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Destaque
SAFs: investidores entram no “tapetão” contra aumento de carga tributária
19/09/2025As SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol) montaram uma linha ofensiva em Brasília na tentativa de virar o jogo da reforma tributária, leia-se atenuar o impacto do novo arcabouço sobre os clubes-empresa. Entre os investidores que partiram para o ataque estariam o BTG, à frente da criação da SAF do Fluminense, XP Investimentos, parceira da Portuguesa de Desportos, e o empresário mineiro Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH e do Cruzeiro.
Trata-se de uma partida disputada em dois gramados. No Congresso, as articulações passam pela apresentação de um projeto de lei complementar estabelecendo a redução das alíquotas fixas dos impostos federais e a exclusão da base de incidência de receita específicas, como cessão de atletas e prêmios de performance.
Segundo informações obtidas pelo RR, os principais interlocutores são os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), relator da Lei das SAFs, e Eduardo Braga (MDB-AM). As Sociedades Anônimas e os bancos ligados a elas enxergam uma margem de negociação com os parlamentares, uma vez que a regulamentação do IBS e da CBS ainda depende de legislação complementar a ser aprovada pelo Congresso.
Além da negociação política, os investidores discutem a possibilidade de recorrer à Justiça, questionando a mudança do marco tributário do futebol por meio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ou Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs). Consultado, BTG, XP e o empresário Pedro Lourenço não se pronunciaram.
Por ora, as SAFs estão perdendo o jogo por um a zero. Com a aprovação da Lei Complementar 214/2025, sua carga tributária aumentará gradativamente a partir de 2027 até chegar a 8,5% da receita bruta em 2033, com a inclusão da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), 1,5%, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), 3%.
Hoje, as Sociedades Anônimas pagam o equivalente a 5% do faturamento bruto nos cinco primeiros anos e 4% a partir do sexto ano. Ou seja: o custo com o recolhimento de gravames vai mais do que duplicar.
As SAFs alegam que o novo regime tributário vai dificultar consideravelmente a entrada de novos players no setor e provocar a desistência de investidores já presentes no futebol brasileiro. Hoje, existem 117 SAFs no Brasil.
Cinco delas disputam a Série A do Campeonato Brasileiro – Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Vasco. Todas foram constituídas com base em um regime tributário prestes a ser jogado para escanteio.
Mercado
XP e Tauá mandam tabelinha com a Reag para escanteio
2/09/2025A acusação de envolvimento da Reag Investimentos com o PCC calou fundo na XP Investimentos e na Tauá Partners. A dupla discute se deve ou não seguir adiante com o projeto de compra da SAF da Portuguesa de Desportos e reforma do estádio do Canindé, uma operação da ordem de R$ 1,4 bilhão feita em parceria com a Revee, controlada da Reag. Procurada pelo RR, a Tauá não quis comentar o assunto. A XP, por sua vez, não se manifestou até o fechamento desta matéria. A rigor, a gestora de João Carlos Mansur já é tratada como carta fora do baralho, dadas as circunstâncias. Ainda assim, mesmo sem a incômoda companhia, XP e Tauá temem os eventuais danos reputacionais de permanecer em um negócio até então compartilhado com a Reag e, mais do que isso, bastante identificado com a figura de Mansur. A ver.
Negócios
Exa Capital procura reforços para Liga Forte Futebol
19/04/2024A Exa Capital, do ex-partner da XP Pedro Mesquita, estaria trocando passes com fundos internacionais em busca de novos investidores para a Liga Forte Futebol (LFF). A gestora detém participação societária no negócio, ao lado da Life Capital Partners, General Atlantic e da própria XP. A LFF sofreu um desfalque na sua estrutura de capital com a saída do fundo Serengeti. A Liga Forte disputa um “Fla-Flu” com a Libra. No momento, está prestes a tirar quatro agremiações paulistas da concorrente – Mirassol, Ituano, Ponte Preta e Novorizontino. Ainda assim, a Libra está bem na frente no placar. Conta com o apoio do Mubadala e já fechou a venda dos direitos de transmissão de seus clubes para o Campeonato Brasileiro de 2025 a 2029.
