Arquivo Notícias - Página 299 de 1966 - Relatório Reservado

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Grandes produtores rurais também querem um “Desenrola”

26/02/2025
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Grandes players do agronegócio pressionam o governo para ter a sua versão do “Desenrola Rural”, programa lançado pelo governo para permitir a renegociação de dívidas de agricultores familiares com deságio de até 96%. Há um crescente aumento da inadimplência no campo, que tem se espraiado por quase todos os elos da cadeia do agro – vide a recuperação judicial da Agrogalaxy, maior distribuidora de insumos agrícolas do país, e as perdas acumuladas por alguns Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais). O pleito do agronegócio mira, sobretudo, nos grandes bancos públicos. Os ruralistas querem um deságio na renegociação de dívidas com Banco do Brasil e a Caixa. A essa altura, talvez seja o desejo também dos próprios bancos para higienizar essa rubrica em seus balanços. No ano passado, o nível de inadimplência da carteira de empréstimos agrícolas do BB saiu de 0,71% para 1,97%. No caso da Caixa, o salto foi ainda maior: de 0,75% para 3,35%.

#agricultores #Desenrola Rural #Fiagro

Moraes não está só: ameaça das big techs à soberania nacional entra no radar dos militares

26/02/2025
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Não foi de forma aleatória ou por mera retórica que o ministro Alexandre de Moraes se referiu às big techs como um risco à soberania nacional. Ao usar a expressão durante discurso na última segunda-feira, em São Paulo, Moraes sabia muito bem o que e para quem estava falando.

O magistrado tem mantido interlocução com generais da ativa acerca do avanço dessas empresas e da sua crescente disposição de confronto com os poderes constituídos no Brasil. Trata-se de um tema que está no radar dos militares. As Forças Armadas estão usando, na medida do possível, sua área de inteligência para detectar as prováveis ações de “invasão psicossocial”. Mas, na realidade, sua preocupação é a mesma da Europa, Índia, China e demais blocos e países do mundo.

Há temores maiores e mais concretos, tais como os Estados Unidos “convidarem” as Forças Armadas brasileiras a integrar tropas de paz para intervir em conflitos internacionais (Ucrânia e Gaza são bons exemplos), participar de uma tentativa de prisão de Alexandre de Moraes em território nacional – o que seria considerado inaceitável pelos próprios militares –, ou mesmo usarem a CIA para fazer uma guerra de vazamentos de documentos de Estado ou de desmoralização de autoridades ou personagens relevantes nacionais. 

Foi-se o tempo em que as ameaças à soberania nacional se concentravam apenas na hipótese de invasão ou ocupação territorial por forças externas, em manobras de potências estrangeiras com o intuito de influenciar decisões políticas e econômicas do país ou mesmo em tentativas de captura de áreas ou recursos estratégicos.

O inimigo agora é outro. Esta é a era de atores e interesses difusos. Ou de guerras híbridas, para usar o jargão militar em referência ao uso combinado e simultâneo de diferentes recursos em um conflito – bélicos, econômicos, políticos, tecnológico e desinformação.

A interferência das big techs em assuntos soberanos nacionais é tida como algo inexorável, que foge à diplomacia tradicional na maior parte do mundo e cujo equacionamento está restrito à disputa no grupo especial, composto por EUA e China. O restante dos países somente pode espernear. Em 2016, a Cambridge Analytica, consultoria política britânica, foi flagrada usando dados pessoais de 50 milhões de usuários de redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, para influenciar nas eleições norte-americanas.

Em 2021, o Facebook foi acusado de facilitar a propagação de discursos de ódio que impulsionaram um golpe militar em Mianmar. A ruptura institucional levou ao extermínio e à fuga de milhares de habitantes da etnia rohingya. Refugiados do povo rohingya chegaram a abrir um processo contra o Facebook em um tribunal da Califórnia, exigindo uma indenização de US$ 150 bilhões.

