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Os caminhos e descaminhos para a renegociação da dívida da Invepar
22/08/2025A renegociação da Invepar com os credores em torno de uma dívida de R$ 1,5 bilhões está se afunilando. Há dois caminhos sobre a mesa, segundo fonte próxima à empresa. O mais provável é um acordo extrajudicial com os bancos e fornecedores atrelado à venda de ativos, notadamente a Linha Amarela. Uma segunda hipótese passaria por um redesenho da estrutura de capital da holding, com a entrada no negócio de novos investidores financeiros e a consequente diluição das participações dos atuais acionistas – Previ, Petros, Funcef e Yosemite. Esse modelo permitiria preservar ativos, a começar pela própria Linha Amarela, responsável por uma parcela expressiva da geração de caixa da Invepar. No entanto, em meio à crescente pressão dos credores, o espaço de manobra para a busca de investidores é apertado. A ampulheta da Invepar se esvazia, por mais que a companhia tente ganhar tempo. A empresa já renovou por duas vezes o standstilll, o acordo com os credores para a suspensão do pagamento de dívidas. O novo waiver vai até 2 de setembro.
Vipshop e Ele.me são os novos gigantes do e-commerce a caminho do Brasil
22/08/2025Não apenas um, mas dois grandes players do e-commerce chinês ensaiam sua entrada no Brasil. Emissários da Vipshop e da Ele.me têm conversado com autoridades do governo e operadores logísticos com o objetivo de montar suas operações no país.
A primeira é especializada no modelo de “flash sales”. Ou seja: vendas de estoques com descontos agressivos por tempo limitado – por vezes, não mais do que algumas horas. Com receita anual superior a US$ 100 bilhões, valor de mercado de US$ 8 bilhões e cerca de 45 milhões de clientes ativos (ao menos uma compra no trimestre), a Vipshop tem entre seus acionistas o investidor Eric Ya Shen e a Tencent, um dos maiores grupos de tecnologia da China. A empresa chegaria para concorrer com conterrâneos já estabelecidos no Brasil, como Shopee, Temu e Shein.
Por sua vez, a Ele.me é a segunda maior plataforma de delivery de alimentos do país asiático, com cerca de um terço de market share. Fica atrás somente da Meituan, que iniciará suas atividades no Brasil no próximo mês de novembro. Trata-se de uma das verticais de negócio do Alibaba Group, já presente no país por meio da Aliexpress.
A julgar pelo seu modelo de negócio na China, a entrega de refeições é só um aperitivo. A Ele.me opera de forma integrada a outras plataformas de e-commerce do Alibaba. Significa dizer que seu exército de entregadores – quase cinco milhões em aproximadamente duas mil cidades chinesas – formam uma musculosa estrutura de logística e distribuição não apenas de alimentos, mas de eletroeletrônicos, roupas e toda a sorte de bugigangas comercializadas nos canais digitais do grupo.
Ou seja: a empresa seria um concorrente de peso para o Mercado Livre e congêneres.
DP World tem planos de atracar no Porto do Sudeste
22/08/2025A DP World, dos Emirados Árabes, é apontada no setor como candidata à compra do Porto do Sudeste, em Itaguaí, colocado à venda pelo Mubadala e pela Trafigura. A investida permitiria ao grupo ampliar e verticalizar sua operação no país, entrando no segmento de cargas a granel – a DP World é dona de um dos terminais de contêineres do Porto de Santos. O Brasil é visto como uma peça-chave no mosaico de negócios globais do grupo, que anunciou no início do ano um plano de investimentos de US$ 2,5 bilhões para ampliar seu colar de ativos em mercados estratégicos. O Porto Sudeste é uma estrutura ainda longe do seu potencial. No ano passado, movimentou cerca de 26 milhões de toneladas de minério de ferro, praticamente a metade da sua capacidade – 50 milhões de toneladas.
Planalto se mobiliza para evitar que tarifa social seja eletrocutada
22/08/2025O dia de ontem foi marcado por tensas conversas entre a articulação política do Palácio do Planalto, à frente a ministra Gleisi Hoffmann, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e líderes da base aliada. Em pauta, a costura de um acordo para assegurar a votação da MP 1.300, que amplia os benefícios da tarifa social de energia. A proposta tem de ser levada ao plenário da Câmara até o dia 17 de setembro, caso contrário fenecerá por caducidade. Seria um tempo mais do que hábil na hipótese de um governo com força no Congresso e capacidade de aprovar projetos do seu interesse. Não é o caso. Dentro do Palácio do Planalto há o temor de uma reprise da derrota política sofrida na montagem da CPI do INSS, quando a oposição arrancou das mãos do governo a presidência e a relatoria. Nos corredores da Câmara e do Senado, o que se diz é que há uma mobilização da base bolsonarista para brecar a pauta e impedir a votação da MP. A estratégia do governo é articular a tramitação conjunta da MP 1.304, que estabelece o teto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), incorporando nela o conteúdo da MP 1.300, o que permitiria preservar os benefícios sociais mesmo que o prazo se esgote formalmente. O que está em jogo, no caso a tarifa social, é um dos trunfos da gestão Lula olhando para as urnas em 2026.