Futebol
XP e Portuguesa de Desportos ensaiam tabelinha
9/01/2024O RR ouviu uma fonte de estirpe cantar que a XP vai inaugurar a criação de uma SAF 100% nacional – o Cruzeiro, do meio brasileiro y mitad espanhol Ronaldo, não conta. O candidato ao investimento é a Portuguesa de Desportos, que corresponde em São Paulo o que o Bangu foi no Rio: um dos grandes do estado. Seria bom ver o clube de Ivair e Denner voltar a disputar a primeira série na Pauliceia.
Economia
Economia tem tudo para decolar em 2024. E quem diz é a XP
20/12/2023Parece que a elevação do rating pela S&P é só o começo mesmo – a agência aumentou a nota do Brasil de BB- para BB. Com mais dois degraus, o Brasil sobe ao grau de investimento. No governo especula-se que um degrau será superado se o país alcançar realmente o déficit primário zero em 2024. Mas há outros motivos, ao que tudo indica, para sonhar com o investment grade. Um pequeno paper da XP que circulou no início de dezembro virou cult. Ele segue exatamente na direção apontada pelo RR. Ou seja: 2024 promete surpresas positivas. Com a palavra, a XP:
“Uma surpresa positiva para 2024? – Uma coisa que poucos analistas têm colocado no preço é o grande aumento de produção de petróleo que o Brasil vai ter em 2024 e 2025. Nesses dois anos teremos um crescimento de produção de 1 milhão de barris por dia. Logo depois a produção vai continuar a crescer até atingir o pico de 5,5M de barris ao final de 2030.O que isso significa? – Isso vai trazer duas consequências principais para os investimentos. O Brasil não vai aumentar muito seu consumo de petróleo, logo esse aumento de produção será destinado a exportação. Isso vai gerar uma grande quantidade de dólar, mantendo a inflação muito mais controlada do que estaria em outras situações. Inflação controlada Selic mais baixa.
XP quer Microsoft ao seu lado na compra de startups e fintechs
29/03/2022A XP elegeu a Microsoft como sua principal aposta para uma parceria voltada à compra de fintechs e startups. Segundo o RR apurou, há conversações nesta direção. Os planos da instituição financeira passam pela montagem de um fundo de venture capital. O projeto é grandioso: a XP quer se diferenciar das demais operações de compra de startups e se tornar a maior consolidadora desse segmento, com tentáculos internacionais.
A aliança com a Microsoft traria mais do que recursos financeiros, proporcionalmente talvez o que a XP menos esteja buscando nessa associação. A instituição teria a seu lado uma corporação global que é sinônimo de inovação, além do goodwill do nome Bill Gates. A partir daí, o céu seria o limite para essa joint venture. Um caminho mais do que natural seria o posterior IPO dessa “XPTech”, com ações negociadas possivelmente na Nasdaq.
Procuradas pelo RR, XP e Microsoft não se pronunciaram. A XP tem feito seguidos movimentos no terreno das fintechs e startups. Nos últimos dois anos, foram seis aquisições. Antes disso, em 2019, a instituição financeira fez uma investida nos Estados Unidos, ao aportar recursos na Olivia, do Vale do Silício. A rigor, foi um negócio “doméstico” em terra estrangeira: a fintech é uma criação dos investidores brasileiros Lucas Moraes e Cristiano Oliveira.
Mas a semente para novas aquisições nos EUA está plantada. Mais recentemente, não custa lembrar, a XP deu outro passo importante nessa área: anunciou sua associação à gestora Headline, de Romero Rodrigues, fundador do site Buscapé, para a aquisição de startups. É tudo aquecimento para o projeto maior: o enlace com um parceiro internacional do porte da Microsoft.
Superstar
31/05/2021Corre no mercado que a XP estaria contratando Anitta para uma megacampanha publicitária. Pode ser. O RR já ouviu até que Anitta emprestaria o nome a uma criptomoeda. A moça virou um ativo valiosíssimo.
Deep throat
11/02/2019André Esteves, há muito, não andava tão atuante em suas relações com a imprensa. O banqueiro é a fonte, em off the records, do contencioso entre o BTG e a XP, comunicando diretamente ou por meio de ventríloquos.