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Tag: Política

Judiciário

Augusto Nardes pode trocar TCU pela política

22/04/2025
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Há um zunzunzum em Brasília de que o ministro Augusto Nardes poderá antecipar sua aposentadoria no Tribunal de Contas da União (TCU). Nardes deixaria o TCU até abril de 2026, um ano antes do fim do seu mandato, para concorrer ao Senado ou mesmo ao governo do Rio Grande do Sul. Existem informações, inclusive, de que o PP, partido ao qual ele foi filiado, já abriu as portas para o seu retorno. Em 2022, logo após as eleições presidenciais, Nardes ficou célebre pelo vazamento de um áudio em que dizia ter informações sobre “um movimento muito forte nas casernas” que “nas próximas horas, dias ou semanas” provocaria um “desenlace muito forte na nação, um conflito social com consequências imprevisíveis”.

#Augusto Nardes #Política #TCU

Política

Só resta à esquerda caminhar de mãos dadas com o centro e a centro-direita

17/10/2024
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“É preciso rediscutir o papel eleitoral do PT”. Lula não dá ponto sem nó. A declaração dada pelo presidente da República na semana passada deve ser lida como um pequeno spoiler da lavagem de roupa suja que começa a ser feita dentro do partido. A frase de Lula dialoga, sobretudo, com o pensamento de José Dirceu, responsável por puxar a tal rediscussão do “papel eleitoral do PT”. Dirceu jamais dirá em público, mas, intramuros, tem repetido que o resultado do primeiro turno das eleições municipais foi arrasador para o partido e a esquerda como um todo. É preciso interpretar a voz das urnas. O ex-ministro prega, desde já, a necessidade de uma guinada estratégica, sob risco de uma derrota ainda mais devastadora em 2026. Às favas com veleidades e purismos ideológicos. No entendimento de Dirceu, a esquerda terá, pragmaticamente, de caminhar junto com o centro e a centro-direita civilizada.

Neste momento, estes são os dois campos com força política suficiente para promover avanços sociais. Ambos topam discutir propostas para o desenvolvimento nacional. São, digamos assim, conservadores esclarecidos. E têm um ponto nevrálgico em comum com a esquerda: também não querem o avanço da extrema direita, seja por divergência de valores, seja pelo instinto de preservação do seu próprio território político. Ao mesmo tempo que avançam sobre a esquerda, os radicais de direita também mordem pelas beiradas um espaço que sempre pertenceu ao centro e à centro-direita. Portanto, nada mais natural que os espectros mais distantes dos extremos da régua se unam. É a velha e surrada máxima de Deng Xiaoping: “Não importa a cor do gato, desde que ele cace os ratos”. Mas que não se enxergue nessa aproximação com o centro e a centro-direita uma capitulação da esquerda. José Dirceu não escreve por linhas retas. O movimento está mais para um processo schumpeteriano de destruição criativa, ou seja, uma forma de a esquerda desmontar por dentro o que, a julgar pelo pleito municipal, parece ser uma crescente hegemonia eleitoral do centro e da centro-direita.

O adversário está dentro. As ideias que José Dirceu tem colocado sobre a mesa são um duro recado para o PT e a esquerda, que hoje rodam em círculo ao redor das mesmas pautas – bandeiras identitárias, questões ambientais, avanço dos diretos civis etc. São todas causas essenciais. Mas, a interlocutores, Dirceu tem ressaltado que a esquerda não consegue ampliar o arco de discussões para temas que conversem com um raio maior do eleitorado. Ela perdeu a capacidade de interpretar os anseios e pretensões da sociedade e de dar respostas. É uma pregação para convertidos. O ex-ministro da Casa Civil bate na tecla de que a direita capturou até mesmo os programas sociais, algo que o PT, mais especificamente, sempre tratou como um patrimônio privado. Hoje, é também a direita quem mais consegue psicografar a classe média baixa, um estrato significativo da população que ascendeu graças às políticas assistencialistas dos governos do PT, mas hoje quer mais. Apenas a título de exemplo dessa dissintonia alertada por José Dirceu, a esquerda ainda acena com o sonho da carteira de trabalho àqueles que não querem mais trabalhar para ninguém, mas, sim, empreender. “Empreender”, por sinal, é um “palavrão”, sinônimo de “alienação” para uma ala mais ideológica e anacrônica da esquerda, a mesma que cunhou e repete o mantra “Como pode ter pobre de direita?”. É como um humorista ruim, que conta uma piada ruim e culpa a plateia por não dar risada. Para a esquerda, parafraseando Sartre, o inferno são os eleitores.

