamento aos quirografários e, sobretudo, o modelo do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) idealizado para o pagamento das dívidas – o passivo incluído na RJ é da ordem de R$ 1,5 bilhão. A principal resistência à proposta vem dos bancos e dos trabalhadores. Essas duas classes pregam que o plano não oferece garantia real de cumprimento. Um exemplo da desconfiança em relação ao modelo: parte do maquinário dado como lastro para o pagamento dos passivos estaria sucateado. Há questionamentos ainda ao laudo de avaliação dos ativos apresentados pela empresa, que apontou uma estimativa de R$ 1,2 bilhão.

#Coteminas

Governo quer pendurar incentivos a data centers na MP da IA

19/11/2025
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O governo corre contra o relógio para incluir a proposta de benefícios a data centers e outras empresas de soluções digitais no marco regulatório da inteligência artificial (Projeto de Lei 2338/2023), já aprovado pelo Senado e ainda à espera de votação na Câmara. Trata-se da solução-tampão encontrada pelo Palácio do Planalto após mais um revés no Congresso. A MP 1.307/2025, que incluía data centers e outros serviços de tecnologia no regime tributário especial das ZPEs (Zonas de Processamento de Exportação) caducou no último dia 17 sem ser apreciada pela Comissão Mista da Câmara e do Senado. O Brasil e seus paradoxos. O vácuo regulatório persiste no momento em que o país atrai uma onda de investimentos em infraestrutura de dados para suportar aplicações de IA, cloud e processamento de alto desempenho. Os aportes já anunciados para a instalação de data centers ultrapassam os R$ 50 bilhões. A gambiarra encontrada pelo governo aumenta a pressão para que o marco regulatório da IA seja votado ainda neste ano, como forma de não postergar ou mesmo inviabilizar os projetos voltados à infraestrutura de dados.

#IA

Palácio do Planalto calibra o timing para a indicação de Messias ao STF

19/11/2025
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No início da tarde de ontem, o Palácio do Planalto trabalhava com a ideia de anunciar a indicação de Jorge Messias para o STF ainda nesta semana. No entanto, esse timing está “sub judice” e será reavaliado ao longo do dia de hoje. O motivo é a anunciada disposição da CPI do INSS de convocar Messias – o requerimento deve ser protocolado até o fim do dia. A princípio, o governo pretende descolar um fato do outro, evitando o constrangimento político de que a escolha de Lula seja “manchada” pela CPI.

#Palácio do Planalto #STF

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