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O governo estuda formas de aumentar a alocação de recursos na área de Inteligência, notadamente na Abin. O objetivo principal é reforçar a atuação do órgão no exterior, com foco na aquisição de equipamentos e ampliação do número de agentes fora do Brasil. A Abin tem representações em 18 países, entre os quais os Estados Unidos.
O pano de fundo da suplementação orçamentária da Agência é a ofensiva do presidente Donald Trump. O governo Lula parte da premissa de que precisa ter mais informações. Diante desse contexto, as circunstâncias exigem o fortalecimento da estrutura de Inteligência. O Brasil destina uma esquálida proporção de 0,005% do PIB para o setor – apenas a título de exemplo, sem qualquer exercício de comparação, nos Estados Unidos essa fatia chega a 0,4% do PIB.
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência), cabeça do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), que reúne 48 órgãos, sofre de permanente escassez de verbas. O orçamento da Agência para este ano é de R$ 831 milhões, mas, como acontece na maior parte do aparelho público, os recursos estão esmagadoramente comprometidos com o custeio. O dinheiro livre para investimentos não passa de R$ 11,5 milhões, metade do valor desembolsado no ano passado.
Nos últimos meses, as operações realizadas pela Abin rarearam, por falta de verbas. As viagens de agentes teriam sido praticamente suspensas, restringindo-se a situações excepcionais.
O entendimento no governo é que o impasse com os Estados Unidos vai além da esfera diplomática. Tão importante quanto estabelecer canais de negociação com os norte-americanos é aumentar o volume de informações que ajudem a subsidiar a tomada de decisões.
Um dos alvos são as “células” bolsonaristas que trabalham dentro e fora do país para incitar o caos, a começar por Eduardo Bolsonaro, de quem não se pode mais duvidar da capacidade de sensibilizar a gestão Trump a adotar medidas punitivas contra o Brasil. O “03”, não é de hoje, está no radar da Abin, da PF e de diplomatas brasileiros nos Estados Unidos, conforme informou o RR.
Ressalte-se que a Polícia Federal abriu uma investigação contra Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo e aliado do clã Bolsonaro. Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, é um notório articulador e operador de Eduardo junto ao governo norte-americano nas medidas impostas contra o Brasil.
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