Arquivo Notícias - Página 114 de 1964 - Relatório Reservado

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Começa a “Fase 2” do Flourish Ventures no Brasil

12/11/2025
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Corre na Faria Lima que o norte-americano Flourish Ventures vai iniciar ainda neste ano uma nova rodada de investimentos no Brasil. Depois de uma primeira fase voltada a bancos digitais e carteiras de pagamento, vide o Banco Neon, a gestora de venture capital de Pierre Omidyar, fundador do Ebay, mira em startups que operem nos cruzamentos entre finanças e outras áreas da economia. No radar empresas que misturam crédito com educação profissional, serviços financeiros com soluções de saúde ou tecnologia para microempreendedores informais. O que se diz no mercado é que o Flourish concentra seu interesse em plataformas que possam sobreviver sem rounds sucessivos de capital, com clientes pagantes e base sólida de receita. A gestora administra cerca de US$ 850 milhões em ativos.

#eBay #Flourish Ventures #Pierre Omidyar

Por quem dobram os sinos de Belém?

12/11/2025
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A COP da Implementação deveria ser a COP da esperança. Os pró e os contra

 

“Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada homem é uma partícula do continente, uma parte do todo. Se o mar leva um torrão de terra, a Europa fica menor, A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano; e por isso nunca perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti”.

John Donne, poeta metafísico, escreveu isso em 1624, ao ouvir os sinos dobrarem pelas mortes de uma peste que dizimava Londres. Ernest Hemingway usou a mesma expressão, ‘Por quem os sinos dobram’, em um livro que ele escreveu para alertar o mundo sobre a letalidade da Guerra Civil espanhola. Era o prenúncio de algo pior, que viria em seguida. E veio. A ferocidade de Hitler que quase escravizou a humanidade.

Quatro séculos depois, os sinos dobram novamente em Belém na COP da Salvação, a COP da implementação em pleno caos amazônico. Eles dobram, não por um indivíduo, mas por um planeta que adoece. A cada conferência do clima a humanidade se reúne para medir a elevação de sua febre e discutir a sua cura — enquanto o tempo avança, implacável. Por quem os sinos dobram? Eles dobram por ti.

As COPs — Conferências das Partes da Convenção do Clima — tornaram-se o palco das contradições do nosso tempo. De um lado, a esperança da diplomacia multilateral, a busca de metas e acordos que traduzam o princípio universal da solidariedade ambiental. De outro, a frustração das promessas não cumpridas, o impasse entre países ricos e pobres, o abismo insuperável entre o discurso e a ação. Os sinos dobram pelos que se foram nas calamidades climáticas, e também pelos que não desistiram. Mas até quando?

Cada país, cada cidade, cada geração viva deveria ouvi-los como um chamado à responsabilidade compartilhada — pois, como em Donne, quando o sino dobra, ele dobra por todos nós.

 

Os resultados da COP30 só surgirão no tempo devido — em seu momento final, nos últimos minutos do segundo tempo. Nas COPS de que participei sempre foi assim. As conclusões desses famosos encontros ganham um upgrade apenas em seu desfecho, quando o impasse nas negociações ameaça se transformar em vexame diplomático.

Mesmo assim, para nós, a conferência começou mal. Em parte porque a Região Amazônica, abandonada e precária, não está preparada para eventos dessa grandeza diplomática. Logo nos primeiros dias, Belém revelou o cenário de contradições que ronda esta COP. Houve invasão indígena de arco e flecha no recinto sagrado das Nações Unidas, com danos a equipamentos de segurança e ferimentos em funcionários internacionais.

O local do evento, a outrora linda cidade de Belém, hoje está bastante degradado como cidade de terceiro mundo. Por ironia, o local da conferência fica próximo à Margem Equatorial, onde estão prestes a serem perfurados novos poços de petróleo. Um flagrante descompasso entre o discurso ambiental e a vil prática econômica da qual não iremos prescindir. Não somos santos. Enquanto isso, a ONG prestigiada denuncia o garimpo ilegal e o narcotráfico que compromete a integridade dos ecossistemas e dos povos originários.

