Arquivo Notícias - Página 300 de 1966 - Relatório Reservado

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A “dengue” da ministra da Saúde

25/02/2025
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A boa ministra Nísia Trindade pegou dengue. Não a doença, mas o surto. Foi picada pelo mesmo ente político que atrapalhou Oswaldo Cruz, na pré-história do SUS. E me fez lembrar do meu caso com o cinto de segurança, em 1990. Assumi o Ministério da Saúde com menos de 5% da população usando o equipamento. Após uma revolucionária campanha nas TVs, fiz nova pesquisa, e, mais uma vez, menos de 5% das pessoas utilizavam o cinto. Outra campanha e novamente uma indiferença muito alta da população ao cinto. Enquanto pensava o que fazer, a Prefeitura de São Paulo estabeleceu multa para quem não usasse o cinto, e minha pesquisa na cidade apontou que 98% passaram a utilizá-lo. Contribuí para que o Código Nacional do Trânsito incorporasse a multa, e hoje 100% dos ocupantes de veículos usam o equipamento, até com orgulho.

Compreendi que os terráqueos precisam da lição da informação e da lição da punição. Juntas elas fazem do homem um bem-educado cidadão.

Como as multas a um foco de mosquitos da dengue em um domicílio cabem ao município, defendo que as punições sejam progressivas, e sua incidência seja proposta em níveis subsequentes: 1º – multa pesada ao morador do foco; 2º – na reincidência, multa ainda mais alta; 3º – cancelamento do habite-se; 4º – desapropriação do imóvel, e sua destinação à política de habitação popular.

Penso que, com isto, o sacrifício da boa ministra Nísia não vai ser em vão…

#Alceni Guerra #Ministério da Saúde #Nísia Trindade

A outra “Margem Equatorial” da Petrobras

25/02/2025
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Guardadas as devidas proporções, há outra “Margem Equatorial” no caminho da Petrobras. Trata-se do bloco marítimo GUA-OFF-0, na Colômbia, uma sociedade entre a Ecopetrol (55,56%) e a companhia brasileira (44,44%). A analogia se deve à pressão do governo do presidente colombiano Gustavo Petro sobre os órgãos ambientais locais para acelerar a concessão de todas as licenças para a operação. A perfuração do poço Sirius-2, no ano passado, mostrou que a área abriga a maior reserva de gás já descoberta na Colômbia, superior a seis trilhões de pés cúbicos. Para se ter uma dimensão do que isso representa, é o dobro do atual volume disponível no país. Há todo um interesse do governo Petro em acelerar os trabalhos, pois as projeções apontam risco de déficit de gás na Colômbia a partir do próximo ano. O início da produção formal em Sirius-2 está previsto para 2029. A ideia é antecipar a exploração em dois anos, pelo menos. Ecopetrol e Petrobras planejam investir US$ 1,2 bilhão na fase exploratória e outros US$ 2,9 bilhões na produção. Está prevista ainda a instalação de um gasoduto para o transporte do insumo do campo para uma unidade de tratamento em terra.

#Margem Equatorial #Petrobras

Haddad já enxerga dois futuros: um bem próximo e o outro mais distante

25/02/2025
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem conversado com Claudio Haddad, segundo apurou o RR. O fundador do Insper é um interlocutor discretíssimo, passa ao largo da mídia e dos eventos realizados por instituições financeiras. Apesar do sobrenome homônimo, não há qualquer parentesco entre ambos.

Mas a relação entre os dois Haddad vai além do vínculo pretérito entre contratante e contratado – antes de ocupar o cargo, o ministro da Fazenda deu aula no Insper. Digamos que o convívio esteja mais para consultante e consultor. Antes de mais nada, o caráter e a integridade de Fernando Haddad não sinalizam que ele vá deixar o posto.

Lula também não o deixaria fazer isso – pelo menos na primeira hora – porque sabe que o abandono de Haddad levaria a uma crise de proporções inusitadas no mercado, além de ser um bombom para a oposição. Mas paciência e estado de humor têm limites. É sabido que o ministro, mesmo dotado de uma têmpera de aço, tem sido suscetível a crises de depressão.

Uma das demonstrações de que o velho e bom Fernando Haddad, um mestre em conduzir situações de crise política relacionadas à área econômica do governo, cedeu a um novo Haddad, menos arguto, ou talvez mais cansado, foi o atraso na liberação de recursos do Plano Safra. O ministro deu carne temperada à ala radical do PT, que nunca aceitou a sua política mezzo ortodoxa, e às harpias do Palácios do Planalto.

O governo já está cansado de saber que com ruralistas não se brinca. A bancada mais rica do Congresso bateu nas portas do Palácio cobrando o dinheiro prometido. A suspensão dos pagamentos do Plano Safra, em meio a um discurso do governo de que os preços elevados dos alimentos cairão com início da hiperbólica safra esperada, funcionou como proteína para os sequiosos em fritar o ministro da Fazenda.

Aliás, o atraso na liberação das verbas foi uma vacilada tripla. A responsabilidade pelo episódio deve ser dividida entre o Congresso Nacional, que tem usado o atraso na aprovação do Orçamento Federal como moeda de troca em suas barganhas, o enfraquecimento político de Lula e a própria ingenuidade de Haddad, que já poderia ter editado uma Medida Provisória liberando os recursos.

A MP acabou saindo, mas por iniciativa direta do próprio Palácio do Planalto. Haddad parece ter esperado a crise para que Rui Costa e coadjuvantes de primeira grandeza no Palácio se antecipassem ao ministro e ganhassem o crédito pela MP da liberação dos recursos.

