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Tiger Global mira a porta de saída na Zippi

2/12/2025
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Corre no mercado a informação de que a Tiger Global estaria preparando seu desinvestimento na Zippi, fintech brasileira fundada por André Bernardes. O conglomerado global de venture capital, com mais de US$ 60 bilhões em ativos, entrou no negócio em 2022, ao liderar o aporte de US$ 16 milhões na rodada Série A da startup. A principal razão para deixar o negócio está dentro de casa: o reposicionamento que a Tiger vem promovendo na América Latina, com a redução da sua exposição a ativos na região. Foi-se o período em que chovia dinheiro para startups brasileiras e dos países vizinhos. Ressalte-se que o timing parece propício para uma decisão de desinvestimento. O valuation da Zippi, especializada na oferta de crédito a microempreendedores, tem descrito uma curva ascendente, que deve se acentuar após a recente captação de R$ 85 milhões por meio de um FIDC (Fundo de Investimento em Direito Creditório).

Uma nova carta embaralha o jogo societário no Pão de Açúcar

2/12/2025
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A governança do Pão de Açúcar é um pêndulo inquieto. Dois meses após a família Coelho Diniz se tornar a maior acionista e tomar o manche da companhia das mãos do Casino, um novo movimento aumenta a tensão societária na rede varejista: a entrada em cena de Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado de capitais no Brasil. Tini já adquiriu 3,5% do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e segue comprando ações em bolsa, segundo uma fonte próxima a ele. Não apenas: estaria também buscando uma aproximação de outros importantes minoritários do Pão de Açúcar, a exemplo de Ronaldo Iabrudi e Ricardo Roldão, dono da Roldão Atacadista. Ambos detêm, respectivamente, 3% e 1,85%. A intenção de Tini seria montar uma composição com poderio suficiente para pleitear ao menos uma vaga no Conselho e participação ativa na gestão da rede varejista. O RR entrou em contato com a Bonsucex Holding, de Tini, e os Coelho Diniz, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Os Coelho Diniz observam cada passo do novo sócio com prudência e uma boa dose de preocupação. A julgar pelo seu track records, Silvio Tini não entrou no Pão de Açúcar para ser satélite de ninguém. O histórico mostra um investidor que não se contenta com papel figurativo na governança, vide, por exemplo, Alpargatas e Rossi Residencial, na qual trava uma disputa com a família Rossi, acionista controladora. Desde já, a potencial coalizão societária que Tini articula junto a outros minoritários desponta como um antagonista à família Coelho Diniz. Trata-se de uma possível ameaça ao jogo de forças e à hegemonia do clã na administração do Pão de Açúcar. Com 24,6% do capital, a família mineira, dona da rede supermercados de mesmo nome, costurou toda uma articulação e passou a ser majoritária dentro do board, posição que até então cabia ao Casino. Sim, nesse tabuleiro ainda há os franceses. O grupo segue em busca de um comprador para a sua participação no GPA, de 22,5%. É o pêndulo dentro do pêndulo: trata-se de uma fatia acionária relevante, capaz de fazer a governança do Pão de Açúcar se movimentar para um lado ou para o outro.

#Pão de Açúcar

Pátria fecha as torneiras e Lavoro corre contra o tempo para renegociar sua dívida

2/12/2025
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A Lavoro tornou-se uma avis rara, um incomum caso de insucesso portfólio de participações do Pátria Investimentos. Segundo o RR apurou, a gestora não está disposta a colocar dinheiro novo para tirar a empresa da sua delicada situação financeira. A Lavoro vai ter de se reerguer com as próprias pernas. No momento, a prioridade da rede de revenda de insumos agrícolas é afastar o risco de uma recuperação judicial. Com uma dívida de R$ 2,5 bilhões, a empresa entrou recentemente em uma recuperação extrajudicial, homologada 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo na semana passada. Paralelamente às tratativas com os credores, a Lavoro vai mergulhar em uma profunda reestruturação, a ser conduzida pelo novo CEO, Marcelo Pessanha, empossado também na última semana. O plano envolve o fechamento de pontos de venda. A Lavoro também colocou à venda a Crop Care, seu braço voltado à fabricação de insumos biológicos. Se a recuperação extrajudicial render o resultado esperado, é possível que a alienação de ativos pare por aí. Caso contrário, no setor já se especula sobre a possibilidade de negociação da Perterra, produtora de químicos genéricos. Consultado, o Pátria não se manifestou.
A Lavoro enfrenta um binômio perverso: aumento da dívida e resultados declinantes. Na safra 2024/25, seu faturamento foi de R$ 6,2 bilhões, queda de 34% em comparação ao ciclo anterior. Por sua vez, o lucro bruto (R$ 900 milhões), teve uma redução de 33%. O maior fator de pressão foi o expressivo volume de pedidos cancelados no varejo agrícola.

#Lavoro #Patria

Governo discute mudanças no AmpliAR depois de pífio leilão

2/12/2025
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Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, discutem a necessidade de ajustes no AmpliAR, programa de concessão de aeroportos regionais. Uma das ideias sobre a mesa é vincular as concessões ao apoio financeiro do BNDES, seja via empréstimo convencional, seja com a garantia de compra de debêntures incentivadas. A primeira rodada de leilões do AmpliAR, realizada na semana passada, foi uma ducha de água fria para o governo. Dos 19 aeroportos ofertados, apenas 13 foram efetivamente licitados. E somente um deles teve disputa: o aeroporto de Comandante Ariston Pessoa Cruz/Jericoacoara (CE), adquirido pela Fraport Brasil, em duelo com a PRS Aeroportos e a GRU Airport. As demais 12 concessões foram arrematadas pelo próprio GRU Airport sem concorrentes. É um cartão de visitas frustrante para um programa no qual o governo Lula deposita muitas fichas. Ao todo, o AmpliAR prevê investimentos de mais de R$ 7 bilhões com a licitação de 102 aeroportos regionais. Bem só faltam 89…

#AmpliAR #BNDES #Rui Costa

Toku mira nova captação para crescer no Brasil

2/12/2025
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Corre na Faria Lima que a fintech chilena Toku tem sondado fundos de venture capital brasileiros com vistas a uma nova rodada de capitalização. A empresa, que oferece soluções de gestão para pagamentos recorrentes, já levantou o equivalente a US$ 48 milhões junto a investidores como Oak HC/FT e Gradient Ventures, leia-se Google. O Brasil tornou-se um lócus estratégico para a Toku, o que justifica a articulação de uma base de investidores locais capaz de sustentar a próxima etapa de crescimento no país. O mercado brasileiro já é destino de aproximadamente um terço dos investimentos da startup, atrás apenas do próprio Chile. E essa fatia tende a crescer com uma nova captação. No Brasil, a fintech opera com metas ambiciosas: multiplicar por dez sua base ativa de clientes nos próximos dois anos, o que exige lastro financeiro e esteira tecnológica de alta performance.

#Toku

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