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Mercado

Kinea e Pátria têm um duelo na área de real estate

26/09/2025
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Kinea, leia-se Banco Itaú, e Pátria estão travando uma disputa no mercado por recursos para dois de seus principais fundos de real estate. Executivos das duas gestoras têm batido à porta de grandes investidores institucionais – em alguns casos, à mesma porta – na tentativa de assegurar demanda para suas respectivas ofertas, lançadas simultaneamente. Trata-se de um teste não apenas para Kinea e Pátria, mas para a própria indústria de fundos imobiliários no Brasil neste momento. Ambas ambicionam realizar o maior lançamento da modalidade no ano. A Kinea busca captar R$ 2,5 bilhões para o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11). Já o Pátria anunciou a emissão de cotas do fundo imobiliário HGLG 11 no valor de R$ 2 bilhões. Mas a oferta pode chegar a R$ 2,5 bilhões caso seja exercido o lote adicional de 25%.

#Banco Itaú #Kinea

Destaque

Fraude da Americanas: Ministério Publico estende investigações a Itaú e Santander

10/04/2025
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O escândalo contábil da Americanas está empurrando o Itaú e o Santander para o mesmo lócus onde foi incubada a Lava Jato: o Ministério Público Federal. De acordo com informações filtradas pelo RR, o MPF vai abrir um procedimento para apurar as denúncias contra os dois bancos feitas pelo ex-diretor financeiro da rede varejista Fabio Abrate em sua delação premiada. O órgão deverá pedir à Justiça que determine uma auditoria para averiguar uma eventual participação do Itaú e do Santander na fraude contábil da Americanas.

Em seu depoimento ao Ministério Público, Abrate acusou as duas instituições financeiras de terem escondido dados referentes às operações de risco sacado, informações estas que deveriam constar das chamadas cartas circulatórias enviadas à auditoria da empresa. Segundo o executivo, a cumplicidade do Itaú e do Santander se deu após a Americanas ameaçar romper contratos com os bancos. Em seu depoimento, Abrate chega a dizer que a fraude poderia ter sido estancada em 2016 caso os dois bancos tivessem se negado a camuflar a trapaça contábil.

Consultado pelo RR acerca da instauração de um processo investigatório contra o Itaú e o Santander, o MPF não quis fazer comentários, alegando que “o processo encontra-se sob sigilo”. Também procurado, o Santander não se pronunciou. O Itaú, por sua vez, “nega qualquer participação, direta ou indireta, na fraude contábil que a Americanas sofreu.

O banco sempre prestou às auditorias e aos reguladores informações corretas e completas sobre as operações contratadas pela empresa, conforme legislação vigente e melhores práticas de mercado. Conforme já esclarecido, os informes enviados às auditorias sempre alertavam para a existência das operações de risco sacado e da exposição de crédito da companhia aos fornecedores”. Ainda segundo o banco, “os diretores da Americanas envolvidos na operação interagiram com representantes do Itaú no sentido de retirar os alertas, como admitiu o ex-diretor Fabio Abrate em seu depoimento.

O banco nunca concordou com esse pedido e, diferentemente do que informou Abrate, manteve o texto que sinalizava a exposição da companhia ao risco sacado. O Itaú, inclusive, interrompeu, por mais de 6 meses, as operações de risco sacado. O Itaú reforça que a elaboração das demonstrações financeiras é de responsabilidade única e exclusiva da administração da empresa e repudia qualquer tentativa de responsabilização de terceiros por falhas ou fraudes nessas demonstrações.”

Investigações como esta sabe-se como começam, mas nunca onde podem terminar. Um dos maiores fatores de apreensão para o Itaú e o Santander, neste momento, é que as acusações feitas por Fabio Abrate venham a ser corroboradas por outros ex-executivos da Americanas. Até o momento, dos 13 antigos dirigentes da rede varejista denunciados pelo Ministério Público Federal, três já fecharam acordos de delação premiada – além de Fabio Abrate, estão nesse rol Marcelo Nunes, ex-diretor executivo financeiro, e Flávia Carneiro, ex-diretora executiva de controladoria. Esse número pode crescer.