Para piorar, nos dois primeiros dias faltou ar-condicionado e os visitantes improvisaram leques de abano. E as longas filas para o almoço demonstram que tudo ali foi improvisado por falta de infraestrutura e serviços. Além do mais, foi um esforço diplomático conseguir a presença de um número de delegados satisfatório. A diplomacia brasileira sabe fazer milagres.

O maior problema do Brasil foi ter herdado de Baku uma COP da Implementação, justamente quando há muito pouco a implementar. Ficamos com a batata quente na mão. As emissões continuam subindo, enquanto os discursos oficiais caem no descrédito. A meta de conter o aquecimento global em 1,5ºC até o fim do século – e de, para tanto, zerar as emissões de carbono até 2050 -, já caiu por terra. A expectativa alarmante   é que já estamos ultrapassando essa marca agora! E continuamos aumentando as emissões quando elas teriam que estar em regressão. Resultado: as projeções para o final do século já estão em 2,8ºC. Um desastre que pode custar nossa sobrevivência. Vamos esperar, diante de tal gravidade, o último minuto do segundo tempo aqui também?

Há mais de três décadas que o processo decisório do clima é insolúvel e perverso. Os três maiores poluidores do planeta — China, Estados Unidos e Índia —, são responsáveis por 56% das emissões, mas garantem o seu direito de poluir as usual, para não comprometer o seu desenvolvimento. Todos apostam em uma transição gradual e tolerante. Desta vez, nenhum deles sequer enviou seus principais mandatários a Belém, ao contrário do que ocorreu em Paris (COP15) e no Rio (1992). Xi Jinping, Donald Trump e Narendra Modi estão ausentes: um sinal eloquente do esgotamento da diplomacia climática; e do fracasso do multilateralismo. A contradição é gritante: os mocinhos, isto é, a maioria dos países que nada emitem, permanecem mudos e impotentes; enquanto isso, os garanhões poluidores seguem impunes, envenenando o planeta.

Outra ironia da história é que foi o presidente George W. Bush quem, em 1997, recusou o Protocolo de Kyoto, afirmando não confiar na diplomacia e, sim, na tecnologia como caminho eficaz para a transição energética que é o X do problema.  Ele acertou na mosca. Foi exatamente o que aconteceu. Só que foi a China quem colheu os frutos dessa aposta anti-diplomática: hoje é ela que lidera as emissões enquanto, ao mesmo tempo, recebe na COP o título de líder global em inovação, responsável pela queda vertiginosa dos preços de painéis solares, baterias e equipamentos verdes. Os EUA parece que perderam sua estratégia ofensiva para a China

Enquanto isso, os países em desenvolvimento repetem há 30 anos a mesma ladainha — exigindo que os ricos paguem a conta nas famosas “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”. De início, era o paradoxo: os países em desenvolvimento continuam a poluir enquanto os países desenvolvidos pagam a conta. Não deu certo e os ambientalistas denunciaram este jogo perverso. Na lógica ambiental, todos deveriam pagar. E o impasse continua. China e Índia, os maiores poluidores, não querem pagar. Os Estados Unidos, em disputa com a China, também não. Mas quanto custaria, afinal, a transição energética?

A McKinsey calcula que a neutralidade de carbono até 2050 exigirá investimentos globais da ordem de US$ 9,2 trilhões por ano, enquanto a Agência Internacional de Energia (IEA) estima cerca de US$ 4 trilhões anuais apenas no setor energético. Já a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, fala em US$ 3 trilhões por ano para financiar a transição para uma economia de baixo carbono. Os países ricos alegam não ter esse dinheiro todo. Argumentam também que a dívida histórica pelas emissões passadas não se justifica. Ninguém tinha consciência do problema quando as emissões começaram a aumentar.

