Arquivo Notícias - Página 249 de 1965 - Relatório Reservado

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Será mesmo que a Meituan vem ao Brasil para concorrer apenas com o iFood?

13/05/2025
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O vice-presidente, Geraldo Alckmin, está com os ouvidos zumbindo devido a enxurrada de telefonemas que vem recebendo de empresários, notadamente do varejo. O motivo de tantas consultas é a ausência de maiores explicações sobre os investimentos chineses anunciados no setor. Na listagem dos acordos que somam R$ 27 bilhões está destacada uma parcela expressiva de recursos para o segmento varejista. O dinheiro viria por meio de uma única empresa, a plataforma de delivery Meituan, que, sozinha, aplicaria R$ 5 bilhões. A narrativa do ingresso bilionário da companhia tem sido feita em torno de uma competição direta com o iFood. Não é assim que acontece na China. A ilusão é que a plataforma chinesa vai concentrar suas operações em alimentos. Um discurso ingênuo. Os orientais vendem e entregam quase todos os bens de consumo. Os mais ansiosos nas consultas são os empresários do e-commerce.  Alckmin também é ministro da Indústria e Comércio e presidente em exercício. Segundo a fonte do RR, o vice tem acalmado aos que lhe procuraram afirmando que o assunto ainda será debatido e, se necessário, regulamentado com as devidas ressalvas. Mas não deixa de ser autoexplicativo que os chineses tenham repartido um montante proporcionalmente tão grande para investir em um negócio de delivery se não for para vender seus produtos no Brasil. Ainda mais agora, em que as tarifas americanas não voltarão ao mesmo patamar de antes, conforme afirmam todos os especialistas.

#alimentação #iFood #Meituan

Palácio do Planalto mira na outra “Copa” que Ancelotti pode ganhar em 2026

13/05/2025
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A contratação de Carlo Ancelotti como novo técnico da seleção brasileira ganhou ares de assunto de Estado. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, teve o cuidado de antecipar o acordo a diferentes instâncias de Poder da República, assim como já vinha fazendo ao longo das tratativas com o treinador italiano. Antes do anúncio oficial, o dirigente teria confidenciado a informação a parlamentares aliados e, principalmente, ao Palácio do Planalto.

Nesse jogo cruzado de interesses institucionais, é a segunda tabelinha que mais chama atenção. Segundo informações filtradas pelo RR, teria partido dos próprios assessores do presidente Lula a iniciativa de monitorar a reta final das negociações e de tomar conhecimento prévio do acerto com Ancelotti. Na paralela, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, foi colocado de plantão para estudar com a sua equipe ações na área de comunicação que permitam ao governo de alguma forma capitalizar o impacto da contratação.

Na Secom, tudo que envolve o Mundial de 2026 vem sendo tratado, desde já, não apenas como uma questão estritamente esportiva, mas, sobretudo, como um fato político. Há duas Copas em disputa no ano que vem: a primeira, em junho, nos gramados dos Estados Unidos, Canadá e México; a segunda, em outubro, nas urnas.

Ainda que por vias indiretas, Carlo Ancelotti desponta, desde já, como um potencial cabo eleitoral de Lula ou do candidato que ele vier a indicar, caso não dispute a reeleição. Trata-se de um jogo sutil, disputado não no terreno do concreto, mas no campo abstrato do psicossocial. Assessores de Lula vislumbram o efeito positivo que a eventual conquista do hexacampeonato poderia ter sobre o ânimo da população três meses antes da eleição. É algo extremamente subjetivo, pero no mucho.

Momentos catárticos como este costumam ter impacto sobre o estado geral da sociedade, seja como válvula de escape emocional, seja como um fator de coesão social. No pragmatismo da política, desde a Grécia antiga feitos esportivos costumam ser capturados por governantes. Lula não seria o primeiro. Muito menos no Brasil. Ancelotti serviria ao petista como um dia, mesmo que involuntariamente, Vicente Feola serviu a JK e Zagallo a Médici.