Segundo uma fonte do MPF, outros dois ex-executivos da empresa abriram tratativas para também firmar um acordo de delação. Colaboração premiada está longe de ser um instrumento imune a narrativas farsescas. A história recente no Brasil mostra que sempre há o risco de o delator criminalizar terceiros com acusações infundadas para livrar a própria pele – um exemplo momentoso é a delação do tenente-coronel Mauro Cid, que mudou cinco vezes.

Caberá ao Ministério Público e à Justiça dizer se este é ou não o caso de Fabio Abrate. No entanto, a simples acusação feita pelo executivo já é suficiente para ter um impacto brutal sobre a reputação do Itaú e do Santander e colocar em xeque a estrutura de compliance de ambos.

No caso específico do Itaú, o timing da acusação é ainda mais doloroso.

A denúncia do ex-executivo da Americanas arde como arnica nas feridas já abertas no banco quando o assunto é compliance. Nos últimos meses dois casos atingiram em cheio a reputação e o orgulho dos Setúbal. O Itaú demitiu o executivo Alexsandro Broedel Lopes, que ocupava o cargo de diretor financeiro, sob acusação de violar “gravemente o Código de Ética da instituição”.

A instituição financeira encontrou “fortes indícios” de que Broedel era sócio de uma consultoria que prestava serviços ao banco. Segundo a própria instituição financeira, entre junho de 2019 e junho de 2024, Broedel contratou 40 pareceres da Care com um total de 21 pagamentos, no valor somado de R$ 13,255 milhões. Quase que no mesmo período, veio à tona a notícia de que o Itaú demitiu Eduardo Tracanella, até então chief marketing officer, por gastos pessoais e “inapropriados” em seu cartão corporativo.

São episódios graves, que, no mínimo, escancaram porosidades no compliance do banco da família Setubal. Mas nada que se compare a uma denúncia de cumplicidade com o maior escândalo contábil do Brasil, que agora paira sobre Itaú e Santander.

#Banco Itaú #Lojas Americanas #Santander

Destaque

Carroceria do Itaú pode sofrer um risco que não estava no mapa da sua onipotência

11/12/2024
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O RR disse hoje que a “tunga” dos diretores do Itaú nem sequer tinha arranhado a “credibilidade” da instituição. Mas, quando se trata da banca, qualquer possibilidade de manchinha na tintura faz o vento mudar de lado ao menor instante. A manutenção do assunto no noticiário tende a tornar um risco imperceptível de imagem em uma marca visível de gestão desastrada. Aliás, visível por um prazo bastante incômodo. O RR apurou que tanto os ex-diretores financeiro e de marketing, Alexsandro Broedel e Eduardo Tracanella, quanto o contador Eliseu Martins, que também saiu chamuscado do episódio, vão entrar com ações por perdas e danos contra o Itaú em função de conclusões equivocadas sobre as “constatações” de más práticas. Todos seriam inocentes, e o Itaú teria sido precipitado, para não dizer inconsequente. No caso, a indenização financeira é o que menos importa aos executivos. A questão é a exigência de que o banco faça um pedido de escusas, enviado e divulgado em todos os órgãos que receberam ou publicaram posicionamentos oficiais do Itaú. Mesmo que os acusados venham a ser considerados culpados no futuro, o processo por perdas e danos manterá o Itaú nas mídias por tempo indeterminado como eventual autor de um erro. Existe ainda a possibilidade de o Santander ingressar no circuito, já que Broedel assumiu um cargo na diretoria do banco na Espanha. Uma manifestação do Santander em favor do seu funcionário, a essa altura correndo o risco de ser tachado de “corrupto” pela mídia espanhola, é tudo o que o Itaú não quer, ou seja, um uma contenda corporativa pública.