Além disso, dizem eles, não há razão para financiar países que não têm governança e onde ditadores e regimes cleptocráticos se disfarçam de países pobres, desviando recursos e tentando representar a pobreza. Resultado: os NDCs, compromissos nacionais de redução de emissões, tornaram-se uma panaceia ou até mesmo uma fraude coletiva. Nenhum país cumpriu as metas ou se apresentou em tempo hábil para defendê-las, como estava previsto no programa. Nem a heroica Uniao Europeia, na vanguarda do combate às emissões, conseguiram, desta vez, apresentar-se como campeões do Clima, preocupados que estão com a segurança militar de seu continente.

Apesar destes dissabores, o Brasil merece o título legítimo de superpotência ambiental. Detentor da maior floresta tropical do planeta, de uma matriz energética 50% limpa, ele se apresenta em contraste com os demais países do mundo oferecendo um imenso potencial de energia verde — do etanol à bioeconomia amazônica e marinha.  O país conserva, portanto, um capital moral e ecológico que poucos têm a honra de possuir. O Sistema de Monitoramento por Satélite, a experiência (frustrada) da Agenda 21 brasileira e o avanço recente das fontes renováveis reforçam essa credibilidade.

No entanto, o maior desafio é transformar essa vantagem comparativa em liderança efetiva, com políticas consistentes, metas factíveis e governança transparente — sem ceder à tentação de discursos grandiloquentes que o país não consegue cumprir.

Sabendo que a situação seria difícil, a estratégia brasileira — conduzida por hábeis diplomatas como André Corrêa do Lago e Maurício Lyrio, a ambientalista Ana Toni e a ministra Marina Silva — reservou para a COP duas importantes cartadas. A primeira foi desviar-se das dificuldades na redução das emissões, isto é, do esforço de mitigação, deslocando o eixo central da conferência para o tema sempre relegado da adaptação climática. Mais dramático e inicialmente mais barato. Tal mudança visa proteger os países mais vulneráveis contra os devastadores eventos extremos — secas, enchentes, incêndios e colapsos alimentares — que se agravam com o aquecimento global. Resta agora garantir os recursos de US$ 300 bilhões prometidos para honrar este compromisso e transformar a adaptação climática em pilar real de justiça ambiental global.

A segunda estratégia está sendo conduzida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por Tatiana Rosito, sua secretária de Assuntos Internacionais. Eles decidiram apostar na reunião de ministros da Fazenda para explorar melhor os aspectos econômicos e financeiros da transição climática — uma medida acertada, que transfere o centro das operações do palco desgastado dos governos ineficientes para a área mais promissora das empresas inovadoras e das organizações da sociedade civil.

Essa inflexão reposiciona o Brasil como articulador de uma nova agenda, bem mais inteligente, que envolve iniciativas financeiras da economia verde, aproximando a diplomacia ambiental da economia real — e recolocando o país no eixo das soluções, e não apenas dos diagnósticos. Foi com esse propósito que o Ministro da Fazenda entregou ao urbanista Philip Yang o desafio de mobilizar, não o eixo azul das propostas, mas o eixo verde da ação climática, reunindo as cidades, que são as principais emissoras, e convocando o poder subnacional para assumir este papel de vanguarda que dependerá mais das empresas e das iniciativas civis.

Temas polêmicos — denominados de fight issues — serão resolvidos nos próximos dias. O Brasil tentará hoje ainda melhorar a NDC dos países preguiçosos, insistindo para que assumam compromissos mais firmes e coerentes com a urgência da crise climática. O Brasil deveria fazer o mesmo.

A estratégia perspicaz das NDCs brasileiras merece reparos: optou-se pela lei do menor esforço, concentrando-se apenas em zerar o desmatamento e reduzir as emissões no uso da terra- nossos vilões climáticos.  Ficou de fora a economia urbana, como setor de transportes, que poderia migrar para o transporte de massa e reduzir significativamente as emissões. Podemos também atacar o tema da eficiência energética, que permanece entre as mais precárias do mundo.

