Arquivo Notícias - Página 102 de 1964 - Relatório Reservado

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QI Tech desponta como candidata à compra de Fidcs da antiga Reag

1/12/2025
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A QI Tech é apontada no mercado como candidata à compra do portfólio de fundos de crédito estruturado colocado à venda pela Arandu, ex-Reag. A carteira soma aproximadamente R$ 500 milhões, a maior parte em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (Fidcs). Para a antiga Reag é mais um passo em seu forçado processo de reestruturação após o escândalo da operação Carbono Oculto. Desmonte de um lado, crescimento do outro. A QI Tech tem passado por uma acelerada expansão no ecossistema de crédito estruturado. Em novembro, adquiriu a corretora Singulare, o que lhe garantiu acesso a uma plataforma de administração fiduciária, custody services e estruturação de fundos — incluindo FIDCs. Dinheiro em caixa para novas aquisições não falta. Em agosto, a QI Tech recebeu um aporte de US$ 200 milhões em uma rodada Série B liderado pela General Atlantic.

Plano de federalização da Cemig está cheio de pontos de penumbra

1/12/2025
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Parafraseando Chacrinha, o Velho Guerreiro, o plano de federalização da Cemig apresentado pelo governo Zema veio mais para confundir do que para explicar. Entre os investidores, a percepção é que a proposta está eivada de pontos pouco ou nada iluminados, que colocam em dúvida a sua própria exequibilidade. Para começar, não há clareza sobre o valor econômico que a União atribuiria à participação do estado na Cemig. O documento encaminhado ao governo federal no último dia 6 de novembro menciona a transferência do equivalente a R$ 13,5 bilhões em ações da empresa de energia. Mas não especifica como a cifra foi calculada: se corresponde ao valor de mercado no momento do envio, ao valor patrimonial, a algum tipo de valuation descontado. Há muitas outras perguntas sem resposta: haverá OPA? Qual será o tratamento dado aos minoritários? Como ficará a conversão em corporation proposta pelo governo mineiro? E, last but not least, como a federalização e a transformação em public company conviverão simultaneamente? No mercado, a percepção é que, sem saber o que fazer com a Cemig, o governo Zema está criando um Frankenstein elétrico.
O breu em torno da proposta de federalização da Cemig afeta, sobretudo, os detentores de ações preferenciais. Ao contrário das ONs, que preveem tag along de 80%, as PNs não dispõem dessa prerrogativa. Não por coincidência, a ação preferencial da empresa chegou a cair 6% após o anúncio da proposta pelo governo Zema. Na prática, o recado do mercado é que o risco de uma reorganização societária sem proteção equivalente para todos os acionistas passou a ser precificado diretamente no papel mais líquido da companhia. Entre gestores, cresce o temor de que uma eventual mudança de controle, conduzida sob o guarda-chuva de uma negociação fiscal entre Estado e União, crie espaço para decisões assimétricas entre classes de ações, com impacto sobre governança, política de dividendos e, em última instância, sobre o valor econômico da companhia.
A participação acionária do estado na Cemig foi um dos ativos ofertados por Romeu Zema ao governo federal para a renegociação da dívida mineira junto à União. O repasse das ações está previsto na proposta de adesão aoPrograma de Pleno Pagamento de Precatórios (Propag), encaminhada por Zema ao Ministério da Fazenda. Como se não bastassem todos os fios soltos na operação, o timing, por si só, também eleva a voltagem de incertezas em relação ao futuro da empresa. A eventual transferência do controle para a União, sobretudo às vésperas de uma eleição presidencial, aumenta o risco de a Cemig ser usada como instrumento político, com impactos expressivos sobre alocação de capital, rentabilidade e distribuição de dividendos.

#Cemig

SC Lowy deve seguir passos da Pimco e deixar capital da Oi

1/12/2025
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Há um zunzunzum no mercado de que a SC Lowy também vai zerar sua posição na Oi, em torno de 3% do capital. Seguiria, assim, os passos da Pimco, que, na semana passada, se desfez da sua participação de 19,8% na empresa de telecomunicações. O nome dos compradores não foi divulgado, mas especula-se que os papéis tenham ficado com fundos dedicados a special situations e distressed assets. SC Lowy e Pimco detinham bonds da companhia e se tornaram acionistas após a conversão da dívida em equity. Ocorre que o risco Oi está cada vez mais alto. No último dia 5 de novembro, o juiz Igor Fonseca Rodrigues, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro determinou a desconsideração de personalidade jurídica do grupo de acionistas de referência da empresa, formado exatamente pela Pimco e pela SC Lowy, além da Ashmore. Ao mesmo tempo, decretou a destituição dos diretores da operadora que haviam sido indicados pelo trio. Pior: a decisão trouxe a reboque a ameaça de execução de bens dos sócios para o pagamento de dívidas trabalhistas da Oi.

#Oi

Aegea quer dominar saneamento gaúcho de ponta a ponta

1/12/2025
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A Aegea foi rápida no gatilho. Já fez chegar à Prefeitura de Porto Alegre seu interesse em disputar a concessão do Dmae, o Departamento Municipal de Água e Esgotos da cidade. A empresa promete ir com sede ao pote, diante da oportunidade de dominar a operação de saneamento no Rio Grande do Sul de ponta a ponta. Em 2022, a Aegea arrematou o controle da Corsan, a concessionária estadual do setor por R$ 4,1 bilhões. O projeto de lei que autoriza a desestatização da autarquia foi aprovado pela Câmara de Vereadores no último dia 20. O prefeito Sebastião Mello pretende realizar a licitação no primeiro semestre de 2026. É isso ou nada: a partir de julho, com uma eleição no horizonte, dificilmente o leilão sairá do papel.

Em tempo: gato escaldado, a Aegea já se prepara para disputas judiciais em torno da Dmae. Líderes sindicais e funcionários ameaçam entrar na Justiça na tentativa de brecar a licitação. Sabem que é jogo praticamente perdido. Mas, no fundo, o objetivo dos servidores não é propriamente impedir o leilão, mas criar dificuldades para conseguir melhores negociações trabalhistas após o certame.  É um filme que a Aegea conhece bem. O grupo ganhou o leilão da Corsan em dezembro de 2022, mas só conseguiu assumir o controle da empresa em maio do ano seguinte, após uma batalha nos tribunais com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiágua).

#Aegea Saneamento

Nove conversas cruciais para Jorge Messias

1/12/2025
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Entre hoje e quarta-feira, Jorge Messias pretende visitar os nove integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CNJ) do Senado que ainda não declararam se apoiarão ou não a sua indicação ao STF. Nas contas do Planalto, ao menos dois deles são dados como votos certos a favor do AGU: Renan Calheiros (MDB-AL) e Cid Gomes (PSB-CE). A se confirmar, ficaria faltando apenas um voto para Messias alcançar os 14 necessários para a aprovação do seu nome na CCJ – 11 senadores já declararam sua adesão. Ainda assim, o Planalto não quer passar raspando. O governo trabalha para conquistar o maior número de apoios na Comissão como uma demonstração de força para a hora da verdade: a votação no plenário do Senado. Em tempo: na peregrinação de Messias entre os membros da CCJ, a maior expectativa gira em torno do encontro com Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Será a primeira vez que o preferido e o preterido vão se encontrar olho no olho após a escolha do presidente Lula. Pacheco, como se sabe, era o indicado de Davi Alcolumbre para a vaga de Luis Roberto Barroso no Supremo.

#Jorge Messias

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