Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Credores trabalhistas se articulam contra honorários de gestor judicial da Oi

20/01/2026
  • Share
Nos corredores do TJ-RJ circula a informação de que credores trabalhistas da Oi se mobilizam para questionar os honorários do gestor judicial da companhia, Bruno Rezende. A remuneração de Rezende tornou-se objeto de controvérsia no fim do ano passado. A juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde tramita a recuperação judicial da empresa, autorizou o pagamento de R$ 750 milhões ao administrador. Na semana passada, o ministro Mauro Campbell, do STJ, suspendeu o repasse do valor a Rezende por considerar que a cifra “extrapola os limites do razoável”. A decisão de Campbell interrompe, de forma cautelar, a eficácia do ato que autorizaria a remuneração. Os credores trabalhistas pretendem não apenas derrubar o pagamento em questão, mas contestar os critérios para a fixação da remuneração. É mais uma das tantas polêmicas do infindável processo de recuperação judicial da Oi, que já está em sua segunda edição. Em novembro do ano passado, a própria 7ª Vara Empresarial do Rio chegou a decretar a falência da empresa, decisão posteriormente suspensa pela desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, da 1ª Câmara de Direito Privado.

#Oi

O destino eleitoral de Gleisi Hoffmann passa por Ratinho Jr.

20/01/2026
  • Share

Dentro do próprio PT cresce a percepção de que o futuro eleitoral da ministra Gleisi Hoffmann, principal liderança do partido no Paraná, está imbricado ao de Ratinho Jr. Se o atual governador lançar sua candidatura à Presidência da República pelo PSD, abre-se uma larga estrada para Gleisi concorrer ao Senado. Este seria o caminho de preferência do próprio presidente Lula, uma vez que permitiria construir um palanque mais forte no estado – a tendência é que o PT não tenha candidato próprio ao governo e apoie Requião Filho (PDT). No entanto, se Ratinho Junior desistir da disputa presidencial e se lançar ao Senado, seu Plano B, tudo muda de figura. O atual governador é tido como imbatível. Restaria apenas a segunda vaga do Paraná ao Senado. Nesse caso, Gleisi certamente terá de bater de frente com um candidato apoiado pelo clã Bolsonaro. Hoje, três postulantes disputam o apoio do bolsonarismo: Cristina Graeml (União), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Trata-se sabidamente de um estado em que Bolsonaro tem expressiva força eleitoral: no segundo turno de 2022, por exemplo, derrotou Lula por 62% a 37%. Ou seja: nesse cenário, Gleisi trocaria uma reeleição líquida e certa à Câmara dos Deputados por uma duvidosa corrida ao Senado

#Gleisi Hoffmann

Sem os “grilhões” da Vibra, Copersucar traça nova estratégia para a Evolua

19/01/2026
  • Share

A Copersucar discute uma série de cenários estratégicos após assumir o controle integral da Evolua Etanol, com a compra dos 49,99% que pertenciam à Vibra. Segundo fontes próximas à cooperativa, o consenso é que a mudança abre espaço para uma redefinição mais ambiciosa do seu posicionamento no mercado de biocombustíveis. Um dos cenários em debate é a verticalização comercial plena, com maior integração entre a originação do etanol nas usinas cooperadas e a venda ao mercado, elevando margens e reduzindo intermediários. Outro caminho analisado é o fortalecimento da Evolua como plataforma independente de trading, capaz de atender diversas distribuidoras e clientes industriais, sem vínculos preferenciais. Sem um sócio distribuidor, a Evolua pode se posicionar como fornecedora neutra para múltiplos players — inclusive concorrentes da Vibra — ampliando a base de clientes e reduzindo dependências comerciais específicas. Também está na mesa a expansão internacional, com foco em exportações para a Ásia e a Europa, aproveitando a crescente demanda por combustíveis de baixo carbono. Internamente, discute-se ainda a diversificação do portfólio, incluindo etanol premium, CBIOs e possíveis conexões com o mercado de SAF.

Claifund lança ofensiva em geração renovável e data centers no Brasil

19/01/2026
  • Share

O Claifund (China-LAC Industrial Cooperation Investment), que se associou ao Pátria Investimentos na termelétrica Marlim Azul, em Macaé, tem sondado empresas da área de geração renovável no Brasil. Os chineses miram oportunidades na fronteira entre energia e infraestrutura digital. No setor, corre à boca miúda que uma das companhias com quem o fundo mantém conversas é a Casa dos Ventos. Nesse caso, todas as pontas parecem se unir. A Casa dos Ventos está envolvida em um dos maiores investimentos em curso no Brasil: a instalação de um data center no Ceará, orçado em aproximadamente R$ 200 bilhões. Seu parceiro no projeto é a Omnia, o braço de infraestrutura digital do Pátria. E quem enfeixa esse empreendimento imobiliário é a chinesa TikTok – será o seu primeiro data center na América Latina. Ou seja: trata-se de um investimento estratégico para Pequim. O Claifund se encaixaria nesse ou em outros projetos de data centers/energia no Brasil, funcionando como mais um braço de apoio para os interesses chineses.

