Arquivo Notícias - Página 100 de 1964 - Relatório Reservado

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BR Partners sai em busca de uma nova geografia societária

3/12/2025
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O BR Partners está organizando um roadshow para o início de 2026, junto a investidores da Europa e do Oriente Médio. O que se diz no mercado é que o alvo vai além dos hedge funds tradicionais. No caso do Oriente Médio, a intenção do banco de investimentos é atrair fundos soberanos da região.

É o esforço do BR Partners para aumentar sua base de acionistas estrangeiros após a abertura de capital na Nasdaq, com a emissão de ADRs realizada em setembro. Ressalte-se que os números recentes do banco não têm ajudado muito. Impactado por um mercado de M&As mais fraco – seu principal segmento de atuação -, o BR Partners reportou um lucro de R$ 42 milhões no terceiro trimestre, queda de 15,8% em relação a igual período em 2024. O ROE, por sua vez, recuou de 23,7% para 20,9% na comparação entre os mesmos intervalos.

Marinha dá um tiro no pé da indústria armamentista nacional

3/12/2025
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A Marinha do Brasil reclama que não tem fundos para aquisição de equipamentos e para o seu reaparelhamento. Afirma que a maior parte da sua fatia no Orçamento da União segue para o pagamento dos soldos e da previdência. Até aí, tudo bem. Aliás, tudo mal. Nos últimos 10 anos, os recursos orçamentários da Força Naval caíram cerca de 50%. Esse é um lado da moeda. O outro é como se a Marinha, furibunda com o governo brasileiro, tivesse decidido prejudicá-lo abertamente. Trata-se apenas de uma figura de retórica, é claro. Mas dá o que pensar. Em um momento crítico da política de sobretaxação imposta pelos Estados Unidos, a Marinha do Brasil decidiu desprezar a indústria bélica nacional, comprando um lote de 140 fuzis da norte-americana Colt. Causa estranheza que a Força tenha adquirido no exterior um armamento similar ao modelo produzido no Brasil pela Taurus, desprestigiando, assim, a indústria de defesa nacional. O paradoxo é ainda maior diante do fato de que o fuzil da maior fabricante brasileira de armamentos tem sido adquirido por vários países da Ásia, por meio de licitação. Ora, por que o equipamento da Taurus serve para nações que investem muito mais em defesa e soberania e, ao menos a julgar pela decisão da Marinha, não serve para o Brasil?
A indústria armamentista é fonte de divisas e uma das maiores geradoras de tecnologia da indústria nacional, junto com a aeronáutica (Embraer) e materiais elétricos (WEG). A Taurus, por sua vez, é orgulho nacional em vários calibres e modelos, tendo se consagrado como arma leve referencial da defesa norte-americana, conforme demonstra a sua demanda firme até os dias de hoje. Com a sobretaxa do governo Trump em mais de 50% das exportações da empresa para os EUA, cerca de 70% do total da produção da empresa no Brasil ficarão comprometidos. Com isso, estão ameaçados milhares de empregos no país. Um dos aspectos surreais dessa história é que a Taurus permanece gerando postos de trabalho em uma fábrica da sua propriedade, nos Estados Unidos, antes sediada em Miami e hoje na Geórgia. Com a aquisição, a Marinha deixou de comprar um modelo superior da Taurus para ficar com um similar da Colt que, até então, se não era um figurante, estava longe de ser o preferido da Força Naval. Nem da nossa, nem da Marinha dos Estados Unidos. Os fuzis T5 da Taurus são produzidos desde 2017. Nesse período, foram fabricadas 100 mil unidades do modelo.
Com o encarecimento desleal do armamento brasileiro no mercado norte-americano, restaria ocupar o máximo possível a capacidade instalada da fábrica da Taurus. Não é uma receita de bolo buscar compradores de fuzis no mercado internacional de uma hora para outra. O que o governo brasileiro deveria fazer é interromper as compras de todos os armamentos importados dos EUA, até que as tarifas fossem suspensas. Se continuar agindo dessa forma pusilânime, as Forças Armadas acabarão, no limite, por trocar uma indústria de armas lucrativa e internacionalmente elogiada pelos rifles da Imbel, fábrica que vive pendurada nos subsídios oficiais e que ninguém quer comprar porque é um guarda-chuva de oficiais da reserva do Exército brasileiro. Pode ser que o extravagante governo americano mire mesmo a Taurus, sabe-se lá por quê. Talvez por temer sua competitividade. Ou – quem sabe? – por querer facilitar a compra da empresa por uma companhia norte-americana. Com Donald Trump, tudo ficou enigmático. Aliás, enigma por enigma, por onde anda o ministro da Defesa, José Múcio? Espera-se que tratando do caso.