Em tempo: a Copa do Mundo de 2026 já está mais do que politizada. Vide o vazamento da tal camisa vermelha da seleção brasileira que teria sido planejada pela CBF e pela Nike para o ano que vem. Logo após o alvoroço nas redes sociais, a entidade soltou uma nota afirmando que a imagem não era oficial. Ficou a percepção de que tudo não passou de um balão de ensaio da própria CBF e da Nike para medir a aceitação de uma população polarizada a uma camisa “vermelho-comunista” em um momento da história em que o verde-amarelo foi apropriado pela extrema direita.

Por mais que tudo fique no âmbito da abstração, coincidência ou não, títulos de Copa do Mundo costumam rimar com melhora da economia brasileira. A série histórica não deixa mentir. Em 1958, o PIB cresceu 10,8%, contra uma média de 6,38% nos cinco anos anteriores. Em 1970, nos gramados do milagre econômico, o Produto Interno Bruto subiu 10,4% – a média do período 1965-69 foi de 6,52%.

Em 1994, no embalo do Plano Real, a economia avançou 5,8% – um assombro se comparado ao medíocre desempenho dos cinco anos antecedentes (média de 0,84%). Por sua vez, em 2022, a taxa do PIB aumentou 3,1%, acima da média de 2% no quinquênio anterior. O ponto fora da curva foi 1962, quando a economia cresceu 6,6%, abaixo da média de 9,26% registrada entre 1957 e 1961. Lula, mais do que ninguém, espera que tenha sido a exceção à regra.

Em tempo: guardadas as devidas proporções, o hexa pode valer a sobrevivência política não apenas de um, mas de dois presidentes. A conquista da Copa do Mundo seria a blindagem de que Ednaldo Rodrigues tanto precisa para assegurar sua permanência do cargo. Rodrigues, como se sabe, é um dirigente que caminha sobre areia movediça. Por ora, deve sua posição no comando da entidade ao STF, que já negou dois pedidos para afastá-lo da presidência da CBF.

#Carlo Ancelotti #Palácio do Planalto

Energo-Pro parte para novas aquisições no Brasil

13/05/2025
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A tcheca Energo-Pro está elétrica, em busca de novos ativos no Brasil. No setor, há informações sobre o seu interesse na Ibitu Energia, controlada pelo fundo norte-americano Castlelake. Trata-se de um negócio avaliado em torno de R$ 2,5 bilhões. A empresa está à venda desde o ano passado. Seu portfólio reúne usinas hidrelétricas e eólicas em seis estados, além de um pipeline de projetos de energia renovável superior a 1 GW. Em fevereiro, a Energo-Pro adquiriu, junto à Copel, a hidrelétrica Baixo Iguaçu, no Paraná, por R$ 1,5 bilhão. Seus planos para o Brasil incluem investimentos da ordem de US$ 500 milhões nos próximos três meses. Com sede em Praga, a companhia opera mais de 50 usinas hidrelétricas, a maior na Europa, em países como Bulgária, Geórgia, Turquia e Espanha.

#Energo-Pro

Desembargadora do TRF-3 conta com uma “frente ampla” para chegar ao STJ

13/05/2025
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O que se diz no Palácio do Planalto é que as chances da desembargadora Marisa dos Santos, do TRF-3, ser escolhida para o STJ cresceram nas últimas semanas. Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, notoriamente próximo a Lula, têm feito articulações pela nomeação da magistrada. Marisa conta também com um importante aliado dentro do STJ, o próprio presidente da Corte, Hermam Benjamin. De quebra, no campo político o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, desponta como um dos mais atuantes cabos eleitorais da desembargadora. Marisa integra a lista tríplice já encaminhada ao presidente Lula, da qual também fazem parte Carlos Brandão e Daniele Maranhão, ambos desembargadores do TRF-1.

#TRF-3

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