#Claifund #Energia renovável

Revisão da Lei dos Portos deve ficar para 2027

19/01/2026
  • Share
No Ministério de Portos e Aeroportos cresce o ceticismo de que a revisão da Lei dos Portos, por meio do PL 733/2025, saia do papel ainda em 2026, mesmo com esforços de aproximação com lideranças da Câmara dos Deputados. O descrédito interno decorre de vários entraves políticos e técnicos que tendem a atrasar a agenda legislativa neste ano de eleição. Um dos maiores obstáculos é o contexto eleitoral de 2026, que tende a reduzir a disposição dos parlamentares em votar matérias complexas que podem gerar controvérsia ou interesse de grupos econômicos e trabalhistas. Além disso, setores ligados aos operadores portuários privados vêm defendendo uma revisão menos radical e mais incremental da lei, o que tem levado o relator a considerar um texto substitutivo em vez da revogação total inicialmente proposta.
O setor privado também já sinalizou que não há consenso sobre a necessidade de uma revogação total da lei atual, de 2013, e prefere que ajustes pontuais sejam feitos no texto vigente — um debate que pode alongar ainda mais a tramitação. Há ainda resistências substanciais a pontos polêmicos na proposta, como a ampliação de competências da ANTAQ, a flexibilização da mão de obra portuária e a redistribuição de poderes entre autoridades portuárias e o Ministério — temas que dividiram setores produtivos e sindicatos durante a fase de consultas.

#Lei dos Portos

Escolha de Wellington César pode provocar saída de nº 2 da Justiça

19/01/2026
  • Share

Na última sexta-feira, circularam em Brasília rumores sobre a possível saída de Manoel Carlos de Almeida Neto do cargo de secretário-executivo do Ministério da Justiça. O que se diz nos corredores da Pasta é que, intramuros, Almeida Neto não esconde o descontentamento por ter sido preterido na sucessão de Ricardo Lewandowski – o Palácio do Planalto escolheu para o posto Wellington Cesar Lima e Silva, até então advogado-geral da Petrobras. Almeida Neto é ligado ao próprio Lewandowski, que trabalhou pela sua efetivação como ministro, mas acabou sendo voto vencido. A percepção é que a decisão não apenas teve forte componente político como abrirá espaço para maior influência do PT na Justiça.

#Justiça

Capitânia articula nova captação no CPOF11 em meio a deal bilionário

16/01/2026
  • Share
Há um bochicho no mercado de que o Capitânia Office (CPOF11) avalia uma nova emissão de cotas, que seria realizada no horizonte de até três meses. As cifras sobre a mesa giram em torno de R$ 250 milhões. Em dezembro, o CPOF11, um dos maiores e mais bem-sucedidos fundos imobiliários brasileiros, abriu sua quinta emissão, no valor de R$ 200 milhões. Sob gestão da Capitânia Investimentos, o veículo encontra-se no meio de um de seus maiores deals. Na semana passada, o CPOF11 anunciou estar em negociações para a compra de uma participação na Lotus Tower, em Brasília, operação que pode chegar a R$ 1,9 bilhão. Trata-se de um dos principais empreendimentos imobiliários em construção no país. São quatro torres comerciais padrão triple A com entrega prevista para abril do ano que vem. Procurada pelo RR, a Capitânia Investimentos não quis se pronunciar.

Os candidatos do PT ao lugar de Haddad (Sim, Mantega está entre eles)

