Arquivo Notícias - Página 232 de 1965 - Relatório Reservado

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Fundo soberano de Cingapura vira um comprador voraz de imóveis no Brasil

5/06/2025
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A Barzel Properties – joint venture entre o GIC, fundo soberano de Cingapura, e investidores capitaneados pelo ex-Cyrela Nessim Sarfati – vem se movimentando freneticamente no mercado. De um lado, estaria em conversações para a compra de uma nova leva de lojas e centros de distribuição do Carrefour – em 2023, adquiriu quatro CDs e cinco pontos de venda da rede francesa por R$ 1,2 bilhão; do outro, o alvo são lojas do Assaí já pertencentes a fundos de investimento. Procurada, a Barzel disse que “adota como política não comentar especulações de mercado”. A dupla investida corrobora o apetite do GIC na área de real estate no Brasil. Seus tentáculos se espalham simultaneamente nas mais diversas direções. No último mês de abril, o fundo asiático se juntou à gestora de ativos imobiliários Alianza para investimentos em contratos de sale and leaseback e built-to-suit de data centers no país. Ao todo, o desembolso previsto é da ordem de R$ 2 bilhões. O primeiro aporte já foi realizado, com a compra do imóvel onde funciona um data center da Scala no Rio de Janeiro. O GIC mantém ainda uma posição estratégica no capital da Multiplan, em torno de 6%. Em 2022, por meio da Barzel, já havia comprado 17 imóveis do Pão de Açúcar, usados pelos hipermercados Extra.

#Cingapura #imóveis

Ebrasil prepara o bote para assumir o comando da Brava Energia

5/06/2025
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O Grupo Ebrasil, do empresário pernambucano José Cantarelli, está movendo e fundos para encampar o comando da Brava Energia. O Dia D é 24 de junho, quando será realizada a assembleia geral extraordinária que vai deliberar sobre a retirada da pílula de veneno prevista no estatuto da companhia. A Ebrasil, responsável pela convocação, tem feito gestões nos bastidores junto a minoritários da Brava Energia com o objetivo de angariar votos para a proposta. Não só.

O grupo já sinalizou a fundos acionistas da petroleira o interesse em comprar suas participações societárias em bloco, o que lhe permitiria avançar no capital a passos mais rápidos. Um dos players do outro lado da mesa é a Jive Investimentos, dona de 7,1%, tida no mercado como uma peça decisiva para a derrubada da poison pill. Hoje, por meio do fundo Yellowstone, a Ebrasil tem 5,3% da Brava Energia.

De acordo com fontes próximas à companhia, pretende chegar a algo em torno de 30%. Seria o suficiente para dar as cartas na petroleira, com a indicação de um novo presidente do Conselho, cargo hoje ocupado por Harley Scardoelli, e a realização de mudanças na gestão executiva. Procurada pelo RR, a Ebrasil não quis se manifestar sobre o assunto.

Para a Ebrasil, tomada de controle é um prato que se come quente.

Em não mais do que seis meses, o grupo entrou no capital da Brava Energia, aumentou sua participação e emplacou um representante no Conselho –seu diretor de Novos Negócios, Richard Kovacs, candidatíssimo a assumir o posto de chairman. O próximo degrau dessa escalada é a retirada da pílula de veneno, o que lhe possibilitará superar a barreira de 25% do capital sem ter de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) pelo restante das ações e muito menos pagar um prêmio de 25% sobre a cotação em mercado, conforme previsto no estatuto atualmente.

Ou seja: o fim da poison pill livrará a Ebrasil de uma conta que, a valores de hoje, ultrapassaria os R$ 10 bilhões, tornando a assunção do controle da Brava Energia algo praticamente inviável. E o que tanto a Ebrasil, dona de usinas termelétricas e de um terminal de regaseificação de gás no Sergipe, enxerga na Brava Energia?

A companhia tem sete campos de óleo e gás. O empresário José Cantarelli vislumbra a oportunidade de aproveitar a notória sinergia no fornecimento de combustível para as suas térmicas. Ao mesmo tempo, pretende usar a Brava Energia, fruto da fusão entre a Enauta e a 3R, como ponta de lança para a aquisição de outros ativos no setor de exploração e produção. Partiria de uma empresa com receita líquida superior a R$ 10 bilhões e Ebitda em torno de R$ 3,5 bilhões no ano passado.

#Brava Energia #Ebrasil

Um prato cheio de intrigas na fusão entre Marfrig e BRF

5/06/2025
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Além da disputa aberta na CVM, há também uma guerra de narrativas nos bastidores entre acionistas da Marfrig e da BRF, empresas em processo de fusão. Investidores próximos a Adriano Fontana, membro da família fundadora da antiga Sadia e acionista minoritário da BRF, disseminam a informação de que ele tentou algumas vezes um acordo com Marcos Molina.

No entanto, o empresário, controlador da Marfrig/BRF, teria se recusado a rever a relação de troca das ações na fusão entre as duas companhias. Toda a ação provoca uma reação igual e contrária. Do lado oposto surgem insinuações de que Adriano e seu pai, Alex Fontana, não teriam o apoio de outros integrantes de família que também herdaram a participação na BRF.

Há quem diga também que, ao questionar formalmente os termos do M&A, os Fontana estariam falando em nome de outros minoritários sem o devido consentimento. No fim das contas, não obstante o processo aberto na CVM e, sobretudo, o tiroteio de intrigas, a tendência é que as partes acertem os ponteiros. Há muito em jogo, seja para o acionista majoritário, seja para os minoritários.

Não será por conta de 3%, a participação atribuída aos Fontana, que a fusão vai travar. Da mesma forma, os integrantes do clã não vão perder a oportunidade de manter uma posição acionária em um conglomerado da cadeia da proteína com valor de mercado superior a R$ 50 bilhões e receita líquida na casa dos R$ 210 bilhões.

 

#BRF #Marfrig

Plano Safra é o grão que falta para Fávaro deixar o governo?

5/06/2025
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Informação que circula em petit comité na bancada ruralista: o anúncio do Plano Safra, programado para o início de julho, poderá ser a última colheita de Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura. Fávaro aproveitaria a divulgação do maior programa de crédito agrícola da história do país – fala-se em quase R$ 600 bilhões – para sair do cargo por cima. Nos últimos meses, embates tanto com ruralistas quanto, sobretudo, dentro do próprio governo agastaram ainda mais a sua posição. Em fevereiro, Fávaro ameaçou deixar a Pasta caso a equipe econômica implementasse propostas de taxação do agro. Outro ponto de atrito foi a suspensão temporária das linhas de crédito subsidiadas do Plano Safra.

#Carlos Fávaro #Plano Safra

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