Há ainda para animar o país anfitrião, a luta pelo fundo de preservação das florestas tropicais. A nossa, a floresta amazônica, é a maior do mundo e compartilhada com países vizinhos. Esta é uma luta antiga que parecia perdida, mas que acabou dando certo, com a arrecadação de fundos que já alcançam US$ 5 bilhões e podem crescer mais.

A cartada de Lula na abertura da COP foi das mais oportunas: propor um Conselho Climático diretamente ligado ao Secretário-Geral e à Assembleia da ONU, livrando-se, assim, dos restos mortais da própria COP agonizante. Mas o problema é que o Secretário-Geral tampouco funciona. A ONU respira por aparelhos.

E, enquanto isso, os sinos de Belém continuam a tocar.  Por você? Por nós? Quem viver verá.

#COP

Governo estuda “fundo garantidor” para destravar concessões ferroviárias

12/11/2025
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A Casa Civil e o Ministério dos Transportes estão quebrando a cabeça em busca de soluções para destravar o Plano Nacional de Ferrovias. Segundo o RR apurou, uma das propostas que ganha corpo é a criação de uma espécie de fundo garantidor para as concessões do modal ferroviário. Como o nome sugere, caberia a esse veículo investir em instrumentos garantidores de novos projetos no setor, como segur pos-garantia ou mesmo mecanismos de financiamento, como debêntures incentivadas de infraestrutura. Inicialmente, o fundo seria capitalizado com repasses da própria União, em um desenho similar ao modelo de garantias já desenhado pelo Ministério dos Transportes para rodovias. No entanto, o governo enxerga a possibilidade de buscar também recursos junto a bancos de fomento internacionais. O Brasil não está exatamente reinventando a roda. A inspiração vem de países que adotaram modelos semelhantes de credit enhancement para assegurar a execução de projetos de infraestrutura, como Colômbia, México e Indonésia. O mais provável é que o fundo tenha a gestão de uma instituição financeira privada, nos moldes do FDIRS (Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Regional e administrado pela Vinci Compass.
O fundo garantidor seria usado para viabilizar projetos ferroviários considerados de maior risco, como obras de integração regional, por si só menos interessantes para o capital privado. É o caso, por exemplo, do trecho de 540 km da Transnordestina entre Suape e Salgueiro, em Pernambuco, cuja concessão foi devolvida pela CSN à União. Outro projeto que se enquadra nessa categoria é a construção do trecho 2 da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) – 485 km entre Caetité e Barreiras, na Bahia. A Casa Civil e a Pasta dos Transportes entendem que a garantia de crédito poderá atrair players médios ou mesmo fundos de infraestrutura para as próximas concessões ferroviárias. A ver.
O governo, tal qual Sísifo, tem uma pedra para carregar até o alto da montanha. Guardadas as devidas proporções, o Plano Nacional de Ferrovias é uma espécie de PAC do setor, seja pela dimensão das cifras envolvidas, seja pelo velho truque de jogar dentro do caldeirão novos empreendimentos e projetos embolorados que nunca saem do papel. É o que se tem para o momento. Apenas em 2026, o governo promete licitar oito ferrovias, com investimentos somados da ordem de R$ 530 bilhões. Meta mais do que ousada tratando-se de um governo que, em quase três anos, não realizou qualquer licitação de ferrovia, limitando-se à renegociação de contratos já em vigor. Hoje, o retrato do setor é pouco animador. Alguns exemplos do descarrilamento: a Bamin, leia-se a Eurasian Natural Resource Corporation, do Cazaquistão, quer passar à frente a concessão do trecho 1 da Fiol; na Fiol 2, segundo relatório do TCU, há um atraso de nove meses na aprovação de projetos e de quatro meses nas obras; a Ferrogrão está travada no STF por questões de ordem ambiental. Um dos únicos investimentos em curso é a construção do trecho da Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) entre Mara Rosa-GO – Água Boa-MT, projeto conduzido pela Vale – na prática, um pedágio imposto à empresa pelo governo como contrapartida da renovação antecipada das ferrovias de Carajás e Vitória-Minas.

#Ministério dos Transportes

Calçados da Rothy’s apertam os pés da Alpargatas

12/11/2025
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Por quanto tempo mais a Alpargatas caminhará com os sapatos da Rothy’s? No mercado, a decisão do grupo de não exercer a opção de compra do controle da fabricante de calçados norte-americana vem sendo interpretada como o início do fim. A leitura é que a Alpargatas está preparando o terreno para se desfazer da sua participação de 49,9% na Rothy’s, adquirida em 2021. Há outros sinais nessa direção. Chama a atenção o fato de o conglomerado brasileiro não ter trazido a marca californiana para o Brasil, algo que originalmente estava no radar. Ao mesmo tempo, as atenções da Alpargatas neste momento estão voltadas para a sua reestruturação, no Brasil e no exterior, que combina um austero programa de cortes de custos e mudanças significativas no sistema logístico. Consultada sobre a possibilidade de venda da sua fatia na Rothy’s, a Alpargatas não quis comentar o assunto. Em resposta ao RR, limitou-se a dizer que “No momento, seguiremos apenas com os posicionamentos já divulgados no Fato Relevante e nos resultados do 3T25 sobre o tema”.
A Rothy’s sempre foi considerada pelo mercado uma espécie estranha dentro da Alpargatas. O grupo controlado pelos Setúbal e pelos Moreira Salles não conseguiu capturar, ao menos na escala esperada, sinergias entre a marca de calçados sustentáveis, feitos a partir de garrafas de água recicladas, e seus demais negócios. Na verdade, os questionamentos à compra da participação na Rothy’s começaram já na largada. À época, a percepção entre investidores e analistas é que o então CEO da Alpargatas, Roberto Furnari, pagou caro pelos 49,9% da companhia norte-americana – cerca de US$ 475 milhões.

#Alpargatas #Rothy’s

Governo traça plano para aumentar exportações de frango para a Ásia

12/11/2025
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O Itamaraty e o Ministério da Agricultura articulam o envio de uma comitiva a países asiáticos com o objetivo de abrir novos mercados para a carne de frango brasileira. Um dos alvos é o Paquistão. A missão ocorre no rastro da recente visita de Lula à Indonésia e à Malásia – com esta última o Brasil firmou um acordo para a exportação de produtos avícolas. Há um empenho conjunto do governo e dos grandes frigoríficos do país em buscar novos compradores como forma de mitigar os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Donald Trump não pesa sozinho nessa balança. Ao longo do ano, a carne de frango brasileira sofreu com o embargo de 28 países durante quase três meses após o registro de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, em maio – desses, apenas China e Canadá ainda mantêm restrições. Mesmo assim, 2025 está longe de ser o annus horribilis que os produtores temiam. No setor, a estimativa é que o Brasil conseguirá ao menos igualar os embarques de 2024 – 5,2 milhões de toneladas.

#Ásia

Solidariedade escancara suas portas para Ronaldo Caiado

12/11/2025
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O Solidariedade estendeu o tapete vermelho a Ronaldo Caiado. O deputado Paulinho da Força, presidente do partido, largou na frente e convidou Caiado a se filiar à legenda. No início da semana, o governador de Goiás disse com todas as letras que deixará o União Brasil caso a sigla lhe negue o direito de disputar a Presidência da República. Talvez haja uma grande dose de blefe na declaração. O fato é que o lançamento de uma candidatura própria enfrenta objeções dentro do partido. Em uma espécie de ultimato, o União Brasil estabeleceu que o governador goiano terá de chegar a 10% das pesquisas no início de 2026 para se mostrar competitivo. Do seu lado, Paulinho da Força acenou a Caiado não apenas com a candidatura ao Palácio do Planalto, mas com a prerrogativa de influenciar na escolha dos postulantes do partido a governos estaduais e ao Senado. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas a transferência significaria uma perda política para Caiado. O Solidariedade tem um peso menor no tabuleiro. Para não falar da sua participação no Fundo Partidário, que corresponde a quase um terço da fatia abocanhada pelo União Brasil.

#Ronaldo Caiado

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