16/01/2026
  • Share
Está aberta a temporada de “caça” ao novo titular do Ministério da Fazenda. E os primeiros estampidos vêm dos lados do PT. Após o próprio Fernando Haddad se colocar na posição de “ex-ministro em atividade”, ao anunciar sua saída do cargo possivelmente até o fim do mês, o partido já botou o bloco na rua na tentativa de assegurar a indicação de um quadro orgânico para o comando da economia. O nome de preferência nas hostes petistas é de causar calafrios no mercado: Guido Mantega. O economista é uma espécie de “Bombril” dos governos petistas, com suas mil e uma utilidades. Já foi presidente do BNDES, ministro do Planejamento e esteve à frente da Fazenda por quase nove anos, percorrendo todo o Lula II e o Dilma I. Mais recentemente esteve em voga pelas manobras do governo para emplacá-lo como CEO da Vale. Dois dados relevantes: Lula gosta e confia nele; o mercado tem uma verdadeira aversão a ele.
Outro nome levantado pelo PT é o de Laura Carvalho, professora da USP e uma das economistas mais influentes do campo da esquerda. Notabilizou-se a partir de 2018, com a publicação do livro “Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico”, no qual faz críticas à nova matriz econômica de Dilma Rousseff – ou ao que ela chama de “Agenda Fiesp” – e, sobretudo, às tentativas de ajuste fiscal no segundo mandato da petista e no governo Temer. Dentro do PT, há defensores também da nomeação de Ricardo Carneiro, o que levaria para a Fazenda uma pitada – ou o saleiro inteiro – do pensamento hegemônico da Unicamp. Representante clássico da tradição econômica da universidade, Carneiro tem trajetória ligada à escola estruturalista-desenvolvimentista, com forte influência keynesiana e cepalina.
Em maior ou menor medida, todos os três candidatos agradam a colaboradores mais próximos do presidente Lula, a começar pela ministra Gleisi Hoffmann. São quadros orgânicos e fiéis, que não fariam nada fora do script pré-determinado. A essa altura, sem demérito algum do currículo dos cotados – ou de alguns dos cotados -, o que resta ao sucessor de Fernando Haddad é ser um regra três, cumpridor de um mandato tampão, e não exatamente um formulador da política econômica. O que chama a atenção é um quarto nome que, segundo o RR apurou, vem sendo citado com razoável recorrência dentro do Palácio do Planalto: o da economista Monica De Bolle. Comparativamente aos já citados, seria uma indicação mais ao gosto do mercado. Mas só até a página dois. De Bolle está longe de ser uma liberal ortodoxa. Defende papel ativo do Estado, políticas industriais bem desenhadas e investimentos públicos. É também uma crítica contumaz da obsessão fiscalista.
Bem, nenhuma dessas hipóteses se coaduna com a preferência de Fernando Haddad. O futuro ex-ministro da Fazenda já deixou claro que o seu candidato ao cargo é Dario Durigan, atual secretário-executivo da Pasta, Durigan soma alinhamento político, domínio técnico e lealdade a Haddad. Além de principal peça da engrenagem cotidiana da equipe econômica, tem se notabilizado também por uma participação ativa nas negociações com o Congresso. Nesse sentido, sua efetivação seria um facilitador das tratativas com os parlamentares para a aprovação da regulamentação da reforma tributária, entre outras pautas de interesse do governo. A essa altura, Durigan seria uma saída palatável ao próprio mercado, por afastar qualquer risco de guinadas bruscas na política econômica. A ver apenas se Haddad, fragilizado por tantas batalhas perdidas, terá voz na escolha de seu substituto. Se o copo de Durigan ficar vazio, ou seja, ele não for escolhido para ser ministro, Haddad poderá ao menos preenchê-lo buscando alguma composição que eleve ainda mais o status do secretário-executivo e dê a ele um papel decisivo, independentemente de quem for o titular da Pasta. Sob um certo ângulo, seria como se o próprio Haddad permanecesse no Ministério, tamanho o entrosamento entre ambos e o conhecimento técnico de Durigan de todas as ações da atual gestão. A ver o que atual ministro conseguirá. O próprio Haddad já disse: “O Dario é excepcional. Então, eu faço propaganda. Agora, se vai colar ou não, é outro assunto”.

#Haddad #Ministério da Fazenda

O que falta para a Fortescue tirar do papel megaprojeto de R$ 18 bi?

16/01/2026
  • Share

Clientes. Essa é a resposta para a pergunta do título. A australiana Fortescue tem peregrinado em busca de compradores para o hidrogênio verde e amônia que pretende produzir em Pecém, no Ceará. Segundo informações que circulam no mercado, já bateu à porta de grandes grupos como Shell, Basf e TotalEnergies. O objetivo da companhia é fechar um colar de contratos de longo prazo que viabilizem o megaprojeto no Nordeste. O empreendimento é considerado hoje o mais avançado do país na área. A Fortescue planeja investir cerca de R$ 18 bilhões para implantar uma planta integrada de produção de hidrogênio e amônia verdes, com início de operação estimado para 2030 e foco prioritário na exportação. A empresa já concluiu a engenharia conceitual, obteve licença ambiental prévia e firmou um pré-contrato com o Porto do Pecém, assegurando acesso à infraestrutura logística necessária para embarque em larga escala.

#Fortescue

Após cartórios, canadense Valsoft entra na saúde pública no Brasil

16/01/2026
  • Share

A Valsoft Corporation fechou seu segundo deal no Brasil.  Os canadenses acertaram a compra da Fast Medic, especializada em sistemas de gestão para a saúde pública. A operação marca a entrada da Valsoft no segmento de tecnologia voltada ao SUS. Com sede em Curitiba, a Fast Medic fornece soluções consideradas “mission-critical” para prefeituras e secretarias municipais de saúde, com sistemas usados no controle de atendimentos, gestão de estoques de medicamentos, regulação de consultas e produção de dados para tomada de decisão. Em 2025, a Valsoft já havia comprado a VHL Sistemas, empresa catarinense de softwares para a gestão de cartórios. Os canadenses não atuam como um fundo de private equity tradicional. O grupo adota uma estratégia de “buy and hold”, mantendo as empresas adquiridas sob gestão local, mas oferecendo suporte operacional, capital e governança para expansão.

#Valsoft

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima