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Governo Tarcísio teme quórum reduzido no leilão do túnel Santos-Guarujá

21/08/2025
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A pouco menos de duas semanas do leilão do túnel Santos-Guarujá, marcado para 2 de setembro, o governo de São Paulo tem feito gestões junto a grupos de infraestrutura com o objetivo de atrair novos concorrentes para a disputa. O garimpo passa também pelo mercado financeiro, em conversas com fundos especializados em concessões na área de transporte, caso da Monte Capital. Até o momento, apenas a italiana WeBuild teria assegurado sua participação no certame. No Palácio dos Bandeirantes, a expectativa é que a China Communications Construction Company (CCCC) também entre no leilão. O projeto prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões.

#Santos-Guarujá #São Paulo #Tarcísio de Freitas

Governo e frigoríficos montam novas rotas comerciais para compensar tarifaço de Trump

21/08/2025
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O governo e os grandes grupos frigoríficos do país estão montando um plano de ataque no comércio exterior na tentativa de mitigar o impacto do tarifaço de Donald Trump sobre as exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo informações filtradas pelo RR, o vice-presidente Geraldo Alckmin, à frente do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deverão se reunir com empresas do setor na próxima semana para definir um arco de ações a serem executadas com o apoio do Itamaraty.

A prioridade é a abertura de novos mercados como forma de compensar a queda dos embarques para os Estados Unidos. É o caso do Japão. O governo articula a vinda de uma missão técnica da Animal Health Division, órgão do Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca japonês responsável pelo controle sanitário, para inspecionar frigoríficos brasileiros, condição sine qua non para a retomada das exportações ao país asiático.

O Japão anunciou recentemente a reabertura do seu mercado à carne bovina brasileira após a Organização Mundial de Saúde Animal reconhecer o Brasil como território livre de febre aftosa sem vacinação. O mesmo ocorre em relação à Coreia do Sul e o Vietnã. O próprio ministro Carlos Fávaro deverá liderar uma comitiva aos dois países para acelerar o restabelecimento do comércio de carne bovina. Coreia do Sul e Vietnã revogaram as restrições à compra do produto brasileiro que vigoravam, respectivamente, desde 2012 e 2017.

Além da busca de novas rotas comerciais, qualquer plano de contenção do estrago imposto por Donald Trump passa obrigatoriamente pela China, o principal comprador de carne bovina do Brasil. Nesse caso, o trabalho conjunto do governo e dos players do setor é aumentar o número de frigoríficos habilitados ao país asiático.

Neste momento, as autoridades chinesas analisam uma lista com mais de 50 plantas industriais brasileiras que já teriam atendido todos os requisitos impostos pelos órgãos sanitários locais. Desde o início da gestão Lula, 48 novas unidades de abate receberam autorização de Pequim.

No caso específico da China, há um fator que pode jogar a favor do Brasil. Em meio às facadas tarifárias de Trump, que está fazendo picadinho do comércio internacional, o Brasil vislumbra uma oportunidade de alavancar as exportações de carne bovina na esteira das fricções entre Estados Unidos e China. Desde o início do ano, os chineses já suspenderam a habilitação de mais de 400 frigoríficos norte-americanos.

#Donald Trump

Embraer busca nova capitalização para produzir “carro voador”

21/08/2025
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A Embraer está fazendo uma série de rasantes coordenados para capitalizar a Eve, sua controlada responsável pela fabricação do eVTOL, o “carro voador”. Segundo o RR apurou, a empresa costura um novo aporte com um grupo de investidores privados que já estão no negócio, a exemplo das britânicas BAE Systems e Rolls‑Royce, da francesa Thales e da japonesa Nidec. Esta última, além de sócia, é uma peça estratégica na operação. A Nidec uniu-se à Embraer em uma joint venture voltada à produção de motores elétricos para o eVTOL. Na semana passada, ressalte-se, a companhia brasileira anunciou a captação de US$ 230 milhões para a Eve, sendo US$ 75 milhões junto ao BNDES. Todo o esforço da Embraer neste momento é no sentido de garantir caixa para tocar o desenvolvimento do “carro voador” até a sua certificação, que deverá sair em 2027. Procurada, a Embraer não se manifestou.

#Embraer

Credores se insurgem contra administrador da falência do Banco Santos

21/08/2025
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Duas décadas após ser decretada, a falência do Banco Santos ainda ricocheteia nos tribunais. Um grupo de credores da instituição financeira está se articulando para requerer ao juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Recuperação Judicial e Falência de São Paulo, o afastamento de Vânio Aguiar, administrador judicial da liquidação do banco. Segundo a mesma fonte, o pedido tem como base as suspeitas de gastos indevidos com empresas subcontratadas para prestar serviços ligados à falência da antiga instituição de Edemar Cid Ferreira, morto em 2024. Há acusações de pagamentos a amigos e parentes de Aguiar, que teriam sido realizados entre 2018 e o ano passado. Na semana passada, o juiz Paulo Furtado estabeleceu um prazo de dez dias para que o administrador da liquidação preste esclarecimentos sobre as despesas. Aguiar é a figura mais certa entre as tantas incertezas que cercam a liquidação do Bancos Santos. Desde 2005, administra, com poderes conferidos pela Justiça, a massa falida da instituição, em torno de R$ 3 bilhões.

 

#Banco Santos

Governo quer indenizar usinas eólicas e solares em prestações

21/08/2025
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O Ministério de Minas e Energia avalia adotar uma solução intermediária para o impasse em torno do ressarcimento às geradoras de energia eólica e solar pelo chamado curtailment, quando a produção é interrompida por ordem do operador do sistema. A proposta em estudo prevê o pagamento de 50% dos valores devidos ainda em 2025 e a quitação da outra metade somente no próximo ano. O passivo total cobrado pelas empresas é da ordem de R$ 3 bilhões, retroativos a perdas sofridas em 2021. A ideia de fatiar o ressarcimento vem sendo discutida como forma de mitigar a pressão política das companhias afetadas, ao mesmo tempo que permitiria diferir o impacto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no entanto, resiste à medida e defende que não haja qualquer desembolso imediato, sustentando que a questão deve ser resolvida apenas após decisão definitiva sobre a legalidade dos contratos.

#Energia

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