No Brasil, os episódios registrados não chegam a essa gravidade, mas as big techs também estão envolvidas em tentativas de interferência no ambiente jurisdicional e político. Em 2023, o Google pagou anúncios no Facebook e no Instagram contra o Projeto de Lei 2630, o chamado “PL das Fake News”.

Agora foi a vez da plataforma social Rumble e da Trump Media & Technology, da qual Donald Trump é sócio majoritário, entrarem com uma ação contra Alexandre de Moraes em um tribunal na Flórida. O precedente do próprio presidente norte-americano se apresentar como reclamante por meio de uma empresa de sua propriedade é uma nova forma de ameaça. 

É como se fosse um hors d’oeuvres servido antes de uma manifestação do departamento de Estado. O RR entrou em contato tanto com o ministro Alexandre de Moraes quanto com o Exército, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

No fim dos anos 40, no raiar da Guerra Fria, os Estados Unidos lançaram uma política para apoiar “povos livres na resistência à subjugação por minorias armadas ou por pressões externas”. Daí para o apoio a golpes militares em quase toda a América Latina foi um pulo. Hoje, algo como a Doutrina Truman não é mais necessário. Ao menos não com os contornos da original, abertamente patrocinada por um governo soberano.

Há novos mecanismos e agentes para interferir na política e nas instituições alheias. Na visão daqueles que apontam as big techs como uma ameaça à soberania, guardadas as devidas proporções, as redes sociais podem cumprir papel similar.

#Alexandre de Moraes #Big techs

Klabin quebra a cabeça para encaixar investimentos e redução de dívida

26/02/2025
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O dilema da Klabin é cumprir o plano de investimentos traçado para 2025, no valor de R$ 3,3 bilhões, sem pressionar o endividamento. A matemática não é simples. A fabricante de celulose está no meio de intrincadas negociações com bancos para alongar o perfil do seu passivo. Após um pesado ciclo de investimentos, notadamente com a construção da nova fábrica de Piracicaba (SP), o nível de alavancagem subiu consideravelmente, tornando-se um fator de preocupação para os acionistas. A relação dívida líquida/Ebitda saiu de 3,2 vezes para 4 em apenas 12 meses. O objetivo é afrouxar esse torniquete e reduzir esse índice para a casa de 2,5 vezes, ou seja, um patamar próximo ao de 2022. O câmbio não ajuda: ainda que uma parcela expressiva da receita esteja atrelada ao dólar, 85% do endividamento da Klabin são em moeda estrangeira.

#Klabin

Portas abertas na Ademicon para a chegada de um novo investidor

26/02/2025
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A família Schuchovsky, controladora da Ademicon, discute a possibilidade de vender uma fatia adicional da empresa, abrindo a porta para a entrada de um novo investidor. A companhia, maior administradora independente de consórcios do Brasil, já conta com duas gestoras no seu capital: a 23S – leia-se Votorantim e Temasek, fundo soberano de Cingapura, e a Treecorp. Os Schuchovsky chegaram a preparar o IPO da Ademicon, mas engavetaram o projeto diante das circunstâncias adversas do mercado. No ano passado, a empresa atingiu um volume de créditos comercializados de R$ 26 bilhões, 40% a mais do que em 2023. Para este ano, trabalha com a projeção de R$ 33 bilhões. Consultada, a Ademicon não se pronunciou.

#Ademicon

Depois da YPF, Usiquímica busca novas aquisições em lubrificantes

26/02/2025
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A Usiquímica está se movimentando no mercado em busca de novas aquisições na área de lubrificantes. Um dos objetivos da empresa é aumentar a sua capacidade de produção de óleo para máquinas e equipamentos agrícolas. A Usiquímica é detentora da licença para fabricação e comercialização da tradicional marca norte-americana Valvoline no Brasil. Ainda assim, tem um market share diminuto, em torno de 1,5%. Para virar o jogo, a aposta é uma política agressiva de aquisições. O primeiro passo foi dado em janeiro, com a compra da fábrica de lubrificantes da argentina YPF em Diadema (SP). O ativo estava à venda desde o ano passado, conforme antecipou o RR.

#Usiquímica

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