Até agora, todas as partes perderam. Mas o Itaú, que agiu com precisão para se antecipar a uma situação vergonhosa e parecia ser resistente a qualquer estria, corre o risco de ver sua carroceria arranhada por um risco de ordem moral. É a tal história de que uma faísca é apenas uma pequena luz sem consequência até sofrer o sopro de uma brisa imperceptível. O resultado pode vir a ser um fogaréu na floresta.

 

 

#Banco Itaú #Crise Institucional #processo

Finanças

Itaú entra na disputa pelo Credit Suisse no Brasil  

13/03/2023
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Agora, no final da tarde, circulou no mercado que o Itaú vai comprar a operação brasileira do Credit Suisse. O banco helvético seria o BBA da vez – uma alusão ao BBA Creditanstalt, adquirido pelos Setúbal em 2002. Pode ser. Mas lembremos que o BTG já andou estudando a mesma operação e estaria no páreo, segundo fonte bem posicionada do RR. E o Credit Suisse não dá demonstrações de que pretende deixar o país. Mas a verdade é que o banco suíço atravessa um momento difícil, no exterior. Consultado pelo RR, o Itaú não quis comentar o assunto. O Credit Suisse, por sua vez, afirmou que “não confirma a informação de que o Itaú está em negociações para comprar a operação brasileira. 

Se for sério o boato de aquisição, a hora seria essa. A investida provocaria mudanças no capital societário de um outro badalado asset: o Credit Suisse detém 25% Fundo Verde, do falante Luis Stuhlberger. Agora, segundo a newsletter Brazil Journal, a Lumina Capital Management, de Daniel Goldberg, estaria comprando um pedaço do Fundo Verde. A aquisição do Credit Suisse, portanto, faria um rolo na consolidação do setor. O RR acha que o negócio estaria mais para o BTG, pois o Itaú já tem uma operação de atacado consolidada. E também pode ser uma fofoca provinda do próprio pessoal do Itaú ou do Credit Suisse. Aguardemos o desenrolar do fio dessa meada.  

#Banco Itaú #BTG #Credit Suisse #Itaú

“Education washing”

10/06/2022
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O site Inteligência Financeira (IF) do Itaú tem um segundo movimento: ganhar a franquia de que o banco é o principal disseminador da “educação financeira” no país. O IF, que já está sendo chamado de “Carta do Banco Itaú”, inclusive, é cheio de informações didáticas, não deixando dúvida aonde quer chegar. Ocorre que o mar de publicidade com que o Itaú invadiu a mídia transformou a newsletter em uma ação de propaganda, mudando a mensagem original da iniciativa. A questão se tornou controversa no próprio banco. O Banco Safra é pioneiro em newsletter de instituição financeira, com sua carta “O Especialista”. O Safra, porém, faz pouco barulho e atua em um nicho muito menor. Há dúvidas se o IF não sofrerá um recuo estratégico. Ou uma mudança na forma como vem sendo apresentado. O fato é que a publicação tem notícias velhas e “pequenas aulinhas” que pouco acrescentam. De “Inteligência”, não tem nada – seja no sentido norte-americano da palavra, seja no sentido usual.

#Banco Itaú #Banco Safra

Porta de saída

25/04/2022
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A Kinea, leia-se o Banco Itaú, estaria preparando seu desembarque da gaúcha Panvel, maior rede de drogarias da Região Sul. A gestora já se desfez de parte dos papéis na oferta de ações da rede em 2020. Hoje tem 5% do negócio, o suficiente para fazer parte do bloco de controle da companhia. Consultada pelo RR, a Kinea não se manifestou.

#Banco Itaú #Kinea

Passa-moleque

22/11/2019
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O Banco Itaú precisa dar uma resposta rápida sobre a multa por fraude fiscal de R$ 3,8 bilhões aplicada pelo prefeito Bruno Covas. O banco dos Setúbal – e, vá lá, dos Moreira Salles – vende um peixe de que é a quintessência da governança e do compliance. Mas que modelo de gestão é esse que permite um passa-moleque tão raso?

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