Arquivo Notícias - Página 110 de 1964 - Relatório Reservado

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Fundo de descarbonização da Petrobras, BNDES e Finep sai do papel até março

18/11/2025
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O Fundo de Investimento em Participações em Transição Energética e Descarbonização — estruturado por Petrobras, BNDESPar e Finep e gerido pela Valetec Capital — já começou a garimpar projetos para receber os recursos disponíveis. Segundo informações filtradas pelo RR, os primeiros aportes serão anunciados até março de 2026. O fundo terá R$ 500 milhões inteiramente ancorados pelo trio estatal. O plano é investir em cerca de 15 empresas de base tecnológica, em estágios entre seed e Série B, privilegiando negócios que já tenham validação técnica e início de geração de receita. Intramuros, Petrobras, BNDESPar e Finep já discutem a possibilidade de duplicar o valor a ser aportado ao longo de 2026.

Em meio à COP30, Brasil corre risco de um curto-circuito judicial na energia renovável

18/11/2025
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Há uma tempestade perfeita se formando sobre o setor elétrico. A combinação simultânea entre o iminente veto do presidente Lula aos dispositivos de indenização por curtailment e a proposta da diretora da Aneel, Agnes da Costa, para limitar a compensação a usinas eólicas e solares deve levar a uma enxurrada de ações na Justiça. Segundo informações filtradas pelo RR, grandes grupos, como Casa dos Ventos, EDP e Auren, já se movimentam nessa direção. Alguns executivos do setor classificam o momento como o cenário regulatório mais explosivo desde a judicialização do risco hidrológico – Generation Scaling Factor (GSF), na sigla em inglês – há quase uma década. O estopim é duplo. O governo já sinalizou a intenção de vetar o trecho da MP 1.304/2025 que assegura às empresas ressarcimento por cortes compulsórios de geração. A indenização pode gerar um custo adicional de até R$ 7 bilhões nas contas de luz. Só que, do outro lado, há a forte insatisfação das empresas de geração, que só neste ano já perderam mais de R$ 3 bilhões com as interrupções de produção determinadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema). Insatisfação esta que ganha voltagem adicional com a medida em estudo na Aneel, que prevê o rateio contábil dos cortes obrigatórios de geração, o curtailment, entre as fontes hidrelétrica, solar e eólica. As companhias de energia renovável se insurgem contra a possível aprovação da proposta, com a justificativa de que terão de pagar pelos cortes não apenas de suas próprias usinas, mas também das hidrelétricas. Procuradas pelo RR, Casa dos Ventos, EDP e Auren não comentaram o assunto.
Em meio à COP30, o Brasil corre o risco de dar um passo atrás na transição energética. Parece haver, inclusive, uma esquizofrenia do governo em relação ao assunto. Ontem, durante discurso na Conferência do Clima, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, falou em triplicar a produção de energia renovável no país até 2030. Justo no momento em que o Palácio do Planalto está prestes a dar uma mensagem na mão contrária, criando um desestímulo a investimentos em fontes limpas. Para não falar do imbróglio jurisdicional que se avizinha. No caso do provável veto presidencial à indenização, as empresas apontam três vetores de litígio praticamente certos. Primeiro, a quebra da segurança jurídica: projetos eólicos e solares — financiados com horizonte de 20 anos — não foram estruturados para suportar cortes de geração sem contrapartida financeira. A retirada do mecanismo de ressarcimento altera premissas fundamentais do fluxo de caixa desses investimentos, abrindo espaço para ações por desequilíbrio econômico-financeiro de contratos. Em segundo lugar, há o argumento da isonomia: hidrelétricas, quando enfrentam restrições operativas, contam com a proteção do risco hidrológico; eólicas e solares ficariam sem esse colchão. Por fim, a supressão da regra tende a reabrir discussões sobre o papel do Estado em garantir condições mínimas de estabilidade para empreendimentos incentivados, inclusive sob a ótica constitucional do “direito adquirido”. Por essas e outras, entre dirigentes da área de energia, o entendimento é que o governo, além de não modernizar a governança de outros setores, está conseguindo esfarelar a estabilidade do setor elétrico, que era considerado o de melhor arcabouço dentro da infraestrutura.

#COP30

Carrefour vende imóveis para abater dívida no Brasil

18/11/2025
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O RR apurou que o Carrefour Brasil vai destinar integralmente ao pagamento de dívidas os recursos captados com a nova rodada de venda de ativos noticiou a Coluna do Broadcast, do Estado de S. Paulo. Não vai parar por aí. De acordo com uma fonte próxima ao Carrefour, a companhia planeja colocar à venda um novo pacote de lojas e centros de distribuição no início de 2026. O modelo adotado é o de sale and leaseback: os imóveis são vendidos, mas continuam operando normalmente sob contratos de locação de longo prazo. O Carrefour Brasil está no meio de um processo de repactuação de seu passivo, da ordem de R$ 9,8 bilhões. Uma parte das dívidas foi contraída junto à própria matriz, que refinanciou a empresa para o pagamento antecipado de diversas séries de debêntures simples e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Consultado, o Carrefour não se manifestou.

#Carrefour

Saída do Pátria levanta dúvidas sobre a gestão da Smart Fit

18/11/2025
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A saída do Pátria Investimentos do capital da Smart Fit ainda neste ano estava escrita nas estrelas – e no RR. Agora, a expectativa do mercado se volta ao impacto que o leilão de ações prestes a ser realizado pela gestora pode vir a ter sobre a configuração acionária e, mais do que isso, sobre a gestão da rede de academias. A oferta de 12,9% da empresa de uma só vez abre caminho para a entrada ou para o fortalecimento de investidores institucionais já presentes no capital da Smart Fit, caso do GIC, fundo soberano de Cingapura, e da canadense CPPIB. A hipótese de consolidação de um acionista de relevância, na contramão da pulverização, aumenta a probabilidade de mudanças no Conselho e na própria gestão executiva, historicamente nas mãos da família Corona, uma das fundadoras da empresa. Há um componente adicional nessa ginástica. O desinvestimento do Pátria e o consequente redesenho societário se dão no momento em que o CEO, Edgar Corona, prepara seu filho, Diogo Corona, COO da companhia, para assumir a presidência. A ver se esse roteiro, escrito a quatro mãos entre os Corona e os Pátria, será mantido.

#Smart Fit

Arroz ferve na panela da oposição

18/11/2025
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Partidos de oposição, à frente o PL, estão se articulando para pleitear ao TCU a abertura de um processo de investigação contra a Conab. O alvo é a liberação de recursos para produtores de arroz. Neste ano, a estatal vinculada ao Ministério da Agricultura já destinou cerca de R$ 1,5 bilhão a medidas de suporte ao setor — desde a ampliação de estoques reguladores até mecanismos de equalização para garantir preço mínimo. A oposição quer que o TCU apure os critérios utilizados pelo governo para a liberação do dinheiro. A insinuação é que a maior parte tem beneficiado, de forma indiscriminada, agricultores do Rio Grande do Sul. A princípio, estranho seria o contrário. O estado responde por mais de 70% da produção nacional de arroz e é sabidamente um dos mais afetados por extremos climáticos. Mas, aos olhos dos opositores do governo Lula, é também o lócus político de Edegar Pretto, presidente da Conab e possível candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul em 2026. A ofensiva do PL e demais partidos busca levantar suspeitas de que a política de apoio ao cereal estaria sendo usada para consolidar o capital político de Pretto no estado.

#Arroz

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