Arquivo Notícias - Página 177 de 1965 - Relatório Reservado

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PP aumenta a fritura da presidente do Banco do Brasil

20/08/2025
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Os maus resultados do Banco do Brasil têm atiçado os partidos da base aliada. De olho no cargo, o PP, de Arthur Lira, pressiona o Palácio do Planalto pela demissão da presidente do BB, Tarciana Medeiros. Um dos nomes que circula no grupo político de Lira é o do ex-presidente da Caixa e da BrasilCap Nelson de Souza, hoje vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da bandeira de cartões Elo. O PP, ressalte-se, não está sozinho na fritura de Tarciana Medeiros. Já há alguns meses a cadeira da executiva é cobiçada pelo presidente do Senado, David Alcolumbre (União Brasil-AP). Na tentativa de saciar seu apetite, o governo chegou a oferecer a Alcolumbre cinco vice-presidências do BB, proposta recusada pelo parlamentar. Por ora, o Palácio do Planalto vai toureando as investidas para derrubar Tarciana do comando do PT, ainda que os recentes resultados não joguem a seu favor. No segundo trimestre deste ano, o lucro da instituição financeira caiu 60% em relação a igual período em 2024.

As águas da Iguá e da Aegea correm na mesma direção

20/08/2025
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Há uma crônica da fusão anunciada sendo escrita no setor de saneamento. Menos por oportunidade e mais por necessidade, diga-se de passagem. Pressões financeiras de parte a parte estão empurrando os acionistas da Iguá e da Aegea para a mesa de negociações, em torno de uma possível combinação de ativos.

De um lado, as canadenses CPP Investments e AIMCo (Alberta Investment Management Corporation), além da BNDESPar; do outro, Equipav, GIC, fundo soberano de Cingapura, e Itaúsa. Há um ponto de interseção entre os investidores: o entendimento de que será difícil as duas companhias honrarem seus investimentos obrigatórios sem um reforço da estrutura de capital e aumento de escala.

A Iguá terá de desembolsar mais de R$ 50 bilhões em suas concessões nos próximos 35 anos – a maior parte no Rio de Janeiro, algo em torno de R$ 32 bilhões. No caso da Aegea, os aportes exigidos giram em torno de R$ 30 bilhões.

A situação da Iguá é ainda mais preocupante por conta da sua alavancagem. No balanço de junho, a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 12 vezes, contra um múltiplo de 7,3 em junho do ano passado. Trata-se de um dos maiores índices entre as companhias abertas brasileiras, bem superior até mesmo ao de empresas em recuperação judicial, como Azul e Coteminas.

A insatisfação dos acionistas com os rumos da Iguá, até então mantida a portas fechadas, transbordou na semana passada, quando a empresa anunciou a saída de Roberto Barbuti do cargo de CEO, substituído por René Silva. Procurada pelo RR, a Iguá não retornou até o fechamento desta matéria. Também consultada, a Aegea não quis comentar o assunto.

Não obstante o senso de premência que aproxima as duas empresas, a costura do M&A entre a Iguá e Aegea tem suas complexidades. A principal delas é acomodar os interesses cruzados e não necessariamente convergentes dos acionistas.

Do lado da Iguá, o que se diz no mercado é que tanto a AIMCo quanto a BNDESPar pretendem reduzir sua posição ou mesmo vender integralmente sua participação. Ou seja: apenas a CPP Investments – principal acionista, com 66,5% do capital – estaria disposta a permanecer no negócio.

Em relação à Aegea, informações filtradas pelo RR apontam para o desejo da Itaúsa de usar a eventual fusão como porta de saída. Por sinal, os próprios Setubal já deram pistas nessa direção. O diretor-presidente da Itaúsa, Alfredo Setúbal, já defendeu em diferentes ocasiões o IPO da Aegea, o que foi interpretado pelo mercado como a busca de uma janela para deixar a companhia.

Nesse xadrez societário, com mais jogadores dispostos a deixar do que a permanecer no tabuleiro, CPP Investments e GIC despontam como regentes das tratativas para uma possível fusão e potenciais candidatos a uma posição de comando na nova empresa que venha a ser criada com a associação entre Iguá e Aegea.

Desse encontro das águas surgiria o maior grupo privado da área de saneamento do país, com receita líquida superior a R$ 12 bilhões e geração de caixa acima de R$ 7 bilhões por ano.

#Aegea #Iguá

Enel busca apoio político para renovar sua concessão no Ceará

20/08/2025
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A polarização chegou aos negócios da Enel no Brasil. Se, em São Paulo, a companhia tem em Tarcísio Freitas um adversário declarado, no Ceará os italianos estão buscando o apoio do governador Elmano Freitas para a renovação antecipada do seu contrato de concessão no estado. A companhia conta com o petista para sensibilizar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a diretoria da Aneel. Em contrapartida, acena com o aumento dos investimentos na distribuição de energia no estado, que pode passar dos R$ 9 bilhões até 2027, contra os R$ 7,4 bilhões anunciados no início deste ano. Em São Paulo, a batalha da Enel pela extensão do contrato é preservar sua maior e mais rentável operação no Brasil. Já no Ceará, a motivação dos italianos vai na direção oposta: a renovação da licença da Enel Ceará por 30 anos é condição indispensável para a venda do controle da empresa. A atual concessão da distribuidora cearense vale somente até 2028. Nenhum investidor vai se aventurar a comprar o ativo sem a garantia de um contrato de longo prazo. Em tempo: em outra latitude, as coisas parecem mais bem encaminhadas para os italianos. Ontem, a diretoria da Aneel aprovou a recomendação, ao Ministério de Minas e Energia, da renovação antecipada da concessão da Enel Rio.

#Enel

Startup brasileira avança sobre as lavouras do Mercosul

20/08/2025
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A startup brasileira AutoAgroMachines está preparando o terreno para ampliar suas operações na América do Sul. A empresa, que desenvolve máquinas agrícolas inteligentes para silvicultura, tem planos de entrar na Argentina e no Uruguai. Fundada no ano passado por Marcello Guimarães, a AutoAgroMachines também está levantando recursos no mercado para a construção de uma fábrica e a implantação de um centro de pesquisa no Brasil. Um dos programas desenvolvidos pela startup, o Forest.Bot, opera uma máquina capaz de plantar até 1.800 árvores por hora, ou seja, sete vezes mais do que um trabalhador.

#Mercosul

Mais uma goleada para Neymar. Agora, a favor

20/08/2025
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Nos gramados, Neymar cura as feridas da goleada para o Vasco no último domingo. Fora das quatro linhas, contabiliza seus novos ganhos na híbrida condição de atleta e “sócio” do Santos. O que se diz no mercado é que o jogador terá uma expressiva participação de até 75% no contrato firmado entre a casa de apostas 7K e o clube envolvendo os naming rights da Santos TV, plataforma digital com 1,6 milhões de inscritos. É mais um derivativo do acordo firmado entre Neymar Pai e a direção do clube, que dá ao camisa 10 participação em praticamente todos os contratos de marketing santistas.

#Neymar

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