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O processo movido por cotistas do FIP Nova Raposo contra a BV Asset tornou-se uma bola de neve. Segundo o RR apurou, em pouco mais de três meses o número de investidores que aderiram à ação teria quase duplicado. Os cotistas do fundo alegam que a gestora dos Ermírio de Moraes violaram direitos fiduciários. Consultada, a BV informou que “já apresentou nos autos do processo sua manifestação demonstrando a regularidade dos seus atos.” Diz ainda “que sua atuação é sempre orientada ao melhor interesse dos cotistas, tendo plena convicção sobre os atos por ela praticados estarem em atendimento às normas aplicáveis.”
A João Fortes Engenharia está ameaçada de ter suas ações suspensas no pregão da B3. O papel tem sido negociado abaixo do piso de R$ 1,00 há mais de 30 pregões, o que contraria o item 5.2.3 do Manual do Emissor da Bolsa. Seria mais um baque para a empresa de Antonio José Carneiro, o “Bode”, que vive delicada situação financeira. Em recuperação judicial, a João Fortes carrega um passivo de R$ 1,5 bilhão.
De primeira: a francesa Edenred vai partir para a compra de empresas de adquirência no Brasil. O grupo quer queimar etapas e dar um salto no concorrido setor de maquininhas de pagamento, no qual atual por meio da Punto.
O influencer e ativista Felipe Neto pretende convidar os candidatos à Presidência para um debate. Um dos “unicórnios” da internet brasileira, Neto reúne mais de 44 milhões de inscritos em seus canal no YouTube.
O grupo Águas de Portugal tem trocado figurinhas com o BNDES, sedento em participar dos próximos leilões de saneamento.
A Enel prepara uma temporada de pesados investimentos em energia renovável no Brasil. O funding virá da iminente venda da Celg-D, avaliada em cerca de R$ 10 bilhões. O grupo italiano vai usar boa parte dos recursos em projetos de geração eólica e solar.
A Equatorial estuda uma emissão de debêntures incentivadas para financiar a expansão dos serviços de saneamento no Amapá.
Reviravolta na diplomacia entre Brasil e Argentina. Na semana passada, o governo do presidente Alberto Fernández oficializou ao Itamaraty que Daniel Scioli vai reassumir a Embaixada da Argentina em Brasília apenas dois meses após deixar o posto para assumir o agora extinto Ministério do Desenvolvimento Produtivo. Segundo a mesma fonte, a princípio, a volta de Scioli ao cargo é temporária, até dezembro. O governo argentino vai avaliar o perfil do próximo embaixador de acordo com o resultado da eleição presidencial brasileira.
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Há questões sensíveis nas relações entre Brasil e Argentina que passam pelo pleito de outubro. Um exemplo: no Itamaraty há informações de que o presidente Alberto Fernández espera pelas eleições brasileiras para propor a reintegração da Venezuela ao Mercosul. Uma eventual vitória de Lula abriria caminho para o waiver aos venezuelanos. Entre os integrantes do bloco econômico, o governo Bolsonaro é a maior barreira nesse sentido. A Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2017, por “ruptura da ordem democrática”. De certa forma, Alberto Fernández “legisla” em causa própria ao afagar o governo de Nicolás Maduro. Em grave crise econômica, a Argentina precisa comprar petróleo e gás dos venezuelanos em condições mais vantajosas.
A assessoria de Jair Bolsonaro vem dando um chá de cadeira em candidatos aliados. Até o momento, tem brecado os pedidos de gravação de depoimentos de Bolsonaro para a campanha eleitoral, inclusive de Tarcísio Freitas. A demora se deve, sobretudo, ao temor de que muitos aliados não são tão aliados assim.
Há um burburinho na Polícia Federal de que o superintendente da corporação no Rio de Janeiro, Ivo Roberto Costa da Silva, está por um fio no cargo. O comando da instituição no Rio, latifúndio político da família Bolsonaro, tornou-se uma máquina de moer delegados. Há apenas quatro meses no posto, Silva é o quarto superintendente em pouco mais de três e anos e meio de mandato do presidente Jair Bolsonaro.
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