Não bastasse o erro de cálculo político, o ministro pode estar sendo empurrado para uma armadilha nos próximos dias: um encontro de Lula com os atacadistas, com o objetivo de baixar os preços dos alimentos da cesta básica. Haddad já manifestou ao presidente que esse apelo não funciona.

Se, por acaso, essa difícil cooperação se desse no curto prazo, mais à frente – e ninguém sabe quão a frente – os atacadistas recuperariam a redução das suas margens repondo os preços e devolvendo a inflação. Há ainda um fator que foge ao cálculo político dos estrategistas do Palácio, e Haddad não tem nada a ver com isso.

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu na mesma esparrela e foi acompanhado do seu superministro pedir a colaboração dos supermercadistas para contenção dos preços. Não deu em nada. Atacadistas e supermercadistas são a mesma farinha em sacos diferentes. Se Haddad acompanhar Lula, comparecendo à pantomima, repete a comédia de Bolsonaro e Guedes.

Além de tantas rasteiras, o governo pode ser obrigado a praticar uma fração do shutdown (suspensão de pagamentos públicos), caso o Congresso irresponsavelmente atrase para depois de março a aprovação do Orçamento. Provavelmente a culpa será jogada nas costas de Haddad. Entre os tantos apitos que o ministro tem de tocar simultaneamente está o das negociações com os políticos para aprovação de medidas.

Haddad joga esse jogo sozinho porque não tem o apoio dos ministros que deveriam tourear a área parlamentar. Por ora, não se sabe muito bem o que fazem no governo. Com todas as ressalvas, Haddad é quem mais se aproxima, de um estadista entre os come-dorme e os conspiradores do Palácio.

Poderia ser chamado de “estadista saci” por não contar com a principal perna: o apoio inconteste de Lula.  Pelo contrário. Hoje é obrigado a conviver com o descontrole do presidente, que ruge publicamente bravatas contra as medidas econômicas do seu ministro. Mas Haddad segue em frente, entrando e saindo do caldeirão fervente.

E, afinal, o que as conversas ao pé de ouvido com Claudio Haddad têm a ver com isso tudo? Fernando Haddad corre na esteira sabendo que há uma cenoura a lhe esperar em 2026: sua eventual candidatura à Presidência. Se conseguir chegar lá. Mas o futuro está ali na esquina, e o ministro tem de pensar nas suas alternativas caso o “Plano A” faça água. Hoje não é o mais provável.

Apesar da disposição de Lula em disputar um quarto mandato, Haddad continua sendo o regra três com maior possibilidade de substituir uma mudança na virtual candidatura do presidente.

Falta muito tempo ainda para definições. Mas Haddad (Claudio) admira e mantém ótimas relações com Haddad (Fernando), que, por sua vez, se sente em casa na academia. No passado, o Insper foi o ponto de transição no hiato do ministro em sua vida política. Quem sabe ele não volte a São Paulo, no papel de educador, aguardando que o cavalo encilhado passe novamente a sua frente, dessa vez em 2030.

#Fernando Haddad #Lula

Belo Horizonte é o novo alvo da Iguatemi

25/02/2025
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Os Jereissati não param. O RR apurou que a Iguatemi tem feito movimentos no mercado para ter seu primeiro shopping em Belo Horizonte. Há dois empreendimentos na sua mira. Trata-se de uma capital dominada por concorrentes, como Multiplan e Allos. Os dirigentes da Iguatemi enxergam espaço para uma aquisição na cidade sem riscos em relação ao nível de alavancagem, sempre tratado de forma conservadora pela empresa. Mesmo com a recente compra das participações da Brookfield no Pátio Paulista e no Pátio Higienópolis, um negócio de R$ 2,6 bilhões, a companhia deverá fechar o balanço de 2024 com uma proporção dívida líquida/Ebitda abaixo de dois. É o sarrafo com que os Jereissati costumam trabalhar. Procurada pelo RR, a Iguatemi informou que “não comenta rumores de mercado”.

#Shopping Iguatemi

Rodrigo Pacheco tenta blindar Cemig de restrição na geração distribuída

25/02/2025
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A bancada mineira no Congresso, à frente o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), está fazendo pressão para brecar o projeto de lei 671/2024. O PL propõe que empresas do mesmo grupo econômico de distribuidoras de energia sejam impedidas de atuar no mercado de geração distribuída. A iniciativa atinge em cheio a Cemig. Se aprovado, o projeto de lei significaria a sentença de morte da Cemig SIM, braço de geração distribuída da estatal mineira. O PL desencadeou lobbies e contra-lobbies elétricos na Câmara. De um lado, a Associação Brasileira de Geração Distribuída, que tacha a atuação das distribuidoras no segmento como concorrência desleal; do outro, grandes concessionárias, reunidas sob a égide da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). Em tempo: curiosamente, o autor do projeto de lei é um parlamentar mineiro, o deputado federal Marcelo Freitas (União).

#Cemig #Rodrigo Pacheco

CPI das Apostas prepara novo bote sobre Lucas Paquetá

25/02/2025
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O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, convocou seus cabeças de área no Congresso. Parlamentares aliados de Rodrigues trabalham para barrar uma nova intimação do jogador Lucas Paquetá pela CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas. Acusado na Inglaterra de participar de um esquema de bets, Paquetá tem driblado seguidamente a Comissão, valendo-se de vários artifícios para não prestar depoimento. E parecia ter se livrado de vez da marcação cerrada com o fim do ano legislativo, em 2024. Ocorre que, no último dia 15 de fevereiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prorrogou os trabalhos da CPI por mais 45 dias, abrindo espaço para a nova intimação. O presidente da CPI, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), já sinalizou que pedirá o indiciamento de um tio de Paquetá, Bruno Tolentino, também acusado de participação no esquema de fraudes.

#Lucas Paquetá

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