#Eleições #Política #PT

Política

A nova profissão de fé de Eduardo Cunha

13/09/2024
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O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, a mais perfeita inspiração do atual no1 da Casa, Arthur Lyra, conversa aqui e ali sobre a possibilidade da criação de um Partido dos Evangélicos. O ex-deputado acha que o crescimento do neopentecostalismo na política brasileira é inexorável. Do ponto de vista ideológico, os religiosos já estão cimentados na extrema direita. Mas, no entendimento de Cunha, não são um ativo vitalício de Bolsonaro. O capitão pode perder seu rebanho se ele se fragmentar e encontrar seus próprios representantes políticos, digamos assim, sem intermediários.
Cunha sempre esteve entrosado com os evangélicos. Tentou montar um título de capitalização para os religiosos em sociedade com Arthur Falk, o então dono do finado Papa Tudo. É do ramo. E acha que somente a fé fará frente ao poder das redes sociais. No seu mundo ideal, as duas forças combinadas criariam um partido imbatível. Na Câmara, sua filha, a deputada Danielle Dytz da Cunha, sonda os parlamentares sobre a ideia. Diga-se de passagem, que não chega assim a ser algo tão inovador. Em meados do século passado, o arquiconservador filósofo católico Jackson de Figueiredo defendeu um Partido Católico, provocando uma tumultuosa discussão pública. É difícil? É. Mas, em termos de uma galáxia política extravagante, conforme se tornou a estrutura partidária brasileira, não chega a ser uma proposição desprezível. E seu defensor não precisa mais exibir suas armas para mostrar o quão eficiente e ameaçadora é a sua capacidade de manipulação.

#Eduardo Cunha #Partido dos Evangélicos #Política

Política

Brasil sofre da “Síndrome de Reformite Aguda”

17/07/2024
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Para implementar uma das carradas de projetos reformistas sugeridos por políticos, analistas, especialistas e oportunistas que repetem serem as reformas a única salvação do país, pergunta-se: qual delas, em que prazo, com qual apoio? Sem dúvida, qualquer uma delas ajudaria a combater a disfuncionalidade do Estado. Mas, até que uma seja a eleita prioritária, é preciso alguma unanimidade sobre quem puxará o pelotão de frente. No momento, o Brasil sofre de “reformite”, uma enfermidade comum em quem cobra reformas e não tem soluções políticas para a sua implementação. Por enquanto, temos meia reforma, a tributária, e uma já feita, mas que já depreciou, a previdenciária.

Com o auxílio de ferramenta da Knewin, maior empresa de monitoramento de mídia da América Latina, o RR levantou quantas vezes o tema prioridade das reformas – federativa, administrativa, educação, saúde, fiscal e, novamente, a previdenciária – foi citado ao longo da última década. A análise abrangeu 2.040 veículos da imprensa. Pois, espantem-se: mais de um bilhão de menções – ressalte-se que as redes sociais não estão contabilizadas nesse cálculo. Caso fosse possível converter o total de registros em número de cidadãos, o contingente seria muito superior à lotação de todos os estádios de futebol do país. Portanto, brasileiros, uni-vos, se entendam, pressionem o Executivo, o Judiciário, o Congresso, façam um referendo, joguem na loteria, mas parem de dizer em vão o “santo” nome das reformas.

#Congresso #Política #Reforma

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Golpe

15/07/2022
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Não é nada, não é nada, nos últimos quatro dias, com homicídio e bombas em comícios, foram publicadas 2.884 notícias incluindo a palavra golpe em 844 mídias.

#Política #PT

“Renda mínima”

9/12/2020
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Como se não bastassem os R$ 2 bilhões provenientes do fundo partidário, as 33 legendas registradas no país receberam uma caixinha de Natal: R$ 11,7 milhões. O dinheiro veio da aplicação de multas em mesários e eleitores que não compareceram para votar em eleições recentes e sequer justificaram sua ausência.

#Política

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