#Marinha

HSI coloca o pé na soleira do mercado de imóveis residenciais

3/12/2025
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A HSI Investimentos, de Max Lima, está se preparando para dar um passo de peso na verticalização de seu portfólio. A gestora tem estudos avançados para entrar no mercado residencial, com foco em empreendimentos de alto padrão, notadamente em São Paulo. A ideia é montar, nos primeiros meses de 2026, um novo fundo, voltado exclusivamente para esse segmento. O que se diz no mercado é que a HSI mantém também conversas com incorporadoras imobiliárias em busca de eventuais parcerias.  A tese da gestora é que o alto padrão residencial ainda comporta “spread” relevante — mesmo com terrenos hipervalorizados. Uma das maiores gestoras de fundos imobiliários do país, com mais de R$ 13 bilhões em ativos, a HSI anunciou recentemente que vai investir R$ 2 bilhões em galpões industriais e na área de saúde, leia-se a compra de prédios de hospitais. Os recursos já estão dentro de casa. A decisão de investir no segmento residencial tem duas motivações principais: diluir risco setorial, face à volatilidade de cada segmento, e capturar o ciclo de valorização desses imóveis projetado para os próximos anos. O RR tentou contato com a HSI, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
 

#HSI

RD Saúde mira expansão em dose dupla

3/12/2025
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A RD Saúde está fazendo jus ao nome. Corre no setor que a empresa, controlada pelas famílias Galvão, Pires Oliveira Dias e Pipponzi, está prospectando possibilidades de aquisição no varejo farmacêutico. O apetite por M&As se junta ao que promete ser um dos maiores ciclos de crescimento greenfield da sua história. A companhia, uma das maiores redes de drogarias do país, com receita superior a R$ 10 bilhões, anunciou o plano de abrir até 350 lojas em 2026. Por sinal, a RD Saúde ministrou uma alta dosagem de novidades no mercado. Além do plano de expansão praticamente sem precedentes, divulgou na semana passada o pagamento de R$ 250 milhões em dividendos. A reação do mercado aos dois fatos veio de forma arrítmica. De início, fundos de investimento atuaram de maneira mais intensa na ponta de venda, pressionando o papel. Nos últimos dois dias, no entanto, a ação teve uma ligeira alta de 2%. Trata-se de uma amostra de que a combinação “proventos + explosão de capex” tem gerado percepções distintas no mercado. De um lado, a possibilidade de um salto; do outro, a preocupação dos investidores com um eventual aumento do passivo para custear tamanho apetite por crescimento. Ressalte-se que a alavancagem baixa é, historicamente, uma das maiores demonstrações da solidez financeira do grupo: sua relação dívida líquida/Ebitda é de apenas 1,1 vez.

#RD Saúde

Agência Nacional de Mineração abre as torneiras da CFEM

3/12/2025
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A ANM pretende realizar mais um repasse de royalties da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) ainda neste ano. No fim do mês passado, a agência reguladora transferiu à União e a estados e municípios cerca de R$ 1 bilhão. A distribuição se dá em meio à forte pressão de governadores e prefeitos para que a ANM acelere o pagamento de recursos da CFEM, que tem sofrido atrasos sistemáticos. A demora já mereceu puxões de orelha do TCU. A ANM se defende evocando uma dificuldade crônica: a falta de recursos para ampliar as atividades de fiscalização e consequentemente o recolhimento da taxa.

#CFEM

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